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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Curso de Stata na FUCAPE


A FUCAPE está oferecendo aos seus alunos um curso de programação com o uso do software Stata. Este curso vai ser muito importante para solidificar conhecimentos mais técnicos e sofisticados, que muitas vezes não podem ser explorados em sala de aula.

O curso terá 3 dias de aula e vai cobrir desde a parte de manipulação de dados até programação, passando por MQO e outros métodos de estimação.

Vejam os detalhes abaixo. Para mais informações e inscrições clique AQUI.

Clique para ampliar.

PS: Nesta primeira edição o curso será aberto apenas aos alunos da FUCAPE.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mantegada Semanal #33


Segundo o ministro Guido Mantega, o investidor estrangeiro confia no Brasil. Do site da revista EXAME:

Mantega afirmou que a Classe C vai continuar a se expandir no País. "Há confiança no Brasil e isso pode ser medido pelo crescimento do Investimento Estrangeiro Direto (IED) nos últimos 12 meses. Os investidores confiam na trajetória, solidez e segurança da economia brasileira."

Eu fiz o seguinte, baixei a série mensal do Balanço de Pagamentos, pois achei um pouco exagerada a afirmação do ministro. Segue AQUI o link para os interessados (alô alunos de Macro I!).

Vejam a trajetória do IED no gráfico abaixo. A média entre agosto de 2011 e julho de 2012 é de 5,5 bilhões de dólares. Já a média entre agosto de 2010 e julho de 2011 foi de 6,0 bilhões de dólares.

Não houve crescimento do IED líquido nos últimos 12 meses (em relação aos 12 meses anteriores). Mais do que isso, houve queda do investimento brasileiro no exterior (negativo no gráfico).

Era isso!


Clique para visualizar melhor.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Você Deve Estar na Internet?


O vídeo abaixo é uma divulgação da PSA em 1995. Meninos e meninas da quinta série explicam porque, em 1995, você deveria buscar acesso à internet. O tom do vídeo é meio profético e mostra como as pessoas já tinham uma boa idéia do que estava por vir. Confiram!



PS: Dica da minha ex-bolsista Rayanne.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Links Recomendados


Eu ando numa correria danada, mas na medida que vou achando coisas interessantes eu vou guardando lá nos favoritos do meu Twitter (segue lá!). Então, vou deixar aqui alguns links para algumas coisas que andei lendo e gostaria de compartilhar com vocês.

A) Shikida anda meio preocupado com o andamento do blog dele. Eu também me sinto assim as vezes, mas o ideal é não parar de escrever, pois o arrependimento pode ser grande depois. Força Shikida!

B) A menina Isadora, de 13 anos, criou uma página no Facebook e mostrou a dura realidade da sua escola em SC. Explodiu na internet, já tem mais de 53 mil fans. É por essas e outras que a internet vale a pena.

C) O Facebook está fazendo alguns de seus funcionários dividirem o CPU. É a chamada programação aos pares. Confira AQUI como funciona isso. Será que aumenta a produtividade e economiza capital? Imagina se a moda pega aqui na FUCAPE...

D) Não posso deixar de divulgar. A FUCAPE vai realizar nos dias 12 e 13 de setembro o 9º Simpósio Fucape de Produção Científica. Confira os detalhes AQUI.

E) Você acha que os sites de passagens aéreas aumentaram a competição no setor? Então, antes de comprar  sua próxima passagem na internet, leia isso AQUI.

F) O gráfico abaixo eu tirei desse link AQUI. Dá uma boa dimensão da dinâmica econômica americana e da distribuição dos ganhos econômicos entre as faixas de renda nos últimos 60 anos.

Clique para aumentar.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Fantasy Football e Produtividade


Agosto é o mês em que eu costumo voltar a seguir a temporada de futebol americano. A rotina, iniciada em 2007, consiste em participar de uma liga de fantasia com outros amigos, ler as notícias, assistir aos jogos, etc. Ela se inicia em Agosto e vai até Fevereiro.

Eu sempre fiquei pensando como eu acabava usando uma boa parte do meu tempo nisto. Na verdade é parte do meu lazer. Ao invés de ouvir música, ler ou ir ao cinema, eu assisto jogos e leio sobre futebol americano.


Eis que a Forbes publica um artigo que aponta que participar de uma fantasy league pode aumentar a sua produtividade. O artigo aponta 8 lições que o autor, Steve Cooper, aprendeu jogando fantasy football com colegas de trabalho.

Segue abaixo o link pro arquivo, mas já aviso que só fará sentido aos amantes do esporte americano.

Link AQUI.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Inflação: Acendeu a Luz Amarela


Eu procuro acompanhar o relatório FOCUS toda a segunda-feira. Até compartilho lá no Twitter e deixo um comentário breve.

Não é preciso ser um gênio para perceber que o cenário é inflacionário neste segundo semestre. Nas últimas semanas, tanto a previsão de inflação para 2012 quanto a previsão para os próximos 12 meses se elevaram.

Essas previsões incorporam uma expectativa de SELIC mais baixa (a 7,25%), câmbio estável e próximo de R$ 2,00 e outras crenças. A questão é saber quais choques já estão refletidos nas crenças (com suas devidas probabilidades de ocorrências) e quais as suas probabilidades.

O cenário não é favorável aos preços. Fatores climáticos estão afetando muitos bens, principalmente os grãos (que ainda será transmitido a outros bens que usam grãos como insumo). Tem a questão do IPI, dos preços dos combustíveis, das passagens aéreas, etc. Isso sem falar nos fretes e nas greves por reajustes.

Algumas pessoas no mercado acreditam que o cenário é de divergência em relação a meta, e não mais de convergência. O gráfico da expectativa do IPCA acumulado para os próximos 12 meses mostra isso:


Até o fim do mês de Junho o caminho era de estabilidade abaixo de 5,5%. Nas últimas semanas a expectativa mudou de tendência e passou a ser crescente. Isso tudo com uma economia quase estagnada.

Acendeu a luz amarela no gabinete do Tombini.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Expectativas e Mercado Imobiliário


Na semana passada dois artigos chamaram a minha atenção. Um do Rafael Seabra (AQUI) e outro do Ricardo Amorim (AQUI e AQUI). Eles discutem a tendência atual do mercado imobiliário brasileiro.

O Rafael Seabra aponta que o crescimento recente foi baseado no crédito e este está diminuindo, ou melhor, crescendo à menores taxas. Neste caso a bolha não estouraria mas estaria desinflando. Já o Ricardo Amorim afirma que o Brasil não tem as condições necessárias para ter uma bolha imobiliária. Em particular, não temos um alto consumo de cimento per capita e o mercado de crédito, por mais que tenha crescido, ainda é pequeno com relação ao PIB.

O diretor do BC, Carlos Hamilton, deu uma declaração afirmando que ainda há espaço para o aumento do crédito na economia brasileira (AQUI). O que vai na mesma direção do fato apontado pelo Ricardo Amorim. Segundo o Carlos Hamilton, essa expansão é saudável para a economia do país.

O grande ponto nessa discussão, na minha visão, é o se as pessoas estão dispostas a tomar esse crédito. Como todo o economista sabe, um crédito é uma antecipação de uma receita futura. Se não existem boas perspectivas para a renda futura, as pessoas, mesmo com juros baixos, preferem não antecipar essa renda.

Esse movimento na expectativas é difícil de ser estudado. Não existe uma pesquisa que aponte a expectativa dos consumidores com relação a sua própria renda daqui 10 ou 20 anos, prazo da maioria dos financiamentos imobiliários. O melhor indicador é o nível de preços.

Então, resolvi dar uma analisada na dinâmica dos preços dos imóveis usando os dados do indicador FIPE-ZAP. Como sabemos, a dinâmica de preços não é a mesma no país todo. Então, fiz gráficos com 6 cidades: São Paulo, Rio de janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza e Recife.

A primeira figura mostra o comportamento do índice de imóveis em cada cidade comparado com o CDI.

Clique para aumentar.

Os gráficos mostram o descolamento dos preços com relação ao CDI. Note que eles têm inícios em meses distintos, prejudicando a análise. Esse descolamento parece ser maior nas cidades com as séries mais longas (Rio e SP). O fato é que sem dúvida, nos últimos três anos os imóveis têm se valorizado mais que o CDI.

Vamos olhar o comportamento recente. Vejam o gráfico 2, abaixo:

Clique par aumentar
Agora, todas as cidades iniciam a sua comparação com o CDI em Julho de 2011. Podemos notar três dinâmicas distintas.

a) Brasília e BH parece estar acompanhando o CDI.
b) Rio, SP e Recife estão ainda descolando do CDI
c) Fortaleza vinha acompanhando, mas nos últimos 2 meses deu um pico.

O que isto significa?

Bem, primeiro que a dinâmica é mais regional do que nacional. Isso aconteceu nos EUA e não é surpresa que aconteça no Brasil. O segundo ponto é que algumas cidades parecem estar entrando em um momento de estabilização de preços. Seriam os casos de Brasília e BH. Já SP, Rio e Recife estariam em um período de crescimento, mas talvez próximas desse momento de inflexão. Detectar esse ponto é que é o grande lance.

Um outro dado importante nesse mercado é o preço do aluguel. Segundo o Estadão (AQUI):
O valor dos contratos de locação de imóveis residenciais na cidade de São Paulo subiu 11,87% nos últimos 12 meses encerrados em julho, segundo pesquisa divulgada hoje pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP). O resultado acumulado em 1 ano confirmou a trajetória de desaceleração verificada nos últimos meses e é o menor registrado pela pesquisa desde outubro de 2010, quando atingiu o patamar de 11,77%.

Neste caso, a provável desaceleração dos preços dos imóveis em SP estaria acompanhada de uma desaceleração dos preços dos aluguéis, apesar de ambos ainda estarem acima da inflação e do CDI. Esse dado reforça a tese que não há muito mais espaço para elevadas taxas de retorno no preço dos imóveis.

A minha leitura é de que os preços dos imóveis no Rio e em SP devem seguir a mesma tendência dos preços em Brasília e BH, devem iniciar um movimento de acompanhar o CDI e/ou até apresentar uma certa queda. Especialmente pela estagnação dos aluguéis (frente ao CDI).

Na verdade os preços dos imóveis comerciais já estão nessa trajetória (AQUI). O mesmo parece estar acontecendo em alguns bairros de São Paulo (AQUI).

Esse segundo semestre vai ser de muita importância para os setores imobiliários de RJ e SP. Ou ele entra em uma trajetória de acompanhar o CDI ou veremos o desinflar do mercado imobiliário, com eventuais conseqüências recessivas para a economia. Tudo vai depender das expectativas.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Geração X e Geração Y


Uma aluna de mestrado aqui da FUCAPE está fazendo uma trabalho muito interessante na área de gestão de pessoas. O estudo trata da comparação de atitudes de cooperação versus competição entre as gerações X e Y nos ambientes de trabalho.

Gostaria de convidá-los a participar desta pesquisa seguindo o endereço abaixo

http://pt.surveymonkey.com/s/AmbientesdeTrabalho

e enviando para os seus amigos e conhecidos. São considerados integrantes da geração X os indivíduos nascidos entre 1960 e 1980, e da geração Y as pessoas nascidas entre 1980 e fim dos anos 90 (até 2000, dependendo da definição).

A pesquisa é rápida e simples! Clique na figura abaixo e participe!


Desde já muito obrigado!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Avaliando a Educação no Espírito Santo


Escrevi um breve texto que foi publicado no jornal A Tribuna, aqui do ES, sobre os resultados do IDEB no estado. Analisei os dados com cuidado e notei a discrepância do resultado do Ensino Médio no IDEB quando comparado com o resultado do PAEBES, avaliação do governo do Estado. O objetivo era chamar a atenção para a interpretação dos resultados e levar em conta as diferenças dos métodos estatísticos.

Confiram o artigo e deixem seus comentários!



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mantegada Semanal #32


Eu costumo emprestar o dicionário de economia aos meus alunos, principalmente aos que tem formação em outras áreas. Acho muito útil para a formação e definição de conceitos.

Pois, o Min. Guido Mantega, vulgo PAC-Man, está confuso sobre o conceito de privatização:

Do site Em tempo Real:

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira que o plano de concessões do governo federal para rodovias e ferrovias, anunciado hoje, não é uma privatização, mas sim uma Parceria Público Privada (PPP). 'O setor privado é que vai fazer os investimentos', disse o ministro, explicando que uma privatização é quando um ativo do setor público é vendido para a iniciativa privada.

O dicionário de economia diz o seguinte:

Privatization: Principally, the sale of government-owned equity in nationalized industries or other commercial enterprises to private investors, with or without the loss of government control in these organizations. Other types of privatization may take the form of deregulation of a State-suportaed cartel or the subcontracting to the private sector of work previoulsy carried out by state employees.

É neste último caso que se encontram as concessões e também as chamadas terceirizações (como segurança e limpeza, por exemplo). Se é o setor privado que vai pagar para ter o direito, fazer os investimentos e administrar (e é daí que virá o lucro das empresas) me parece que estamos no caso em que o setor privado irá fazer o trabalho que era previamente executado pelos funcionários do governo.

Fatality!


Repensando a Educação Brasileira


Os resultados do IDEB renovaram as discussões sobre o Ensino Médio, que foi o nível de ensino que apresentou pior desempenho. Do O Globo:

"Nos anos iniciais do ensino fundamental, o país atingiu a nota 5, um crescimento de 0,4 em relação a 2009, e já superou a meta prevista para 2013, de 4,9. O avanço nos anos finais do fundamental foi mais lento: subiu de 4 para 4,1, mas bateu a meta estabelecida, de 3,9. Já o Ensino Médio continua sendo o calcanhar de aquiles do sistema educacional. Com uma melhora de 0,1, atingiu o objetivo, de 3,7, mas continua com resultados piores do que os outros segmentos."

A partir deste resultado, o atual Min. da Educação, Aloísio Mercadante, propôs uma reformulação do Ensino Médio. Segundo o diagnóstico dele, o problema é que existem muitas disciplinas e a solução seria unir as disciplinas em grupos ou áreas, tal como na figura abaixo:

Clique para aumentar (FONTE: Folha de SP)

A sugestão parece ter sido pensada de sopetão. Vejamos, ao reunir física, química e biologia em uma única disciplina, como garantir que o mesmo tempo será dedicado à cada tópico dentro da sala de aula? Mais do que isso, seria apenas um professor lecionando os três tópicos? Não me parece algo que foi pensado com muito detalhe. Mudar o nome das disciplinas e chamar de grupo, não me parece mudar muita coisa.

O exemplo usado é o seguinte "o aluno precisa saber que o laser foi uma tecnologia criada para a guerra, logo envolve história, matemática e física". Tá e daí? Será que o professor de física (se estiver interessado em despertar a curiosidade dos alunos e tiver recursos) não poderia mostrar vídeos no YouTube com exemplos de uso do laser, quais os seus tipos e suas propriedades? Será que o problema é mesmo a fragmentação dos cursos? Ou será que os alunos não conseguem ver a direta utilidade de conceitos pois estão diante de um currículo vasto e os professores não tem tempo para se aprofundar nos tópicos que os alunos possuem maior afinidade e interesse?

É verdade que o currículo do ensino médio possui tópicos que não estão muito ligados ao setor produtivo, como por exemplo, história da civilização egípicia ou literatura barroca. Também é verdade que faltam tópicos como economia, direito, estatística e direito, que são muito mais aplicadas (tal como lembrou Simon Schwartzman hoje cedo).

A pergunta é: como implementar estas mudanças? Eu creio que a principal medida deveria ser a inclusão de disciplinas eletivas nos cursos. Por exemplo, o menino fez três bimestres de história, e não aguenta mais ouvir falar em fenícios, assírios, etc. Será que não seria mais produtivo ele fazer uma disciplina de inglês avançado, que ele mesmo escolheu por achar interessante? Ou será que ele não gostaria de se especializar em álgebra linear, visando um curso universitário na área de engenharia?

Na medida que os alunos podem escolher se especializar, a motivação surgirá normalmente. Além disto, com menos material nas partes obrigatórias de algumas ciências, sobrariam mais horas para matemática e português. Enquanto os alunos não dominarem estas duas áreas, nenhuma outra área apresentará progresso.

A linguagem obviamente é fundamental para a comunicação falada e escrita na sociedade moderna. Já a matemática, por mais abstrata que possa parecer, é fundamenta para desenvolver o raciocínio lógico nos estágios iniciais do aprendizado. Isso sem levar em conta o aspecto prático. Conhecer os príncipios de geometria espacial é fundamental para um pedreiro ou motorista de ônibus.

O ideal é que o aluno chegasse no ensino médio com conhecimentos aprofundados de português e matemática já adquiridos no Fundamental. Dessa forma, o Ensino Médio tomaria uma direção mais voltada para o profissional ou para a especialização acadêmica. Ficando esta escolha com o próprio aluno, que buscaria as disciplinas de seu próprio interesse. Mais do que isso, na disciplina eletiva o professor de Física lecionaria somente para os alunos interessados em Física, o que instigaria o interesse do próprio professor.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

PAC das Concessões


Esta semana estou muito na correria, mas não posso deixar de falar do PAC das Concessões.

Eu dei uma entrevista rápida à Radio Band News que ouviu várias opiniões sobre o assunto. A minha opinião eu já havia dado AQUI no blog.

Resumindo muito, acho que o Governo basicamente acusou o seu despreparo e falta de capacidade de planejar e executar os investimentos. Resolveu passar esta tarefa para quem sabe executá-la melhor. Resta saber se a transmissão dos direitos de exploração se dará de forma eficiente, com leilões e licitações bem elaboradas e etc. Uma outra questão é a morosidade que se dará esse processo.

Escutem a reportagem da Band News sobre o assunto clicando no player abaixo.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Dia do Economista 2012


Escrevi um texto breve sobre a profissão de economista. Confiram na figura abaixo. O texto fala sobre a importância do economista ser um generalista. Acho que ele é mais voltado para o profissional, e não para o acadêmico, onde ser um especialista é o mais importante.

Clique para ampliar.

Deixem seus pitacos lá nos comentários!

sábado, 11 de agosto de 2012

Contribuição Surreal


Eu já escrevi aqui milhares de vezes sobre a contribuição sindical. Vou ser até meio repetitivo. Mas eu não posso deixar de comentar a notícia de que a presidente está tentando isolar os sindicatos e negociar direto com os grevistas (Leia AQUI).

Se ela quer enfraquecer os sindicatos, basta acabar com o imposto sindical. O dinheiro deles acaba. O grande lance é que os sindicatos são bancados por nós, através do imposto sindical (ou contribuição, nome correto). Já escrevi isso AQUI esses dias.

Basicamente, a contribuição é recolhida e distribuída para várias instituições sindicais. Mais do que isso, não existe nenhum controle sobre como esse dinheiro é gasto pelas organizações sindicais.

A convenção número 87 da Organização Internacional do Trabalho garante a liberdade de escolha sindical e inclusive a escolha do trabalhador entre se sindicalizar ou não. A CLT simplesmente ignora isso.

De acordo com a OIT, o sindicato só deveria representar os sindicalizados. Logo, nos acordos coletivos, o ganho salarial só seria dado aos sindicalizados. Isso cria competição entre sindicatos, e mais do que isto, criaria competição entre os empregadores!

O sistema brasileiro é surreal. Ele pega dinheiro do contribuinte para fortalecer meia dúzia de centrais sindicais. Elas recebem um cheque em branco e organizam greves por todo o país. Isso, sem contar os "showmícios" pra favorecer os candidatos da legenda que lhe for conveniente. Será que é por isso que a presidente não propõe o fim da contribuição sindical?

O Artigo 580 da CLT (acrescido na Lei 6386) detalha a contribuição sindical. Já o artigo 589 explica como é distribuída essa grana entre os sindicatos. O que chama mais atenção nessa lei é a sua data e o nome do cidadão que assinou:


Os brasileiros vivem querendo mexer nas memórias das vítimas da ditadura. Mas essas leis do tempo da ditadura que criaram impostos e outras distorções ninguém quer mexer. Por que será, né? Será que ainda somos vítimas da ditadura? Ou será que somos vítimas de uma democracia com pretensões autoritárias?

PS: Aos interessados no assunto sugiro o podcast com a Carla Romar, especialista na legislação. Acesse AQUI.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Atualizando Contratos: NET e CEF


Esses dias conversei com algumas pessoas sobre como eu estava achando o meu pacote de TV a cabo caro. Descobri, visitando o site da NET, que o plano serviços que eu havia contratado não existia mais. Novos pacotes estavam lá, com nomes diferente, os mesmos canais e demais serviços (internet e telefone) e com um preço 30% inferior.

Liguei para a empresa e solicitei a "atualização do plano". Muito bem, consegui uma redução de preços muito boa, e agora pago o mesmo valor que um novo usuário.

Eu fiquei pensando se esse tipo de atualização de plano não deveria ser automática. Ou seja, na medida que meu plano deixa de existir, eles deveriam entrar em contato e me oferecer as mesmas opções disponíveis ao novo usuário. A verdade, é que me senti lesado por ter pago 33% a mais durante vários meses.

Hoje leio no noticiário que algo similar, ou até mais grave, aconteceu com a Caixa Econômica Federal. Novos correntistas receberam financiamentos imobiliários com taxas de juros inferiores as dos clientes antigos, com contratos antigos. Foi uma campanha da CEF para atrair novos correntistas, chamada de portabilidade.

Eis o que está para acontecer (do G1):

A Proteste, associação de proteção aos direitos do consumidor, entrou com ação na Justiça contra a Caixa Econômica Federal (CEF), por conta das taxas de juros praticadas nos financiamentos imobiliários. Na ação, a entidade pede a redução das taxas cobradas dos consumidores que já tinham financiamento em 4 de maio, quando o banco reduziu as suas taxas de juros para novos contratos.

No meu entender a associação está coberta de razão. Eu não entendo muito de direito, e sei que no caso dos juros o perfil do cliente importa. Mas, por que o cliente com o mesmo perfil do novo correntista não pode ter direito obter a taxa paga pelo cliente novo? Seria um caso de discriminação de preços? No caso da NET eu consegui. Depois de alguns minutos ao telefone, é verdade. Mas, consegui.


A verdade é que eu me senti lesado no caso da NET. Além disto, eu tive a curiosidade de conversar com os meus amigos sobre o assunto e descobri o que acontecia. E os demais clientes? Será que terão a mesma sorte?

As associações de defesa do consumidor poderiam entrar com uma ação pública contra a NET e fazer com que a atualização fosse automática e valesse mesmo para aqueles que não solicitaram. É o que acontece com a tarifa de luz, água, e telefone. Quando muda o preço, passa a valer para todos os consumidores. Eu entendo que possam existir promoções para novos clientes (ex: 3 meses grátis), mas uma mensalidade diferente para o mesmo serviço me parece algo contestável.

E vocês, o que acham? Já passaram por uma situação similar?

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Efeito Econômico da Copa do Mundo


Esses dias alguns alunos me perguntaram sobre o efeito econômico da Copa do Mundo na economia dos países.

A minha primeira dica é um capítulo do livro Soccernomics. Nele, o autor faz um resumo da literatura e reporta um efeito nulo (se não negativo) sobre o PIB, mas positivo sobre a felicidade das pessoas.


Uma outra dica, menos acadêmica e mais direta, é a reportagem da CNN que está disponível AQUI. O material é muito bom, traz vídeos e depoimentos de pessoas que foram responsáveis pelos eventos no passado. A matéria é de 2010, antes da Copa da África do Sul, mais é muito interessante.

Confiram!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Ah, os Hermanos!


Veja o vídeo abaixo e descubra algo muito interessante. Os hermanos estão praticamente morando no Brasil. Só que o Brasil da década de 1980.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Infográfico da Velocidade


Aqueles leitores que gostam de estatísticas e representações gráficas vão gostar dessa figura abaixo. É um gráfico com os medalhistas de ouro, prata e bronze nos 100 metros rasos em cada olimpíada de acordo com a sua velocidade média.

Todos os medalhistas dos 100 metros rasos.

Quem gostou pode ver o vídeo no NYT clicando AQUI.

sábado, 4 de agosto de 2012

Custo do Sindicalismo


O sindicalismo brasileiro recebe verba pública (ou seja, minha e sua) para organizar seus movimentos. Nesse processo, os sindicatos se fortalecem e ganham poder de barganha na luta por maiores salários.

Acontece que muitas vezes esses aumentos ficam acima dos ganhos de produtividade, o que implica em aumento de custos reais para os produtores. Ou seja, eles causam um desequilíbrio que afeta a competitividade da indústria.

Fábrica da GM em Gravataí (RS)

Para fugir desse tipo de situação, a GM está deslocando as suas produções do ABC paulista para o Sul do país. A intenção é escapar da pressão dos sindicatos, em um movimento que se iniciou há 10 anos. Da Folha (AQUI):

Em vez de expandir a unidade que faz motores e componentes no complexo industrial de São José dos Campos, onde funcionam oito fábricas, a montadora investiu R$ 350 milhões na construção de uma nova unidade em Santa Catarina com essa finalidade.

Por essa cifra vocês podem ter uma idéia do custo do sindicalismo brasileiro financiado por todos nós.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Irlandeses Queimando Café?


No início do século passado o Brasil queimou toneladas de café para tentar levantar os preço do produto e garantir o retorno dos produtores. A idéia era manter a economia cafeeira funcionando. Na década de 30, a crise provocou a queima de 80 milhões de sacas.

Parece que os irlandeses decidiram seguir a mesma estratégia. Em meio as casas fantasmas construídas durante o boom imobiliário, eles decidiram destruir as casas inacabadas. Recentemente, esse processo entrou em execução (detalhes AQUI). Quase trezentas mil casas estão vazias. Imaginem isso em um país que tem 4,5 milhões de pessoas! Desde o pico, o preço das casas já caiu 64%.


A idéia não é nova, o prefeito de Detroit já havia proposto a mesma medida em 2010 (ver AQUI). Mas, acho que nos EUA isso não chegou a acontecer de fato.

A idéia é que sem as casas nessas áreas abando nadas, o governo municipal nã precisaria gastar com luz, rodovias, etc. São as cicatrizes da crise sendo apagadas.

Só espero que o governo brasileiro não entre na onda e decida iniciar a queima de veículos.