Está aí uma notícia que será pouco divulgada em época de eleição, mas que terá efeitos importantes sobre a economia brasileira (do Estadão):
SÃO PAULO - Sete rodovias localizadas nas Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste deverão ser contempladas na quarta etapa de concessões do governo federal. De acordo com lista obtida pelo Estado, o programa de licitação, que será lançado nos próximos meses, incluirá grandes corredores, como as BRs 163 e 153, que atendem a principal região produtora de grãos do País, e outras ligações, a exemplo das BRs 262, 267, 060 e 050. No momento, o Ministério dos Transportes está avaliando qual o melhor desenho para cada lote.
Acontece que fazer concessões de rodovias, aeroportos e outros projetos de infra-estrutura não é simplesmente definir preço e abrir o leilão. Os objetivos, prazos, remunerações e metas devem ser bem fixados para que os contratos atraiam boas concessionárias e também promovam a melhora do serviço. Do jeito que está é que nã dá pra ficar.
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| BR 163 perto de Novo Progresso (PA). |
Hoje, claramente temos um déficit enorme no setor de transporte. Desde rodovias até portos e aeroportos. Fica aí o desafio para o governo, continuar desenhando modelos eficientes de leilão de serviços com regras claras e que promovam mais qualidade.
Quem sabe não é mais uma etapa do meu Sonho Sonhado?
PS: Ah, e podem chamar de concessão. Já não me importo mais. A gente sabe muito bem o que isso significa: passar o controle ao setor privado.





2 comentários:
Já acho que o processo de concessões jamais estaria na pauta do governo atual e de seu partido.
A ver, mas, aparenta que, de forma gradativa, percebem que o governo, nem digo o Estado, não tem condições de assumir tudo.
E que os impostos são a única forma de criar dinheiro do governo e impostos têm fonte finita. E a fonte de impostos, reclama.
Outra fonte é a maquininha impressora de papel colorido, que gera inflação e quebra a credibilidade do governo e da moeda. Acaba com a fidúcia, com a crença na segurança e ai a casa cai.
Pode ser que seja isso que estaria ocorrendo.
Mas, se os índices de popularidade vierem bons, tudo pode voltar às origens de sempre.
Só mais uma coisa. Deveriam abrir concorrência internacional para a concessão de estradas e tudo o mais que possam pretender realizar.
Empresas europeias, norte-americanas, japonesas, chinesas...
E afastar o BNDES disso. O BNDES deveria só financiar empreendimentos na fronteira tecnológica e não atividades corriqueiras.
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