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terça-feira, 31 de julho de 2012

Economics and Econometrics of Commodity Prices


Fica aí a dica de um excelente seminário no Rio de Janeiro:

Clique na figura.

Getulio Vargas Foundation and VALE are the organizers of this conference. We selected a group of experts on the economics and econometrics of commodity prices to discuss this important worldwide topic, which has been prevalent in explaining the recent behavior of the Brazilian economy. We invite academics, business economists, and policy-makers to join these experts in discussing several important aspects of commodity prices, including relevant lessons applicable to the experience of developing nations as well as issues that have global economic impact.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Regulação de Serviços


Existe uma regra que limita o tempo de espera nas filas dos bancos em (se não me engano) 20 minutos. A idéia é preservar a dignidade dos clientes e garantir uma certa qualidade/velocidade no atendimento. Se eu não me engano é uma regulação do Banco Central.

Nos outros setores isto não existe. O que é lamentável.

Hoje fiquei 60 minutos na fila do atendimento da empresa EDP Escelsa, monopolista do setor de energia elétrica aqui em Vitória. A minha demanda era simples. Eu queria cancelar a conta do endereço antigo e passar a conta do endereço novo para o meu nome. Algo simples, que eu mesmo faria caso o serviço estivesse disponível na internet ou telefone.

Pois, não foi só isso. Além de ficar mais de 60 minutos para ser atendido, ainda levei mais 10 minutos sendo atendido. Por vários momentos o rapaz ficou esperando o computador dele, que mais parecia um 386 DX 40Mhz, responder.


Mas, não é só falta de capital (K). Também falta trabalho (L). Eram 14 guichês, sendo que somente os 8 primeiros eram visíveis ao público e dois destes estavam vazios. Um deles atendia o caixa preferencial. Os guichês de 9 a 14 não chamaram nenhuma senha enquanto eu estava lá.

Quando finalmente fui atendiodo, pedi para desligar a luz do apartamento antigo, no qual eu era inquilino. Eis a pergunta do rapaz após digitar por alguns minutos e esperar o computador:

- Qual o ponto de referência?

Como assim meu amigo! Você está me vendendo o serviço de eletrecidade! Você sabe o endereço, o CEP e o número de instalação do relógio! Por que você precisa de um ponto de referência? E mais, que eu lhe forneça!

É o fim da picada. Me irritei só de lembrar do episódio e escrever aqui. A ANEEL bem que poderia aprender algumas coisas com o BC, hein?

Esse tipo de atendimento só gera insatisfação nos clientes. E o que é pior, daqui a pouco vão querer estatizar as empresas sob o argumento que são ineficientes.

Mas, no fundo, quem é ineficiente é o regulador.

PS: Me avisaram (ver comentários) que na verdade não é o BC que regula o tempo de espera nos bancos. Esta legislação é municipal e estadual. No caso do ES é 10 minutos. Vejam AQUI. Fica aí a dica então, aos candidatos a vereadores. Que tal estender a lei para os demais serviços regulados?

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Situação Nebulosa


A crise na zona do Euro voltou a abalar os mercados essa semana. Espanha e Grécia voltaram ao centro das atenções na segunda e na terça e ontem já rolou um discurso de bombeiro por parte do ECB. O governo alemão também deu sinais de que não estaria pressionando a Espanha.

O medo era de que a Espanha tivesse que receber uma nova ajuda. Além disso, declarações alemãs trouxeram preocupação quanto a uma nova ajuda à Grécia.

Os movimentos abalaram as apostas no Intrade (abaixo):


A realidade é que a situação é muito complicada e ninguém consegue saber com clareza ou prever muito bem a situação fiscal desses países.

A situação está muito nebulosa.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Um Dia Especial!


Hoje foi um dia muito legal. Foi a defesa da minha aluna Lorene, que teve sua dissertação de mestrado aprovada aqui na FUCAPE. Fiquei muito contente. Parabéns Lorene!

Foi um dia especial também porque pude rever o meu orientador de graduação, o Prof. Sabino Pôrto Jr, da UFRGS. Desta vez ele estava ao meu lado. Dez anos depois estávamos juntos em uma banca. E ainda de mestrado. Muito legal! A banca ainda contou com a Prof. Luciana Costa, que também foi orientanda do Prof. Sabino.

Deixo aqui o meu agradecimento especial ao Sabino pelo comparecimento e por todo o estímulo e orientação que me deu durante a minha graduação. Valeu Sabino!

Prof. Sabino, Lorene, eu, Profa. Luciana.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Férias Mantegais


Gostaria de informar aos meus leitores que o Ministro Guido Mantega está de férias desde o dia 18/7 e só retornará dia 28/7. Neste período Nelson Barbosa assume o cargo interinamente e ficaremos sem a Mantegada Semanal.


Crise, Migrações e Casamentos


Ontem iniciei o meu curso de Crescimento e Desenvolvimento Econômico para o sexto período da graduação. Comecei falando dos fatos estilizados de Kaldor e demais padrões de crescimento e desenvolvimento.

Entre eles, discuti rapidamente a questão da migração. Países que crescem mais rápido tendem a receber um fluxo maior de imigrantes, tanto legais quanto ilegais. Lembrei, por exemplo, que em geral as pessoas tentam migrar ilegalmente do México e Cuba para os EUA, e não o contrário.

Esses dias o Drunkeynesian compartilhou um link no Twitter para uma notícia inusitada. Um barco cheio de espanhois estaria migrando para a Angola. Em um movimento que reflete um pouco esse fênomeno econômico-demográfico.

Pois, em um mundo em crise, são abundandes os exemplos de fluxos migratórios até então improváveis. A reportagem da EXAME traz a seguinte informação (AQUI):


Sem emprego por lá, o Brasil – maior economia da América Latina – virou destino de muitos europeus que fogem da crise em busca de oportunidades. Para conseguir um trabalho formal e ter residência fixa por aqui, espanhóis, alemães, franceses e americanos estão até pagando para se casar com brasileiros, informa reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal espanhol El País.

Este é só mais um exemplo que reflete a deterioração da economia européia, com seu mercado de trabalho cheio de normas e restrições. Nestas economais os preços, em particular os salários, são pouco felxíveis para baixo e causam desemprego. Mas, esta parte institucional é só em outra aula.

Um outro efeito da crise foi a redução da taxa de natalidade e de casamentos na Espanha, fenômeno que já ocorreu recentemente nos EUA, durante a crise. Da BBC:

Seguindo tendência iniciada em 2004, o número de casamentos caiu ainda mais a partir da crise. No ano passado, foram realizados 163.085 casamentos, 30.937 a menos que em 2008, uma redução de quase 16%. Em um outro sinal de mudança, muitas mulheres adiaram os planos de maternidade e resolveram ser mães mais tarde. A idade média das mulheres em maternidade subiu de 30,8 anos em 2008 para 31,4 anos em 2011.

Essas questões demográfica são muito interessantes, especialmente para nós brasilerios, que muito em breve vamos passar por uma mudança demográfica importante, com efeitos sobre a previdência e os gastos com educação. Dois temas que prometem estar na pauta do Congresso no segundo semestre.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Encontro 10 Anos de EPGE


Neste sábado eu encontrei os meus colegas de EPGE na ASBAC (a associação dos funcionários do BC) em Brasília. A desculpa é que em Dezembro completamos 10 anos de sobrevivência ao primeira ano de mestrado da EPGE. Sim, eu sei, é Julho ainda.

Foi muito legal rever a galera. É uma sensação engraçada, porque mesmo 10 anos depois, parece que ainda somos grandes amigos. Acho que aqueles 12 meses de sofrimento e convivência diária formaram uma ligação muito forte entre todos.

A festinha organizada pelo Marcão estava muito bacana. Comemos churrasco e tomamos uma birita. Ouvimos histórias novas e relembramos antigas histórias. Nem todos estavam presentes. Mas saímos com o sentimento que esse pode ser o primeiro de muitos encontros. Agora que a galera tem grana e não vive mais de bolsa da CAPES e do CNPq fica mais fácil se reunir.

Seguem abaixo as fotos do evento (gentilmente cedidas pelo Regio):


Eu, Pio Perez, Marcão e Nelson.

Bruno Funchal, Enrico e Bruno Falcão.





sexta-feira, 20 de julho de 2012

Discutindo as Redes Sociais (Áudio)


Hoje dei uma rápida entrevista para a Band News FM. O tema foi a importância das redes sociais na vida das pessoas. Confira como ficou o meu comentário. Falei sobre redes sociais, sobre o Projeto Observatório da Educação e outros temas relacionados.

Novas Concessões de Rodovias


Está aí uma notícia que será pouco divulgada em época de eleição, mas que terá efeitos importantes sobre a economia brasileira (do Estadão):

SÃO PAULO - Sete rodovias localizadas nas Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste deverão ser contempladas na quarta etapa de concessões do governo federal. De acordo com lista obtida pelo Estado, o programa de licitação, que será lançado nos próximos meses, incluirá grandes corredores, como as BRs 163 e 153, que atendem a principal região produtora de grãos do País, e outras ligações, a exemplo das BRs 262, 267, 060 e 050. No momento, o Ministério dos Transportes está avaliando qual o melhor desenho para cada lote.

Acontece que fazer concessões de rodovias, aeroportos e outros projetos de infra-estrutura não é simplesmente definir preço e abrir o leilão. Os objetivos, prazos, remunerações e metas devem ser bem fixados para que os contratos atraiam boas concessionárias e também promovam a melhora do serviço. Do jeito que está é que nã dá pra ficar.

BR 163 perto de Novo Progresso (PA).

Hoje, claramente temos um déficit enorme no setor de transporte. Desde rodovias até portos e aeroportos. Fica aí o desafio para o governo, continuar desenhando modelos eficientes de leilão de serviços com regras claras e que promovam mais qualidade.

Quem sabe não é mais uma etapa do meu Sonho Sonhado?

PS: Ah, e podem chamar de concessão. Já não me importo mais. A gente sabe muito bem o que isso significa: passar o controle ao setor privado.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Manipulação de Preços e Metodologia


Uma das perguntas feitas lá na entrevista ao Adolfo Sachsida foi a seguinte: O governo parece estar usando política tributária para controlar a inflação. Você acredita que isso seja verdade?

Uma forma de reduzir a inflação é alterar o tributo que incide sobre o produto. Desta forma, quando o pesquisador do IBGE visitar o estabelecimento ele observará um preço menor. Vamos ao mais novo exemplo (do site da Câmara dos Deputados):

A Câmara analisa proposta que reduz a zero as alíquotas de PIS/Pasep, Cofins e IPI sobre os produtos alimentares de consumo humano que compõem a cesta básica nacional. O Projeto de Lei 3154/12, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), também estabelece critérios para a composição dessa cesta.

O efeito de curto prazo, neste caso, seria de reduzir o preço dos alimentos selecionados. E sim, tendo efeitos sobre a inflação. Acontece que esse efeito é temporário, uma vez que o que importa para a inflação é a dinâmica. Ou seja, esse mês tem uma queda, mas é once-and-for-all, no mês seguinte a oferta e a demanda voltam a determinar a trajetória dos preços.

Eu não sei se o objetivo da equipe econômica é esse. Creio que não. Mas esse é o resultado de algumas políticas recentes, como por exemplo a redução do IPI.

Um outro detalhe importante nessa proposta é a idéia de atulizar a cesta básica, hoje calculada pelo DIEESE. A cesta do DIEESE é antiga (baseada num decreto lei de 1938), e não reflete a realidade do consumo. Por exemplo, tem 9kg de tomate ao mês para uma pessoa. A variedade de produtos consumida hoje é muito mais rica.

A FUCAPE tem há quase um ano a pesquisa Cesta Alimentar FUCAPE, que foi montada com base no padrão de consumo dos capixabas com base na POF mais recente. Tal como proposto pela Câmara. Esses dias ainda falei sobre ela na TV. É muito mais informativo e simples. Se a redução de impostos passar, vamos ser os primeiros a calcular o impacto.

Segue o link para o vídeo:


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Entrevista ao Adolfo Sachsida


Dei uma pequena contribuição à série de entrevistas promovidas pelo Adolfo Sachsida em seu excelente blog. O tema é a situação econômica atual. Falei sobre a possibilidade de estagflação e o momento da economia brasileira.

Confere lá: AQUI

terça-feira, 17 de julho de 2012

Natura na Contra-Mão


As ações da Natura vão na contra-mão do mercado nos últimos meses. Dêem uma olhada no gráfico. As ações já se valorizaram mais de 27% em 2012. Enquanto isso o IBOVESPA está com queda de mais de 7%.

Clique para aumentar.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O Efeito da Lei do Motorista


Já está em vigor a lei que regulamenta a profissão de motorista (Lei 12.619). Ela passou a valer a partir de 30 de Abril, mas ainda não foi totalmente implementada na prática pelas empresas.

A lei basicamente impõe diversas limitações ao tempo que o motorista pode ficar ao volante. Na prática, isso significa que nenhum motorista poderá dirigir muito mais do que 44 horas semanais.

Em um país em que a maior parte (quase a totalidade) do transporte de bens é rodoviáriao, vocês já podem imaginar o estrago. Os efeitos serão devastadores sobre o preço do frete. A verdade é que a capacidade de transporte do Brasil é número de caminhões x percurso percorrido / hora. E esse número vai cair muito, a não ser que seja feito um grande investimento em caminhões.


As empresas já estão instalando diversos sistemas para bloqueio de ignição dos caminhões caso o motorista esteja fora do seu horário programado e evitar um passivo trabalhista. Não vai ser fácil. Imagine um motorista que está à 1:00 de chegar em casa e ficar com a família, mas prcisa parar para cumprir um descanso obrigatório de 11 horas! E o custo dessa pernoite?

Com a mudança, ir de Chapecó até Curitiba pode levar 25 horas e não mais 19 horas. Tudo o mais constante, um tempo 32% maior. O mercado estima que essa mudança possa impactar de 25% a 40% no preço do frete no Brasil. Elevar o número de funcionários também pode ser um problema para o setor, já que falta mão de obra qualificada.

Eu tenho certeza que muitos são a favor da mudança, pois preserva os motoristas e seus direitos. Mas se tivesse ocorrido um planejamento melhor por parte do Governo, como investimentos em rodovias, subsídios aos caminhões, treinamento de motoristas, o custo poderia ser menor. Isso sem falar em meios de trasporte alternartivos (ferroviário, por exemplo).

Pra finalizar, não é claro o efeito sobre o número de acidentes. Menos tempo de viagem significa que mais caminhões serão necessários e motoristas menos experientes estarão ao volante. Se de um lado estarão mais descansados, por outro serão mais caminhões em circulação.

Enfim, a medida eleva o Custo Brasil.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Mais Um Aumento de Preços dos Combustíveis


Vem aí mais uma rodada de aumento de combustíveis. A segunda em menos de um mês. Só que desta vez não vai ter CIDE para compensar, o consumidor vai ter que "emtubar" o aumento de preços.


A elevação do diesel tem efeitos que se distribuem com muita facilidade pela cadeia produtiva. Ele eleva o custo de transporte de cargas. Ou seja, afeta praticamente todos os produtos e fretes.

Não vai ter política fiscal pra amortecer esse aumento de preços. Quem acompanha o blog já imaginava que isso fosse acontecer. Eu já havia levantado essa bola AQUUI e AQUI.

É bom acertar de vez em quando.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Mudanças no Seguro-Desemprego II


Da Folha:

"Começou a valer nesta terça-feira na Grande São Paulo a exigência de matrícula em cursos profissionalizantes para a obtenção de seguro-desemprego nos casos em que o benefício é solicitado pela terceira vez no prazo de dez anos."


Esta medida é muito boa para a economia brasileira. Ela tem dois fatores muito importantes:

a) reduz o incentivo do trabalhador a "forçar" a demissão só pra ficar recebendo o benefício (o que parece contra intuitivo, mas acontece muito);

b) qualifica o trabalhador.

Inclusive, já discuti essa mudança aqui no blog (ver post Mudanças no Seguro-Desemprego). Resta saber o tipo de qualificação esse trabalhador vai receber e quais instituições vão propiciar esse treinamento. Segundo a reportagem:

"Os cursos de qualificação precisam ser aprovados pelo Ministério da Educação. Nos casos em que não houver curso de qualificação compatível com o perfil do trabalhador na cidade ou na região metropolitana onde vive, o benefício continuará a ser pago. Isso valerá também nos casos em que não houver vagas nos cursos em questão."

Ou seja, a princípio o problema será resolvido nas grandes cidades. Desde que esteja bem claro o tipo de treinamento que será recebido. Sabe-se que a carga horária mínima será de 160 horas. Obviamente, esse curso tem um custo (via PRONATEC). Imagino que isso tenha sido levado em conta na decisão de mudar o sistema. De acordo com as informações (AQUI):

"Os cursos serão disponibilizados no ato do requerimento do seguro e existem 23 modalidades de cursos, como auxiliar de recursos humanos, aplicador de revestimento mecânico, costureiro industrial do vestuário, auxiliar de serviços em comércio exterior, entre outros. As aulas gratuitas também serão ministradas pelo Senai, Senac, Senar e institutos semelhantes, que geralmente cobram mensalidades para a participação em treinamentos. Os participantes receberão ainda ajuda de custo, como vale transporte, auxílio alimentação e material didático."

A medida parece ser boa, vamos aguardar os resultados (custos e redução dos terceiros-pedidos e/ou aumento do tempo entre o segundo e o terceiro pedido).


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Mais Uma Mudança


O blog vai ficar parado hoje e amanhã. Estou de mudança para um apartamento um pouco maior e longe dos vizinhos que tanto me incomodam.

Vai ser nossa sétima mudança e 7 anos. Vai ser mole.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A Verdadeira Causa Da Queda da Inflação


O resultado do IPCA veio abaixo da expectativa do mercado. O IBGE calculou uma inflação de 0,08% em Junho de 2012. O que é mais um sinal de desaceleração da economia brasileira.


O que chama atenção é a causa deste valor baixo. Grande parte desse resultado se deve a redução de tributos sobre o preço final de veículos (AQUI). O que é de certa forma intrigante. Ou seja, o governo está diminuindo impostos e isso reduz a inflação. Mas, o preço pode não ter caído por efeitos de oferta e demanda e sim porque calculamos o preço com impostos.

Caso calculássemos o preço do produto sem o imposto final, toda e qualquer variação de preço observada seria primordialmente fruto de mudanças na relação oferta e demanda.

Quem gostou do tema pode ler mais AQUI.

PS: Mais do que isso, se no momento da venda fosse apresentado ao consumidor o preço do produto, o valor dos impostos e só depois o preço final, o conhecimento da população sobre a carga tributária seria muito maior. E a cobrança sobre as autoridades também.

Prêmio SBE 2012


Clique para aumentar.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Mantegada Semanal #31


Hoje vamos (tentar) aprender um pouco de lógica com o Min. Guido Mantega, o nosso PAC-Man. Ontem, em São Paulo, ele disse, entre outras barbaridades, o seguinte (Valor Econômico):

“Uma política monetária mais eficiente ajuda no controle da inflação, com juros cada vez menores e reduções de spreads. E há uma política de solidez fiscal com contenção dos gastos e de custeio, que implica aumento de investimentos. Está em curso uma reforma da estrutura tributária brasileira, que é ruim, ultrapassada e que prejudica a produção, e que merece redução de tributos”

O Ministro afirma que há contenção de gastos e custeio e isso implica aumento de investimentos. Este, ministro, é um grande erro lógico. Se X = C + I, uma redução em C não implica em um aumento de I. Não é algo automático. Eu nem quero discutir se está havendo ou não redução do custeio. Mas, certamente não está ocorrendo aumento do investimento público.

O Mansueto Almeida fez uma excelente análise da dificuldade do governo em elevar o investimento, mesmo que grande parte esteja prevista no orçamento (ver AQUI). Ou seja, falta gestão, execução.

Também falta um pouco de lógica matemática básica para a equipe econômica.


Se a elevação do investimento público é o caminho para o desenvolvimento público eu já não sei. Grande parte das demandas de infra-estrutura poderia ser suprida com capital privado (ex: aeroportos). O que a maioria dos economistas concorda é que a baixa competitividade da economia brasileira passa diretamente pela nossa legislação trabalhista ultrapassada, educação precária e carga tributária elevada.

E nada disso está sendo discutido.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

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O Ponto de Celso Ming


Celso Ming vai direto ao ponto em sua análise da política cambial atual.

Confira AQUI.

terça-feira, 3 de julho de 2012

XXXIV Encontro Brasileiro de Econometria


Vem aí o XXXIV Encontro Brasileiro de Econometria. Mais informações AQUI!

Clique para ampliar.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Trago a Pessoa Amada c/ Garantia


O mercado brasileiro se desenvolveu tanto desde o Plano Real que hoje até trabalho já tem garantia:


PS: Será que tem garantia extendida?

domingo, 1 de julho de 2012

Para Que Servem os Intervalos de Confiança?


Os alunos de economia e estatística aprendem a calcular uma medida importante, o intervalo de confiança. Um intervalo de X% de confiança é um intervalo de valores que tem uma chance de X% de conter o valor real (ou populacional).

Os intervalos de confiança são usados para informar leitores e/ou outros pesquisadores sobre a confiabilidade de uma estatística. Se usando uma amostra (aleatória) conseguimos afirmar que com 95% de confiança o intervalo entre 156 cm e 178 cm contém a altura média do brasileiro, então esperamos que 1 a cada 20 intervalos (5%) construídos não contenham o verdadeiro valor da altura média da população.


Vamos a um exemplo concreto. No caso da OGX, empresa de Eike Batista, as ações da empresa despencaram, após ter sido anunciado um valor fora do intervalo de confiança do mercado (da VEJA):

Na noite de terça, a OGX divulgou comunicado dizendo que a vazão de óleo nos primeiros poços perfurados pela empresa no campo Tubarão Azul (antigo Waimea), na bacia de Campos, é de 5 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia - um volume muito menor que o estimado no início da sua perfuração em janeiro, entre 10 mil e 18 mil barris/dia. No começo do ano, a empresa chegou a prometer uma produção entre 40 mil e 50 mil barris diários ainda em 2012, mas adiou essa meta para o segundo trimestre de 2013.

A parte grifada era o intervalo estimado. Aquele calculado pela empresa, divulgado anteriormente e que contava com a confiança do mercado.

Quando algo cai fora do intervalo de confiança, gera-se o seu antônimo: a desconfiança. É justamente por uma crise de confiança (além da baixa produção) que passam as empresas do grupo X. Saber interpretar o significado dos intervalos de confiança pode ser algo muito importante. Pode valer alguns bilhões de dólares...