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sábado, 30 de julho de 2011

O Real Tamanho da Dívida Americana


A dica de hoje é o site http://usdebt.kleptocracy.us. Nele você vai poder ter uma idéia do tamanho dos compromissos do governo americano. O site monta proporções entre objetos os valores monetários usando torres feitas com notas de 100 dólares.

Dê uma olhada em como fica 1 bilhão de dólares ao lado de uma pessoa:


Confira o site completo clicando AQUI.

PS: Dica de link do aluno Lucas M. Cypriano.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mantegada Semanal #6


A semana foi repleta de mantegadas, e foi difícil escolher uma. Creio que não devo ter escolhido a melhor na opinião de todos, mas esta foi de lascar (Da EXAME):

São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira (26), em reunião com empresários do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) no Palácio do Planalto, que o crescimento da arrecadação federal no primeiro semestre é uma ótima notícia.


Ainda bem que tem aumento de arrecadação”, afirmou Mantega. “Isso acontece porque a economia está crescendo e há formalização da mão de obra no Brasil, e não porque houve aumento de tributos”, arrematou.


Poxa, que bom né? Imagina se cai e tem que reduzir despesas, hein? Ou pior, ter que aumentar a eficiência! Fazer mais como menos! Nossa, ia ser um problema.

Ainda bem que a arrecadação sobe, né ministro? Assim dá pra manter estas universidades de altíssima qualidade, essa saúde que é uma "belezura", essas rodovias de dar inveja aos japoneses e alemães, esse aeroportos de primeiro mundo! Ah, ainda bem que tem essa arrecadação estupenda. Sem falar nesse pessoal altamente qualificado pra administrar todo esse recurso.

Mas, só tem um detalhe ministro, não teve aumento de imposto mesmo? A carga tributária foi 33,6% do PIB em 2010 e estima-se que ela vá chegar a 34,9% em 2011. Tá certo isso? Tem certeza ministro? E o IOF? E a atualização da isenção do IR abaixo da inflação? E a volta do IPI aos patamares antigos? E os novos tributos sobre operações cambiais?

Não fecham as contas né? Pois é...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Futebol, Câmbio e Profissionalismo


Um pequeno artigo na The Economist faz uma relação entre a permanência de jogadores de futebol no Brasil (e seus altos salários), taxa de câmbio e profissionalismo. Segundo a revista:

In part this is a function of a changed economic balance. Between 2004 and 2010 the real appreciated by 35% against the euro. Over the same period Brazil’s terms of trade improved by 27%. Brazil may still export so many footballers that they enjoy their own column in the Central Bank’s spreadsheets, but around 10% fewer of them left in 2009, the most recent year for which data are available, than the year before.


Yet the increasing ability of Brazilian clubs to attract and retain talent is also an indicator of another positive trend. Better management can be found all over Brazil, from the private sector to the governments of some big states, and the nation’s football clubs are no exception.

O artigo faz uma piadinha no final sobre a eliminação do Brasil na Copa América. Vale a leitura. Segue o link AQUI.

PS: Dica do meu amigo Fábio Pesavento.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Pressionando o Congresso Americano


Como ex-bolsista do programa americano Fulbright, fui convidado a pressionar os congressistas para que o Governo dos EUA não corte os recursos do programa. Vejam a carta que recebi da Fulbright Association:

Clique para ampliar.

Que tal? Ajudo na campanha ou não?

terça-feira, 26 de julho de 2011

Cenários: Dívida Americana


O assunto da semana nos jornais e sites de economia é a crise política americana. Sim, porque a crise não é econômica e sim política. Se os EUA venderem novos títulos o mercado compra na hora, e pode se endividar ainda bastante.

Acontece que a sociedade americana possui instituições que representam os seus interesses. É a boa e velha democracia. Quando não há acordo, pagam-se as conseqüências.

A pergunta no momento é se haverá um acordo e se o teto nominal previsto em lei (algo tão imbecil quanto a regra do salário mínimo criada no Brasil) será elevado. Mas, pelo o que se desenha no noticiário americano, o acordo pode não sair até o dia 2 de Agosto, provável data em que os EUA não terão caixa para arcar com a rolagem da dívida (ou prover serviços/bens públicos).

Vamos trabalhar nesse cenário, já que o alternativo é um acordo em que a economia segue o seu caminho atual.

Estima-se que os EUA tenham 80 bilhões de despesas e apenas 60% desse valor em caixa para o mês de Agosto. Então eu pergunto, quais as eventuais conseqüências de um calote temporário por parte dos EUA?

São duas possibilidades. A primeira é o governo cancelar o pagamento de serviços e bens. Ou seja, não pagar funcionários públicos e empresas contratadas por ele. Neste caso, os juros continuariam sendo pagos por alguns dias e a maior parte do efeito seria sentindo pelas pessoas diretamente dependentes do governo.


Persistindo sem acordo, em alguns dias ou semanas, não haveria outra possibilidade. O fim do pagamento dos juros seria inevitável.

O primeiro impacto seria a elevação das taxas de juros. Qualquer pessoa que precisar de um empréstimo (tal qual o governo) precisará pagar mais juros. Todas as taxas se baseiam na taxa dos Treasuries.

Com taxas de juros em alta, as bolsas podem novamente despencar e novamente a população americana e investidores estrangeiros perderá riqueza e o mesmo ciclo de crise que foi visto 3 anos atrás se repetiria. Combinado com a fragilidade das instituições financeiras e os efeitos do não pagamento dos juros aos credores, um cenário catastrófico poderia acontecer. China, Japão, Reino Unido, Países Exportadores de  Petróleo e Brasil estão entre os maiores credores dos títulos americanos (AQUI).

Neste cenário, os efeitos para o Brasil seriam muito incertos. Minha lógica diz que o dólar perderia ainda mais valor (valorizando o Real). As commodities preciosas (ouro, prata, etc.) tenderiam a subir ainda mais. Portanto, eu esperaria um cenário de real forte, inflação no mesmo nível e juros incertos no Brasil. Incertos porque eles podem ter que acompanhar os americanos, mas não necessariamente, dependendo do efeito da valorização do Real na inflação e commodities agrícolas e energéticas. Ao mesmo tempo poderia haver uma repentina fuga de capitais em direção a outro país. Neste caso, seria um cenário recessivo e de juros altos.

A grande incerteza é: em que sentido o dinheiro irá se deslocar? Quando os EUA deixam de ser o porto seguro, onde os investidores passam a colocar o seu dinheiro para obter a chamada taxa livre de risco? Onde os fundos de pensão irão investir? Algum palpite?

PS: meu palpite de fato é que o acordo sai. Se não até dia 2, mas um ou dois dias depois. Mas é bom fazer esse exercício de previsão.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Pensamentos (Não Muito) Aleatórios


Aqui vão alguns dos meus pensamentos econômicos em forma rápida:

Dívida Americana:
O jogo não é trivial. O grupo republicano está disposto a impor ao Obama todo o custo possível. A questão é saber se eles vão acertar o timming. Eu imagino que se até sexta-feira nada for votado o default será inevitável. Nesta semana? Muito mimimi democrata e volatilidade no mercado.


Inflação no Brasil:
A inflação está longe do centro da meta, 4,5%. Mas, o BC não se importa mais com isso. Apostam numa falsa sazonalidade. Imagino que uma crise na Europa, combinada com o default americano ajudaria a derrubar a inflação, mas não necessariamente os brasileiros. O cenário é de altos juros e alta inflação. Como conseguiram isso? Elevando os gastos de forma irresponsável. E 2012 é logo ali... (como diria o Fernando Vanucci).

O Chororô da Indústria:
A indústria brasileira só sabe chorar. Eles reclamam porque o brasieiro só consome serviços, que o juros é alto, que o câmbio é baixo, etc. Parece que agora a FIESP acordou e resolveu bater em um ponto relevante. O custo da mão-de-obra, um dos custos do chamado Custo Brasil. Acho o ponto totalmente válido. Será essa a nova política industrial que em breve será anunciada? Ou serão diminuições de alíquotas para setores específicos (como sempre)?

Grécia:
Pelo o que eu estou percebendo não tem mais volta. Já era. Fecha e recomeça do zero. Quem recuperar 70% do valor de face tem que dar pulo de alegria. Imagino que Portugal vá no embalo, pelo o que tenho lido dos jornais de lá.


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mantegada Semana #5


O Min. da Fazenda é presidente do conselho da Petrobras. O plano de negócios já foi rejeitado pelo conselho outras duas vezes. Segundo notícias (AQUI):

A estatal deve anunciar cortes ou adiamentos de alguns projetos e principalmente mudar a premissa básica que sustenta o caixa da companhia e sua capacidade de investimento: o preço dos combustíveis. Presidente do conselho, o ministro Guido Mantega demonstrou preocupação com o reajuste de diesel e gasolina embutido no plano e determinou a revisão dos números - usados para projetar o faturamento futuro da companhia.


Ao sair da reunião que terminou agora pouco em Brasília a notícia no site da Isto É Dinheiro era a seguinte:

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deixou esta tarde o prédio da Petrobras em Brasília, onde se reuniu o Conselho de Administração da empresa. No entanto, Mantega não quis informar se o plano de investimentos da estatal foi aprovado. "O presidente do conselho não se manifesta sobre isso", afirmou. Segundo ele, a Petrobras informará mais tarde sobre o resultado da reunião, no Rio de Janeiro.

É a nova tática dele. Agora ele não fala para eu não poder colocar aqui no blog. Muito esperto. Mas não tem problema, uma hora ele vai ter que falar...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Juiz de Futebol Favorece o Time da Casa?


Essa é uma dica de paper da economia do futebol. Os caras investigaram os dados dos jogos do campeonato espanho de 2002 pra cá e perguntaram: será que os juizes favorecem os times da casa?

A primeira pergunta é como medir esse favorecimento. Eles usaram as seguintes medidas: faltas marcadas e número de cartões. Vejam as conclusões:

The results obtained cannot confirm, at least in the period under analysis, that Spanish football referees have been biased in favour of the home team when it comes to awarding free kicks.

However, once a free kick has been awarded, there does appear to be a referee home bias in the punishment a player receives for committing a foul. These findings suggest that when there is a large crowd in the stadium, the referee tends to find it easier to book away team players than home players.



Legal, né? O link para o paper está AQUI.

Dia do Amigo


Reproduzo um texto de Paulo Sant'ana (escritor e colunista de Zero Hora). Este texto foi publicado na Zero Hora de 15/04/1994, e muitas vezes circula pela internet com nomes de outros autores.

Esse post é postado todos os anos aqui no blog no dia do amigo.

Meus secretos amigos

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências…

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Essa mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles!

Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação dos meus amigos, mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não o declare e não os procure.

Às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles e me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem-estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamento sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer… Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos e, principalmente, os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus verdadeiros amigos.

A gente não faz amigos, reconhece-os.

Paulo Sant'ana


terça-feira, 19 de julho de 2011

A Questão Fiscal


Os acadêmicos e macroeconomistas tem chamado muito a atenção para a chamada "questão fiscal", ou seja, para o fato de o governo brasileiro gastar demais e consumir muitos recursos além do que arrecada.

Hoje, novamente vimos uma manchete que nos diz que o governo federal bateu novo recorde de arrecadação: AQUI. Segundo a reportagem:

A arrecadação total de impostos e contribuições federais acumulou no primeiro semestre em termos nominais R$ 482,610 bilhões, informou a Receita Federal, nesta terça-feira (19). O resultado é recorde e representa um crescimento real de 12,68% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Só em junho, a arrecadação ficou em R$ 82,726 bilhões, em termos nominais, valor que também é recorde para o mês. O resultado representa crescimento de 15,47% em comparação a maio de 2011 e de 23,07% em relação a junho de 2010.


Eu resolvi dar uma olhada mais de perto nessa questão fiscal. Fui ao site do Tesouro (AQUI) e olhei os dados até abril. Eu não gosto de olhar a relação dívida PIB, ou o chamado superávit primário (que acho uma grande bobagem). Eu acho que estas podem ser eventuais medidas de sustentabilidade da dívida, mas não são necessariamente medidas de equilíbrio fiscal. Elas podem rapidamente se deteriorar diante de um ambiente de crise.

Eu gostaria de chamar a atenção para a relação déficit nominal/receita total. Ou seja, quanto o governo gasta além do que arrecada. Eu não sei, mas esta em geral é a conta que eu faço lá em casa e gostaria que fosse feita com os 35% da minha renda que vai parar nos cofres públicos.

Abaixo estão um gráfico e uma tabela. O primeiro mostra a evolução da relação déficit nominal/receita total nos últimos 17 meses. Nesses meses, apenas 4 vezes o governo gastou menos do que arrecadou. Outras 13 vezes, o governo gastou acima do que havia nos cofres públicos.

Clique para aumentar.

Na tabela abaixo, temos a relação déficit nominal/receita total para as diferentes esferas de governo.

Clique para aumentar.

Fica evidente que o governo (em todas as suas esferas) não tem feito o mínimo esforço para poupar recursos e gastar menos do que arrecada. Em média, o déficit foi de 8.2% da receita total. Ou seja, o governo gastou 108,20 reais para cada 100 reais arrecadados.

Eu certamente não sou a pessoa mais recomendada para escrever sobre esse tema, mas certamente não é possível identificar nenhum esforço concreto de nenhuma esfera do governo em acabar com o déficit público.

Eu acredito que um debate sério sobre a chamada Questão Fiscal deva passar necessariamente por esta relação déficit/arrecadação e deixar de lado bobagens como superávit primário e outros conceitos estapafúrdios para inglês ver.

Para os interessados neste tema, recomendo os artigos nos blogs do Mansueto Almeida e do Felipe Salto.

Dois Links Legais


Deixo pra vocês dois links legais.

O primeiro é o link para a reportagem do Globoesporte sobre um artigo do Ary e do Shikida (De Gustibus) que fala sobre a competitividade no futebol brasileiro a partir de uma análise econômica: AQUI. Link para o artigo: AQUI.

O segundo é um post  (bem engraçado por sinal) do Freaknomics que mostra/ilustra um conceito tão importante em econometria: a diferença entre causalidade e correlação. Link: AQUI.

sábado, 16 de julho de 2011

Every Breath You Take


Esse vídeo é meio antigo e talvez vocês já conheçam, mas vale a pena compartilhar. A dica veio do meu amigo Daniel Gottlieb (Wharton). Gravado ainda em 2006, não poderia ser mais atual. Estrela o dean de Columbia, agora tambem famoso por ser protagonista do filme Inside Job. Confiram abaixo:



sexta-feira, 15 de julho de 2011

Business Plan


Ontem me pediram um exemplo de Business Plan (plano de negócios para iniciar uma nova empresa e/ou projeto). Achei um site que parece ser bem legal e resolvi compartilhar com vocês.

Segue o link para o site principal: AQUI ou AQUI. O site contém vídeos e vários textos sobre como abrir uma empresa e tudo mais.

Vejam também esse exemplo de Business Plan para abrir uma lavanderia: AQUI.


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Mantegada Semanal #4


Essa Mantegada foi sugerida por uma leitora e apesar de ser do dia 5/Julho merece o destaque aqui no blog. Do site da BBC (AQUI):

"O Brasil possui trabalhadores que não estão diretamente envolvidos na produção. Por exemplo, as empregadas domésticas são algo que quase não existe mais nos países avançados, e é uma reserva de trabalho que o Brasil tem."


Sensacional! O cara acaba de revelar que ele não sabe o que é produção. Para o ministro, a empregada doméstica vai na sua casa, presta um serviço, é remunerada, mas isso não é produção!

Quer mais mantegadas? Então clique AQUI.

PS: Isso me remete a um exemplo, em forma de piada, que é muito conhecido dos alunos que já estudaram contabildiade nacional: "Se o patrão casa com a empregada doméstica ele diminui o PIB."

terça-feira, 12 de julho de 2011

A Casa de John Maynard Keynes


Na graduação eu aprendi todos as variações dos modelos escritos a partir das idéias de Keynes. Cruz Keynesiana, IS-LM, IS-LM-BP, com muita e pouca mobilidade de capitais, armadilha da liquidez, etc. Mas naquela época ele estava meio fora de moda. Era final dos anos 90 e a macroeconomia estava indo em outra direção.

De acordo com a Wikipedia:

"...o advento da crise econômica global do final da década de 2000 causou um ressurgimento do pensamento keynesiano. A economia keynesiana forneceu a base teórica para os planos do presidente estadunidense Barack Obama, do primeiro-ministro britânico Gordon Brown e de outros líderes mundiais para aliviar os efeitos da recessão."

É o que parece. Também me parece que isso vai resultar em uma grande seqüência de defaults nos países mais endividados da Europa e talvez nos EUA (onde acho mais improvável, na verdade).

O meu amigo Francisco Costa está morando lá pelas bandas do falecido Keynes e mandou uma foto bacana da casa onde o famoso economista morou de 1916 até 1946. Foi provavelmente nesta casa que muitas idéias que hoje estamos vendo nos noticiários e nos jornais foram concebidas.


PS: Valeu Chico!


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Último Dia de Férias


Estou curtindo meu último dia de férias. Amanhã volto a trabalhar e postar aqui no blog. Vários assuntos para postar: crise grega, crise italiana, inflação no Brasil, relatório Focus, etc.

Ah, e já tem uma mantegada preparada!

Aguardem!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mantegada Semanal #3


Essa mantegada é relativista e veio de Paris (via Valor Econômico). Segundo o Min. Mantega "a economia brasileira não tem bolhas, a inflação está sob controle, o fluxo de capitais está contido e que os problemas estão nas economias desenvolvidas". Diz ele:

“Não é a economia brasileira que está superaquecida, são as economias avançadas que estão subaquecidas."

Até Albert Einstein se surpreenderia com esta filosofada do Ministro.


Mas surpreender é com ele. Eis uma outra frase sobre o fluxo cambial (essa mais ao estilo "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come):

“Os mercados são muito criativos. Fechamos a porta, eles entram por outra. Estamos correndo atrás”.

Leia o raciocínio na íntegra clicando AQUI.

PS: A dica veio do meu ex-aluno Alex. Mande a sua dica de Mantegada também!

Eu, Adam Smith e a Inclusão Digital


Recebi o seguinte comentário de um Anônimo no post Capital e Trabalho:

"Maldita inclusão digital...Qualquer um pode escrever sobre economia, mesmo sem conhecer noções básicas...O governo reduz os juros, as empresas investem mais e é a mão invisível que guia a economia..."

É isso mesmo meu caro. Qualquer um pode. Inclusive eu, que nas minhas noções básicas aprendi que os preços (inclusive os juros) são variáveis endógenas.


PS: Ah, a inclusão digital também é resultado da mão invisível!

terça-feira, 5 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Preços de Imóveis e Aluguéis no Brasil


A cada dia que passa a discussão sobre os preços dos imóveis no Brasil se torna mais freqüente entre economistas e não-economistas. E não é para menos, os preços dos imóveis subiram muito mais do que a inflação, o PIB ou a renda dos brasileiros.

Esta alta de preços está ilustrada na tabela abaixo:

Clique para aumentar.

Os preços dos imóveis subiram mais que a inflação nos últimos 12 meses em todas as cidades para as quais o FIPE-ZAP possui dados. Nos últimos 3 anos os preços dos imóveis mais do que dobraram no Rio e praticamente dobraram em SP. Alguns bairros do Rio já possuem preços acima dos praticados em NY. Muitos investidores já buscam imóveis fora do país (AQUI).

O gráfico abaixo mostra a trajetória dos preços dos apartamentos de 1 quarto em SP comparada a do IPCA.

Clique para aumentar.

Muitos acham que esses preços estão fora da sua trajetória de equilíbrio, que existe uma bolha. Talvez o aumento de preços esteja ligado aos eventos esportivos que vão acontecer (Copa e Olimpíadas) ou sejam simplesmente resultados do aumento de crédito.

Mas, um importante fenômeno deve ser notado caso se deseje estudar a hipótese de uma bolha. Este fenômenos é a diferença entre valorização dos imóveis e dos aluguéis. A tabela acima mostra que os preços subiram muito mais do que os aluguéis no Rio (113,6% vs. 72,6%) e em SP (85,5% vs 38,2%).

Existem somente duas possíveis explicações para este resultado:

1) Os preços estão acima de sua trajetória de valorização condizente com o crescimento da renda, da economia e do crédito e em algum momento eles devem cair em pelo menos o valor dessa diferença.


2) Os preços estão corretos, mas os aluguéis são contratos de longo prazo e demoram a ser reajustados. Neste caso, devemos esperar um aumentos futuros de aluguéis tanto em SP quanto no Rio.

A tabela da FIPE-ZAP não possui muitos dados sobre aluguéis, mas em SP e no Rio, nos últimos 12 meses, os aluguéis não acompanharam os preços dos imóveis. Esta é só uma pequena parte da análise, mas é importante. Observar o comportamento dos aluguéis em Rio e em SP será a tarefa mais importante para os investidores do setor imobiliário nos próximos meses.


Para os que desejarem acompanhare este movimento, deixo aqui o site com os dados:

http://www.zap.com.br/imoveis/fipe-zap/

E o que vocês acham? Existem outras evidências de uma bolha imobiliária no Brasil?

PS: a dica do site foi do Prof. Braido da EPGE.