quinta-feira, 28 de junho de 2012
OGX: Tears Are Gonna Fall
Marcadores:
Brasil,
Combustíveis,
Economia,
Mercado,
Preço
| Reações: |
A Miopia da Política Industrial
Marcadores:
Concorrência,
Economia,
Eficiência,
Governo,
Incentivos,
Indústria,
Investimento,
Juros,
Macroeconomia,
Protecionismo,
Regulação
| Reações: |
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Mantegada Semanal #30
Como vocês devem ter ouvido falar, o governo anunciou hoje cedo o chamado PAC dos Equipamentos. Eu acho legal esse lance de qualquer iniciativa levar esse "PAC" na frente. Se você combinar PAC com as iniciais do Mantega, fica PAC-Man.
Pois o PAC-Man largou falou o seguinte durante a apresentação do PAC das compras com ágio de 25% (do Terra, AQUI):
"A crise internacional é conhecida pela população brasileira só pelos jornais e pelo noticiário"
"O que temos visto é que nos países avançados a população e os empresários perderam a confiança. É por isso que os empresários não investem e a população não consome: por medo de perder o emprego"
Muito bem PAC-Man. Mas, como explicar então a desaceleração do crescimento econômico nos últimos meses? Como explicar uma taxa de inadimplência que está entre as mais altas da série histórica? E o pessoal que tem suas poupanças alocadas em renda variável? Será que só conhecem a crise pelo jornal? E esses empresários aí batendo a sua porta, pedindo medidas de "estímulo"?
Você já viu o gráfico da Bovespa ao lado do da S&P? É parece que a crise está mais perto do que apenas nas páginas dos jornais ministro. Veja esse gráfico AQUI. Ah, e por falar em investimentos, porque o governo federal não executa o seu orçamento? Dos 80 bilhões orçados, o governo executou menos de 20 bilhões. Esse é o número.
E por falar em 20. no dia 20 de junho o Credit Suisse previu um crescimento do PIB abaixo de 2% ao ano para 2012. Será que isso realmente é uma piada (AQUI)? Ou a previsão da instituição financeira vai estar mais próxima do número final do que o número da Fazenda?
A crise está longe, só na Grécia e na capa do jornal? Será mesmo?
segunda-feira, 25 de junho de 2012
A Gasolina é Cara no Brasil?
Um tweet recente do Ricardo Amorim (siga AQUI) chamou a atenção para um link com preços correntes de um galão de gasolina em vários países. O link é este AQUI.
A fonte original dos dados é uma reportagem da Bloomberg que está AQUI. Na reportagem foi feita uma análise de cada país e do custo real, em termos de renda, da gasolina.
Se olharmos somente os dados com o preço corrente (calculado provavelmente com o câmbio nominal) veremos que muitos países possuem gasolina mais cara. Alguns exemplos de preços em USD por galão (tipo premium):
Norway $9.69
Italy $9.35
UK $8.84
Germany $8.56
Japan $7.58
Brazil $6.41
India $6.06
Canada $5.75
US $4.19
Mexico $3.20
Egypt $1.73
Kuwait $0.88
Venezuela $0.09
Eu só deixei alguns na lista, mas muitos estão acima do Brasil. Em uma lista com 57, o Brasil é o número 36. A pergunta é? Isso significa que a gasolina no Brasil é mais barata que em outros países?
Bem, se olharmos o preço, o valor nominal, como se fosse o preço de um bem perfeitamente transacionável e sem nenhum imposto, então sim. Concluiriamos que, por exemplo, a gasolina é mais cara na Alemanha do que no Brasil.
Será que esta é uma boa medida? Bem, os meus alunos de Macro I diriam que não. Temos que comparar as medidas em termos reais. Comparações em termos nominais nem sempre refletem os custos reais. Vou fazer mais ou menos o que o pessoal da Bloomberg fez na reportagem, comparar em relação a renda de cada local.Na Noruega, o galão sai por $9.69, mas grande parte disto são impostos que se transformam em educação, saúde e etc. Além disto, a renda noroeguesa é altíssima. Os gastos com gasolina representam apenas 3.6% da renda de um norueguês. Nos Japão o galão custa $7.58, ou 5.8% da renda do japonês após o Tsunami.
No Brasil, um galão representa 18% da renda de um brasileiro. Nessa medida, a gasolina brasileira é a décima terceira mais cara do mundo.
Portanto, a gasolina representa um custo elevado para os consumidores brasileiros, relativamente a sua renda. A gasolina pode ser mais cara na Noruega, pois os noruegueses são mais produtivos, tem um PIB per capita maior, e estão dispostos a pagar impostos para ter serviços públicos de melhora qualidade. Por isso, em termos de valor nominal, sai mais caro um galão na Noruega do que no Brasil. Mas, em termos reais, a gasolina é mais cara no Brasil. O brasileiro precisa trabalhar mais horas no Brasil para comprar a mesma quantidade de gasolina.
A gasolina é cara no Brasil? Sim, a gasolina é cara no Brasil.
Marcadores:
Brasil,
Combustíveis,
Conceitos,
Economia,
Eficiência,
Governo,
Impostos,
Oferta e Demanda,
Preço,
Renda
| Reações: |
sábado, 23 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Legalização das Drogas: Estado vs. Mercado
Esta semana o governo uruguaio anunciou que vai produzir e comercializar maconha (do El País, via Polibio Braga):
El Poder Ejecutivo legalizará la venta de marihuana y generará redes de distribución estatales. Además habrá registros de consumidores y el precio de los cigarrillos incluirá impuestos, según se conoció ayer.
Nesta mesma semana correu a seguinte foto pelas redes sociais (link AQUI):
A imagem mostra que os traficante (o mercado) tem uma boa idéia de como a economia se comporta no longo prazo. O aumento do consumo de crack traz a polícia para o local, o que atrapalha os negócios. Como é um produto com margem pequena, vale a pena abdicar de seus retornos e reduzir custos de vigilância.
A pergunta que eu deixo é: será que uma legalização (digamos só da maconha, para não sairmos muito do foco) via empresa estatal seria a melhor forma de iniciar um processo de legalização?
E se o governo deixar a regulação por cargo de uma agência (ANVISA, por exemplo) e controlar a qualidade da oferta (tanto da matéria-prima quanto do produto final)? Não seria mais eficiente? Os especialistas no assunto (traficantes) paracem entender bem os mecanismos de oferta e demanda, não é?
Fia aí a polêmica.
Marcadores:
América Latina,
Brasil,
Economia,
Eficiência,
Governo,
Impostos,
Regulação
| Reações: |
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Sobre Cortes de Cabelo
Não teve jeito mesmo. Tive que cortar o cabelo aqui pelos EUA. Encontrei a barbearia do Michael aqui perto do meu hotel em NY. Subi uma escadinha e 20 minutos depois desci com o cabelo cortado.
Ele me cobrou US$ 12,00. Aí lembrei que no Brasil eu costumo pagar R$ 25,00. Fiz a conversão básica de um turista brasileiro no exterior e cheguei a conclusão que é mais barato cortar o cabelo no centro de Manhattan do que em Vitória. Bem, uma vez que você já se deslocou de um local ao outro, é claro. Como os economistas bem sabem, corte de cabelo é um non-tradable (espero que meus alunos de Macro I ainda lembrem disto).
Se levarmos em conta o fato que a renda per capita brasileira é cerca de 1/4 da renda americana, me atrevo a dizer que o corte de cabelo no Brasil está caro. Muito caro.
Monasterio's Law Revisited
O Leo Monasterio publicou no seu blog uma excelente frase sobre quando entrar em dicussões: "Nunca brigue se o adversário estiver a mais de dois desvios de você em qualquer dimensão: conhecimento, ideologia, inteligência ou porte físico."
Seguem dois corolários derivados a partir da violação da Monasterio's Law:
Corolário 1
Se você brigar com um adversário que esteja a mais de dois desvios de você em uma das três primeiras dimensões, talvez essa distância se torne indistinguível para quem está assistindo a briga.
Corolário 2
Se você brigar com um adversário que esteja a mais de dois desvios na quarta dimensão, isto coloca você muito próximo da origem na terceira dimensão.
PS: Leo, estou te devendo uma resposta sobre o seu post sobre a culinária gaúcha. Aguarde!
Marcadores:
Academia,
Blogosfera,
Conceitos,
Humor
| Reações: |
terça-feira, 19 de junho de 2012
Uma Mensagem Sobre Custos e Preços
Marcadores:
Conceitos,
Economia,
Eficiência,
Pennsylvania,
Philadelphia,
Preço
| Reações: |
segunda-feira, 18 de junho de 2012
PUC-Rio vs. Reinaldo Azevedo
Eu havia prometido que não iria escrever uma sílaba sobre o post do Reinaldo Azevedo (AQUI) sobre o paper do João Manoel, Sosso e Laura.
Mas, alguns amigos me cobraram que eu divulgasse o episódio como forma de esclarecer e apontar os riscos de se fazer análises superficiais sobre problemas complexos.
O Reinaldo fez uma análise muito superficial e desqualificou os resultados dos autores apenas porque estes indicaram um resultado positivos do Bolsa Família sobre a redução da criminalidade em SP. Algo que, para qualquer aluno de graduação em economia que já leu Gary Becker, parece intuitivo (o difícil é mostrar empiricamente, e é isto que os autores fazem).
Eu confesso que no lugar dos autores ficaria indignado. Quem me conhece sabe que sou muito explosivo. Uma coisa é você ser esculachado por seus colegas de profissão, que sabem o que você fez de errado (como eu mesmo fui, em minha visita a PUC-RJ). Isso é normal na academia. Você fez um paper fraco, seus colegas de profissão te dizem isso na cara. Não há nada de errado nisso.
Outra coisa é ter o seu resultado contestado por alguém que não entende o que você está fazendo. É como seu eu tentasse comentar o acerto do carro do Felipe Massa aqui no meu blog. Eu posso achar ele um piloto horroroso, ter mil e uma opiniões sobre ele e sobre quem curte F-1 (que eu acho um saco). Tudo isso seria opinião sem base fundamentada. Apenas achismo, gosto, preferência, etc.
Neste caso, existem duas opções: responder ou deixar a pessoa falando com o ar. Eu confesso que provavelmente teria a mesma reação do João Manoel (ele respondeu AQUI). Mas, acho que o mais sensato seria deixar o Reinaldo Azevedo falando sozinho, ou melhor, com os leitores dele. Imagina se o Massa fosse responder a todas as colunas esportivas que falam sobre o desempenho após cada corrida?
O que vai acontecer é que o Reinaldo Azevedo vai ficar batendo nessa tecla em seu espaço privilegiado na Internet. Ele acaba de chamar o João Manoel de Mané de Stanford (AQUI). Isso ainda vai longe e pode acabar em processo.
Como twittou o Drunkeynesian, o mais engraçado é que o Reinaldo parece desconhecer todo o trabalho da PUC-RJ no Plano Real e demais contribuições para o desenvolvimento econômico e social do país. Em particular, ele parece desconhecer que o embrião do Bolsa Família é o Bolsa Escola, que buscava aumentar a freqüência escolar. Um dos sub-produtos esperados é justamente a redução da criminalidade. O problema é mostrar isso empiricamente. E foi o que o pessoal da PUC-RJ fez, em um trabalho muito bacana.
Enfim, admiro o João Manoel pela coragem da resposta. Acho que eu faria o mesmo (e teria sido até mais sarcástico, se me conheço bem). Mas, acho que quem disse (twittou) tudo foi o Leo Monasterio (parafraseando alguém que ele não lembra): "por que não discutir com um idiota? Na melhor das hipóteses você ganhará a discussão... com um idiota."
Marcadores:
Academia,
Blogosfera,
Blogs,
Crime,
Econometria,
Economia,
Educação
| Reações: |
domingo, 17 de junho de 2012
Mantegada Semanal #29
Sim, vocês estavam com saudades das mantegadas, eu sei. Então vamos ao mais novo raciocínio do Min. da Fazenda. Quando questionado sobre as possibilidades de crescimento da economia através do aumento do crédito o Ministro disse o seguinte:
Mantega disse que a inadimplência está caindo e atingiu patamares considerados bastante "toleráveis". Segundo ele, o endividamento das famílias está diminuindo: "temos pesquisas que mostram que as famílias andaram pagando as dívidas." (Fonte: AQUI)
O ministro disse também que passou a ser normal no Brasil que todos tenham acesso ao crédito. "Crédito é uma coisa normal no mundo todo. Antigamente, havia famílias que não tinham crédito e passaram a tê-lo." (Fonte: AQUI)
"O crédito está crescendo no Brasil, o que mostra que as teorias sobre uma exaustão do crédito não se sustentam", acrescentou. (Fonte: AQUI)
Pois bem, parece que o ministro não entendeu a dinâmica do uso do crédito.
Em tese, o crédito é uma renda futura que você acaba antecipando e pagando aos poucos ao longo do tempo. Em troca da antecipação do consumo os consumidores se dispõe a pagar um preço, chamado juros. Se os consumidores acham que não vão ter essa renda futura ou que uma parte dela já está comprometida com pagamentos de empréstimos passados, ele pode desejar não tomar um novo empréstimo, mesmo que o juros seja baixo. Simples assim.
É assim que o modelo de crescimento via crédito se esgota. Quando o crédito não diminui, mas a inadimplência aumenta (ao contrário do que diz o ministro) e a renda não cresce, temos um sinal de que o modelo está em xeque. O mesmo vale para o endividamento externo (déficit em conta corrente).
Talvez, este recente aumento de crédito aos estados seja uma forma de admitir isso. Como o consumidor endividado está recioso no seu consumo, talvez o "caminho" seja endividar os Estados.
Uma péssima idéia, que já testamos no passado recente...
sábado, 16 de junho de 2012
Gasolina: Petrobras vs. COPOM
Uma das hipóteses básicas do BC para suas decisões sobre a taxa SELIC Meta nas reuniões recentes tem sido a de que o preço da gasolina não sofrerá alterações em 2012. Basta olhar as atas do COPOM das últimas reuniões.
Essa hipótese começa a ser contestada. Na quinta-feira voltaram os rumores de que a Petrobras pretende elevar os preços dos combustíveis para fazer caixa e prosseguir com seus planos de investimentos (AQUI). O mercado sabe que a empresa não vai bem e não tem perspectivas de melhora, se mantiver a atual forma de negócio.
O gráfico abaixo ilustra o desempenho das ações da Petrobras nos últimos meses, comparada ao IBOVESPA e ao S&P500.
A pergunta que fica é: quem vai vencer essa batalha? O COPOM ou a Petrobras?
A batalha é política, o que dificulta o trabalho de previsão dos economistas. Mas, o resultado afeta o bolso de muita gente. Em um cenário de aumento de preços, ganham os acionistas da Petrobras e perdem os consumidores, pois o aumento dos combustíveis se propaga pelos demias preços da economia. No cenário de manutenção de preços, ocorre o inverso.
O efeito de um aumento da gasolina sobre a inflação pode levar o COPOM a rever a teajetória de queda de juros. Uma alternativa é o aumento dos combustíveis seguido de uma redução de impostos sobre os mesmos, o que deixaria o preço final inalterado.
É esperar para ver...
Marcadores:
BC,
Brasil,
Combustíveis,
Economia,
Governo,
Inflação,
Juros,
Produtividade
| Reações: |
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Dica de Livro: Soccernomics
Já estou na metade do livro Soccernomics. É muito bom e recomendo a todos que gostam de futebol e economia. O livro trata desde discriminação racial até estratégia de cobranças de penaltis. O livro é muito bem escrito e agora está disponível na versão para Kindle por apenas US$ 8.52. Recomendo fortemente (link AQUI). Ele segue o estilão do Freakonomics, um autor é economista e o outro jornalista. O que torna a leitura muito agradável.
O livro também tem capítulos relativamente curtos. Eu gosto disso, pois a cada parada ou pequeno intervalo, você pode devorar um pedaço do início ao fim. Sei lá, eu gosto de capítulos mais curtos.
Esta versão nova traz várias referências ao livro Moneyball, que relata o uso de técnicas estatísitcas e econométricas na contratação de jogadores de baseball.
Na promoção de 4 anos de aniversário do blog foi sorteado um par de ingressos psra ver o filme sobre ese livro (estrelado por Brad Pitt, link AQUI).
Fica aí essa dica!
Marcadores:
Conceitos,
Econometria,
Economia,
Esporte,
Futebol
| Reações: |
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Na Água do Rio
Esse samba de Silas de Oliveira e Manoel Ferreira é uma bela melodia para descrever a atual situação do mercado brasileiro. Basta trocar a palavra remo por hedge e uma ou outra palavra e pronto.
Segue abaixo o vídeo e a letra.
Na água do rio (Silas de Oliveira / Manoel Ferreira)
Na água do rio
Vejo a canoa girar
Tem nego, ioiô
Sem remo, iaiá
Na água do rio
Canoa nunca parou
Tem nego, iaiá
Sem remo, ioiô
Este mundo é um rio em demonstração
Que esclarece o transporte de toda ilusão
Teu sorriso é um barco navegador
Passageiro ganhei o teu falso amor
Não é, meu amor
Marcadores:
Brasil,
Dólar,
Inflação,
Juros,
Macroeconomia
| Reações: |
terça-feira, 12 de junho de 2012
10 Anos de Formatura!
No domingo passado a minha turma comemorou 10 anos de formatura na UFRGS! Foi uma época muito feliz em que aprendi muito e fiz muitos amigos! Parabéns galera!
| Diego, Eduardo, Jiro, eu e Luciana. |
PS: Na foto faltou o Baladão, Sandro, Eduardo da Silveira, e outros tantos que nos acompanharam nesses anos de UFRGS. Todos muito bem trajados em azul, preto e branco.
Incentivos Funcionam (Evidência 908490)
Segue abaixo o abstract de um artigo que está na última edição da AER. O título do artigo é Incentives Work: Getting Teachers to Come to School (Esther Duflo, Rema Hanna and Stephen P. Ryan). Os autores usam dados de um experimento feito na Índia com o objetivo de reduzir as faltas (ausências) dos professores.
We use a randomized experiment and a structural model to test whether monitoring and financial incentives can reduce teacher absence and increase learning in India. In treatment schools, teachers' attendance was monitored daily using cameras, and their salaries were made a nonlinear function of attendance. Teacher absenteeism in the treatment group fell by 21 percentage points relative to the control group, and the children's test scores increased by 0.17 standard deviations. We estimate a structural dynamic labor supply model and find that teachers respond strongly to financial incentives. Our model is used to compute cost-minimizing compensation policies.
Link para o artigo AQUI.
Marcadores:
Economia,
Educação,
Eficiência,
Incentivos
| Reações: |
segunda-feira, 11 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
A Greve das Federais
A maioria das universidades públicas está em greve. Isso não é novidade. Durante minha graduação na UFRGS passei por duas e tive minha graduação atrasada em seis meses.
![]() |
| Estudantes das Federais |
Entretanto, os mecanismos de incentivos são iguais em todas as UFs. Muitos professores que são de dedicação exclusiva realizam trabalhos fora da universidade, já que dentro não é rentável.
Estabilidade e aposentadoria completa eliminam qualquer incentivo para o professor ir para o setor privado, onde é mais arriscado e a cobrança é maior. Muitos concluem que o mais interessante é ficar nas UFs, reduzir o esforço e tentar aumentar o salário de alguma forma.
Diante de uma renda muito inferior a do garagista da Câmara Municipal de São Paulo, eles optam pelas greves. Os aluno, fantoches nas mãos dos professores sindicalizados, apoiam. Vão perder alguns meses de suas carreiras profissionais, como eu perdi. Muitos gostam das mamatinhas e não entendem que é o seu próprio futuro que está sendo atrasado.
O final da história também é o mesmo. O governo dá um agradinho aqui e outro ali, sem mudar o sistema, e todos voltam a trabalhar. Ah, lecionando metade da carga horário, para não darem aula no verão!
Nada muda, e a inflação consome o aumento salarial dos professores em poucos meses e o ciclo se reinicia.
Aos interessados em entenderem um pouco mais sobre a realidade do sistema universitário brasileiro sugiro a leitura do último post do (sempre excelente) Simon Schwartzman. Segue o link AQUI.
PS: Aos alunos: vocês acham que estão estudando de graça. Mas não estão. Cada greve e aula que o professor não comparece custa muito caro para cada um de vocês. A trajetória de todos os seus salários futuros depende da qualidade e quantidade das suas aulas. Pense nisso!
sexta-feira, 8 de junho de 2012
O Efeito-Creche
Um dos projetos que seria (pois ainda não está em execução) o carro-chefe do governo Dilma é um programa que amplia a oferta de creches públicas.O programa funciona como uma forma de subsídio para os pais, em particular para as mães solteiras.
A idéia básica é que, deixando a criança na creche, a mãe pode sair para trabalhar e aumentar a sua renda e, possivelmente, o investimento na criança.
Um working paper que saiu no NBER recentemente analisa os efeitos de um programa parecido com esse na Noruega. Os resultados mostram que o efeito do subsídio (que lá se dá em forma de desconto na mensalidade da creche) é pequeno sobre a empregabilidade dos pais.
Entretanto, o efeito é positivo sobre a escolaridade das crianças alguns anos depois.
O resultado indica que na verdade o aumento de creche não afeta muito a escolha dos pais, mas o fato de a criança estar em um ambiente que é desenhado para o aprendizado tem efeitos na sua escolaridade futura. Ou seja, na verdade a política tem efeitos de longo prazo e pode ser uma forma de elevar o capital humano no país.
Aos interessado, segue AQUI o link para o artigo.
Marcadores:
Atividades Sociais,
Brasil,
Crescimento,
Econometria,
Economia,
Educação,
Emprego,
Mulher,
Renda
| Reações: |
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Prosperidade Temporária, Ruína Permanente
Eu gosto muito do Ernest Hemingway (escritor americano). Certa vez ele disse o seguinte:
The first panacea for a mismanaged nation is inflation of the currency; the second is war. Both bring a temporary prosperity; both bring a permanent ruin. But both are the refuge of political and economic opportunists.
| Ernest Hemingway |
Um bom feriado pra vocês!
terça-feira, 5 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Suicídios na Juventude
Um artigo recentemente publicado no Economics of Education Review trata de um fato triste e inusitado: o suicídio entre jovens durante o período escolar. Estatísticas de suicídio em geral são pouco divulgadas na mídia. Mas, sabe-se que o número é bastante grande.
O artigo trata de algo curioso. Segundo a pesquisa, o número de suicídios diminui no período de férias escolares, e essa diminuição é estatísticamente significativa. Além disto, durante as férias escolares o número de mortes de jovens em acidentes de carros e vítimas de homicídio se elevam.
Os autores lembram que o estudo não deve ser desencorajado e que os benefícios de estudar são elevadíssimos. O artigo apenas busca motivar o debate sobre esta questão tão importante.
Além disto, se estou interpretando os dados corretamente, estar fora da escola tem um efeito devastador, já que as mortes por acidente de carro e homicídio se elevam mais no período de férias escolares (colunas 1 e 2) do que a queda dos suicídios (coluna 3), compensando o efeito.
Seria interessante um estudo destes para o Brasil (alguém conhece?). Para quem quiser dar uma lida no artigo deixo o link AQUI.
domingo, 3 de junho de 2012
Reconhecimento Importante: Top 10!
Fiquei muito contente com uma notícia do site The Brazil Business.
Este blog foi listado entre os 10 blogs mais influentes na categoria Economia, em uma lista com os 100 Blogs Mais Influentes do Brasil.Segundo o site, foi levado em conta o número de acessos. Portanto, eu gostaria de aproveitar e agradecer a todos os que passam por aqui todos os dias! Muito obrigado!
Segue abaixo o ranking da The Brazil Business, categoria Economia:
1) Mirian Leitão
2) O economista
3) Quero ficar rico
4) Dinheirama
5) O economês
6) Sidnei Oliveira
7) Blog do Management
8) Guilherme Barros
9) Luis Nassif
10) Cristiano M Costa
Clique AQUI para ver o ranking dos 100 Blogs Mais Influentes do Brasil!
Marcadores:
Blogosfera,
Blogs,
Economia
| Reações: |
sábado, 2 de junho de 2012
Cotas Raciais: O Caso Asiático-Americano
Enquanto o Brasil julgou constitucional o uso de cotas raciais nas universidades públcias brasileiras, quatro grupos de asian-americans entraram na justiça americana pedindo o fim do uso da etnicidade nos porcessos seletivos das univerisdades.
O argumento é simples. Na medida que a entrada é feita usando-se a informação da raça/etnicidade/cor, abre-se a possibilidade de que um grupo seja preterido a outro. No caso dos asian-americans eles argumentam que se somente os critérios acadêmcios fossem usados, eles teriam mais chances de entrar.
Ou seja, estão sendo discriminados por serem de origem asiática.
O debate promete ir longe, e acho que serve para renovar a discussão sobre cotas nos EUA. Leia a reportagem completa AQUI.
PS: Talvez esse tipo de argumento apareça por aqui daqui uns 15 ou 20 anos...
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Pibinho, Juros e Indústria
Os dados do IBGE mostram um PIB crescendo a uma velocidade menor do que o previsto: 0,8% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Ficamos quase estagnados.
O Brasil vai crescer no máximo 2,7% este ano, apesar de toda a queda de juros e políticas malucas de alterações de impostos. O investidor estrangeiro se mandou e o dólar subiu. Conseguiram arrumar uma crise onde não existia. O pior vai ser quando a inflação subir.
Tudo isso pra "salvar" a indústria. Que, diga-se de passagem, foi o setor que mais cresceu em relação ao trimestre imediatamente anterior: 1,7%. Enquanto isso, a agropecuária caiu 7,3% em relação ao último trimestre de 2011 e 8,5 em relação ao mesmo trimestre do ano passado (ver gáfico abaixo).
Será que vamos ouvir o discurso da "desagropecuarização" do Brasil?
![]() |
| Clique para ver o PDF com os dados do PIB. |
Marcadores:
Agricultura,
Brasil,
Crescimento,
Crise,
Dólar,
Economia,
Governo,
Macroeconomia,
Protecionismo,
Recessão,
Renda
| Reações: |
Assinar:
Postagens (Atom)

















