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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Legalização das Drogas: Estado vs. Mercado


Esta semana o governo uruguaio anunciou que vai produzir e comercializar maconha (do El País, via Polibio Braga):

El Poder Ejecutivo legalizará la venta de marihuana y generará redes de distribución estatales. Además habrá registros de consumidores y el precio de los cigarrillos incluirá impuestos, según se conoció ayer.

Nesta mesma semana correu a seguinte foto pelas redes sociais (link AQUI):


A imagem mostra que os traficante (o mercado) tem uma boa idéia de como a economia se comporta no longo prazo. O aumento do consumo de crack traz a polícia para o local, o que atrapalha os negócios. Como é um produto com margem pequena, vale a pena abdicar de seus retornos e reduzir custos de vigilância.

A pergunta que eu deixo é: será que uma legalização (digamos só da maconha, para não sairmos muito do foco) via empresa estatal seria a melhor forma de iniciar um processo de legalização?

E se o governo deixar a regulação por cargo de uma agência (ANVISA, por exemplo) e controlar a qualidade da oferta (tanto da matéria-prima quanto do produto final)? Não seria mais eficiente? Os especialistas no assunto (traficantes) paracem entender bem os mecanismos de oferta e demanda, não é?

Fia aí a polêmica.

1 comentários:

Dawran Numida disse...

A liberação da maconha não seria boa com nada, muito menos com uma estatal, mesmo sendo uma estatal da burocracia voltada para regulamentar a política de saúde pública.
Hoje, por exemplo, o portador de maconha, que seja entendida pela autoridade, como sendo apenas para consumo próprio, não há sequer processo. Há uma repreensão, advertência ou seja lá o que for, mas, não dá mais cadeia.
Ainda não dá para vislumbrar no Brasil algo assemelhado ao que foi colocado no filme "Quebrando o Tabu", onde são mostrados locais onde viciados podem drogar-se, como toda a limpeza e segurança. O vendedor da droga é vigiado em termos de quantidades e registros para poder exercer tal atividade.
A não ser que haja uma espécie de "cartão do cidadão", onde o viciado não traficante, poderia buscar a maconha por exemplo, em locais tipo farmácias de remédios fornecidos gratuitamente pelo governo.
Passando o cartão, ficaria registrada sua frequência, quantidades, periodicidade etc. Dados que seriam, depois monitorados depois pelo sistema de saúde.
Mas, ainda isso seria sonho.
Por enquanto, não advogaria liberalização, ou melhor descriminação, pois, liberação já haveria. Basta ver os verdadeiros zumbis que perambulam pelas ruas drogando-se o dia inteiro.