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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Superfaturamento, Matemática e Direito


O projeto da reforma no Maracanã foi apresentado ontem. Cheio das fotinhos (ou seriam fotinhas, hein Daniel?) no computador e tal fica uma beleza, apesar de capacidade para "somente" 76 mil pessoas. Vejam as fotos e o vídeo AQUI.

Quando você começa a ler sobre o assunto, o susto é do tamanho do estádio. O custo da reforma do estádio está orçado em algo entre 705 e 880 milhões de reais (intervalo de confiança básico, hein?). Fonte: ESPN. Para você ter uma idéia o maior valor é cerca de 2 vezes o custo do novo estádio do Grêmio que vai ser construído do zero em um terreno que é problemático.

Lendo sobre os gastos do Pan 2007 já dá para se ter uma idéia da diferença entre o orçamento e execução. Deixo um trecho de um artigo do José Cruz da ESPN (AQUI):

Os fatos são tão reais que o ministro Valmir Campelo, do TCU, se preocupa: “Os atrasos da Copa de 2014 já potencializam o risco de que a União assuma custos não-previstos, a exemplo do que ocorreu no Pan de 2007.” O alerta é apenas protocolar. Na mesma semana dessa declaração, outro ministro do Tribunal, Walton Rodrigues, isentou o Ministério do Esporte de ressarcir os cofres públicos em R$ 2,7 bilhões, devido ao superfaturamento de R$ 1,8 bilhão nos serviços da Vila Pan-Americana.

Mas a medida do ministro Walton sepulta a irregularidade (Acórdão 4538/2010): “Circunstâncias excepcionais, alheias à vontade dos gestores do Ministério do Esporte, condicionaram a tomada de decisões necessárias e indispensáveis ao cumprimento dos prazos para a implementação das medidas tendentes à viabilização dos Jogos.”


Excelente. Vejam os detalhes da construção do Engenhão (agora do site IG):

Inicialmente orçado em R$ 70 milhões, o estádio teve um custo final de R$ 380 milhões, sendo alvo de investigações do TCU (Tribunal de Contas da União). Construído pelo consórcio entre as empresas Odebretch (que também será a construtora do estádio do Corinthians) e OAS, o Engenhão tem um custo de manutenção de R$ 400 mil por mês para o Botafogo, mas mesmo assim terá que passar pelas mudanças.


Por que o Engenhão vai passar por reformas? Ah, não é nada, é que erraram umas contas básicas na hora de colocar os pilares de sustentação. Ainda do IG:

O problema estrutural está nas vigas que sustentam o Engenhão, que estariam se flexionando mais do que o previsto, devido a um erro no modelo matemático utilizado. Segundo Maurício Assumpção, o problema não oferece risco para a população e as alterações serão feitas com o estádio aberto.

Ah, ainda bem. Imagina se o estádio desaba na cabeça dos torcedores de Fluminense ou Flamengo (dois clubes que alugavam o Maracanã e agora terão que alugar o Engenhão pois não possuem estádio próprio).

Mas e a Regra de Três? a A regra de três vai ajudar. Façam as contas comigo, se o Engenhão havia sido orçado e 70 milhões e custou 380 milhões (5.42 o valor orçado) então o Maracanã vai custar 3,8 bilhões (fazendo pelo menor valor pra dar uma força). Tranquilo, é o povão que vai pagar e a maior torcida é a do Mengão mesmo...

Só tem um detalhe. O Maracanã não terá mais cadeiras cativas. Leiam vocês (do site SRZD):

São cerca de 6 mil lugares, cujos donos desembolsaram aproximadamente R$ 50 mil ainda na época da construção do estádio. A aquisição do lugar dá direito ao dono de assistir e participar de qualquer evento no Maracanã. Desde jogos até shows. Porém, ainda não há definição do uso do benefício durante a Copa do Mundo. Na época da competição o estádio será entregue à Fifa e é ela quem decide o que fazer.


Agora incluam no custo a indenização desse pessoal. 6 mil lugares vezes 50 mil reais, são somente outros 300 milhões de reais. Mas isso se o valor for 50 mil, porque se algum juiz der um valor de uso maior a conta cresce rápido.

Que tal? É mole ou não é?

PS: Guardem esse post e leiam em 2014.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Manobra Contábil


O Governo Federal está fazendo uma ginástica contábil para conseguir cumprir a meta de superávit primário e ao mesmo tempo honrar o compromisso do BNDES na capitalização da Petrobras.

Entenda a manobra, detalhadamente explicada no site da revista Exame:

O Tesouro recebeu R$ 74,8 bilhões pela venda (cessão onerosa) de 5 bilhões de barris de petróleo à Petrobras; paralelamente, a petrolífera vendeu cerca de R$ 45 bilhões em ações ao Tesouro. A diferença, ao redor de R$ 30 bilhões, é a receita extra que vai compor o superávit primário.

Como o governo se comprometeu a comprar R$ 74,8 bilhões em ações da Petrobras, a diferença não adquirida pelo Tesouro ficou na maior parte com o BNDES (cerca de R$ 25 bilhões) e com o FSB. Para que o banco adquira as ações, o governo publicou ontem medida provisória permitindo emissão de até R$ 30 bilhões em títulos do Tesouro.


Ou seja, o Tesouro está se endividando para aumentar a participação na Petrobras. Mas o que você vai ver nos balanços do governo é que houve um aumento do superávit primário. E ainda tem um "detalhe". O custo da dívida é em SELIC e o Governo vai repassar isto ao BNDES por uma taxa muito menor.

Agora imagine o que os acionistas de uma empresa fariam se o CFO aparecesse com uma tática dessas...


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Preço Médio


Alguns supermercados anunciam o menor preço. Outros não. O supermercado ali do cartaz anuncia o melhor preço médio.



E aí? O que vocês acharam dessa? Será que estão buscando atrair o consumidor que tem maior custo de procura? Ou aquele que é mais averso ao risco?


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Parceria com o IMIL


A Thalita Novo, Coordenadora de Redes do Instituto Millenium, foi a grande responsável pela nova parceria do blog.

Agora, quem visita o Blog do Cristiano M. Costa pode ser redirecionado ao IMIL através daquele banner na barra lateral. Procure a categoria "Sites Parceiros".

Já os visitantes do IMIL podem acessar o Blog do Cristiano M. Costa através do banner no rodapé dinâmico do site do IMIL. Querem ver como ficou? Basta visitar o site do IMIL. É só clicar AQUI.

PS: Valeu Thalita!


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Petrobras e o FGTS


Desde 2000 havia uma grande expectativa, por parte dos trabalhadores, em se utilizar dos recursos do FGTS para compra de ações da Petrobrás. A Petrobras conseguiu comprar da União (diga-se de passagem, sem licitação) o direito de explorar até 5 bilhões de barris de petróleo e gás natural em áreas ainda não concedidas da camada do pré-sal. Para tanto precisará de recursos, não somente para pagar à União, como também para investir em tecnologias e estabelecer as condições necessárias para tal exploração. A empresa optou por capitalizar-se através da emissão de novas ações, o que poderá chegar a US$ 65 bilhões.

Esta capitalização da Petrobras vem sendo acompanhada de muitas incertezas, o que tende a se refletir em uma volatilidade ainda maior dos papéis da empresa, que em 2010 acumula uma desvalorização (até o dia 22 de setembro) de 28% em suas ações ordinárias e em suas ações preferenciais. Desse modo, apesar de ser tentador aos trabalhadores migrarem seus recursos do FGTS para a aquisição de ações da Petrobras, com o propósito de alcançar rentabilidade superior aos 3% oferecidos pelo FGTS, vale lembrar que estarão sujeitos aos riscos desta capitalização, o que pode resultar em uma rentabilidade negativa dos recursos transferidos do FGTS para a aquisição de novas ações da Petrobras em determinados intervalos de tempo.

A análise correta a ser feita pelo trabalhador deve considerar a expectativa de valorização das ações até o momento do saque. Se a rentabilidade esperada superar a rentabilidade do FGTS (que mal acompanha a taxa de inflação) então o investimento vale à pena. Assim sendo, todo cuidado é pouco para os que pretendem utilizar parte de seus recursos do FGTS no curto e médio prazo, pois entre outros fatores, devemos lembrar que ainda há vestígios da crise internacional que pode influenciar o preço do barril de petróleo e, desse modo, inviabilizar a exploração e a produção de petróleo na camada pré-sal.

Paulo C. Coimbra (FUCAPE Business School)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pouca Macroeconomia


Alguns dos leitores mais antigos e assíduos já devem ter percebido que os tópicos macroeconômicos têm estado fora da pauta aqui do blog. São duas as razões.

A primeira é a ausência de fatos novos/relevantes. A economia brasileira cresce a passos largos e o debate é basicamente sobre como (ou se) se dará um ajuste fiscal em 2011, o que permitirá que o país continue crescendo a taxas maiores do que 4% ao ano. Além disso, não acho que exista qualquer problema de desindustrialização no médio prazo, nem cambial ou de inflação no curto prazo.

O segundo motivo é que estou muito envolvido com, vejam vocês, dados macroeconômicos. Estamos (eu e os bolsistas) montando a base de dados do Centro de Estudos e Análises Econômicas da FUCAPE. Passamos as tardes coletando dados e lutando com os sites e base de dados.


Em breve vamos começar a analisar esses dados. O objetivo é criar um boletim periódico com os nossos resultados. Aguardem.



terça-feira, 21 de setembro de 2010

Método Apropriado


Esses dias um aluno me apresentou alguns resultados de seu trabalho. Eu não achei que o método dele de cacular alguma coisa (que eu nem me lembro) estivesse certo, ou fosse o método recomendando.

- Por que você fez desse jeito?
- Ah, porque eu vi que foi assim que o Fulano fez, e todo mundo faz assim.

Essa é a pior que resposta que você pode dar. Não devemos usar determinados métodos simplesmente porque é uma metodologia popular, mais simples ou porque você quer fazer como alguém fez em um outro artigo. Você deve usar o método que for mais apropriado, dadas as restrições que os dados e o modelo/hipóteses lhe impõe. Simples, não?

Bem, fica aí a dica (em formato de desabafo).


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Sobrinho Adolescente


Esse post é para aquele seu sobrinho adolescente que ainda não decidiu o que vai fazer da vida (clique na imagem para aumentar).


PS: Obviamente é uma piada. Bom final de semana!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Castros vs. Gary Becker


O governo cubano estuda medidas para aproximar a economia da ilha caribenha a algo, digamos, mais próximo do capitalismo. Levou um certo tempo, mas parece que os irmãos Castro compreenderam que um setor público gigante afeta a taxa de crescimento da economia.

A Folha traz a seguinte notícia:

Um documento interno do Partido Comunista cubano prevê uma economia cubana radicalmente renovada, com um novo sistema de impostos, cooperativas privadas recém legalizadas e uma folha de pagamentos estatal não mais acorrentada pela necessidade de sustentar ao menos meio milhão de funcionários ociosos ou improdutivos.

Que tal? Imagine se alguém no Brasil fizesse a proposta de cortar 50 mil empregos públicos (10,000 vezes menos)? Ia ter passeata, protesto, quebradeira... ia ser um Deus nos acuda. A pergunta automática que me veio na cabeça é: e o que esse povo vai fazer? Bem, os Castros não dão ponto sem nó. Esse pessoal vai todo começar o seu próprio negócio. Segundo a reportagem:

(o documento) "...inclui uma longa lista de "ideias para cooperativas", incluindo criar animais e cultivar vegetais, trabalhos na construção civil, dirigir um táxi ou consertar automóveis --até mesmo fazer doces e frutas secas."

O grande problema é que essas pessoas não foram educadas ou treinadas para isso. Os irmãos Castro não leram os livros básicos de economia sobre capital humano. Quer dizer, talvez eles tenham lido. Segundo o documento oficial:

(o texto) "alerta também que muitos desses novos negócios não vão decolar porque os trabalhadores demitidos não têm experiência, habilidade ou iniciativa para tal. "Muitos deles podem fracassar dentro de um ano", diz o documento."



É meu caro. Nada como um dia após o outro...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Previsão Econômica


Na semana que vem começa a parte do meu curso de séries temporais em que eu explico como são feitas previsões (Hamilton, Cap. 4). Achei esse cartoon oportuno.



Projeto Obsoleto


O aeroporto de Vitória é um dos mais precários do país. O aeroporto está com as obras paradas há anos. Toda vez que recomeçam as obras ocorre um problema na justiça ou de execução.

Segundo a Gazeta Online:

As obras do Aeroporto de Vitória, tiveram início em fevereiro de 2005, com previsão de conclusão em dezembro de 2009. Os problemas foram muitos e persistem até hoje. Com a constatação de irregularidades, as obras foram interrompidas e retomadas várias vezes.

Ainda segundo a reportagem, o atual aeroporto tem capacidade para 560 mil passageiros por ano. Está trabalhando com 2,5 milhões. Sendo que o projeto que não anda é para ampliar para 2,1 milhões por ano. Ou seja, mesmo sendo executado, o aeroporto já será obsoleto.

Para um estado que tem alto potencial turístico essa notícia é desanimadora. É impressionante a incapacidade da Infraero neste caso. Imaginem se esse aeroporto fosse privatizado, ou fosse feita uma concessão de, sei lá, 25 anos? Esse aeroporto já estava pronto há muito tempo. A privatização da Infraero é uma medida que deveria ser tomada antes da Copa. Mas, pelo andar da carroagem...

Veja a reportagem completa clicando AQUI.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Vida de Doutorando I


Esse é o primeiro post de uma série. Eu vou tentar colocar aqui algumas experiências e histórias interessantes/engraçadas do tempo do doutorado.

A chegada foi complicada. Sair de um país e chegar em outro sem ter onde morar e falando um inglês muito meia-boca não é tarefa fácil. Durante cerca de dois meses morei de favor num sofá-cama improvisado. Nesse período estava rolando o Mat Camp, um curso de nivelamento. Por sorte eu consegui sobreviver ao curso.

No primeiro semestre rola uma certa empolgação, pois tudo é novo. Abrir o livro e ler cada nota de rodapé parece ser muito mais fácil e legal do que antes. Quando chega a hora da prova o bicho pega. Na minha primeira prova de jogos (sim, em Penn você faz Micro I e Micro II ao mesmo tempo) eu li errado o enunciado e errei ao montar a árvore de um jogo sequencial. Lá se foram uns 4 pontos. Depois veio a prova de Econometira I. Erro um sinal e lá se vai meia questão. Inglês e desatanção. Dois pecados capitais.

Daí veio a prova mais temida. A prova de equilíbrio geral do David Cass. Essa foi a mais tensa, mas a que me dei melhor. A sorte foi que eu tinha feito o curso de Micro II na EPGE com o Marcos Lisboa, que havia sido orientado pelo David Cass em Penn. Então, o curso era bem parecido. Nessa eu "se dei bem".

Vieram as provas finais, e recuperei as lambanças que eu tinha feito em Jogos e Econometria. No fim das contas deu tudo certo. O primeiro semestre foi assim mesmo. A minha perspectiva é a de que eu só estudava. Mas agora, olhando depois, não foi bem assim. Dava tempo de jogar um futebolzinho e distribuir uns carrinhos nos americanos, tomar um chopp no Ten Stone e no Irish Pub e fazer múltiplas viagens à Ikea para montar o nosso estúdio minúsculo. Tudo foi muito legal no primeiro semestre. Foi assim o primeiro natal e ano novo em Penn. Muito frio, descanço, alívio e uma sensação de dever cumprido.




A cidade nos tratou bem, exceto pelo frio. Eu gosto muito da Philadelphia. Foi lá que fiz grandes amigos. Alguns deles eu ainda falo quase que semanalmente desde 2005, o que é muito gratificante. Foi lá também que desenvolvi uma paixão pelo futebol americano. Pra mim, o esporte coletivo mais estatégico de todos.

No próximo post eu falo sobre a minha turma de doutorado, amigos e esportes.

sábado, 11 de setembro de 2010

Job Market FUCAPE


Buscando atrair talentos na área de negócios (administração, contabilidade e economia) para compor seu corpo docente, a Fucape Business School estará no XXXIV EnANPAD realizando mais uma edição do Job Market. A Fucape espera encontrar pesquisadores alinhados com as suas áreas de pesquisas, dando continuidade ao trabalho de excelência na produção científica.

Uma equipe da Coordenação da Pós-Graduação estará no evento reunindo os pesquisadores que queiram participar do Job Market, que será realizado no Sheraton Hotel (a 500 metros do Wintsor), no dia 28 de setembro, de 8h às 18h.

Inscreva-se AQUI.


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tweet Effect


O Twitter está dando uma boa força nas estatísticas aqui do blog. De acordo com os dados recentes, cerca de 5% dos visitantes já chegam via Twitter. Quer seguir o Blog do Cristiano M. Costa no Twitter?

Basta ir até http://twitter.com/cristianomcosta e clicar Follow.

Vaga no IPEA


Atendendo ao pedido do Eduardo Fiuza (IPEA) divulgo o edital do IPEA. O IPEA busca candidatos com perfil acadêmico (e sem conflito de interesse) para participar do projeto "Inquérito Brasileiro sobre a concorrência do setor farmacêutico", combinando Regulação e Defesa da Concorrência, Propriedade Intelectual e Saúde Pública.

Apenas uma das vagas requer familiaridade com estatística e/ou econometria. Candidatos com formação em Estatística, Economia, Direito, Políticas Públicas, Demografia, etc. são encorajados a participar. Uma ressalva importante é que as vagas são para atuação presencial no Ipea-Rio.

A edital reabertura está AQUI. Instruções adicionais para participar estão AQUI.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Réplica de Alto Nível


Os professores Renato Fragelli e Pedro Cavalcanti Ferreira, da EPGE, responderam em alto nível as acusações de alguns setores acadêmicos e políticos que pregam a teoria de que o país está passando por um processo de desindustrialização.

O ponto é muito simples. Nas economias avançadas o principal setor é o de serviços, e será assim no Brasil do futuro. Deixo com vocês o melhor trecho do artigo publicado no Valor e disponível AQUI no clippling do Ministério do Planejamento:

"Em resumo, como em todos os países de renda média e alta, o Brasil tende a se tornar uma economia com predominância do setor de serviços, mas é justamente nesse setor que a produtividade está quase estagnada. Os economistas brasileiros não têm se dedicado ao estudo do setor terciário com a mesma intensidade que estudam a indústria e agricultura. Não será advogando políticas que somente beneficiam a indústria, ou criando falsos problemas como a "re-primarização" da pauta de exportações, que se conseguirá acelerar o crescimento futuro do país."

Leia o artigo AQUI.

Serra e o Câmbio


Segundo o candidato do PSDB, José Serra, o câmbio não é flutuante no Brasil (Valor Econômico 8/9/10)

"O câmbio no Brasil é flutuante? É uma ova. Só flutua para baixo, não flutua para cima. Na hora que flutua para cima, aumenta o juro".

Deixo o comentário para os leitores.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Parada Estratégica


Ainda estou voltando para Vitória, depois de alguns dias na capital do Mercosul. Fiz uma parada estratégica para recarregar as pilhas, aproveitando o aniversário de Vitória.

Amanhã os posts estarão de volta.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Keynesianismo Capixaba II


Recebi uma contribuição fotográfica do Prof. Bruno Aurichio. A cena mostra a eficiência da política de "city beutification". Obviamente, também geradora de muitos empregos.


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Keynesianismo Capixaba


O novo sistema de controle de tráfego aqui de Vitória inclui um semáfaro manual. Isso sim é keynesianismo!