Sim, vocês estavam com saudades das mantegadas, eu sei. Então vamos ao mais novo raciocínio do Min. da Fazenda. Quando questionado sobre as possibilidades de crescimento da economia através do aumento do crédito o Ministro disse o seguinte:
Mantega disse que a inadimplência está caindo e atingiu patamares considerados bastante "toleráveis". Segundo ele, o endividamento das famílias está diminuindo: "temos pesquisas que mostram que as famílias andaram pagando as dívidas." (Fonte: AQUI)
O ministro disse também que passou a ser normal no Brasil que todos tenham acesso ao crédito. "Crédito é uma coisa normal no mundo todo. Antigamente, havia famílias que não tinham crédito e passaram a tê-lo." (Fonte: AQUI)
"O crédito está crescendo no Brasil, o que mostra que as teorias sobre uma exaustão do crédito não se sustentam", acrescentou. (Fonte: AQUI)
Pois bem, parece que o ministro não entendeu a dinâmica do uso do crédito.
Em tese, o crédito é uma renda futura que você acaba antecipando e pagando aos poucos ao longo do tempo. Em troca da antecipação do consumo os consumidores se dispõe a pagar um preço, chamado juros. Se os consumidores acham que não vão ter essa renda futura ou que uma parte dela já está comprometida com pagamentos de empréstimos passados, ele pode desejar não tomar um novo empréstimo, mesmo que o juros seja baixo. Simples assim.
É assim que o modelo de crescimento via crédito se esgota. Quando o crédito não diminui, mas a inadimplência aumenta (ao contrário do que diz o ministro) e a renda não cresce, temos um sinal de que o modelo está em xeque. O mesmo vale para o endividamento externo (déficit em conta corrente).
Talvez, este recente aumento de crédito aos estados seja uma forma de admitir isso. Como o consumidor endividado está recioso no seu consumo, talvez o "caminho" seja endividar os Estados.
Uma péssima idéia, que já testamos no passado recente...





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