A questão do transporte público é debatida nas grandes cidades do mundo inteiro e sua solução é sempre muito complexa. No início de sua história, NY se deparava com o problema das fezes animais espalhadas pelas cidades, depois vieram os veículos, os bondes, carros, e tudo mais que só poderia deixar a cidade mais caótica.
Ao longo do tempo foram criados também mecanismos para controle do tráfego, como os semáforos e as regras de trânsito, com o objetivo de organizar a bagunça. Acontece que, na medida que a cidade cresce, o transporte coletivo necessita obrigatoriamente ser organizado (provido ou contratado/regulado) pela autoridade pública e acaba se sobrepondo aos meios de transporte individuais.
Neste processo é importante que existam muitas alternativas, de preferência interligadas, que possam ofertar um transporte eficiente: rápido, seguro e barato.
A cidade do Rio de Janeiro está entre as grandes cidades do mundo. Sua geografia, cheia de morros, pedras, lagos e enseadas, torna o problema ainda mais complexo. Neste caso, o papel da autoridade pública é ainda mais importante para que o transporte seja bem regulado, organizado e enfim usufruido pela população.
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| Trânsito no Rio de Janeiro. |
Como ocorre em muitas cidades, muitas vezes as autoridades responsáveis pelo transporte público não tomam as melhores medidas para a organização do trânsito. Em particular, as cidades carecem de iniciativas econômicas que busquem criar os incentivos corretos para a provisão deste serviço.
Um exemplo de ineficiência é a atual proposta de renegociação dos contratos de barcas, no estado do Rio de Janeiro. Segundo reportagem do O Globo (AQUI):
"O secretário de Desenvolvimento do Estado do Rio, Júlio Bueno, afirmou na tarde desta segunda-feira que o governo do estado quer trocar os sócios que operam o sistema de barcas. Segundo Bueno, a ideia do governo é repactuar a concessão do transporte marítimo de passageiros na Região Metropolitana."
Quando o governo faz um contrato, é importante saber as vias de escape e, principalmente, quais as medidas que devem ser tomadas para que a concessão do serviço seja feita de forma mais eficiente na etapa seguinte. Um ponto fundamental é que qualquer mudança de provedor seja feita com uma nova concorrência, onde as melhores ofertas são elencadas segundo critérios previamente estabelecidos e de conhecimento comum.
O caso das barcas não é isolado. As grandes cidades brasileiras carecem muito de maior eficiência e de melhores contratos. Mas o caso do Rio de Janeiro, assim como o de SP, é peculiar. A cidade sofre com trens lotados e outros problemas de congestionamentos há muitos anos e não consegue achar soluções como as vistas em outras cidades dos EUA e Europa. Para terem idéia do que estou falando, assistam ao documentário abaixo:
Vocês vão se surpreender com a semelhança com os dias atuais.





2 comentários:
Não melhorou muito (pelo menos quanto aos trens), mas a situação era feia mesmo no Rio.
Há, porém, algo que precisa estar presente no planejamento. E poder ser discutido sem as interdições político-ideológicas atuais.
O crescimento de cidades, como São Paulo, dá-se tanto pelo aspecto vegetativo, como pelo aspecto migratório, que acaba virando vegetativo depois.
Nunca pode-se sequer citar as migrações, que normalmente ocupam áreas por onde as novas vias e soluções de sistemas viários futuros passariam.
Por exemplo, isso ocorreu quando da abertura da Berrini, Águas espraiadas e outras, onde ocupações convivem com avenidas modernas e que já não podem ser alargadas, sequer para a instalação de corredores exclusivos de ônibus, por exemplo. Ou novas estações de Metrôs, ou terminais de ônibus urbanos e Metropolitanos.
Com tal debate fica interditado, os gastos com as desocupações aumentam em escala, encarecem as obras e provocam atrasos. E as migrações, como não deveria deixar de ser, não cessam.
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