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sábado, 16 de junho de 2012

Gasolina: Petrobras vs. COPOM


Uma das hipóteses básicas do BC para suas decisões sobre a taxa SELIC Meta nas reuniões recentes tem sido a de que o preço da gasolina não sofrerá alterações em 2012. Basta olhar as atas do COPOM das últimas reuniões.

Essa hipótese começa a ser contestada. Na quinta-feira voltaram os rumores de que a Petrobras pretende elevar os preços dos combustíveis para fazer caixa e prosseguir com seus planos de investimentos (AQUI). O mercado sabe que a empresa não vai bem e não tem perspectivas de melhora, se mantiver a atual forma de negócio.

O gráfico abaixo ilustra o desempenho das ações da Petrobras nos últimos meses, comparada ao IBOVESPA e ao S&P500.


A pergunta que fica é: quem vai vencer essa batalha? O COPOM ou a Petrobras?

A batalha é política, o que dificulta o trabalho de previsão dos economistas. Mas, o resultado afeta o bolso de muita gente. Em um cenário de aumento de preços, ganham os acionistas da Petrobras e perdem os consumidores, pois o aumento dos combustíveis se propaga pelos demias preços da economia. No cenário de manutenção de preços, ocorre o inverso.

O efeito de um aumento da gasolina sobre a inflação pode levar o COPOM a rever a teajetória de queda de juros. Uma alternativa é o aumento dos combustíveis seguido de uma redução de impostos sobre os mesmos, o que deixaria o preço final inalterado.

É esperar para ver...

2 comentários:

Drunkeynesian disse...

Eu apostaria que a Petrobras não mexe na gasolina este ano. Não mexeu com o petróleo a $110, agora, a 80 e poucos e caindo...

"O" Anonimo disse...

Eu diria que a queda do PBR não é somente devido a política de preços, mas mais importante um reflexo do melhor entendimento pelos agentes do mercado da governança corporativa daquela companhia e do potencial do pré-sal. Não foi porque os texanos da Exxon não gostam do serviço do Galeão que eles saíram do pré-sal.