Ads 468x60px

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

1º Fórum INSPER de Políticas Públicas


O INSPER está organizando o 1º Fórum Insper de Políticas Públicas. O evento acontece dia 5 de Setembro. Mais informações AQUI.

Clique na imagem para visitar o site do evento.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

A Falácia Econômica do Ensino Gratuito


Entre os cantos de guerra que ecoam nos campi federais um deles se destaca. É o grito apaixonado pela "universidade pública, gratuita e de qualidade".

Para mim, a maior falácia desta tríade acadêmica é a gratuidade. Obviamente, o sistema público de ensino superior não é gratuito. Ele custa, e custa muito aos cofres públicos. Não só diretamente, mas também em termos de custo de oportunidade. Afinal, seria muito mais inteligente investir grande parte dessa verba no ensino primário e secundário (ver resultado do PISA).

Mas, digamos que eu queira fazer um cálculo individualista, totalmente maximizador da utilidade individual. Eis que então faz sentido termos a gratuidade para mim, certo?

Bem, é aí que o cálculo pode falhar. Vamos imaginar duas universidades.

Suponha que exista uma universidade privada que ofereça o curso que eu desejo e de uma certa qualidade. Digamos que ao concluir esse curso eu vou receber em média o valor Y a cada ano após ter me formado, por exatos 31 anos. Obviamente, esse curso tem um preço. Digamos que seja X por ano. O curso tem duração de 4 anos.

Portanto, o valor financeiro da minha educação é a soma desses valores Y durante 31 anos descontados a uma taxa r, a partir da data de formatura, menos o valor X a cada ano, também descontado.

Ou seja,

Para facilitar, vamos dar números fictícios. Assuma que a taxa de juros real seja 6% ao ano (Selic - Inflação), a faculdade custe 12,000 por ano (cerca de 1,000 por mês) e a renda Y seja 41,000 por ano (algo em torno de 3,000 por mês + férias e décimo terceiro). Parece razoável, não?

O valor presente desses desembolsos e recebimento seria seria R$ 435.424,15.

Agora imagine que você tenha como outra opção a universidade pública, gratuita e de mesma qualidade que a privada. Neste caso X é igual a zero e se tudo fosse exatamente igual à universidade privada, incluindo o seu empenho nos estudos, a qualidade do professor, a dificuldade das provas e suas chances no mercado de trabalho, então o valor presente seria maior.

De fato seria exatamente R$ 479.500,30.

Legal, não é mesmo? Mas, infelizmente não é bem assim. Esta é a grande falácia. Apresento a vocês um potencial cenário.

Greve de funcionários e professores por 1 semestre

Assuma que ocorreu uma greve na faculdade que se extendeu por cerca de 1 semestre. Neste período não houveram aulas e você acabou atrasando a sua entrada no mercado de trabalho. Juntando a greve, com o período de reposição e tudo mais você acabou atrasando seu perfil de salários em 1 ano (isso aconteceu comigo de fato). Além disso, imagine que essa greve tenha afetado a qualidade do seu curso, afinal você perdeu o ritmo, deixou de ter acesso à biblioteca, etc. Imagine que essa qualidade tenha caído muito pouco na verdade. Suponha que agora, ao invés de ir ao mercado de trabalho e ganhar 41.000 você vai ganhar 39.500 no ano.

Nesta situação, o valor presente passa a ser R$ 430.669,90. Ou seja, menor do que seria se você tivesse ido para a universidade privada.

Podemos fazer uma conta parecida, mas afetando somente a qualidade.

Qual a diferença de qualidade da universidade pública para a privada para não valer a pena estudar na pública?

A resposta é simples: se o seu salário no mercado de trabalho for R$ 37,231.24 ou menor. Ou seja, se o salário de um formando em universidade pública for 90,8% do salário de quem se formar na escola privada. Neste caso o valor presente será exatamente o mesmo: R$ 435.424,15.

Portanto, se a qualidade de uma universidade privada for 10% maior que a pública, em termos de salários recebidos após a formatura e tudo mais constante, a universidade gratuita se torna uma mera falácia econômica.

PS: Obviamente que os meus cálculos dependem da taxa de juros, número de anos trabalhando e do custo da universidade privada. Por exemplo, os custos e rendas futuras de um curso de medicina é diferente de um curso de economia. Mas os valores supostos são razoáveis.

PS: Sim, eu sei que existem restrições de crédito. Vamos retomar esse tema no futuro.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Carta ao Presidente Obama


Recebi de um amigo que leciona International Trade em uma universidade dos EUA a versão de uma carta assinada por diversos economistas e que tem como destinatário o presidente dos EUA, Barack Obama.

Cliquem na imagem abaixo e vejam a versão em PDF.


Deixem seus comentários sobre essa iniciativa!

PS: o meu amigo em questão é o Lourenço Paz, um dos economistas que assinou a carta. Parabéns pela iniciativa!

Cota Para Feios?


Muitos trabalhos mostram que a beleza traz uma vantagem econômica, principalmente no mercado de trabalho (ver AQUI, por exemplo). Mais do que isso, um artigo recente na série do NBER mostra que a beleza aumenta a felicidade das pessoas (ver AQUI).

O pessoal anda dizendo que uma cota para feios pode ser uma nova tendência jurídica nos EUA. Será? Leia um artigo muito legal sobre o tema clicando AQUI.

O que vocês acham? Deveria existir cotas para feios?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ofertando Hedge no Fantasy Football

Eu sempre jogo Fantasy Football com os meus amigos americanos. O jogo consiste em escolher jogadores (de futebol americano) e montar um time de fantasia. Ao longo da temporada, tudo que o jogador faz durante os jogos conta pontos no jogo de fantasia.

Acontece que a escolha não é simples. É um draft. Primeiro uma pessoa escolhe um jogador, depois outro, e assim sucessivamente. Na minha liga somos 14, e cada um tem 15 vagas no time para preencher. No total, mais de 200 jogadores são escolhidos.

Na medida que os jogadores titulares vão sendo escolhidos você acaba tendo que escolher jogadores que são reservas. E é aí que entra a especulação.

Arian Foster (HOU) é meu RB titular.


Esse ano eu montei uma estratégia diferente. Entre os meus reservas, logo no início, escolhi quatro running backs (aquele que corre com a bola) reservas de corredores muito bons, mas que dificilmente jogam. Ou seja, estou apostando que um dos titulares absolutos vai se quebrar.

Isso é especular. Se o titular (considerado titular absoluto) de alguém se quebrar eu tenho o reserva imediato. Notem que o reserva vai cair num esquema tático que é montando em torno do corredor titular. Ou seja, tá tudo pronto pra ele também ir bem (uma boa linha ofensiva).

Jason Snelling (ATL) é reserva = especulação.

Vejam que a especulação e o hedge andam de mãos dadas. Lá pelas tantas eu nem vou precisar usar esses caras. De repente, alguém que tem um titular absoluto pode querer buscar um hedge. E eu vou ter pra oferecer.

Então, quando você ouvir que a economia vai assim ou assado por causa do especulador, lembre-se que na verdade ele é quem está ofertanto hedge!

PS: para ver os meus posts sobre Fantasy Football de outras temporadas cliquei AQUI.

PS: Logo no início do draft eu também peguei um titular absoluto, que espero que não se quebre, pois depois não consegui pegar o reserva dele. Fui lá e peguei o reserva do titular absoluto do cara que tinha pego o meu reserva. Entenderam?

Mantegada Semanal #10

Não tendo dúvidas sobre a qualidade da condução econômica do país o nosso Min. da Fazenda resolveu falar sobre política. Quando perguntado sobre as divergências políticas no Congresso americano com relação ao aumento do teto da dívida e outras questões de política econômica ele saiu com essa (do UOL Economia):
Mantega culpou a radicalização entre oposição e governo nos EUA pelo agravamento da situação econômica global.

"A situação econômica dos EUA é melhor do que a da Europa, os bancos estão mais capitalizados lá. Mas estão batendo cabeça, fica um conflito político exacerbado entre os republicanos [oposição] e o governo. O político nesse caso está atrapalhando", afirmou Mantega.

"Aqui no Brasil isso não acontece. O conflito político acontece, faz parte da democracia, mas não tem sido levado a ponto de prejudicar o país. Do ponto de vista político, estamos mais maduros aqui no Brasil do que nos EUA."

Sensacional! Nem vou comentar, deixo pra vocês...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sinopse por Setores


O Censo disponibiliza um programinha bem legal no seu site:
http://www.censo2010.ibge.gov.br

É a Sinopse por Setores. Para cada setor de cada município você pode montar mapas com estatísticas sobre a população. Veja um exemplo do tipo de mapa que pode ser gerado (e que provavelmente vai interessar aos meus alunos):

Clique para aumentar.

Por Que Não Existem Arranha-Céus no Brasil? (Parte I)

Uma pergunta que recentemente passou na minha cabeça ao ver um programa na Discovery foi a seguinte: por que não existem arranha-céus no Brasil?

Por que o Brasil não tem nenhum dos 50 maiores prédios do mundo? Falta tecnologia, mão-de-obra, terrenos propícios, as leis impedem? Se as leis impedem, qual o motivo? Por que a população não se interessa por prédios altos aqui no Brasil? Enfim, por que não existe esse tipo de projeto no Brasil?

Eu pensei sobre o assunto e não fiquei muito satisfeito com as minhas hipóteses. Então, mandei emails para amigos economistas e de áreas correlatas fazendo esta pergunta. Muitos responderam e resolvi fazer uma seqüência de posts sobre o tema. Seguem abaixo algumas das respostas que recebi (devidamente editadas e com seus créditos).

Hipótese I: Tecnologia e Solo

A primeira hipótese que levantei foi a questão da tecnologia e do terreno. Obviamente que pra um economistas, eu rapidamente descartei a questão de implementação, pois creio que a tecnologia seja facilmente importada já que existem arranha-céus em vários países. Recebi os seguintes comentários do aluno Kym Marcel, aqui da FUCAPE, que estudou engenharia:

..nosso estilo de contrução não suporta o porte de um arranha-céu. Nos EUA, por exemplo, a construção é feita de forma metálicas como visto nos filmes. Aqui usamos muito alvenaria (se você mora em prédio observe a grossura da sua pilastra e multiplique por 10, seria o necessário para um arranha-céu com nosso tipo de construção), o térreo ia ser só pilastra. Tem muitos outros problemas técnicos também mas tudo de fácil resolução. O engraçado é que o Brasil possui um dos territórios mais propícios para aranha-céus, pois cidades como São Paulo, por exemplo, possuem solo rochoso e são isentas da catástrofes climáticas (terremotos).

Ou seja, do ponto de vista de execução, o estilo brasileiro não favorece, mas pode ser facilmente modificado, e o terreno é propício. Certamente não é essa a limitação.

Hipótese II: Legislação

O grande vilão aqui é o PDU, o plano diretor das cidades. A maioria das cidades brasileiras proíbe construções acima de determinada altura. O Erik Alencar de Figueredo escreveu:

No caso de João Pessoa, a legislação proíbe a construção de edifícios com mais de 4 andares próximo a orla. Temos alguns prédios altos, porém, em áreas mais distantes do mar.

O Felipe Damasceno, aluno aqui da FUCAPE me escreveu (falando de Vitória):

Sei que o PDU varia de ano a ano. Por exemplo, aqui em Jardim Camburi era permitido somente prédios de 4 andares. Aí liberaram até 8, isso trouxe um boom para o bairro. Agora proibiram e novamente só pode até 4 andares, fora aqueles já com projetos aprovados. A rodovia norte-sul, que começa aqui, não faz parte do PDU do bairro e estão construindo algumas torres mais altas lá.

Ou seja, a legislação não permite as construções nas grandes cidades. Quem mandou um email muito legal sobre o tema, foi o Fabrício D'Almeida. Ele explicou que a legislação não só determina a altura, como o aproveitamento do terreno:

A densidade do Rio é a maior do Brasil, maior inclusive que a de SP, mesmo tendo prédios mais baixos. No Rio, o aproveitamento máximo do terreno é um dos mais maiores do pais. A proporção de prédios de uso de 100% terreno é bem alta. Além disso, o coeficiente de aproveitamento também é alto em muitos lugares da cidade. Há coeficientes de 15, 20 e até 30, o que é alto para o padrão brasileiro. Isso quer dizer que um terreno 1000 m2, com coeficiente de 15, pode abrigar um prédio com 15000 m2. Mas essa legislação que deixa o Rio mais denso é a mesma que o deixa "baixinho", nesse coeficiente de 15, a altura máxima permitida nao passa de mais de 15 andares (vide Copacabana). A razão no Rio para a legislação ser mais restritiva no número de andares que no aproveitamento do terreno é majoritariamente manter a "estética" da cidade.

Enfim, no momento, o impedimento maior seria de ordem jurídica/legal.

A pergunta que deixo para vocês e que vou retomar no segundo post da série é: por que a sociedade brasileira se impõe esse tipo de limite? Tem a ver com o custo do terreno, provisão de serviços (água/esgoto), medo de trânsito, o retorno ou o risco do investimento, a estética? O que fez a sociedade brasileira escolher esse modelo arquitetônico?


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Vale Sempre Registrar

Inspirado na sequência de posts "Vale Sempre Registrar" do blog A Mão Visível, deixo aqui o meu registro. Da coluna do Augusto Nunes (VEJA) de 11/2/2010:

A privatização das empresas de telefonia começou em 1998, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, com o leilão do Sistema Telebrás, certo? Sim, provavelmente errariam 99 a cada 100 inscritos no Enem. Sim, certamente fariam de conta 100 entre 100 militantes companheiros. O que eles hoje chamam de “privataria” teve início, quem diria, na administração municipal de Ribeirão Preto, comandada pelo prefeito Antônio Palocci. em seu primeiro mandato (1993-1996), o futuro estuprador de contas bancárias colocou à venda 49% das ações da Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto (Ceterp).

Lei a coluna na íntegra clicando AQUI.

Salário Real dos Professores Universitários

Pierre Lucena, do blog Acerto de Contas, publicou um post que vai deixar os professores universitários  do ensino federal de cabelo em pé. A conta é muito simples e tive que compartilhar. Você pega os salários nominais dos professores e ajusta eles pela inflação. Como forma de ilustração o mesmo foi feito para os funcionários do IPEA e do MCT.

Vejam o resultado encontrado:

Clique para aumentar.

Ou seja, os professores universitários federais estão ganhando salários menores do que em 1998. Confira o estudo completo clicando AQUI.

PS: Dica do Prof. Sabino.


sábado, 20 de agosto de 2011

Mantegada Semanal #9

A lógica mantegônica da semana é de ordem fiscal. Segundo o Min. da Fazenda (via Guilherme Barros):
“Não adianta ter um bom fiscal e uma economia fraca”
Pelo raciocínio, valeria a pena ter uma economia "forte" mesmo que o custo seja um desequilíbrio fiscal. O raciocínio falha no momento que colocamos uma lupa na idéia de economia "forte". O que seria uma economia forte? Imagino que seja uma economia crescendo, com pleno emprego, baixa inflação, dívida pública administrável, etc.

Só tem que avisar ao Ministro, que no "etc." encontra-se o temido "equilíbrio fiscal".


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Mais Sobre a Crise Econômica

Segunda-feira estive novamente com o grande Giovanni César no Espaço Capixaba. Desta vez falamos rapidamente sobre a crise econômica e os efeitos para o ES. Confira como ficou.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Aposentadorias no Setor Público

Falei com o pessoal da Capital Público agora a pouco sobre o alto número de aposentadorias previstas para o setor público nos próximos anos. Segundo os dados disponíveis haverá um grande número de funcionários se aposentando nos estados e no governo federal (Pernambuco.com):
Um dos órgãos que mais precisarão de trabalhadores é o Banco Central, hoje com 4.689 servidores em atividade. Até o fim do ano, 1.908 funcionários poderão requerer a aposentadoria integral. Em 2013, esse número chegará a 2.425, o que representa 51,7% do total de ativos.
O que mais surpreende é a falta de planejamento do Estado para lidar com esse problema. A solução mais simples seria o aumento de eficiência, e a não contratação de funcionários novos.

Mas, não deve ser esta a via escolhida. Aguardem a conta...

PS: A reportagem sairá na edição de Setembro da revista. Quando sair eu posto aqui.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

As 100 Melhores Cidades para Fazer Carreira


O Prof. Moisés Balassiano, aqui da FUCAPE, concedeu uma entrevista muito legal para a CBN Vitória explicando a sua pesquisa: "As 100 Melhores Cidades para Fazer Carreira, que foi destaque na revista VOCÊ S/A de Julho (Sumário).

Ele explica toda a metodologia da pesquisa, o que levou Vitória a ocupar o quarto lugar neste ranking e quais profissões serão destaque nos próximos anos aqui no Espírito Santo.

Clique no botãozinho de play e ouça a entrevista na íntegra!



Abertura do Mercado de TV por Assinatura


A notícia que chamou a atenção nos jornais ontem foi a aprovação no Senado de um projeto de lei que permite a entrada das empresas de telecomunicações no setor de TV por assinatura.

Obviamente que ao ouvir a notícia eu fiquei contente e logo pensei:
- Muito bom, novas empresas concorrendo, preço mais baixo, mais canais, etc.


Entretanto, os queridos senadores fizeram o favor de encher o mesmo projeto com cotas, impondo tempo e número de canais nacionais. Entre elas estão:

1) 3,5 horas de programação nacional por semana em horário nobre;
2) Metade do conteúdo nacional deve ser de produção independente;
3) Em cada 3 canais oferecidos no pacote, 1 deverá ser brasileiro.

Conclusão: você vai ser obrigado a ver conteúdo nacional ou pelo menos ficar se esquivando da programação. Não que a programação nacional não seja boa, mas se fosse do mesmo nível não precisaria de cotas, não é mesmo?

Pra piorar a situação o texto aida atribui poderes a ANCINE que para muitos são inconstitucionais.

Por que será que é tão difícil fazer uma coisa simples, eficiente, que aumente a concorrência sem beneficiar setores amiguinhos? Por que os nossos políticos sempre tem que privilegiar alguém, algum setor ou algum grupo? É impressionante...

Veja os detalhes da mudança proposta pelos senadores AQUI.

PS: Em junho já havíamos falado sobre isso, AQUI.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Salários Médios: Administração, Economia e Contábeis


A figura abaixo mostra os salários médios das três profissões que formamos aqui na FUCAPE: administração, economia e contábeis. O pessoal do CEAE preparou um gráfico com os salários médios no Brasil, ES, RJ e SP para cada uma das profissões.

Clique para aumentar.

O gráfico foi montando usando-se os dados da ferramenta Salariômetro e foi computada a média dos salários de contratações nos últimos 6 meses. Chama a atenção a diferença de salários entre RJ e SP e também o fato de o ES estar bem abaixo da média brasileira.

PS: compare os valores atuais com os de Novembro de 2011 (AQUI)

PS: O professor Moisés Balassiano me chamou a atenção que esse valor mais alto para o RJ do que para SP pode ser diferente se usarmos a mediana. Fica aí a dica!

Fim do Capitalismo (Aposta 1983371)


O profeta do apocalipse desta vez é o Belluzzo, o economista que não manja de futebol. Afirmou ele sobre a crise (AQUI):
"Os economistas em geral não estão vendo que o que está acontecendo não é só uma crise econômica. É uma crise social que está se manifestando de forma clara."
Por que será que eu estou com a sensação de já ter ouvido isso antes?

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

7º Prêmio ANBIMA de Mercado de Capitais

A ANBIMA (Associação Brasileiro das Entidades dos Mercados e de Capitais) em parceria com o IEPE/CdG (Instituto de Estudos de Política Econômica/Casa das Garças) bonificará com R$60.000,00 em prêmio os autores dos melhores projetos de dissertação de mestrado e tese de doutorado com tema relevante para o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro.

Para participar, o candidato deve estar matriculado em uma instituição com programa de mestrado ou doutorado dos cursos de Economia, Administração de Empresas ou Direito, reconhecidos pelo MEC e atender as demais condições previstas no Regulamento do Prêmio.

Uma bolsa no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) para os 2 (dois) melhores projetos de dissertação de mestrado e 1 (uma) bolsa no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) para o melhor projeto de tese de doutorado.

Além do prêmio em dinheiro, os vencedores receberão um certificado de premiação e poderão ter seus trabalhos publicados pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) caso sejam indicados pela comissão julgadora.

As inscrições tiveram início em 02/05/11 e se encerram em 30/09/11.

Confira AQUI.

Efeitos Benéficos


A crise européia pode trazer alguns efeitos benéficos para o Brasil. O mais importante deles é a queda do preço do petróleo. O petróleo WTI com fechamento em dezembro está na faixa dos 87 dólares, e o contrato com fechamento em dezembro de 2012 está na faixa dos 91 dólares (AQUI e AQUI).

Esse valores são cerca de 10% a 15% abaixo dos valores negociados recentemente, duas semanas atrás.

Uma eventual desaceleração mundial que reduza os preços do petróleo no curto prazo pode ajudar a política monetária no Brasil, facilitando o trabalho do presidente Tombini.

O mercado parece estar lendo algo nessa direção. O relatório FOCUS reduziu levemente suas previsões de inflação para 6,26% em 2011 e 5,23% em 2012 (AQUI).

Nem tudo é ruim na crise.

domingo, 14 de agosto de 2011

EDP University Challenge 2011

A dica de hoje é o concurso EDP University Challenge 2011.

O desafio colocado pela EDP (uma empresa portuguesa de energia que também atua no Brasil) a alunos de todas as universidades do Brasil, compreende o desenvolvimento de trabalhos na área da comunicação, marketing ou administração, que tenham como pano de fundo a marca EDP, e o setor energético (área de atividade da EDP).

No site deles você encontra o regulamente com um conjunto vasto de sugestões que poderão servir de base ao tema a desenvolver pelos grupos.

Ao grupo vencedor será atribuído um prêmio de mérito pelo melhor trabalho, no valor de R$ 15.000 e de R$ 7.000 para o docente que acompanhe o grupo na realização do trabalho (caso aplicável).

Confira todos os detalhes clicando AQUI.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A Crise Econômica e os Efeitos para o Espírito Santo

Hoje pela manhã estive na TV Capixaba (Band) conversando com Carlos Leite sobre a crise econômica e os potenciais efeitos para o ES. Veja abaixo como foi.



Mantegada Semanal #8

A mantegada desta semana é muda. O ministro simplesmente não quer ouvir os problemas da sociedade, no caso, os participantes do mercado financeiro (via Paraná Online):
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez hoje uma grande ironia às críticas do presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, que ontem disse que a equipe econômica do governo estava fazendo "cara de paisagem" para as preocupações do mercado financeiro em relação às medidas cambiais voltadas ao segmento de derivativos.


Ao chegar hoje ao Ministério da Fazenda, Mantega fez declarações sobre a América Latina e, quando foi perguntado pela Agência Estado sobre as críticas feitas pela BM&FBovespa, o ministro entrou no elevador. Mas, logo em seguida, saiu do elevador, chamou os repórteres, colocou o óculos escuro no rosto, fez cara de paisagem e não falou nada. Questionado se essa era a expressão "de paisagem" a qual se referia Edemir Pinto, Mantega ajustou ainda mais o óculos e depois entrou novamente no elevador.
É isso aí ministro. Coloque seus óculos escuros, faça cara de paisagem. Afinal, o seu poder é superior. A força está com você. Não precisa mesmo responder aos repórteres, está na sua cara, na sua expressão a sua preocupação em tornar os mercados mais eficientes.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Eventos Independentes

Da CBN Vitória:
Dois amigos de Cobilândia, em Vila Velha, dividiram o prêmio de R$ 1.665.328,89 do último sorteio da Quina. Os ganhadores retiraram o dinheiro na agência da Caixa Econômica Federal do bairro nesta quarta-feira (10).
Até aí nada estranho. Agora vejam esta parte da reportagem:
Os sortudos ainda não sabem o que vão fazer com a 'bolada'. O movimento na casa lotérica Zebrinha, em Aribiri, onde as apostas foram realizadas, dobrou após o bilhete premiado.
Em suma, alguém precisa explicar a diferença entre eventos dependentes e independentes para o pessoal de Cobilândia.

Novo Layout

Pessoal, está no ar o novo layout do blog. Eu gostei muito do trabalho que o Rodrigo Costa fez e principalmente do uso das cores e tudo mais. Deixo aqui o meu agradecimento à ele e a recomendação de seu trabalho.

Espero que vocês gostem tanto quanto eu!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Diagnósticos e Conseqüências


A farra fiscal chegou ao fim. O mercado não está mais disposto a comprar as dívidas dos governos europeus (leia-se Portugal, Itália, Grécia, Espanha, os chamados PIGS). Não adiantou torrar o dinheiro que o contribuinte não tinha. Acabou a munição keynesiana. Os mercados não tem confiança nos títulos dos governos. Ao mesmo tempo, o ajuste fiscal votado no Congresso americano não foi suficiente para gerar um equilíbrio de longo prazo, segundo a S&P.


Esse é o diagnóstico da crise atual. É uma crise fiscal, de natureza totalmente diferente da crise de 2008. Esta crise tem origem em políticas fiscais equivocadas e inconsistentes dinamicamente. O estímulo foi muito longo e mal planejado. Sem romper com privilégios de uma geração (atual, velha) em favor da outra (futura, jovem).


A conseqüência é uma incerteza e ausência de confiança dos agentes de mercado na capacidade dos políticos em mudar estas políticas.


Quais as opções, em termos de políticas públicas? Eu acho que para os países realmente em crise, PIGS, alguma forma de reestruturação da dívida deverá ocorrer (calote ou ajuda dos outros países e órgãos internacionais). Essa reestruturação deve vir acompanha de uma reforma fiscal que torne a nova dívida sustentável. A dúvida é será que eles vão conseguir implementar. Essa é a fonte da crise atual.




Mais do que isso, os governos devem deixar os preços flutuarem para baixo. Seja via inflação ou queda de preços nominais. Enquanto os governos não deixarem isso acontecer, os mercaSdos (de trabalho, especialmente) não vão voltar a crescer. A queda/flutuação de preços é necessária para ajustar a economia e é o princípio básico do capitalismo.

Cada vez que o Governo entra tentando "recuperar" a economia ele gasta recursos preciosos e interfere no nível de preços.

O rebaixamento americano tem pouco a ver com a flutuação vista até o momento nas bolsas. O efeito maior é o temor de que a economia americana encolha (o que acho improvável nos próximos 12 meses). O problema é o mercado da dívida dos PIGS, fenômeno que vem sendo alertardo por muitos. Entre os brasileiros, quem vem batendo nessa tecla e certamente ganhará a reputação de Roubini Brasileiro é o Ricardo Amorim.

O que vai acontecer, entretanto é mais difícil de prever. Certamente haverá uma saída dos mercados mais arriscados (incluindo o IBOVESPA) e busca por investimentos mais seguros, e esse é o grande lance. Os Treasuries continuam sendo uma das fontes mais seguras. Juntamente com outros países considerados AAA como Austrália, por exemplo.

Os emergentes vão ter que contar com o seu mercado interno. E é aí que o Governo brasileiro vai ser posto em xeque. Não poderá fazer política fiscal anti-cíclica sem reduzir despesas que tem pouco impacto sobre a renda e emprego. Nao há espaço para aumento do déficit fiscal.

É esperar para ver...

PS: No momento que escrevo os Treasuries sobem, e o Brazil Global cai.

sábado, 6 de agosto de 2011

Crise de Confiança


Esse cartaz ilustra bem o o voto de credibilidade do pessoal da S&P na habilidade do governo americano em administrar a sua dívida ao rebaixar os títulos americanos para AA+:


Mantegada Semanal #7


Essa é do site de Economia do IG (durante o lançamento do Programa Brasil Maior:

No ápice do discurso favorável ao setor produtivo brasileiro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou que “o mercado interno deve ser atendido pela indústria brasileira e não por aventureiros que vêm de fora”. A declaração foi acompanhada de aplausos efusivos de uma plateia dominada por representantes indústrias brasileiras.

É isso aí ministro. Vamos fechar as fronteiras. É o ideal mesmo. Mais ainda, vamos parar de exportar, porque também não queremos os nossos brasileiros (que não desistem nunca) se aventurando em terras alheias.

Ah, a gente pode também parar de ouvir música estrangeira e esses filmes hollywoodianos baratos. Não seria uma idéia muito original, mas certamenteteria o apoio "de uma plateia dominada por representantes indústrias brasileiras".

Xô aventureiros! Xô concorrência!


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Jovens Empreendedores na FUCAPE


Dois alunos da FUCAPE tiveram uma iniciativa muito legal. Negociaram com a diretoria e instalaram uma máquina de café em uma área comum da nossa instituição. A campanha deles nos cartazes espalhados pela FUCAPE é muito boa. Vejam esse:


Parabéns pela iniciativa e sucesso!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Double Dip Ahead


Essa imagem resume o que a maioria dos economistas no mercado está pensando sobre o cenário econômico diante dos indicadores dessa semana:


Mudança de Layout


Pessoal, a partir da semana que vem estarei implementando algumas mudanças no layout e design do blog.

Se vocês tiverem alguma sugestão de algo que possa ser melhorado ou qualquer outra coisa que vocês achem legal (sugestão de cor, fonte, etc.), por favor deixem um comentário nesse post.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O Amor, Você e Eu


Querem saber o amor do governo brasileiro pelo produto nacional? Então vejam uma das medidas do programa Brasil Maior:

Regulamentação da Lei 12.349/2010:
- Institui margem de preferência de até 25% nos processos de licitação para produtos manufaturados e serviços nacionais que atendam às normas técnicas brasileiras.


Ah, esqueci de dizer, quem vai pagar a conta desse amor é você!

PS: E eu também...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Cordel da Galhofa Nacional


O meu amigo e professor Sabino Pôrto Jr. me chamou a atenção para as medidas de política industrial propostas hoje em Brasília. Entre elas estão os seguintes itens (AQUI):

a) Intensificação da defesa comercial: antidumping, salvaguardas e medidas compensatórias.

b) Extensão de direitos antidumping ou de medidas compensatórias a importações cujo objetivo seja reduzir a eficácia de medidas de defesa comercial em vigor.

c) Apoiar, no âmbito do Mercosul, a proposta de criação de mecanismo para permitir aumento do imposto de importação.

d) Aumento da exigência de certificação compulsória.

Ou seja, aumento do protecionismo. Simplesmente sensacional. Quando o país deveria estar abrindo a economia e reduzindo impostos, eles decidem fechar a economia e aumentar o gasto público. Ah, e rolou um aumento de imposto básico, agora é todo dia (vejam AQUI).


Nesse momento eu me lembro do samba de enredo da GRES São Clemente de 2004. Ele versa sobre a bandalheira nacional que se inicial lá nos tempos de Maurício de Nassau.

Conta a estória que Maurício de Nassau fez uma ponte. Prometeu que na festa de inauguração iria fazer um boi voar. Só que para ir na festa era preciso passar na ponte e pagar o pedágio. E o povo foi...

A sinopse do Enredo é uma aula de história sobre a galhofa nacional. Leiam clicando AQUI. Uma das mais belas obras do carnavalesco Milton Cunha, que infelizmente foi rebaixado naquele ano. Aqui vai a letra e o vídeo para vocês.

Boi voador sobre o Recife - Cordel da galhofa nacional
G.R.E.S. São Clemente - 2004

A cobra vai fumar
De além mar, ao mar de lama
Gostoso é pecar, se lambuzar no mel da cana
Índias que não estão no mapa
Na boquinha da garrafa, cheias de amor prá dar
O tal batavo começou avacalhar
E como brasileiro gosta de uma obra
Nassau fez até de sobra
Mascarando o leão, do norte lugarejo sem saúde
Onde a maior virtude era viver de armação
Macunaíma, anti herói idolatrado
Aqui tudo foi tramado, pra virar esculhambação

Todo mundo pelado, beleza pura
Todo mundo pelado, mas que loucura
Ninguém segura a perereca da vizinha
É um barato a buzina do chacrinha

Era a corte um rebú
Se ouviu o sururú, vai prá ponte que partiu
Com o laranja endividado
O pedágio foi cobrado, o primeiro do brasil
O boi voou, começou a robalheira
A galhofa, a bandalheira, prá chacota nacional
Mas tira o olho, ninguém tasca eu vi primeiro
Tem muito boi brasileiro, prá comer nesse quintal

Onde a zorra vai parar
Eu tô sofrendo, mas eu gozo no final
A são clemente faz a gente acreditar
Que no brasil o que é sério é carnaval




segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ainda Sobre o Mercado Imobiliário Brasileiro


O artigo Preços dos Imóveis e dos Aluguéis no Brasil deu muito o que falar. Recebi vários emails com perguntas e de pessoas dando contribições sobre o assunto. Aqui vai um resumo adaptado de um ponto interessante de um leitor que pediu para ficar no anonimato.

Segundo ele, diante desta alta relativamente rápida dos preços seria importante levantar números quanto ao aumento dos preços dos imóveis frente a inflação nos últimos 10 anos (não somente nos últimos 3, como estão os dados do post que escrevi).

Segundo o leitor, o preço dos imóveis ficou parado muito tempo e nos últimos 3 anos corrigiu (talvez até exagerando um pouco).

Eu obviamente concordo com o leitor, ou seja, se tivéssemos mais dados a análise seria melhor. Mas suponha que esta tese esteja correta, que de fato houve esta estagnação de preços frente ao IPCA nos últimos 10 anos. A pergunta seria, o que teria gerado um aumento tão rápido? Juros mais baixos? Lei de alienação fiduciária? Financiamentos? Aumento dos valores disponíveis via FGTS? Seria muito legal um estudo sobre esse assunto.


Outro ponto levantado, quando feita a comparação com o caso americano, é o de que aqui os compradores pagam entre 20%-40% antes da entrega das chaves e isso acaba tendo um efeito importante para segurar os preços em caso de uma crise. Nos EUA, as pessoas no fim pegaram 110% do valor do imóvel pois já embutiam no financiamento as benfeitorias e até a valorização.

Isso é verdade. Em geral as entradas aqui são maiores, até porque o financiamento não é 100%. Mas, é verdade também que elas vem diminuindo. Fora o risco, esse imóvel na planta pode nunca ficar pronto. Daí, mesmo que você tenha dado uma boa entrada, ele pode passar a valer zero. Obviamente, que quanto maior o valor médio da entrada para um empreendimento, menor o risco de não ser concluído.

Uma mudança importante relacionada a este tema foi a Lei do Patrimônio de Afetação (AQUI). Ela permite que as incorporadoras separem a parte financeira de cada empreendimento. Assim, se um prédio "falir" a empresa não vai a falência totalmente. Ou seja, um empreendimento não afeta outro. Isso foi bom, porque as incorporadoras passaram a poder securitizar os empreendimentos. Como conseqüência, diminuiu o risco para o comprador e para o vendedor.

E aí? O que vocês acharam? Esqueci algum outro detalhe importante?