Parte da crise atual é fruto de más escolhas dos próprios 99%. O pessoal criou um tumbrl que se chama
http://wearethe99percent.tumblr.com. Nele, as pessoas colocam fotos e contam suas tragédias pessoais.
Vale a pena dar uma olhada no site para entender como as conseqüências financeiras de escolhas ao longo da vida, muitas vezes jovens vidas, podem ser destruidoras. O site está cheio de casos de mães e pais solteiras(os), alunos que se formaram sem ter trabalhado durante a graduação para adquirir experiência, pessoas que eram do setor automotivo e perderam o emprego (e não têm qualificação para outros serviços), pessoas com dividas elevadas de credito estudantil, etc.
Um caso emblemático é este que vai abaixo:
O cartaz diz: Tenho 24 anos e uma dívida de USD 90,000 de crédito estudantil. Por que somos punidos por termos educação superior? A universidade era para tornar a vida mais fácil, e agora mal consigo pagar as minhas contas. Eu sou os 99%.
Bem, o cartaz está cheio de inconseqüencias. Primeiro, uma universidade de noventa mil dólares é realmente muito cara. Em geral, uma universidade pública, estadual, vai sair uns 30,000, no total. Ou seja, essa pessoa realmente investiu acima da média, acima do mínimo. Entretanto, ela não entendeu a relação risco e retorno. Investir pode trazer alta renda futura, mas isso não é garantido. Um diploma não garante nada. Ele só aumenta a sua probabilidade. Logo, ela caiu num estado da natureza possível e que, recentemente, se tornou mais provável. É o risco.
Segundo, não querida, ninguém está lhe punindo e, mais uma vez, não, a universidade não existe para tornar a sua vida fácil. O objetivo é propiciar a oportunidade para você se qualificar, para que você seja produtiva em uma atividade econômica (profissional ou científica). Mas, você tem que se esforçar muito durante o curso e, finalmente, ninguém pode lhe garantir que isso será melhor do que fazer um curso técnico ou completar apenas o segundo grau.
A verdade é que no país da livre escolha, a terra das oportunidades, muitas pessoas não querem admitir que parte da condição que elas se encontram foi causada por elas mesmas. São conseqüências de suas escolhas pessoais.
É triste, mas é verdade.