A maioria das universidades públicas está em greve. Isso não é novidade. Durante minha graduação na UFRGS passei por duas e tive minha graduação atrasada em seis meses.
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| Estudantes das Federais |
Entretanto, os mecanismos de incentivos são iguais em todas as UFs. Muitos professores que são de dedicação exclusiva realizam trabalhos fora da universidade, já que dentro não é rentável.
Estabilidade e aposentadoria completa eliminam qualquer incentivo para o professor ir para o setor privado, onde é mais arriscado e a cobrança é maior. Muitos concluem que o mais interessante é ficar nas UFs, reduzir o esforço e tentar aumentar o salário de alguma forma.
Diante de uma renda muito inferior a do garagista da Câmara Municipal de São Paulo, eles optam pelas greves. Os aluno, fantoches nas mãos dos professores sindicalizados, apoiam. Vão perder alguns meses de suas carreiras profissionais, como eu perdi. Muitos gostam das mamatinhas e não entendem que é o seu próprio futuro que está sendo atrasado.
O final da história também é o mesmo. O governo dá um agradinho aqui e outro ali, sem mudar o sistema, e todos voltam a trabalhar. Ah, lecionando metade da carga horário, para não darem aula no verão!
Nada muda, e a inflação consome o aumento salarial dos professores em poucos meses e o ciclo se reinicia.
Aos interessados em entenderem um pouco mais sobre a realidade do sistema universitário brasileiro sugiro a leitura do último post do (sempre excelente) Simon Schwartzman. Segue o link AQUI.
PS: Aos alunos: vocês acham que estão estudando de graça. Mas não estão. Cada greve e aula que o professor não comparece custa muito caro para cada um de vocês. A trajetória de todos os seus salários futuros depende da qualidade e quantidade das suas aulas. Pense nisso!





2 comentários:
Como sempre, um excelente post. Aliás, lembrei na hora do seu outro posto "quantificando" o efeito das greves:
http://www.cristianomcosta.com/2011/08/falacia-economica-do-ensino-gratuito.html
Abs,
João Ricardo
Como sempre, um excelente post. Aliás, lembrei do seu outro post sobre o assunto, com uma abordagem mais quantitativa:
http://www.cristianomcosta.com/2011/08/falacia-economica-do-ensino-gratuito.html
Abs,
João Ricardo
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