Ads 468x60px

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A Crise do Euro


Bye bye, crise financeira! Hello, crise fiscal!

A crise na Europa tem natureza diferente da crise americana. Basicamente, alguns países europeus estão em péssimas situações fiscais (altas dívidas, baixo potencial de arrecadação, alto gasto público, etc.). Além disto a queda do PIB fez a relação dívida/PIB (indicador de solvência) destes países crescer.

O grande drama da zona do Euro é que a região é composta por países com culturas diferentes, com governos diferentes, com economias diferentes, mas com uma mesma moeda. A idéia inicial é que uma mesmo moeda aumentaria as transações internas.

Mas para manter uma estabilidade monetária (baixa inflação) é necessária coordenação na área fiscal. Não adianta o governo alemão ser austero enquanto o governo grego se endivida loucamente. Em algum momento, os agentes econômicos vão entender que o governo alemão terá que pagar a conta grega. Esse momento chegou.

Como será que os cidadãos alemães estão se sentindo? Imagine que o Brasil tivesse que garantir ao mercado que caso o Paraguai não pague sua dívida o Brasil pagaria? Seria bem complicado, não é mesmo?

A questão do momento é saber qual a capacidade do governo grego de implementar um ajuste fiscal e qual o resultado. Além disto, a situação de países como Irlanda, Espanha, Portugal e Irlanda também está sendo monitorada. Esses países também têm altos déficits públicos e dívida/PIB.

A reação esperada é revolta, crise social, greves, etc. Ninguém gosta de pagar a conta pela falta de capacidade na gestão dos recursos públicos. Agora, imagine pagar a conta de outros países.

PS: Este é o post de número 1.000!


6 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns pelo post nº 1.000! Muito bom, como quase sempre!
Um quebra costelas!

Cristiano M. Costa disse...

Valeu!

philipe b. disse...

oi, cristiano!
eu penso que mesmo se resolvendo essa questão fiscal, um outro grande problema na europa é a brutal diferença de competitividade entre os países que adotam o euro como moeda. de um lado você tem países como alemanha e holanda com custos de salário unitários (unit wage costs) baixos, e do outro você tem espanha, portugal, itália, etc., que não são nada competitivos.
nesse último grupo, como o setor exportador não consegue competir, a demanda interna acaba por ser a propulsora do crescimento econômico. já na alemanha é o contrário, uma economia extremamente dependente do setor externo.
parabéns pelo milesimo post!
abss!

Cristiano M. Costa disse...

Com certeza Philipe. As economias são muito diferentes.

A parte fiscal vai ter que incluiro toda essa reforma trabalhista e a questão da distribuição de impostos sobre a cadeia produtiva.

A tarefa não será fácil.

Valeu!

fábio pesavento disse...

Cristiano parabéns pelo post "1.000"

Cristiano M. Costa disse...

Valeu!