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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Capital e Trabalho


Recentemente tivemos uma palestra na FUCAPE com Gustavo Tayar, da Cyrela. Em determinando momento ele foi questionado sobre o motivo pelo qual os empreendimentos imobiliários brasileiros são tão intensivos em mão-de-obra, quando comparados aos outros países.

A resposta veio rápido, na ponta da língua. Ainda não compensa investir em capital no Brasil. Os juros são altos e a mão-de-obra ainda é barata, em termos relativos.

O fenômeno contrário está acontecendo nos EUA pós-Grande Recessão. Diante da crise, o governo reduziu o juros para investimento, apostando que este fosse acompanhado do aumento do emprego.

Produtividade dos trabalhadores americanos pós-crise.

Doce ilusão. Os empresários passaram a substituir os antigos empregados por máquinas. Hoje, os EUA produzem o mesmo que produziam antes da crise, mas usando muito menos trabalho. A produtividade aumentou drasticamente e não há sinais de melhora no mercado de trabalho.

É a velha idéia de preço relativo (mão invisível) guiando os rumos da economia.

Vejam um excelente artigo do NYT sobre o tema (AQUI)


terça-feira, 28 de junho de 2011

Ganhos da Concentração Varejista


O anúncio da provável fusão Carrefour + Pão de Açúcar (com financiamento e aprovação do BNDES) está movimentando o mercado hoje. Dêem uma olhada nas ações do grupo Pão de Açúcar (PCAR4):


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Mantegada Semanal #2


A mantegada desta semana é uma mantegada têxtil. Diante da concorrência no setor chega a notícia (via Site da Câmara dos Deputados):

o Ministério da Fazenda vai criar um grupo de trabalho para discutir formas de proteção ao setor. A decisão foi tomada pelo ministro Guido Mantega após reunião com integrantes da frente parlamentar nesta quarta-feira.

..."Uma das propostas é a possibilidade de reduzir a alíquota de contribuição sobre a folha de pagamentos para setores de mão de obra intensiva. A outra questão é o fim da guerra fiscal, que hoje infelizmente permite que produtos importados entrem no Brasil em situação de vantagem tributária sobre artigos nacionais"...

Segundo Mantega, as dificuldades enfrentadas atualmente pela indústria são motivadas pela crise econômica de 2008, que continua na maior parte do mundo. “Não é problema só do setor têxtil, é de todos os manufaturados”, ponderou.


Meio mais ou menos o argumento do Ministro, não? Deixa eu ver se eu entendi. Teve uma crise, e daí o Brasil ficou menos competitivo em alguns setores e então a solução é dar isenção fiscal? Foi essa a linha de raciocínio?

Eu não tenho dúvidas de que a redução da carga tributária torne as empreas mais competitivas. Isso beira a obviedade. A questão é que falta de competitividade não tem nada a ver com a crise. Tem a ver com o câmbio. Mudou um pouquinho o câmbio a nossa indústria já não consegue competir.

Eu gostaria muito de ver o Ministro defendendo a redução dos custos de contratação e a flexibilização do mercado de trabalho, juntamente com a redução da carga tributária e dos gastos públicos. Gostaria também que essas isenções fossem equitativas entre empresas e setores, e não para companheiros de setor A ou B.

Enquanto isso o STF pode a qualquer momento aumentar o tempo de aviso prévio e com isso os custos das empresas (AQUI). E o Ministro nem se manifestou sobre o assunto...


terça-feira, 21 de junho de 2011

Diálogos Universitários


Caros leitores,

A Fucape Jr, empresa júnior de consultoria da FUCAPE, em conjunto com a CJA (uma das empresas juniores de consultoria da UFES), está inscrita no concurso "Dialogos Universitários".

Este projeto promove palestras com grandes personalidades do cenário nacional nas universidades do Brasil. A parceria Fucape Jr + CJA está concorrendo a uma palestra com o Ricardo Amorim, economista de destaque e também apresentador do programa Manhattan Connection (Globo News).

Economista Ricardo Amorim

Para que a parceria dê certo precisamos da sua colaboração! Precisamos angarear votos e só é necessário o seu CPF para votar. Em menos de 10 segundos, você já ajudou a colocar a Fucape Jr e o CJA em destaque!

Para colaborar, siga as instruções abaixo:

1) Visite o site Diálogos Universitários clicando AQUI

2) Encontre o logotipo do CJA (é o primeiro logo).

3) Digite o seu CPF e clique em "Votar neste".


A Fucape Jr + CJA contam com a sua colaboração!


O Ibovespa e o Futuro


Chama a atenção o comportamento do IBOVESPA quando comparado aos índices americanos (Dow, Nasdaq, S&P). De novembro para cá o mercado brasileiro não acompanhou o americano.

Apesar de todos os holofotes estarem virados para o Brasil, de todo o aumento da euforia, do consumo e expansão do crédito, o mercado de equities parece não refletir esse sentimento (muito comentado na imprensa e governo).

O gráfico abaixo mostra um comparativo do Ibovespa com os principais índices americanos.

Clique para ampliar a imagem.

A linha azul é o Ibovespa. A tendência de aumento da inflação no final do ano passado e a antecipação de medidas corretivas (leia-se aumento de juros básicos) certamente explicam parte deste movimento. Os investidores saem da renda variável para a renda fixa.

Mas, a minha leitura é a de que existe algo mais. Na medida que algumas perspectivas de crescimento não se corroboram, surgem dúvidas quando a capacidade de ajuste fiscal do governo e também quanto a capacidade de endividamento da população.

O que eu ouço muito é que o Brasil está fazendo o ajuste, e não é preocupante a situação do crédito (endividamento e inadimplência) pois a razão crédito/PIB do Brasil ainda é baixa quando comparada aos países desenvolvidos. Pode ser.

Mas, não há melhor forma de interpretar a queda da bolsa, do que uma perspectivas de lucros futuros (descontados) menores para as empresas listadas (principalmente VALE e Petrobras). Eu fico com um pé atrás. A bolsa caiu 5% em 12 meses e projeta cair mais. Enquanto isso a inflação bate os 6,5%. Ou seja, quem investiu na bolsa está com uma perda real de mais de 10%. Mais ainda, esse movimento de Maio para cá parece ser comum nos quatro mercados. Ou seja, a bolsa brasileira volta a andar com a americana, mas num nível abaixo.

Não se esqueçam. A bolsa de valores é um indicador antecedente.

Deixo a pergunta: O que devemos esperar para 2012 com base no comportamento do Ibovespa e da conhecida regra de ajuste do salário mínimo?

domingo, 19 de junho de 2011

Mantegada Semanal #1



Vou estipular aqui a "Mantegada Semanal". A primeira edição vai para a brilhante idéia de usar dinheiro federal para ajudar empresas/estados/regiões. Da VEJA:

O governo federal está disposto a cortar tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o PIS-Cofins. A medida seria adotada para manter no Norte, Nordeste e Centro-Oeste as empresas que foram atraídas para essas regiões por causa de generosos cortes no Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Sensacional. Os caras mal começaram a discutir a reforma tributária e já estão negociando que o país inteiro tem que dar subsídios para grupos de empresas/estados/regiões.

Vou deixar minha humilde opinião sobre o assunto. Eu sou totalmente contra essa idéia de todos os estados terem que cobrar a mesma alíquota de ICMS. Acho boa a guerra fiscal. Eu não acho legal é a idéia de uma empresa ser beneficiada e a outra não. O ideal seria ter os Estados competindo pelos residentes através serviços prestados e do ICMS, IVA, ou Imposto de Renda Estadual (sim, isso existe em outros lugares) mas de forma que todas empresas do setor tivessem a mesma alíquota.

PS: Os leitores que encontrarem mantegadas nos jornais online estão convidados a me enviar por email (ver barra lateral).

sábado, 18 de junho de 2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Prêmio Entregue

A Cristina, de Sobral/CE, foi uma das vencedoras da Promoção Economês na Rede que rolou aqui no blog e ganhou o livro "Cartas a um Jovem Economista". Olha ela aí toda feliz com o livro na mão.


PS: Qualquer hora rola mais uma promoção aqui no blog.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Convivendo com os Juros Mais Altos do Mundo


Entrevista que dei ao Espaço Capixaba no dia 13/6 sobre como o consumidor pode conviver com os juros mais elevados do planeta. Conversamos sobre o tema durante 10 minutos. Falamos de educação financeira, poupança, e outros temas.

Assista e deixe o seu comentário!


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Economia Lusitana


Portugal está mergulhada na crise econômica. No primeiro trimestre a economia encolheu 0,5% e as previsões são de -2,8% para o segundo trimestre, -1,6% para o ano de 2011 e -1,8% para 2012.

Uma conseqüência desta crise é o aumento da evasão escolar. Do Destakes:

Um pouco por todo o país há alunos a abandonar a escola por causa das dificuldades financeiras da família. Uns fazem-no para ajudar os pais, outros simplesmente porque deixaram de ter dinheiro para estudar.

A situação está complicada por lá. O desemprego está em 12,1%, um dos mais altos da Europa. A inflação já está em 4,1% e o governo tem dificuldades com a rolagem da sua dívida (AQUI). A situação é complicada.

Os juros da dívida soberana portuguesa estão hoje a subir em todas as maturidades, sobretudo a 5 e a 10 anos, em que batem máximos históricos, a dias de mais dois leilões de Bilhetes do Tesouro.

A S&P já rebaixou a dívida da Grécia para CCC, a pior classificação. Portugal caiu de BBB para BBB- (AQUI). Agora estão cortando o rating das dívidas das empresas. Essa semana foi a Portugal Telecom, rebaixada para BBB- pela S&P e Baa3 pela Moody's. Efeito da economia do país nos negócios.

Vai mal, muito mal, a economia lusitana.


segunda-feira, 13 de junho de 2011

O Truque da Trident


A Trident resolveu usar um truque pra repassar a inflação dos preços dos seus insumos aos consumidores sem alterar o preço do produto. Só descobri quando fui comer o quarto chiclete e percebi que o do meio estava faltando:

Clique para ampliar.

Simpósio FUCAPE de Produção Científica


Clique na figura para obter mais informações.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Quanto Vale o Seu Rim?


Aqui no blog a gente já debateu Quanto Vale o Seu Dedo e Quanto Vale o Seu Fígado. Agora chegou a vez de discutir quanto vale o seu rim.

Da Wikipedia:

Os rins filtram dejetos (especialmente uréia) do sangue, e os excretam, com água, na urina; a urina sai dos rins através dos ureteres, para a bexiga. Existe um rim em cada lado da coluna; o direito encontra-se logo abaixo do fígado e o esquerdo abaixo do baço.


Pois bem, este último detalhe é o mais importante. O ser humano possui dois rins, e pode viver com apenas um. Isto faz com que o rim seja um dos órgãos com maior poder de comercialização (caso fosse permitida a comercialização de órgãos).

Ao mesmo tempo, a doença renal é uma das mais comuns, e a fila para transplante é longa no mundo inteiro. Alguns dados (meio velhos, mas que já dão a magnitude do problema, do UOL):

No final de 2006, 66.019 pessoas estavam na lista de espera no Brasil; destas, 32.155 aguardavam um rim.

Já na China 1,5 milhão de pacientes precisam de um rim anualmente. Apenas 10.000 pessoas receberão transplantes.


Ou seja, existe oferta e existe demanda. O grante ponto é saber: por quanto as pessoas estariam dispostas a vender o seu rim?

A resposta provavelmente varia muito de pessoa pra pessoa. Eu, dada a minha condição financeira atual, não venderia o meu. Mas, muitas pessoas poderiam ver na venda de rim uma forma de fazer um pé de meia. A questão é que algumas pessoas poderiam vender o seu por um preço bem acessível. Eis um caso recente (via Yahoo!News)

Um menino chinês de 17 anos negociou seu rim pela internet e o vendeu por cerca de 3,400 dólares. O valor necessário para comprar um IPad 2 na China.

E você? Venderia o seu rim por um IPad 2? Não? Quanto vale o seu rim?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Abertura do Mercado de TV a Cabo


Semana passada a ANATEL aprovou regras que permitem a abertura do mercado de TV a Cabo. Agora, mais empresas poderão entrar neste setor e competir com as firmas estabelecidas. Bom para o consumidor.

Estima-se que o mercado aumente entre 30% e 40%, gerando receitas de quase 5 bilhões de reais para o setor. Desse montante, mais de 1 bilhão irá para os cofres dos estados, em forma de ICMS. O consumidor ganha duas vezes, por ter mais opções, pagar menos e também por melhores serviços públicos (se essa verba adicional for bem investida pelos governantes).


Outro ponto é a abertura para espaços de propaganda na TV fechada, o que é bom para as emissoras e bom também para empresas de TV a cabo. Agora o produto delas, que chega a um público muito particular, tem mais valor de mercado.

Além disto, existem algumas obrigações (do Paraná Online):

A abertura do mercado de TV a cabo será condicionada ao cumprimento de obrigações pelas empresas interessadas em prestar o serviço. Uma das exigências é que as empresas com poder de mercado significativo, como a Net, por exemplo, terão que cumprir a meta de cobertura de 50% a 70% da área que detém a outorga em até 36 meses.

Para os novos operadores, que não se encaixam nessa classificação, porém, as obrigações são mais amenas: 25% dos 66% no prazo de 96 meses. Com o intuito de expandir o serviço para pequenos municípios, não haverá, no entanto, condicionantes para cidades com menos de 100 mil habitantes.


A decisão da ANATEL porém tem alguns pontos nebulosos. No novo regulamento do setor, a concessão de outorgas é feita de forma ilimitada ao preço de R$ 9 mil. Ou seja, basta pagar 9 mil reais e está aberto um mercado. Esse modelo tem um ponto bom. Agiliza a entrada das novas firmas. Porém, ele reduz a receita do Estado. Que poderia fazer um leilão das áreas, assim como faz com os espectros de freqüência. A última licitação foi feita em 2000 e os valores foram muito elevados (milhões). Assim, as que pagaram para entrar antes, teriam os seus ativos (suas licenças) reduzidas ao valor de 9 mil reais.

Outro ponto é a questão da fiscalização. A ANATEL passaria a fiscalizar o conteúdo das TVs a cabo.

A minha opinião é que este pode não ser o melhor modelo, mas é melhor do que o atual. A abertura de qualquer mercado é louvável. Mais ainda, nem sempre esse sistema de licitação/leilão é o melhor. Ele pode até arrecadar mais, mas sempre está vulnerável a fraudes e tudo mais (ver AQUI por exemplo). A questão da fiscalização é controversa. Eu não vejo necessidade nenhuma de fiscalizar a TV fechada. Assina quem quer, e assiste ao canal quem quiser. Mas, entendo a preocupação.

Mais detalhes sobre a abertura do mercado estão AQUI e AQUI.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Blog no Celular


Pessoal, o blogger lançou uma versão para celulares. Agora, quando você abrir o blog no seu smart phone já vai estar com o layout configurado para o seu celular.

Vejam como ficou:

PS: E agora WordPress? Hehehe

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Relembrando Um Sonho


Um dos posts mais populares aqui do blog se chama Um Sonho Sonhado.

Ele foi escrito dia 1 de Outubro de 2010 e conta um sonho que tive em que eu era presidente da república (com poderes demais, creio eu).

O sonho começa com a privatização da INFRAERO e seguia por outros acontecimentos improváveis, incluindo a abertura do setor de TV a cabo (na época eu sonhava com a minha caixa da Comcast, na verdade).

Bem, diante das noticias recentes, vou deixar aqui o link para o post para os que quiserem relembrar o Sonho Sonhado.


PS: Ainda essa semana eu vou escrever sobre a abertura do mercado de TV a cabo que pode acontecer em breve. Assunto muito controverso. Não na abertura em si, desejável e necessária, mas no modo como ela deverá ser feita.

Metas e Expectativas


Uma das virtudes do sistema de metas de inflação é que ele ajuda a formar as expectativas com relação à taxa de inflação futura. Na medida que o BC divulga uma meta e os agentes econômicos acreditam neste compromisso, estes passam a tomar decisões com base nesta previsão.

Recentemente a Thais Herédia entrevistou o Sérgio Werlang (Itaú-Unibanco, na íntegra AQUI). Segundo ele, além de fazer reuniões mais seguidas, o BC deveria revelar o seu modelo:

Um segundo ponto de mudança seria revelar os modelos utilizados pelo BC em algum período de tempo. Pode não ser o que está em uso hoje. Os modelos macroeconômicos sempre precisam ser aperfeiçoados, reestimados. Daria uma riqueza ao debate muito grande. Eu acho que teria facilitado um pouco a comunicação do BC com a sociedade se os modelos já tivessem sido mostrados em algum momento.

Eu acho que isso iria contribuir muito para o debate econômico. Pelo menos o mercado e academia iriam saber qual o ponto de partida para fazer suas análises. Mais ainda, isso ajudaria na elaboração de modelos de previsão de inflação.

Esses dias mesmo o governo se queixava de que algumas instituições estariam prevendo uma inflação muito alta quando da elaboração do relatório FOCUS. Mas, quando aumenta a incerteza na política, é natural que as expectativas também tenham maior variância.


Na verdade, o BC divulga as instituições que mais acertam. Eu gostaria que ele divulgasse as que mais erraram também. Já daria pra se ter uma idéia do tamanho do erro causado pela incerteza na condução da política monetária.

Se o BC seguisse a sugestão do Werlang com certeza teríamos melhores modelos e um debate muito mais interessante sobre as políticas. O risco o BC revelar que o seu modelo é ruim, ou que este esteja sendo ignorado por motivos políticos.

Aí seria um choque muito grande na credibilidade do BC.

sábado, 4 de junho de 2011

Anúncios no Facebook


Recentemente eu fiz uma campanha de anúncios no Facebook. Gastei alguns dólares para divulgar o blog.

Mas confesso que foi mais pela curiosidade de saber como o sistema de anúncios do Facebook funcionava. Depois de 30 dias foram mais de 100 fans que chegaram até aqui via Facebook. Achei o sistema muito legal e penso em fazer uma nova campanha. Pelo o que percebi, consegui atrair pessoas que realmente curtem economia.

O sistema permite diversos tipos de restrição de público-alvo (por região, idade, etc.). Vejam como ficou a distribuição demográfica dos fans do Facebook após a campanha:

Clique para ampliar.

Aos que ainda não curtem o blog no Facebook, basta clicar AQUI.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Mercados Completos (humor)


Um bom exemplo de mercados completos é este anúncio que está circulando nas redes sociais:


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ainda Sobre Aeroportos Eficientes


Dois comentários sobre a questão da privatização dos aeroportos:

1) Eu espero que com a privatização acabem também os monopólios das livrarias e lancherias dentro da área de embarque. Esta semana passei pelo Galeão e é uma vergonha. Uma vez que você passa pela segurança só existe uma opção de alimentação. Obviamente, o preço do lanche é altíssimo. É um contraste total com a cultura norte-americana. Lá, uma vez que você passou pela segurança você tem milhares de lojas, livrarias e locais para refeição. E, adivinhem vocês, com preços normais!


2) O Leo levantou um ponto importantíssimo no comentário dele no post abaixo. O ideal seria a privatização de todos os aeroportos simultaneamente e a liberação da construção de novos aeroportos. A razão é simples, se você privatiza somente alguns, estes aeroportos saem na frente. Muito provavelmente eles se tornarão hubs mais eficientes, o que deve acontecer em Viracopos. Isso traz uma vantagem para a administradora que adquirir a concessão daquele aeroporto e para a companhia que tiver o hub lá. Do mesmo modo, estes aeroportos vão ter vantagens competitivas, já que estarão competindo com um monopolista que é menos eficiente. Logo, irão atrair mais vôos. O ideal seria privatizar tudo simultaneamente, e possibilitar que outras cidades pudessem ter seus próprios aeroportos (administrados pelo setor privado, é claro).


PS: Aos interessados no tema, indico a revista Exame deste mês. A revista traz uma reportagem sobre os aeroportos. Só para vocês terem uma idéia. No Brasil existem 175 fingers de desembarque. Só no aeroporto de Atlanta (EUA) existem 199. É mole?