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sábado, 31 de dezembro de 2011

Um Feliz 2012!!!


Caros leitores,

Deixo aqui os meus votos de um bom réveillon e um excelente ano de 2012. Que todos vocês tenham muita saúde, sorte e sucesso neste ano que se inicia!


Eu aproveito e informo que farei uma pausa nos posts até o dia 5 de Janeiro.

Abraço,
Cristiano

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Caetano e a Meia-Entrada


Eu não gosto das músicas do Caetano Veloso. Não tenho nada contra ele, só acho as músicas meio sem graça. Mas respeito quem gosta. Ele teve a sua época e agora está em outra praia e tal. Mas, eu não compraria um CD do Caetano (em geral, essa é a minha medida de quanto eu gosto de um músico).


Pra ser sincero (como diz a música do Engenheiros), eu não gosto muito de artistas que usam a sua popularidade para fazer política ou promover outras causas. Eu respeito e até entendo, só não gosto. É o meu jeito. Acho que artista tem que fazer arte e ponto. Enquanto isso o médico cuida do paciente, o taxista dirige o taxi, etc. Ado, a-ado, cada um no seu quadrado! (como diz a música do Kibeloco).

Concordo que a pessoa tem liberdade de dizer o que quiser. Só não gosto dessa situação de saída proposital do quadrado. Eu também tenho liberdade de não gostar, correto?

O Caetano é o caso típico de quem sai do seu quadrado. Vira e mexe ele resolve soltar uma. A última foi sobre a meia-entrada. Segue um trecho do publicado no Estadão:

"Acho que se tem meia, tem que cobrar, mesmo que todos paguem, sou contra isso." O cantor espera que diminua o número de carteiras falsas de estudantes e não concorda com os produtores que elevam os preços para compensar o risco de ter quase que só vendas de meias-entradas. "Existem mil possibilidades, não sei..." E brincou: Eu só pago meia, porque sou idoso. Vou com meu filho de 11 anos e compro duas meias e não entro na fila."

A opinião é interessante. Ele concorda com o subsídio aos jovens e idosos (inclusive faz uso dele). Mas ele quer que as firmas que produzem os eventos tenham prejuízo. Acho que ele não entendeu a idéia do subsídio. A meia-entrada serve para subsidiar crianças, universitários e idosos e o custo é pago pelos consumidores "não-crianças", "não-universitários" e "não-idosos". Essa é a lógica. Se ele tivesse feito Micro I entenderia isso facilmente.

Poxa, se você não compreende um princípio econômico básico, por que fazer um comentário sobre economia? Imagine que agora eu vou começar a escrever aqui no blog sobre quão boa ou ruim são as harmonias ou arranjos de músicas sem entender nada do assunto? Ok, estaria usando minha liberdade de opinião e tal...mas qual a finalidade?

Na verdade o efeito seria nulo, já que eu não sou popular. Mas, o fato de artistas usarem a popularidade para ganhar espaço e falar de qualquer assunto (em especial economia) é uma coisa que realmente acho "xarope" - como diz o meu pai.

PS: Ok, exagerei com o Caetano. Tá tranquilo ele falar da meia-entrada. Só queria dizer que ele não entende nada de subsídio cruzado.

Post originalmente publicado em 26 de Novembro de 2008.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A Origem das Bolhas


O que é uma bolha no preço de um ativo? Essencialmente é um desvio no preço “justo” do mesmo, um “exagero” por parte dos investidores os quais estão dispostos a adquirir ativos por preços incompatíveis com o fluxo de caixa que estes ativos prometem gerar.


A história econômica esta repleta de episódios de bolhas. A bolha nos preços de bulbos de certas espécies raras de tulipas na Holanda do século XVII é um dos mais famosos exemplos.

Queres saber mais sobre A Origem das Bolhas nos Preços dos Ativos? Então leia o pequeno artigo preparado por Tiago Severo (aluno de Doutorado em Economia da Harvard University) clicando AQUI.

PS: Post originalmente publicado em 27 de Outubro de 2008.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Thomas Malthus e as Vaquinhas


O leite é visto como a segunda gasolina nos EUA. E o preço é parecido, chega a ser quatro dólares por galão. O preço do leite havia subido 12% em 2007 aqui nos EUA. Mas parece que um aumento de 1.1% na população de vacas, juntamente com 1.7% no produto médio por vaca vai contribuir para que os preços não aumentem mais do que 2% em 2008.


É interessante. Um ano o preço do leite sobe, no outro o pessoal investe em mais capital, ou melhor, vacas. Mais ainda, em vacas que dão mais leite.

Thomas Malthus não esperava por esta. Você aumenta a produção e a produtividade aumenta. É a tecnologia, meu caro.

FONTE: CNN

PS: Post originalmente publicado em 12 de Março de 2008.

Saco de Feijão


A Beth Carvalho compreende muito bem o conceito de poder de compra. Lembra do tempo do "de réis" e do vintém, quando se vivia muito bem sem haver reclamação.


PS: Dica do meu amigo e economista Roberto B. Pinheiro.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O Choro e o Lenço


O pensamento do dia no site da Infomoney era:

"No mercado financeiro, em momentos de crise, há quem chore e há quem venda lenços."

de Adriano Lages dos Santos. Excelente frase. Ainda bem que estou do lado que vende lenços.



Post publicado originalmente em 17 de Março de 2008.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

CBN Total: Crise na Europa e Salário Mínimo


Hoje conversei com a jornalista Petria Chavez, no programa CBN Total. Falamos sobre as perspectivas para 2012, PIB do Brasil na frente do PIB da Inglaterra, o novo salário mínimo, previsões para a economia brasileira e até sobre o papel dos blogs na formação de jovens economistas.

Confira o áudio da entrevista:




Birita Acadêmica

Quem vive no meio acadêmico sabe que uma das atividades sociais que consome mais tempo é uma boa conversa no bar, acompanhada de cerveja ou vinho. Pois fica a pergunta: Qual seria a correlação entre consumo de álcool e produção científica?


Inicialmente, imaginaríamos que a correlação deveria ser negativa, uma vez que o álcool diminui as suas habilidades cognitivas. É este o resultado obtido em uma pesquisa na República Tcheca, o país de maior consumo de álcool per capita da Europa. Segundo Tom Grim:

"...increasing per capita beer consumption is associated with lower numbers of papers, total citations, and citations per paper..."

O resultado é interessante, e faz sentido. Mas se a República Tcheca é o país de maior consumo per capita, não seria somente o efeito na margem? Será que um cálice de vinho no jantar não aumenta a criatividade, enquanto o décimo segundo diminui a produtividade? É o que os economistas chamam de efeito marginal.

Talvez, fica aí uma possível teoria da birita acadêmica. Existiria um nível ótimo de consumo, uma curva que teria a forma de um U invertido (será?). Até determinado ponto, o consumo aumenta a criatividade, aumenta as interações sociais, etc. Depois do ponto ótimo o pesquisador perderia produtividade, sendo menos citado. Parece razoável. O problema é que esse nível ótimo pode variar de pessoa pra pessoa, trazendo alguns desafios empíricos.

Leia mais sobre consumo de álcool e pesquisa acadêmica AQUI.

Contribuiu: Jaime de Jesus Filho (aluno de doutorado da University of Chicago)

Post originalmente publicado em 23 de Março de 2008.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Estatísticas do Blog


Vejam o gráfico com a movimentação da Página do Blog no Facebook no último mês.

Clique para ampliar.

 Curta a Fan Page do Blog no Facebook e veja o que o pessoal anda comentando por lá!

Cerca de 400 pessoas passam por lá toda a semana!

Baú do Blog


Essa semana eu vou publicar cinco posts que foram originalmente ao ar em 2008, quando o blog não tinha nem um ano de vida. Selecionei alguns posts que eu achei legal, mas que provavelmente poucas pessoas leram, pois o blog estava muito no início.

Nesse período eu vou continuar excrevendo posts novos.

PS: A idéia do Baú do do Blog surgiu quando eu comecei a seguir a @ifd no Twitter. Ela sempre manda o #IFDBaú com links para posts passados. Achei muito boa a idéia e recomendo o site: http://www.ifd.com.br


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mantegada de Natal


Ainda não é Natal, mas um leitor muito legal me presenteou com a excelente obra literária organizada pelo Min. Guido Mantega. Ganhei um exemplar do livro "Sexo e Poder".


Segue um trecho do primeiro capítulo do livro, "Sexo e Poder nas sociedades autoritárias: a face erótica da dominação", escrito pro Guido Mantega:

"O condicionamento autoritário começa no berço, quando a criança entra em contacto, na família patriarcal, com o pai, símbolo máximo da supressão do prazer, e o lacaio-mor da autoridade estatal. Assim, desde cedo os indivíduos são treinados a adotar o autoritarismo e transmiti-lo. Para isso, são castrados e submetidos a fortes sentimentos de culpa, toda vez que agem ou simplesmente pensam em desacordo com a moral autoritária."

PS: Gostei muito do termo "lacaio-mor".

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Fotos do Prêmio Top Blog 2011


Eu e o pessoal do Brasil, Economia e Governo subimos ao palco do Prêmio Top Blog 2011 para recebermos os troféus. Confiram as fotos!

Nilson Oliveira, Vinícius Salsotto e Marcos Mendes.

Vinícius, Marcos, Eu Apresentadora e Vovó Neuza.

Brasil, Economia e Governo e Cristiano M. Costa.

Apresentadora, Vovó Neuza e Eu

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Top Blog 2011!


Caros leitores,

gostaria de deixar aqui o meu profundo agradecimento pelo apoio na disputa do Prêmio Top Blog 2011. O blog ficou em primeiro lugar no Júri Acadêmico e em segundo lugar no Júri Popular (voto dos leitores) na categoria Economia e Finanças.

Fiquei muito contente com o resultado. Cuidar aqui do blog e interagir com vocês é uma parte muito legal da minha rotina. No Júri Acadêmico são levados em conta vários critérios. Entre eles está a participação dos leitores via comentários e compatilhamentos (Interatividade). Então de certa forma esse prêmio também é de vocês!

Espero continuar contando com a audiência de vocês em 2012!

Mais uma vez muito obrigado!!!

Top Blog 2011

PS: Em breve o TopBlog vai postar as fotos oficiais e compartilho aqui no blog.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Indicadores Antecedentes e Sazonalidade


O Centro de Pesquisas em Estratégia do Insper, em parceria com o Grupo Santander Brasil, criou o Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios no Brasil (IC-PMN).

O indicador mede as expectativas dos agentes sobre o futuro da economia. O objetivo do indicador é captar a percepção de empresários desse segmento que, segundo o SEBRAE, é responsável por mais de 95% do número de empresas formais e 67% dos postos de trabalho no Brasil.

O IC-PMN de dezembro apresentou ligeira queda em relação ao último levantamento, realizado em setembro. O indicador com os resultados para o primeiro trimestre de 2012 registrou 73,3 pontos, em uma escala de 0 e 100, ante 73,7 pontos, apurados no último levantamento, em setembro.

Segundo o infome que eu recebi, o Zé Luiz Rossi, do INSPER, avalia que “É natural o desaquecimento das vendas no início do ano, provocando esta redução na previsão de faturamento dos empresários de pequeno e médio negócios no período”.

Com certeza. Esse é um ponto importante. Na hora de avaliarmos séries temporais, inclusive indicadores que são antecedentes, temos que tomar muito cuidado com o tipo de análise que será feita. Na maioria dos casos, é bom trabalhar com dados dessazonaliados.

Só tem um detalhe. Em geral, é melhor incorporar a dessazonalização no processo de estimação adicionando os componentes sazonais ao modelo (principalmente nos de séries temporais). Sobre o assunto, recomendo o livro do Rodrigo De Losso, da USP.

O livro se chama Econometria de Séries Temporais, da editora Cengage. Este é o livro que uso aqui com os meus alunos de TPE na graduação.

Segue o link para a página do IC-PMN: AQUI.

PS: Quero saber se os meus alunos já estão com saudades das aulas de TPE ou só estão curtindo as féria! Hehehe

Mantegada Semanal #19


O ministro Guido Mantega criou uma nova teoria para a crise. Para ele a crise econômica seria virtual. Vejam a sua declaração (AQUI) sobre o assunto:

“Não acho que o governo pisou demais no freio. O que foi inesperado foi o agravamento da crise internacional, que não existia quando começamos a desacelerar a economia. Isso teve alguma repercussão. Embora a crise não tenha um efeito direto na população, você fica lendo as notícias todo dia de que a coisa está feia, de que as pessoas estão perdendo os empregos e isso afeta as expectativas.”

Só um detalhe. Se afeta as expectativa, já afetou a decisão de comprar ou poupar hoje e obviamente afeta a atividade real. Qualquer modelinho simples de macro de curto prazo que incorpore expectativas racionais gera esse tipo de resultado.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Alhos e Bugalhos na Educação Brasileira


Um documento do IPEA (AQUI) argumenta que o atual nível de investimento na educação brasileira é baixo. É verdade, principalmente por ser elevado no ensino superior e baixo no ensino básico, o que causa desigualdades de oportunidades.


O documento aponta que os atuais 5% do orçamento público (federal, estadual e municipal) destinado à Educação deveriam ser elevados e propõe o seguinte (segundo o Estadão):

O estudo apresenta cinco possibilidades: incremento no financiamento tributário; usar recursos do pré-sal; usar a folga orçamentária proveniente da redução de despesas com juros; captar recursos; e a melhoria e recomposição do gasto público em educação.

Acontece, que o aumento de gastos com educação não melhora a educação por si só. Qualquer investimento feito pelo governo deve ser pensado dentro de uma estratégia de crescimento/desenvolvimento e com uma visão de longo prazo.

Em particular, devem ser levados em conta três fatores que são apontados na literatura como fundamentais para o melhor desempenho de uma escola no futuro:

a) a profissionalização da gestão das escolas;

b) a qualificação técnica dos docentes, principalmente dos pedagogos e professores do ensino fundamental;

c) elevação do número de horas em sala de aula.

O primeiro item é o mais importante. Se o diretor não está presente, a escola não anda. O diretor (ou a diretora) é o responsável pela organização e determinação dos objetivos da escola. Ele cumpre o papel de condutor do processo organizacional da escola. A evidência empírica não deixa dúvidas: o gestor deve ser um profissional qualificado e com o perfil para a tarefa.

O segundo é decisivo. O recurso humano é o principal elemento da função de produção desse setor. Pode ter computador, quadra de esportes, etc. Se o professor/pedagogo não sabe explicar frações ou o uso da crase, os alunos não vão aprender. Qualificar professores pode levar uma geração e para atrair as melhores mentes, esse setor tem que pagar melhor.

Por fim, deve-se pensar seriamente no aumento da carga horária. Nos outros países que estão à frente do Brasil no PISA, o número de horas chega a ser 30% maior. Não tem mistério: mais esforço = melhor resultado.

Para finalizar, resta lembrar que a queda do número de alunos jovens (devido à queda na taxa de fecundidade) é determinante primordial nas decisões de alocação dos públicos. O número de idosos vai aumentar e o de crianças vai cair. Qualquer política educacional ou previdenciária deve levar isto em conta.

Não adianta aumentar recursos sem pensar nesses 3 aspectos que listei. Não podemos confundir alhos com bugalhos nessa área. O custo é muito grande. Não podemos perder mais tempo sem investirmos no futuro dos nossos filhos e netos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mudanças nas Declarações Fiscais


Ontem estive no programa Café com Leite (TV Capixaba) falando sobre as mudanças nas Declarações Fiscais que serão adotadas pela Receita Federal, como o fim do DIPJ e a obrigatoriedade do SPED. Segue o vídeo abaixo:


domingo, 11 de dezembro de 2011

As Meninas e Karl Marx


Descubra o que o Xibom Bombom tem a ver com a visão de Karl Marx sobre a economia visitando o blog Pagode Filosófico (link AQUI).

Pra quem não lembra do famoso pagode dos anos 90, deixo o videozinho abaixo.


sábado, 10 de dezembro de 2011

Por que Blogar?


Quando eu falo do meu blog para alguém que não conhece a primeira coisa que as pessoas me perguntam é:

- O que você ganha com isso?

Em geral eu respondo que eu não tenho menor idéia do valor do blog, ou se isso de fato tem um valor financeiro positivo. O fato do blog levar meu nome já diminui muito o potencial de venda ou algo do gênero.

Mas, digo que tem um valor utilidade. Uma mistura de lazer (me divirto ao compartilhar alguns pensamentos, mais do que se eu ficasse com eles só na minha mente) e auto-reflexão.

Muitas vezes compartilho algo legal e outras pessoas gostam, eu curto isso. Outras vezes, enquanto estou escrevendo, mudo de idéia sobre um assunto e reparo que só observei aquele problema de uma determinada forma porque tive que escrever ou ler sobre o tema.


Querem um exemplo? Esse post foi motivado por várias discussões que tive sobre essa atividade que desempenho nesse exato momento e outras coisas que li. A mais recente foi esta AQUI.  É uma reflexão do Fábio Kanczuk sobre o assunto. 

Eu já vinha lendo sobre o assunto e acho que o melhor texto que li foi este AQUI, da professora Dorothy Bishop do Department of Experimental Psychology em Oxford. O texto dela é excelente.

Segue um trecho do original (com negritos meus) e depois um link para o post:

First, for an academic who is used to writing peer-reviewed articles for journals, it is liberating to be able to say what you think without having to accommodate the views of reviewers or editors. This is a two-edged sword. The peer review process has often been attacked, but I am a staunch believer in it despite its imperfections (see here). But if you only publish peer-reviewed work, and do so for many years, this leads to a tremendous sense of pent-up frustration, and it’s utterly delightful to just express yourself without barriers.

Second, and relatedly, blogging also avoids the delay between having an idea and it appearing in print. For some of my blogposts, I’ve had the idea of what I want to say when I wake up, written the post in under an hour, and then published it the same morning. Most posts take longer than this, especially if they require checking of facts, rather than just expressing an opinion, but once it’s written, I can publish a post right away.

Third, blogging reaches a much larger and diverse audience of readers than academic articles. Through blogging I have had interactions with academics and students from other disciplines, with journalists, with clinicians, with parents of children with developmental disorders, and with adults with dyslexia or autism. Both the age range and the geographic spread of my readers is likely to be much broader than for my journal articles. You can set your blog to allow comments, and some of my posts have attracted interesting and thoughtful reactions. Because of the broad range of readers, I get insights into how to explain things better, and I’m often made to rethink my viewpoint.

Gostei muito do texto dela. Acho que compartilho muitas das suas colocações. E vocês? O que acharam? Deixem um comentário sobre o tema.

PS: Segue o link para o post AQUI e também outro AQUI para o blog dela.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Ritmo de Pré-Férias


Já estou quase em ritmo de pré-férias (que é algo como a volta antes do pit-stop do Schumacher, tudo muito rápido e com os pneus já desgastados). Esta semana foi bem corrida e blog acabou pagando o preço. Assim que der eu volto aqui e dou uma atualizada. O Shikida inclusive sugeriu a leitura de uma mantegada apimentada.

Eu quero tirar um tempo pra escrever sobre os desdobramentos da crise da dívida européia e as perspectivas pra 2012. Assim que der vou fazer isso. Talvez na semana que vem.

Um bom fim de semana!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O Salário Mínimo do DIEESE


Toda a vez que o DIEESE "calcula" quanto deveria ser o salário mínimo vira manchete de jornal.


Desta vez o valor anunciado é de R$ 2.349,26. Obviamente esse é um valor fictício para os padrões brasileiros. Para entedermos isto, vamos fazer uma análise totalmente estática, do tipo ceteris paribus, só para termos uma idéia da magnitude.

Suponha que o salário mínimo fosse este, R$ 2.349,26. Suponha também, que a população economicamente ativa e ocupada fosse 54% da população, tal como na última PME do IBGE. Neste caso teríamos 190 milhões de pessoas x 0,54, ou seja, mais ou menos, 103 milhões de trabalhadores.

Agora é que vem a parte interessante.

Inicialmente, suponha que cada trabalhador ganhasse 1 salário mínimo do DIEESE. Neste caso, a massa salarial mensal do Brasil seria:

103 milhões x R$ 2.349,26 = R$ 241.973.780.000,00

Ou seja, cerca de 241 bilhões de reais. Agora, multiplique esse valor por 13,33, já que temos 12 meses no ano, mais férias e o décimo-terceiro.

Então o valor fica:

R$ 241.973.780.000,00 x 13,33 = R$ 3.225.510.487.400,00

Em palavras, algo como 3,2 trilhões de reais.

O problema é que, pela ótica da despesa, o PIB do Brasil em 2010 foi da ordem de 3,6 trilhões de reais.

Em suma, se todos ganhassem um salário mínimo do DIEESE, ceteris paribus, aproximadamente 89% do que é produzido no Brasil seria destinado aos salários.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

€CONOMIA - The Monetary Policy Game


Dando seqüência ao post de hoje cedo, deixo aqui a dica de mais um jogo de economia. É o €CONOMIA - The Monetary Policy Game. Nele você é convidado a tomar decisões macroeconômicas para o banco central europeu. O objetivo é manter a inflação estável e próxima de 2% ao ano. O jogo também está disponível para Iphone e Ipad.

Clique na figura e visite o site (o joguinho roda em Flash).


PS: Dica do meu amigo Jaime!

The Heckscher-Ohlin World


A dica de hoje é educacional, e vai para todos os interessados em comércio internacional. É o jogo Trade Ruler que está disponível na página do prêmio nobel. O link é este AQUI.

O jogo é um modelo de Heckscher-Ohlin em que você escolhe uma ilha (com certo capital e trabalho) e tem que negociar com as ilhas vizinhas a sua produção de jeans e telefones celulares*. Nesse processo os vizinhos vão aceitando ou negando as suas ofertas (baseados nos preços relativos) e tudo mais. A cada rodada você é informado de como o bem-estar da sua ilha vai mudando.

Recomendo fortemente aos alunos e professores.


* : Parece que aquele negócio de tecido e vinho se tornou meio politicamente incorreto.


domingo, 4 de dezembro de 2011

O Rerigerante Era Coca, Né?


Entramos em um restaurante e sentamos à mesa. O restaurante é considerado bom. Em geral, uma refeição sai por R$ 40,00 por pessoa. O garçom traz o cardápio e fazemos nossas escolhas. Como estamos com um pouco de pressa, pedimos as bebidas, a entrada e o prato principal de uma só vez.

O garçom anota o pedido no papel e antes de deixar a mesa confere novamente.

Depois de aproximadamente 78 segundos ele volta à mesa, olha para mim e faz a seguinte pergunta:

"O refrigerante era Coca, né?"

É o fim da historinha. É o maior exemplo da falta de capital humano no setor de serviços. O que mais cresce na economia.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Tour Rápido Pelos Blogs de Economia


Celso Toledo usa uma das Consciências de Dois Liberais e manda a real pro pessoal da FIESP.

Mansueto Almeida deixa dicas de leitura muito legais sobre empreendedorismo e crescimento local.

O Drunkeynesian compartilha o perfil da Dilma na New Yorker.

Thais Herédia escreveu um post que me fez lembrar toda a discussão sobre índices de preços que aprendi na graduação (Paasche, Laspeyres e Fischer)

Cadu escreve sobre a nova queda do IPI, usando a Lupa do Economista.

Boa leitura e bom final de semana!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Mantegada Semanal #18


Essa mantegada é visual. Foi publicada no You Tube e é um trecho de algum programa que eu não sei qual é da TV NBR. Segue abaixo a minha versão da transcrição da fala do Ministro (veja o vídeo e leia abaixo simultaneamente):


"Nós não poderíamos deixar que o nosso mercado consumidor de veículos sofresse concorrência e perdesse, porque o risco qual era? Era que todo o aumento de consumo fosse atendido por empresas mais eficientes! Daí a indústria nacional se estrepa! Foi em função disso que nós decidimos tomar uma medida protecionista, uma medida pesada, e colocar um aumento de 30% no IPI. Tenho certeza, que essa medida, quando ela começar a vigorar, porque a gente "esqueceu" que tem que seguir a Constituição e a Justiça não deixou entrar em vigor logo - vai entrar em vigor em 15 de Dezembro - ela exercerá um efeito muito grande para a continuidade do enrabamento geral dos consumidores e manterá a indústria longe dessa coisa toda de competição, que nós somos contra!"

Não Existe Jantar Grátis


Do site da Época:
A crise econômica está afetando muita gente. Mas a americana Minerva McGonagall (nome fictício), de 23 anos, decidiu que não ia mudar seu estilo de vida por causa disso. Ela não mudou para um apartamento mais barato, não deixou de comprar o que gosta nem deixou de comer bem. Para manter seu padrão de vida, Minerva encontrou uma solução no mínimo inusitada: cadastrou-se num site de namoro, o Match.com, e marca cinco encontros por semana. Como querem impressionar, os homens sempre acabam pagando a conta do jantar – e, com isso, segundo cálculos da Business Insider, ela acaba economizando cerca de US$ 1200 por mês.

Muito boa, não? Pois é, mas como já bem nos ensinou o falecido Milton Friedman, there is no such a thing as free lunch (or dinner, diria eu).

Além de ter que jantar com quem ela não gostava, ter que falar sobre os mesmos assuntos (quem eu sou, o que faço, etc.), ela ainda corria um baita risco. Tudo bem que eram lugarem públicos, mas de todo modo há um risco.


PS: Post sugerido pelo meu aluno Felipe Storch.