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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Diretoria da ANTT


Ainda no tema Regulação Econômica, vejam esta notícia que saiu hoje no Valor:

O dirigente do atual campeão brasileiro de basquete, o Universo, Jorge Luiz Macedo Bastos, foi indicado hoje para ocupar o cargo na diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestre (ANTT), no lugar de Francisco de Oliveira Filho, que deixou a agência no dia 18 de fevereiro.

Estamos bem ou não de reguladores?

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Concurso para a FCE/UFRGS





A Faculdade de Ciências Econonômicas (FCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) abriu edital para a contratação de 6 professores:

- 2 para a área de Análise Política Internacional;
- 3 para a área de Macroeconomia e;
- 1 para a área de Economia Monetária e Financeira;

Todas as vagas têm como pré-requisito o título de Doutor.

O link para o edital de cada uma das áreas está disponível AQUI.

Boa sorte!

O Gargalo é Mais Embaixo


Enquanto alguns se preocupam com trem bala de 34 bilhões de Reais, a Revista Exame aponta um dos principais entraves ao desenvolvimento econômico brasileiro: a falta de sanemento básico. O problema afeta outros programas do Governo Federal, como o Minha Casa, Minha Vida.

Segue um trecho da reportagem:

" Executivos de construtoras, que preferem não se identificar, dizem que suas empresas se restringem a tocar projetos para as faixas de renda mais alta do Minha Casa, Minha Vida - de quatro a dez salários mínimos -, porque neles é possível cobrar pela aquisição de terrenos em lugares já servidos por saneamento ou repassar ao cliente o custo das obras de água e esgoto. "À medida que o programa se expande, o estoque de terrenos com infraestrutura se reduz rapidamente", diz Paulo Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção. "Essa carência é mais preocupante para as 400 000 unidades previstas na faixa de zero a três salários mínimos, cujo preço é fixado pelo governo e não permite repasses de custos da implantação da rede de água e esgoto no preço do imóvel." Nessa faixa, 240 569 propostas de residências foram contratadas, mas apenas 565 ficaram prontas, segundo a Caixa. Ou seja, é justamente entre a população mais carente que o programa tem mais dificuldades de avançar."

Leia a versão disponível na web clicando AQUI.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Ameaça Não-Crível


Para aqueles alunos e professores que sempre buscam exemplos de ameaças não-críveis para as aulas de organização industrial, eis aqui um exemplo no campo da política externa (do Estadão):

"Chávez ameaça cortar fornecimento de petróleo da Venezuela para os EUA"

Por que a ameaça não é crível? Bem, vejam vocês:
"Interrupção da venda prejudicaria a economia venezuelana, já que Caracas exporta 65% de sua produção para os americanos"

Leia mais AQUI e AQUI (em inglês).


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Concorrência às Avessas


Ontem eu fui almoçar em restaurante bem bacana aqui em Vitória. Chamou-me a atenção o freezer de sorvetes da Garoto. Fui olhar e encontrei um sorvete estilo “Cornetto” do bombom Serenata de Amor, custava R$ 4,15. Olhei no freezer da Nestlé e lá estavam outros sovertes no mesmo estilo. Preço? R$ 4,15.

A fusão Nestlé-Garoto foi só uma de muitas que ocorreram no passado recente. Outras como, Sadia-Perdigão, Itaú-Unibanco, Antarctica-Brahma, Santander-Banco Real, Oi-Brasil Telecom, Pão de Açúcar-Casas Bahia, Ricardo Eletro-Insinuante, são apenas algumas que vêem rapidamente à memória quando pensamos em fusões e aquisições no Brasil.

O modelo de defesa da concorrência no Brasil está sendo deixado de lado em favor de um modelo que busca criar grandes empresas que podem concorrer com mais força no exterior, adquirindo empresas em outros países. Vide a compra da Budweiser (Anheuser-Busch) pela Ambev.

Esse modelo ajuda os grandes conglomerados a crescerem, em geral, enfiando a mão no bolso dos consumidore e dos fornecedores. Que os consumidores perdem você já notou no meu exemplo do sorvete. Agora, imagine um produtor de ventiladores lutando para que o grupo Pão de Açúcar-Casas Bahia adquira seus produtos.

O que chama mais a atenção de quem para 5 minutos e olha o histórico recente não é somente a ausência de atitude do CADE/SDE/SEAE, é também o fato que o BNDES seja o grande financiador de muitas dessas operações. Vejam esse exemplo:

O grupo JBS-Friboi (que ano passado comprou o grupo Bertin) e Marfrig receberam do BNDES 18,5 bilhões de dólares nos últimos 4 anos. Ou seja, cerca de 25% de tudo que o banco investiu na compra de participação de empresas. O BNDES, via Tesouro, capta pagando SELIC e empresta à juros modestos. Quem paga a diferença é o contribuinte.

O "investimento do BNDES" se torna um financiamento para a compra de outras empresas menores em outros países. A Marfrig, por exemplo, comprou a americana Keystone Foods, que é fornecedora do McDonalds. Mas não vou me alongar sobre este caso especificamente, leiam mais AQUI, AQUI, AQUI e especialmente AQUI.

Esse modelo é a mais perversa forma de concentração econômica. O Estado, que deveria regular e incentivar a concorrência, financia fusões e aquisições, gerando concentração econômica com dinheiro público. É o verdadeiro caso de concorrência às avessas com o dinheiro do contribuinte.

PS: O título deste post foi inspirado num poema de Carlos Drummond de Andrade chamado "Papai Noel às Avessas". Leia AQUI.


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Retorno Garantido


Um dos investimentos públicos de maior retorno é o saneamento básico. Vejam o que diz um estudo da FGV e do Instituto Trata Brasil entitulado "Benefícios econômicos da expansão do saneamento básico" (via VEJA):

"O estudo mostra, ainda, que a produção de um trabalhador com acesso a redes de esgoto chega a ser 13,3% maior, o que proporciona a ele a oportunidade de aumentar sua renda na mesma proporção."

Em termos de administração do gasto público, estima-se que cada R$ 1.00 gasto em saneamento leva a uma economia de R$ 4.00 no orçamento da Saúde. Hoje, apenas 43,5% dos brasileiros têm acesso a saneamento básico.

Confira a pesquisa completa clicando AQUI.


terça-feira, 20 de julho de 2010

Gargalos na Aviação Nacional


Frase de Miguel Dau, vice-presidente técnico-operacional da Azul Linhas Aéreas (para o Portal Exame):

"Nos demais países, o gargalo maior é da falta de passageiros. No Brasil, pelo contrário, temos uma grande demanda e um gargalo de infraestrutura"

É consenso que os aeroportos brasileiros estão em situação precária. Por que este setor ainda não foi privatizado? É impressionante.


quinta-feira, 15 de julho de 2010

A Volta do Brown Cow


A preferência revelada não perdoa. Vejam essa do Estadão:

"Depois dos mais de 600 comentários de leitores neste blog e mais de 6 mil usuários da rede social Orkut pedindo a retomada da produção do achocolatado líquido Brown Cow, ele voltou. Na última semana desse mês o produto já estará nas gôndolas do WalMart. E, segundo a Nobel Foods, empresa responsável pela produção, em breve o Brown Cow também será vendido na rede Pão de Açúcar."

Leiam a matéria clicando AQUI.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Pobreza no Brasil


Ontem o IPEA divulgou um estudo mostrando a redução da pobreza absoluta e da miséria no Brasil. O estudo (AQUI) mostra que:

"Entre 1995 e 2008, 12,8 milhões de pessoas saíram da condição de pobreza absoluta (rendimento médio domiciliar per capita de até meio salário mínimo mensal), permitindo que a taxa nacional dessa categoria de pobreza caísse 33,6%, passando de 43,4% para 28,8%.

No caso da taxa de pobreza extrema (rendimento médio domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo mensal), observa-se um contingente de 13,1 milhões de brasileiros a superar essa condição, o que possibilitou reduzir em 49,8% a taxa nacional dessa categoria de pobreza, de 20,9%, em 1995, para 10,5%, em 2008.

No entanto, a diminuição generalizada nas taxas de pobreza absoluta e extrema entre 1995 e 2008 não ocorreu de forma uniforme entre as grandes regiões geográficas e estados do País."


Contra os dados não há argumento. Os grandes fatores contribuintes para a elevação da renda domiciliar per capita foram o Plano Real e os programas de transferência de renda.

Existem dois pontos, porém, que foram deixados de lado pela imprensa convencional que merecem destaques dos economistas. O primeiro diz respeito a medida de pobreza usada na pesquisa, o segundo se refere aos mecanismos de redução de pobreza.

A economia moderna, desde os trabalhos de Amartya Sen, entende que a renda não é uma medida perfeita do desenvolvimento econômico-social de uma nação. Por exemplo, uma nação pode ter uma renda maior que a do Brasil, mas ter maiores taxas de analfabetismo, pior acesso à saúde, pior acesso à rede de esgotos, etc. Ou seja, a medida de pobreza não deve ser somente a renda, deve ser uma medida multidimensional e que leve em conta vários aspectos considerados básicos para uma vida digna em um mundo moderno. Nessa perspectiva, a medida usada pelo IPEA é incompleta. Qualquer período em que ocorra crescimento da renda per capta acima da inflação trará redução da pobreza segundo esse critério.

Ainda sobre a medida de pobreza, não podemos usar o mesmo valor monetário para diferentes regiões do país. Os preços de alimentos, vestuários, etc, variam de região para região. De acordo com os últimos dados do DIEESE (via VALOR):

São Paulo apresenta a cesta básica mais cara (R$ 249,06) entre as localidades pesquisadas, enquanto o preço mais baixo está em Fortaleza (R$ 181,92).

É uma diferença de aproximadamente 37%. Esta é uma crítica metodológica sobre o conceito de pobreza (uso da renda per capita) e sua mensuração regional (mesmo valor para todas as regiões).

Em segundo lugar, deve estar claro que, mesmo sob a ótica apenas da renda per capita, o mecanismo de redução de pobreza não é automático. Ou seja, a queda da pobreza não será diretamente ligada ao crescimento do PIB ou aos programas de transferência de renda. A redução dependerá da eficiência da gestão dos recursos públicos e da distribuição desse crescimento do PIB. Se o crescimento for concentrado ou se o gestor público transferir renda de forma desigual, então a redução de pobreza será menor. Esta é uma crítica de análise dos resultados.

Este último ponto está evidenciado nos resultados regionais. Da Folha Online:

"No Sul, o total de pobres (renda até meio salário mínimo per capita) correspondia a 34% da população em 1995. O percentual caiu para 18% em 2008. Já no Sudeste, passou de 29,9% para 19,5%. Curiosamente, a região Sul foi a com menor crescimento médio do PIB per capita de 1995 a 2008: 2,3%, abaixo dos 3,1% da média nacional."

Do mesmo modo, a eficiência da transferência de renda do programa bolsa família é um fator determinante na análise do IPEA. Segundo a PNUD:

"O Ministério de Desenvolvimento Social estima que 121 mil famílias catarinenses e 402 mil paranaenses se enquadram nos requisitos do projeto (renda per capita inferior a R$ 120 mensais), mas 132 mil e 420 mil, respectivamente, receberam o auxílio em maio. Na região Norte, o problema é inverso. No Amapá e em Roraima a cobertura do Bolsa Família é inferior a 60%. A estimativa do ministério é de que existam 39 mil domicílios amapaenses e 37 mil roraimenses com direito ao benefício, mas apenas 16 mil e 22 mil, respectivamente, receberam a ajuda financeira em maio — o que representa 42% e 56% dos lares pobres."

O que ocorre é um erro de mensuração da pobreza. Ainda no artigo da PNUD a explicação é que houve uma subestimação do pobres no Sul e uma sobrestimação de pobres no Norte na PNAD de 2004. Mas, salvo um erro grotesco, a conclusão é uma só. No Sul o dinheiro chegou na mão de quem era qualificado, no Norte não.

Em suma, a análise da pobreza é complexa e as políticas públicas devem ser analisadas com cuidado. Além disso, faz-se necessária uma discussão sobre o conceito de pobreza utilizado pelos órgãos públicos para que as políticas possam ser avaliadas de um modo mais profundo. Antes de fazer previsões sobre o futuro baseado na renda per capita (AQUI e AQUI) e em uma estimativa de 4,2% de crescimento do PIB os economistas deveriam reavaliar as medidas de pobreza.


terça-feira, 13 de julho de 2010

O Setor de TV a Cabo


O setor de TV a cabo vai passar por fortes transformações. Após a Lei da TV a Cabo (de 1997) o modelo de regulação deste setor passou a funcionar mais ou menos assim:

- A ANATEL determinava o número de prestadores de serviço em cada cidade;
- Um leilão/licitação pública era feita;
- A empresa começava suas operações na localidade/cidade.

Neste processo a ANATEL arrecadou milhões de reais. Para se ter uma idéia, o maior lance para arrematar uma licença foi oferecido no Recife (PE): R$ 18,12 milhões. (AQUI)

Como o número de licenças era pequeno e o setor tem claramente ganhos de escala, formaram-se praticamente monopólios, ou no máximo oligopólios. Conforme a renda do brasileiro foi aumentando, os valores das mensalidades também subiam. E as fusões e aquisições começaram a acontecer, tornando o mercado ainda menos competitivo (A NET comprou a Vivax e a BIG TV, por exemplo (AQUI)). Enquanto isso, A DirecTV, por exemplo, se fundiu com a SKY tornando o mercado de TV via satélite bem parecido com o de TV a cabo, ou seja, basicamente um monopólio (AQUI). Em qualquer cidade do Brasil, a oferta de acesso a TV por assinatura não tem 5 concorrentes. Por favor me corrijam se vocês conhecerem algum contra-exemplo.

Recentemente houve um pulo do gato da NET/Embratel. A empresa começou a ofertar um pacote (um bundle chamado triple play) de produtos, que inclui TV a cabo, Internet e telefonia fixa. Ou seja, a empresa aproveitou que tinha grande fatia do mercado de cabo e internet e entrou arrebentando no mercado de telefonia fixa (AQUI).

Acontece que as empresas de telefonia fixa não podiam entrar no mercado de TV a cabo, já que existe uma proibição e por cerca de 10 anos (desde 2000) não são leiloadas novas licenças neste setor. Ou seja, a empresa de TV a cabo entra na de telefonia fixa, mas a de telefonia fixa não pode entrar no mercado da TV a cabo. Sacou?

A ANATEL discutiu durante muitos anos um novo modelo de regulação pro setor e o modelo atual agora permite que qualquer empresa (incluindo as de telefonia fixa) entrem no mercado de TV a cabo. Para isso basta comprar a licença por R$ 9.000 Reais (AQUI). Ou seja, a ANATEL acabou com os leilões para permitir a entrada. Tudo que um órgão de defesa da concorrência deveria ter feito desde o início (lembrando que a lei anterior era de 1997).

Segundo os dados que eu consegui levantar aqui nos jornais da internet, a NET/Embratel tem 80% do mercado. Coisa pouca, praticamente um monopólio. Qual o resultado disso? Preços elevadíssimos e falta de opções no menu de canais.

Enfim, parece que a ANATEL acordou e vai abrir esse mercado (a melhor reportagem que achei sobre o assunto foi essa AQUI). Se não for muito tarde, vai ser uma boa medida. Eu particularmente acho que o futuro da TV fechada é wireless, mas, no país do Plano Nacional de Banda Larga tudo é possível. O engraçado é que tem um pessoal defendendo o modelo antigo. Veja um pedaço de um artigo no Estadão:

"De fato, sob determinadas condições e em determinados contextos, o excesso de competidores poderia comprometer não apenas o atendimento a outros objetivos de interesse público, como a própria prestação adequada e contínua do serviço, a preços razoáveis, aos assinantes."


Aula de Microeconomia I para o autor. Deixo o link para o artigo original AQUI. Acho que ele pensa que ter 4 competidores é pior do que ter apenas 1 por causa de "objetivos de interesse público". O autor ainda argumenta que a mudança pode criar um grande monopólio no setor. Tipo, 80% pra ele não é monopólio. Por fim, ele argumenta que o modelo não deve mudar porque isso vai diminuir a receita da ANATEL, sendo que a ANATEL não leiloa licenças desde 2000. O pior é que o TCU concorda com esse argumento (AQUI)!.

Enquanto isso, eu fico sem o pay-per-view da NFL.


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Fundo de Craques


Do portal da revista EXAME:

Inspirados no sucesso de Sonda, já estão em gestação no Brasil ao menos três fundos de investimento que planejam lucrar com as transações de jogadores: um ligado ao Corinthians, outro ao Santos e um terceiro do banco BMG. Os fundos se diferenciam do investimento de Sonda em dois aspectos: 1) planejam ser abertos para a captação de dinheiro junto a um número maior de investidores; e 2) dois desses fundos serão ligados diretamente a um único clube de futebol.

Esse é o futuro do investimento em futebol. Na realidade, nós já havíamos discutido isso aqui no blog. Quando o Grêmio estava sem verba para manter Maxí Lopez, a idéia surgiu em um comentário no blog do Wianey Carlet, e eu escrevi AQUI sobre isso.


A idéia de que os torcedores/investidores invistam em seus clubes é factível na medida que ao investir um capital menor, cada investidor toma menos risco do que um empresário que tem 40% dos direitos federativos.

A reportagem é muito interessante, deixo o link pra vocês.
Basta clicar AQUI.



sexta-feira, 9 de julho de 2010

Anúncio Oficial


Como vocês sabem, se o Google não encontra é porque não existe. Então, agora eu já posso fazer o anúncio oficial. Desde segunda-feira eu iniciei oficialmente meus trabalhos aqui na FUCAPE Business School e hoje o site foi atualizado.


Depois de 5 anos de doutorado, chegou o grande momento em que o aluno se torna professor. Aproveito a oportunidade para agradecer a todos que me ajudaram nesta trajetória.

Vocês podem conferir a notícia clicando AQUI.

PS: Ainda está faltando a foto e atualizar o Lattes.


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Brasil e África: Doing Business


O governo brasileiro está visitando a África. É verdade que abrir novos mercados é sempre bom para o desenvolvimento, em especial se a abertura é "de duas mãos". Aparentemente, existe espaço para o Brasil fazer negócios com as nações Africanas, apesar dos diferentes níveis de desenvolvimento.

O Brasil e a África têm em comum muitas coisas. Em particular, a dificuldade em se fazer negócios (sejam eles com o exterior ou no próprio país).

Atualmente, o Brasil está ao lado de nações como Marrocos e Lesoto no ranking "Doing Business", alacançando a posição 129 entre 183 países analisados. Nossa pior colocação é na área de proteção ao investidor. Que tal?

O site do Doing Business é este AQUI. E você pode baixar a tabela em Excel clicando AQUI.

PS: Dica recebida via comentário no blog.


terça-feira, 6 de julho de 2010

Prevendo Preços


Os preços de uma economia variam de acordo com os princípios da oferta e da demanda. Existem também as variações de preços relativos, sazonalidades e os preços administrados por empresas públicas. Em tese, prever os preços dos produtos em um curto espaço de tempo, como um ano, deveria ser uma tarefa fácil. Mas não é tão simples assim.

Vejam o caso do preço do barril do petróleo. Segue a reportagem do Estadão:

Ontem, no sexto pregão seguido de queda, o petróleo Brent, negociado em Londres, fechou a US$ 71,47 o barril. O valor está bem abaixo da média de US$ 76 projetada pela estatal para garantir o fluxo de caixa necessário a seus investimentos em 2010. "Caso a projeção não seja atingida, a Petrobrás precisará de mais dinheiro emprestado para manter os investimentos", diz o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).


Cada erro de prejeção pode custar milhões de dólares para as empresas. No caso da Petrobrás, o valor projetado era de US$ 76 para o barril comercializado em Londres, como média anual. AQUI nesse site você pode encontrar séries históricas dos preços em diversos lugares do mundo. O preço médio de janeiro de 2000 até hoje é de US$ 51,02 dólares (nominal, baixe a tabela em excel clicando AQUI). Ou seja, mesmo com toda a alta que ocorreu em 2008 o preço médio ainda está bem abaixo do projetado pela maior empresa de petróleo do Brasil, que possui, em tese, as melhores estimativas do país. Podemos concluir que a empresa acredita que o novo preço de equilíbrio está cerca de 50% acima da sua média para a década.

A média do ano porém, está em US$ 77,49 por barril. Mais de um dólar acima da projeção. Ou seja, se o cenário do primeiro semestre se mantiver, então a Petrobrás estará tranquila. Certamente a empresa não olha somente a méda histórica, mas sim movimentos de curto prazo na oferta e na demanda.

É aí que entra a parte complicada. O cenário para o segundo semestre é certamente de menor crescimento mundial do que no segundo semestre. Isso empurraria o preço do petróleo para baixo (dada a oferta). Entretanto, o preço do petróleo está sujeito a todos os desdobramentos das sansões internacionais ao governo iraniano.

De fato, prever o preço do petróleo não é tarefa fácil...


segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Custo da Eliminação


A eliminação do Brasil na Copa do Mundo vai custar alguns milhões de reais aos comerciantes que apostavam que a canarinho chegaria até as finais. Do InfoMoney:

Fora da Copa, o Brasil possui agora uma “sobrecarga” de produtos temáticos para a torcida na ordem de R$ 85 milhões em todo o País. O professor de marketing de varejo da Fundação Getulio Vargas e diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Daniel Plárevela, afirma que só no estado do Rio de Janeiro existe um estoque de R$ 8,5 milhões.

Mas há quem ganhe com a saída do Brasil. Quem for procurar uma TV vai encontrar descontos de até 15% sobre o preço promocional praticado durante a Copa.

Como dizia um antigo dono de um buteco e amigo meu: "Alguém ganha".


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Elefantes Africanos


O site da revista VEJA traz uma pergunta interessante: o que fazer com os estádios de futebol depois da Copa do Mundo?

"Em Polokwane, por exemplo, o estádio Peter Mokaba, capaz de receber 42.000 torcedores com todo o conforto, custou 1,4 bilhão de rands sul-africanos, o equivalente a 320 milhões de reais. No instante em que o árbitro apitou a última partida realizada ali, nascia um elefante branco no país."

Já tratamos desse assunto aqui no blog: AQUI e AQUI.