Muitas pessoas estão comentando sobre o ágio (diferença entre preço mínimo e preço pago) no leilão dos aeroportos que ocorreu esta semana.
Eu tenho escutado a seguinte pergunta: o que explica esse ágio tão grande? A minha resposta é que isso significa que o preço mínimo era baixo. Isso é bom ou ruim? Não significa muita coisa.
A única coisa que é possível dizer é que um preço mínimo baixo permite a participação de mais pessoas/empresas no processo de leilão. Se o preço mínimo fosse R$ 100,00 até eu entraria.
Ou seja, um preço mínimo baixo estimula a concorrência. É claro que um preço muito baixo atrai muitos potenciais compradores. Logo, cabe ao leiloeiro simplemente colocar um preço que torne atrativo, mas não seja tão baixo que até eu entre (isso aumentaria o custo de organização do leilão, etc.).
Em suma, o ágio grande na verdade quer dizer que o leilão foi bem organizado, atraindo diversos potenciais compradores. Nada mais do que isto.
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| Aeroporto de Guarulhos |





2 comentários:
Isso sem contar nas promessas futuras de financiamento do BNDES... Se as concessionárias tivessem que investir do próprio bolso ou buscar crédito no mercado de verdade, não acha que o valor ficaria bem abaixo do que ficou?
Se a conta inclui o BNDES, então o que ocorreu realmente? Privatização?
Podem argumentar que o mesmo teria ocorrido no caso das teles. Mas, até onde dá para lembrar, recursos privados teriam sido em maior monta.
No caso, agora, se a União entrar capitalizando o BNDES, reforçando seus cofres para financiar as atividades, privatização estatizada, teria sido o que ocorreu.
Ainda mais considerando que a Infraero ainda será um ator importante no setor.
De todo modo permanece a dúvida sobre as condições do ágio ser coberto e sobre a capacidade de investimentos dos novos operadores na atividade.
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