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domingo, 31 de janeiro de 2010

Cinema 3-D e Restrição de Capacidade


Por essa ninguém esperava. O sucesso do filme Avatar é tão grande que as salas em 3-D ainda estão recebendo alta demanda nos cinemas americanos. Só tem um problema, na semana que vem será lançado, também em 3-D, o filme Alice in Wonderland.

Como o sucesso de Avatar está sendo mais prolongado do que o antecipado, os cinemas estão relutantes em abandonar um sucesso em prol de um filme que pode não ser tão concorrido.

Acontece que os contratos foram feitos baseados na hipótese que o público de Avatar já estaria minguado por essa época. O problema é que a capacidade de exibição é limitada. Existe uma capacidade fixa, limitando o número de exibições em 3-D no país.

No curto prazo, eu vejo isso como um problema de restrição de capacidade. As alternativas para os produtores de filmes é conseguir contratos condicionais às bilheterias. Ou seja, se o filme passar um X número de bilhetes vendidos nas 3 semanas anteriores, ele continua em exibição. Não sei se seria factível, já que os produtores são de empresas diferentes, com diferentes poderes de mercado, etc.

Eu achei um problema interessantíssimo. Com um número cada vez maior de filmes em 3-D sendo produzidos, a tendência é que o número de salas de cinema com capacidade de reproduzir filmes em 3-D aumente no médio prazo. Até lá, alguns produtores deixarão de arrecadar alguns milhares de dólares cada vez que seu filme for trocado por um novo lançamento.

O NYT dessa semana traz uma reportagem sobre o assunto (AQUI).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Mercado de Cimento


A SEAE e a SDE vão ter muito trabalho com o mercado de cimento este ano. Grandes empresas brasileiras estão tentando adquirir a Cimpor, empresa portuguesa e que tem forte participação no Brasil.

Dependendo de como essa negociação, e de quem realmente comprar a Cimpor, o aumento de concentração no setor poderá requerer uma profunda análise do CADE.

A revista EXAME traz uma excelente reportagem sobre a transação e quais as potenciais conseqüências para o setor. Leia AQUI e AQUI.

Blogosfera Econômica Nacional


No período que estive afastado foi publicada uma matéria na Gazeta do Povo (de Curitiba) sobre a popularidade dos blogs de economia no Brasil.

Vários autores de blogs de economia brasileiros foram entrevistados e o resultado está AQUI.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Participação nos Lucros


Do Estadão:
Uma proposta de tornar obrigatório o pagamento, por empresas brasileiras, de participação nos lucros a seus empregados, lançada ontem no Fórum Social Mundial, desencadeou no governo um princípio de crise.

O valor seria de 5% dos lucros.

Acho engraçado. Não faço a menor idéia de qual seja a motivação dessa medida. Mas gostaria de levantar alguns pontos.

1) Se a particiapação nos lucros fosse bom para as empresas por, digamos, alinhar os incentivos dos trabalhadores e aumentar o esforço, porque as empresas já não teriam adotado esse modelo de contrato voluntariamente? Muitas adotam, é claro. Mas imagino que as que não usam esse "power" de 5% não estejam usando uma estratégia ineficiente, devem estar fazendo o que é melhor para elas.

2) E quando a empresa tiver prejuízos? Os trabalhadores vão ser descontados? Alguns podem argumentar que alguns serão demitidos, e esse seria o custo. Mas e quando ocorrem contratações?

Enfim, a medida é uma bobagem enorme do ponto de vista alocativo. Não só prejudica as empresas que não distribuem lucros, como aquelas que distribuem mas com um percentual inferior a 5%. Além disso, de onde inventaram os 5%?

E os trabalhadores que são aversos ao risco e não querem ter o risco de receber ou não um determinado valor ao fim do ano? Como ficam? Enfim, espero que essa matéria não chegue ao congresso esse ano (como prevê a matéria do Estadão).

Essa proposta é pura tentativa de transferir a renda do empresário para o trabalhador. Ela simplesmente reduz o retorno do investimento do empresário, diminuindo os incetivos à produção e aumentando o incentivo à um investimento no setor financeiro ou estrangeiro. Essa medida tem toda a cara de tiro no pé!

Emprego, Déficit e 2010


Os dados do IBGE saíram hoje pela manhã. Da Folha Online:
O desemprego médio em 2009 ficou em 8,1%, pouco acima dos 7,9% em 2008, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira. Trata-se da segunda menor taxa da série iniciada em 2002.

Esse número é muito positivo, se comparado aos resultados de outras economias mundias. Em particular, o Brasil é um país mais jovem que os desenvolvidos. No Brasil a entrada anual de pessoas na força de trabalho é maior como proporção da população. Ou seja, o Brasil conseguiu não só criar empregos, mas esse total foi quase suficiente para acomodar todo o aumento de pessoas na PEA, que foi grande.

Esse aumento do emprego não veio sem custo. A conta do aumento do déficit fiscal vai ficar para os governos futuros pagarem. O mais interessante é que sempre que busco informações sobre o déficit fiscal brasileiro tenho que procurar "superávit primário" nos sites de notícias. O que é um grande problema de informação, no meu ponto de vista. Se um dia assumo o Min. da Fazenda, a primeira coisa que faço é acabar com essa bobagem.

A verdade é que o déficit nominal do setor público (gov. federal, estados e municípios) foi bem grande (Do O Globo):

As contas públicas consolidadas verificaram déficit nominal de R$ 104,622 bilhões em 2009, ou 3,34% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos 12 meses antecedentes, o déficit se encontrava em 57,240 bilhões, ou 1,90% do PIB.

Ou seja, o déficit público dobrou de tamanho.

Não se esqueça que 2010 é um ano de eleições e Copa do Mundo. As condições econômicas apontam para uma queda do desemprego, aumento de mais 5% no PIB e retomada da produção industrial. Como resultado, a receita pública deve aumentar. A questão é saber se as despesas continuarão aumentando à essa taxa de 100% ao ano. Se isso acontecer, os governantes que assumirão em 2011 terão muito trabalho.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Câmbio Chinês


O pessoal aqui de Wharton fez um estudo sobre as conseqüências das mudanças de políticas na China, e o resultado foi tema de um artigo publicado no InfoMoney.

Segue o link AQUI.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Reformas Estruturais Viram "Careta"


Do Editorial da Revista Conjuntura Econômica:
Nesse momento favorável, virou “careta” falar em reformas estruturais. “Os ajustes para melhorar o atual modelo e ajudar a tornar o desenvolvimento sustentável não dependerão de meia dúzia de economistas cautelosos, mas do processo político”, sublinha Samuel Pessôa. “Os eleitores não votam no futuro de 15, 20 anos. Votam no agora”, completa. Para ele, as reformas Tributária, da Previdência e Trabalhista só sairão do discurso quando o Estado brasileiro não puder mais arcar com todos os compromissos assumidos.

Acho que o Samuca tem um ponto muito importante. Estaria o "crescimento" de curto prazo compromentendo o crescimento de longo prazo?

Leia o Editorial completo clicando AQUI.

Falta de Mão-de-Obra


A falta de mão-de-obra qualificada no Brasil não é recente (ver AQUI), mas este ano ela pode chegar a níveis elevados.

Do Blog do Guilherme Barros:

De acordo com a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), apenas o pré-sal deverá gerar 200 mil novos postos de trabalho, ao passo que o País forma apenas 20 mil engenheiros por ano. Murilo Pinheiro, presidente da entidade, afirma que é necessário dobrar a quantidade de profissionais. “O Brasil corre risco de sofrer um apagão no desenvolvimento”. Segundo ele, todos os ramos da engenharia vão precisar de novos profissionais.


Está aí a dica para aquele seu sobrinho que não sabe o que fazer no vestibular...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Nova Lei do Inquilinato


A Nova Lei do Inquilinato começa a valer a partir de hoje. Entre as diversas mudanças está uma que é muito importante, a obrigatoriedade do pagamento para evitar o despejo.

Antigamente, bastava o inquilino dizer na justiça que tinha a intenção de pagar o aluguel e ganhava mais um tempo para permanecer no imóvel. Muitas vezes, as ações demoravam quatro meses a mais por conta deste argumento.

Agora, o inquilino terá que depoistar o valor da dívida na sua integralidade até um prazo de 15 dias.

Essa medida protege mais o proprietário. No médio prazo, ela tende a reduzir o preço dos aluguéis, já que o risco do proprietário diminui. Isso beneficia os proprietários, e os bons pagadores de aluguel, aqueles que pagam em dia e cuidam dos apartamentos que alugam.

Leia sobre a Noval Lei do Inquilinato clicando AQUI, AQUI e um artigo de opinião AQUI.

O jornalista Cláudio Brito (da ZH) lembra um ponto importante:
Não creio que estejam enganados ou queiram nos enganar os operadores do mercado, que, entusiasmados, anunciam novas oportunidades de negócios, pois há proprietários que, vítimas de maus pagadores, preferiram deixar seus imóveis vazios e fechados. Agora, oferecerão seus bens em locação.

Excelente ponto. Resultado: aumenta a oferta, cai o preço.

sábado, 23 de janeiro de 2010

“Hedge” de uma Carteira de Ações


Os últimos acontecimentos nos conduzem à uma grande questão:

Será que, nos últimos dias, a Bovespa-BM&F está atravessando uma correção ou está entrando numa fase de realização?

Não há dúvidas de que os fundamentos da nossa economia estão bem solidificados e que o Brasil se destaca entre os países que mais rapidamente saíram da crise. Tais condições favoráveis motivaram investidores nacionais e estrangeiros a comprarem ações das nossas empresas. Devemos ressaltar, no entanto que o fato de quase termos alcançando o topo histórico deveu-se exatamente às expectativas favoráveis em torno da recuperação da economia internacional, com destaque para a nossa economia e de outros países emergentes (Rússia, China e Índia). A bolsa funciona assim, antecipa o que está por vir, e as expectativas destacadamente favoráveis da nossa economia acabaram impulsionando os preços de muitas ações para níveis superiores aos que seriam compatíveis com todo esse otimismo. Quando isto ocorre, qualquer notícia que possa ameaçar essa expectativa favorável pode desencadear algumas realizações, o que pode ocorrer por alguns pregões, e fazer uma correção natural dos preços, ou então se estender por um período mais longo, resultando em quedas mais acentuadas - superiores a 20% - em um curto espaço de tempo.

Muitos investidores, tais como administradores de carteira, fundos de pensão, seguradoras ou mesmo investidores individuais, mantém carteiras de ações com perspectivas de longo prazo e não se desfazem de suas posições mesmo em períodos de realizações. O que eles fazem, neste caso, é “hedgear” a carteira de ações. Existem diversos instrumentos que podem ser utilizados, tais como vendas cobertas de opções, otimização de carteiras utilizando-se de betas conservadores, etc... Na matéria que escrevi hoje na minha coluna sobre Derivativos, no InfoMoney, discuti sobre o mais nobre dentre todos os instrumentos de “hedge” de uma carteira de ações: o financiamento de uma carteira de ações através da venda de contratos do Ibovespa futuro.

Trata-se de uma operação que permite pré-fixar a rentabilidade de uma carteira de ações de modo tal que, independente do Ibovespa subir ou cair, obtém-se uma rentabilidade dada, o que deixa claro que montar o “hedge” de uma carteira de ações através da venda de contratos futuros do Ibovespa é uma boa operação quando há a expectativa de realização no mercado, mas não quando há uma expectativa de alta nos preços das ações, uma vez com a pré-fixação da rentabilidade limitam-se os ganhos desta carteira.


Este post também foi publicado no Paulo C. Coimbra's Blog, em 22/01/10.


Paulo C. Coimbra (FUCAPE Business School).

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Poupança Japonesa


Eu sempre achei intrigante a alta poupança nipônica. Imaginava que era algo ligado ao trauma da Segunda Guerra Mundial, ou alguma outra idiossincrasia do povo japonês.


Parte do "mistério" acaba de ser desvendado. Leia AQUI.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Reserva de Mercado


Do Estadão:
Saiu no final de dezembro o decreto presidencial que fixa a cota de tela para 2010. Não há novidade: é a mesma reserva de mercado dos últimos três anos - cada cinema do país deverá exibir filmes nacionais de longa-metragem durante 28 dias do ano, no mínimo: este número, bem como o mínimo obrigatório de títulos, aumenta conforme a quantidade de salas de cada complexo.

Ah que delícia! Mais uma daquelas políticas de reserva de mercado para ajudar os amigos que não conseguem, digamos, entrar no mercado. Não sei, quando eu li essa notícia logo lembrei desse vídeo aqui:





Reserva de Mercado: O Retorno. Breve, num cinema perto de você!

EPGE Procura Novo Diretor


Do O Globo:
Pela primeira vez na sua história, o cargo de diretor da tradicional Escola de Pós-graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas (EPGE), fundada em 1960, poderá ser ocupado por um profissional externo.

Essa informação já é de conhecimento público desde Dezembro (a reportagem acima é do dia 17/12, segue o link AQUI), mas só soube dessa informação essa semana. Confesso que fiquei um pouco surpreso e que tenho meus receios quanto à eficácia da medida.

Creio que é um esforço válido no sentido de melhorar a gestão da escola em si, especialmente as questões de governança e atribuição de tarefas.

Fico imaginando quem teria o perfil para tal cargo e quem estaria qualificado para realmente agregar valor à escola. Alguns nomes como, por exemplo, Pedro Malan ou Armínimo Fraga, foram cogitados nos comentários do O Globo, mas acho bem improváveis.

Eu acharia estranho se fosse alguém que viesse da PUC ou da USP. Não sei qual o sinal que estaria sendo enviado para o resto da academia, ou se, na verdade, o grande beneficiado não acabaria sendo justamente a pessoa que assumiria o cargo (ao invés da escola).

Vocês têm algum nome em mente?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Turbulência e Oportunidade


Os mercados acordaram agitados hoje. As notícias vindas da China (que buscará desacelerar o ritmo de crescimento) e do mercado americano (prejuízos no setor financeiro, queda no mercado imobiliário e aumento da inflação) levaram a uma demanda maior por dólares.

Os mercados emergentes voltaram ao seu papel e no momento que eu escrevo esse post o Ibovespa cai mais de 3%. O monitor da Bloomberg está todo no vermelho.

Esse momento é interessante. Alguns resultados ruins irão surgir, muitos vão falar em uma crise em formato de W, mas também apresenta uma oportunidade.

O grande fator de risco para as grandes empresas brasileiras que compõe o Ibovespa (Vale e Petrobrás) é o crescimento da China. A primeira via demanda direta, e a segunda via diminuição do preço do petróleo. Quem investe nessas empresas sabe disso. Mas outras empresas não serão muito afetadas. Principalmente aquelas ligadas ao varejo e bens de consumo.

Com a saída momentânea do investidor estrangeiro, a bolsa brasileira pode se tornar uma fonte atrativa de investimento. A tendência é que os preços de todas as ações brasileiras caiam até que informações mais completas e positivas surjam. E esse é o truque. Algumas empresas que não serão diretaemente afetadas em caso de cenário negativo experimentaram queda no preço de suas ações.

Fica aí uma janela de oportunidade. Essa janela contém riscos, mas se aproveitada pode representar um retorno de até 5% no médio prazo (3 meses).

O que vocês acham?

Leia sobre a turbulência desta manha clicando AQUI.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Entrevitas: Chicago School


Meu amigo Jaime de Jesus, aluno de Ph.D. em Chicago, me mandou um link bem legal para um blog com entrevistas com diversos professores de Chicago. Muito bacana. O blog com as entrevistas continua (aparentemente) sendo atualizado com freqüência.

Segue o link AQUI.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Carlos Hamilton na Diretoria do BC



Do O Globo:
O Banco Central anunciou nesta quinta-feira a indicação do servidor de carreira da instituição Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo como diretor de Assuntos Internacionais, no lugar de Maria Celina Berardinelli Arraes.

O Carlos Hamilton é doutor pela EPGE e é funcionário do BC desde 1992. Mais um ex-aluno trilhando o seu caminho.

Leia mais clicando AQUI.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Consumo e Crescimento 2010


Você anda desconfiado sobre as chances de crescimento brasileiro em 2010?

A Revista EXAME traz uma excelente reportagem sobre o consumo doméstico e os diferentes motivos para acreditar em uma taxa de crescimento acima de 5% para este ano.

Leia a reportagem clicando AQUI.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Paulo Sant'Ana e a Petrobrás


O comentarista esportivo e colunista de Zero Hora, Paulo Sant'Ana, traz um comentário pertinente em um de seus últimos posts. Segundo ele, diante da redução do álcool na gasolina, se espera um aumento do preço da gasolina nos postos. O aumento esperado é de 3,9%. Entretanto, ele lembra que o Real sofreu forte valorização e isto não afetou o preço da gasolina no ano passado.

O raciocínio é correto, durante tempos de desvalorização cambial a Petrobrás e BR Distribuidora acabam repassando o aumento ao consumidor, mas a via parece ser de mão única.

Leia a clouna do Sant'Ana clicando AQUI.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Poupança vs DI: Um Duelo à Parte em 2010.


Ao longo de 2009 o governo promoveu sucessivos cortes na taxa básica de juros, a taxa SELIC, o que acabou resultando, sobretudo a partir do segundo semestre, em elevações nas captações líquidas da caderneta de poupança, por um lado, e em quedas nas captações líquidas dos fundos referenciados DI, por outro lado.

Considerando as captações líquidas nos 6 primeiros dias úteis de 2010 (até o dia 11/01), temos que todos os fundos de investimentos captaram liquidamente R$1,856 bilhão, sendo que as retiradas ultrapassaram os depósitos em R$ 5,059 bilhões nos fundos multimercados e os fundos referenciados DI lideram as captações líquidas no setor, com R$ 2,500 bilhões.

Nos mesmos 6 primeiros dias úteis a captação liquida da poupança foi de R$3,602 bilhões o que representa quase o dobro da captação líquida de toda a indústria de fundos e mais de 40% acima da captação líquida dos fundos referenciados DI.

Enquanto a taxa SELIC se mantiver próxima dos 8,75% a caderneta de poupança continuará sendo um investimento que irá competir diretamente com os fundos referenciados DI. Foi sobre isto que escrevi na minha primeira matéria no Guia Invest (AQUI).

Este post também foi publicado no Paulo C. Coimbra's Blog, em 15/01/10.

Paulo C. Coimbra (FUCAPE Business School).

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Novo Site do IBRE


O IBRE está com um novo site. Confira o novo portal acessando:

http://portalibre.fgv.br

Água no Feijão


Colocar álcool anidro na gasolina é como colocar água no feijão. Agora o governo decretou que vai colocar menos álcool na gasolina, e o preço da gasolina deve subir. Quanto? Bom, daí eu deixo pros meu amigos (e ex-colegas de IBRE) Maurício Canêdo e André Braz responderem (clique AQUI).

Uma informação que eu achei interessante é o rumor de que o governo estaria pensando em reduzir a CIDE (imposto sobre a gasolina que o Garotinho perguntou ao Lula no debate em 2002 e ele não soube responder o que era) para conter o aumento da gasolina.

Aí eu fiquei pensando. Poxa, boa parte dos preços dos produtos no Brasil é imposto. Inclusive, é isso que faz o sistema tributário brasileiro ser tão regressivo. O governo é contra separar o imposto na Nota Fiscal (AQUI), mas a sociedade é a favor.

Esse tipo de medida em que o governdo muda o imposto tem impactos enormes sobre a inflação, como comentei AQUI em caráter mais regional. Essa questão de medir o IPCA com o preço cheio (incluido o imposto) é um tema interessantíssimo.

Como ficaria a dinâmica da inflação se os preços fossem calculados sem os impostos, como é feito aqui nos EUA? Será que nada mudaria, já que o imposto é só uma proporção do preço (na maioria dos casos)? E a questão da separação do preço e do imposto na nota fiscal, quando teremos isso no Brasil?

Chega de água no nosso feijão!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A Economia de José Serra


O Gustavo Franco deu uma entrevista ao Estadão sobre como seria a política econômica em um eventual governo José Serra a partir de 2011. Segue um trecho:

"Se as contas fiscais melhorarem, será fácil atingir níveis de taxas de juros significativamente mais baixos que os atuais sem que isso venha a trazer riscos inflacionários..."

"... o PSDB tem 'heterodoxos' numa quantidade muitíssimo menor que o governo. Se no atual governo eles não têm nenhuma influência, imagine no governo Serra."

Leia a reportagem do Estadão clicando AQUI.

Inflação 2009: IPCA


O IBGE divulgou o IPCA de 2009. O índice subiu 4,31%, ficando abaixo da meta de 4,5% estabelecida pelo COPOM. Esse resultado já era esperado, como havíamos comentado AQUI.

Até aí, nada de novo. Eu tentei garimpar alguns resultados no relatório do IBGE. O mais interessante é um resultado que a muito tempo (desde a graduação) eu observo e não havia comentado aqui no blog. A inflação é muito diferente de uma cidade para outra.

Dêem uma olhada nesses dados:



Claramente, a dinâmica de preços é diferente de cidade para cidade. Pois esse é um resultado interessante do ponto de vista de políticas públicas, já que a cesta de consumo também varia de local para local.

Uma política fiscal pode ser muito útil em conter a inflação nesse tipo de circustância. Por exemplo, o governo federal pode fazer acordos com os estados para reduzir o ICMS de certos produtos que são mais consumidos em uma região do que em outra, ou o governo pode reduzir barreiras à importação de determinados produtos que são consumidos mais em certa região. Seriam políticas pontuais, e de baixo custo relativo, mas que teriam impacto em alinhar a dinâmica de preços entre as capitais.

Dito isso, é bom notar que a diferença não é tão grande. Não sei se sobreviveria à um teste de hipótese de que sejam todas iguais. Enfim, meu ponto é que essas dinâmicas de preço podem ser importantes no longo prazo e no combate a pobreza, por exemplo. Eu não tenho olhado os dados mais recentemente, mas se os índices ficam distantes cerca de 0,5% a cada ano entre uma cidade e outra, isto tem um tremendo efeito de longo prazo com relação ao poder de compra do brasileiro em cada capital.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Mais Valiosos do Mundo


A Forbes fez uma avaliação dos clubes pelo mundo. Abaixo está a lista dos Top 10:

1) Manchester United - futebol - US$ 1,87 bilhão
2) Dallas Cowboys - futebol americano - US$ 1,65 bilhão
3) Washington Redskins - futebol americano - US$ 1,55 bilhão
4) New York Yankees - beisebol - US$ 1,5 bilhão
5) New England Patriots - futebol americano - US$ 1,36 bilhão
6) Real Madrid - futebol - US$ 1,35 bilhão
7) Arsenal - futebol - US$ 1,2 bilhão
8) New York Giants - futebol americano - US$ 1,18 bilhão
9) New York Jets - futebol americano - US$ 1,17 bilhão
10) Houston Texans - futebol americano - US$ 1,15 bilhão

É muito interessante notar que 6 clubes de futebol americano estão entre os 10 mais valiosos. Os Redskins, por exemplo, tiveram uma temporada terrível. Os Texans nem são tão famosos assim. Além disso, imaginar que o Arsenal seja uma marca mais famosa que a do Milan é realmente muito surpeendente.

Mas é assim mesmo, a marca de um clube e a sua capacidade de receita não segue necessariamente a quantidade de títulos ou número de fãs, e sim a capacidade de gerar renda a partir da marca.

Leia o artigo completo clicando AQUI.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Recuperação Lenta


Gary Becker, Steven Davis e Kevin Murphy explicam porque a economia americana ainda vai demorar para se recuperar completamente.

Leia o artigo na íntegra clicando AQUI.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Vai Um Suquinho Aí?


A friaca que se espalha pelos EUA está fazendo novas vítimas: os pés de laranja do sul do país. O frio é tão intenso que ameaça a produção de cítricos.


O suco de laranja é muito consumido pelos americanos. A produção é baseada nas laranjas da Flórida e em concentrados vindos do Brasil.

As temperaturas baixas prejudicam a produção, em um típico choque de oferta negativo (deslocando a curva para a esquerda). A conseqüência é previsível, aumento de preço. Só nessa semana passada o preço do concentrado de suco de laranja subiu 17%. A previsão é de mais frio no sul do país.

Leia mais AQUI.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Ah! América Latina!


Um pouquinho de Argentina? Leia AQUI.

Um bocadinho de Venezuela? Leia AQUI.

Bem, agora você sabe porque o Brasil, apesar de todas as suas deficicências institucionais e políticas, ainda recebe tantos investimentos estrangeiros.

Em terra de cego, quem tem olho é rei!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O Maior Negócio da História


Durante a crise eu escrevi alguns posts sobre setores que ganharam com a crise, como os cinemas por exemplo. São setores que tem demandas contra-cíclicas, ou seja, quando a economia vai mal, estes setores vão bem.

Entretanto, eu sempre descofiava que alguém deveria estar muito rico com essa crise. Alguém tinha que estar comprado no outro lado do mercado, apostando no estouro da bolha imobiliária (que poucos viram se formar).

Pois a Exame traz um artigo sobre John Paulson. Ele ganhou 4 bilhões de dólares, ainda em 2007, quando o mercado iniciou a descida gradual até despencar no fim de 2008. Mas eu não vou reescrever nada aqui, basta clicar AQUI e acessar o artigo na íntegra.

O cara também publicou um livro sobre essa sua façanha. O nome do livro é O Maior Negócio da História. E o link na Amazon está AQUI.

Leitura recomendadíssima.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Price Competition


Guerra de preços (bem no estilo competição de Bertrand) é sempre um exemplo muito procurado por professores. Pois eu achei um bem recente em um artigo do NYT.

A briga é entre o gigante Wal-Mart e a Amazon. Os dois gigantes do varejo são concorrentes diretos em produtos eletrônicos, brinquedos e outros produtos. A competição fica acirrada quando eles entram em uma guerra de preços.

Leia a matéria na íntegra clicando AQUI.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Comércio Exterior: O Legado de Lula


Encontrei a seguinte declaração no blog da Míriam Leitão:
Isso é resultado de sete anos sem uma única missão governamental para promover exportação para a maior economia do mundo. O governo desprezou o mercado americano, que era de 25% das nossas exportações em 2002 e agora absorve apenas 10% — diz José Augusto de Castro, vice-presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil).

Ele se referia ao déficit comercial brasileiro com os EUA, que por muitos anos foi um superávit. O assunto é intressante. Existe um papel importante das instituições privadas na promoção do comércio exterior. Mas, sem dúvida, o governo ajuda na promoção de produtos e captação de investimentos diretos.

A declaração acima e os dados atuais evidenciam os resultados da tese do Adhemar Villani Jr., que recentemente se graduou aqui em Penn. Você pode ler o abstract da tese clicando AQUI. Os resultados mostram que o governo tem interesses em determinadas visitas, incluindo a preferência por deixar um legado.

O legado do governo Lula em termos de comércio exterior será este. Um grande aumento das transações com a China e resto do oriente e um descaso completo em relação a maior a economia do mundo.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O Aviso do Krugman


Usando o seu conhecimento sobre a Crise de 1929, Paul Krugman faz um alerta importante aos policy makers americanos. Eu não sou fã do Krugman, mas ele tem um ponto interessante no seu blog do NYT.

Ele lembra que em 1937 o governo americano removeu alguns estímulos econômicos após uma rodada de bons indicadores econômicos. O resultado não foi nada bom.

Leia o artigo na íntegra clicando AQUI.

Orçamento Federal


O site Contas Abertas traz muitas informações sobre os dados das despesas do governo federal. Em uma das planilhas consta a dotação autorizada, o valor que foi realmente empenhado e o que foi gasto de fato. Os dados estão divididos por função, como por exemplo, Saúde, Educação, etc.

A planilha basicamente mostra, até o dia 22/12 de 2009, quais as funções que tiveram que apertar mais o cinto em relação ao orçamento previsto. Por exemplo, o governo gastou 92,94% do orçamento previsto para Assistência Social, mas somente 25,99% do orçamento previsto para Saneamento.

É interessante notar o total de gastos. Enquanto a Assistência Social consome 31.8 bilhões de Reais, a função Trasporte (que eu imagino que inclua as rodovias federais) recebeu 7.1 bilhões de Reais.

Veja a planilha completa clicando AQUI.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Imposto Sobre o Refri


Aqui nos EUA, na maioria da cidades não existe imposto sobre comida e vestuário (lembre que aqui esses impostos são municipais, e não estaduais como no Brasil).

Diante do problema da obesidade e dos péssimos hábitos de alimentação de uma parte da população americana o governo federal está pensando em adotar impostos pontuais sobre certos alimentos que são conhecidos por fazer mal à saúde quando ingeridos em excesso. É o caso dos refrigerantes.

O problema da obesidade é uma externalidade, na medida que pessoas obesas gastam mais com saúde e o peso da pessoa não pode ser usado como informação na hora de precificar um plano de saúde. Deste modo, a obesidade torna mais caro os planos de saúde de todos os compradores.

A idéia é taxar os alimentos que são ricos em açucares e outros ingredientes maléficos quando ingeridos em excesso para diminuir a obesidade. A conseqüência seriam planos de saúde mais baratos e pessoas mais saudáveis.

A medida funcionaria do mesmo modo que os impostos funcionam sobre o cigarro. Obviamente, o debate está acirradíssimo aqui nos EUA, já que há muitas partes interessadas nos lucros e prejuízos dessa possível medida, que seria federal.

O NYT publicou uma matéria muito legal sobre o assunto em Setembro, e ela ficou aqui nos meus arquivos. Leia na íntegra clicando AQUI.

Quanto Vale o Seu Time?


O site Futebol Finance fez uma avaliação das marcas dos times de futebol no Brasil. O estudo leva em conta vários fatores, como tamanho da torcida, perfil do torcedor, receitas geradas no passado, etc.

Para conferir a lista dos 12 primeiros clubes do Brasil em termos de valor da marca basta clicar AQUI.