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terça-feira, 30 de junho de 2009

Verão em DC

De vez em quando todos merecem uma folga do trabalho...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O Gigante em Movimento

O consumo dos americanos cresceu 0,3% em Maio (0,2%, quando ajustado pela inflação) e a renda cresceu outros 1,4% no mês que passou. Mesmo com o desemprego em alta, o consumo (maior componente do PIB americano) cresceu.

Este é um dos sinais mais importantes para que uma recuperação econômica consistente possa ser alcançada aqui nos EUA. E note que se o consumo cresceu menos que a renda, então a poupança também aumentou. Hoje a taxa de poupança poupança dos americanos já é a maior em 15 anos (6,9%). A confiança do consumidor já é a mais alta desde Fevereiro de 2008.

Todos esses sinais ainda são muito prematuros. Mas são os dados disponíveis no momento (AQUI).

Se o consumo americano voltar a crescer e a inflação permanecer sob controle, existe uma grande possibilidade de que a economia americana se recupere antes do que todos imaginam.

É o gigante em movimento.

sábado, 27 de junho de 2009

Arte e Ciência

Muitos artistas acabam desenvolvendo a ciência em busca de um efeito mais original em suas obras. Michael Jackson não era diferente. Ele foi um pouco mais além do que a maioria dos outros cantores e coreógrafos.

Ele desenvolveu um mecanismo anti-gravitacional, com patente e tudo mais, que permitia criar a ilusão de que ele alcançava movimentos inimagináveis.

Esse movimento era usado na música Smooth Criminal. O link para a patente está na figura abaixo.

O efeito pode ser visto no vídeo ao vivo de abaixo, por volta do minuto 3:50:


Enjoy!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A Lógica do Ser Humano

Da Folha Online:

Os álbuns de Michael Jackson ocupavam os 15 primeiros lugares na classificação dos mais vendidos no site Amazon.com nesta sexta-feira (26), horas depois do anúncio de sua morte.

A reedição de "Thriller" em 2008, por ocasião dos 25 anos de sua gravação original, é o disco mais vendido, seguido de "Off the Wall" (1979) e "Bad" (1987).

É interessante a relação do consumidor com os eventos de falecimento. De certa forma é triste que se precise morrer para que um reconhecimento maior seja obtido. Mas, parece que a lógica do ser humano é esta. Somos melhores depois que morremos...

Music and Me

Poucas pessoas (acho que só aquelas muito próximas e familiares) sabiam de minha grande admiração pela música de Michael Jackson (1958-2009) e dos The Jackson Five. Eu sempre me considerei um colecionador, um fã. Nunca fui de nenhum fanatismo real ou algo extremado pela pessoa em si. Eu apenas gostava do estilo, das músicas, das danças, etc. Na verdade, já na década de 90 o R&B em geral ou qualquer coisa que levava o selo Motown chamava a minha atenção.

Acho que no início da década de oitenta eu ganhei o disco Thriller e ele tocava direto em um toca-discos vermelho que eu tinha, aqueles que abriam e já tinha a caixa de som junto. Com o tempo (e com a minha mesada) fui comprando CD's dos Jackson 5. Isso já era na décade de noventa, e eu me lembro de ir na The Wall (que ficava no Iguatemi) encomendar os CD's, pagar com aquele dólar amigo do Plano Real e esperar um mês pelo CD. Até ter a coleção completa.

Ainda nos anos 90 saíram os álbuns Dangerous e History, que na época foram sucessos de venda, mas que nos especiais de TV você não vão ouvir muito a respeito. Mas, eu não sei, se eu tivesse que escolhe um álbum do MJ eu acho que escolheria o Dangerous. O History também é muito bom, mas tenho que entender que para a história da cultura Pop os álbuns Off The Wall, Thriller e Bad foram mais importantes.

Já nessa década o Orkut chegou ao Brasil e a minha primeira providência foi criar a comunidade do The Jackson Five, que não existia na época. Depois de muito relutar, deixei o Orkut e passei a comunidade para a pessoa que eu considereva que era a mais indicada. A comunidade contava com milhares de pessoas quando isso aconteceu. A comunidade ainda deve estar lá, e creio que muitos devem estar visitando esta comunidade no dia de hoje.

Lembro que um dos integrates, o carinha para o qual eu passei a comunidade, escaneou uma foto com o fundo azulado, que combinava bem com o fundo do Orkut, e eu coloquei como foto da comunidade. E daí, quando coisas do O Globo falavam sobre o Jackson 5 a foto usada era aquela. E eu sabia que era da comunidade, já que ele havia escaneado de um encarte meio raro.

Com o tempo eu fui deixando de compartilhar com os outros o quanto eu gostava das músicas. Eu apenas ouvia e buscava discos raros.

Recentemente, já aqui nos EUA, eu comprei uns CD's remasterizados, um DVD que eu tinha só em VHS, e dois CD's relativamente difíceis de achar. O primeiro é um show ao vivo, gravado em 1973 no Japão. Em tese, foram reproduzidas 5,000 cópias e a minha é a de número 1,582.

Outro CD raro que adquiri recentemente foi o Joyful Jukebox Music/Boogie, do Jackson 5. O mais raro na verdade é o Boogie, que teve uma tiragem bem pequena na época que foi lançado. E essa versão que eu tenho não só traz o CD Boogie, mas vem numa caixinha bacana e traz as músicas já remasterizadas. Foi legal ampliar minha coleção (que fica lá em Porto Alegre) com essas novas aquisições.

Ontem a tarde eu recebi uma ligação de um amigo, me informando da morte do King of Pop e que eu deveria ligar a televisão.

Obviamente eu fiquei triste. É engraçado como alguém tão distante, pode estar tão presente no seu dia a dia através da música. Acho que é isso que faz a música uma das artes mais interessantes. Eu me lembro que eu gravava fitas cassete e ficava ouvindo e aquilo preechia as minhas caminhadas, horas de estudo, etc.

Meus amigos sempre avacalham comigo que eu gosto de qualquer porcaria. E eu gosto mesmo. A Música (assim mesmo, com letra maiúscula) tem importância muito grande na minha vida.

Na ocasião dos preparativos para o meu casamento eu disse pra Lú: "Tu podes escolher tudo. A única coisa que eu faço questão de escolher é a música da festa". E até hoje eu vejo o vídeo do casamento e as pessoas dançando ao som das músicas que eu escolhi e acho muito legal. Não sei, mas eu também seria muito feliz se fosse um simples Mestre de Cerimônias.

Esse post não tem nada de economia. É só um relato de alguém que acompanhava um músico e que gosta muito de música.

Acho que a música que mais relata a relação do Michael (e de um certo modo a relação de qualquer pessoas que goste de música) com a Música em si chama-se Music and Me, do álbum de mesmo nome, de 1973 e ainda sob o selo Motown. Segue a letra:

Music and Me
Cannon/Fenceton/Larson/Marcellino
(Music and Me, 1973)

We've been together for such a long time now
Music, music and me
Don't care whether all our songs rhyme
Now music, music and me

Only know wherever I go
We're as close as two friends can be
There have been others
But never two lovers
Like music, music and me

Grab a song and come along
You can sing your melody
In your mind you will find
A world of sweet harmony

Birds of a feather will fly together
Now music, music and me
Music and me

Talvez o motivo pelo qual a Música fascine tanto as pessoas seja de fato este. A Música nunca nos deixa...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

The King is Gone

Em tributo ao falecimento do King of Pop eu deixo aqui um vídeo dos The Jackson Five que eu gosto muito. É um trecho do famoso do "The Carol Burnett Show", que foi ao ar em Janeiro de 1975. Eles fazem umas brincadeiras imitando outros grupos e o vídeo termina com Dancing Machine, e um ato com a pequena Janet Jackson. O vídeo conta com os Jackson Five originais e o irmão mais novo, Randy.


Mercado de Fígado

Nós já falamos aqui sobre o mercado clandestino de fígados no Brasil. No post do ano passado, o valor estimado de um fígado no Brasil era de duzentos mil Reais.

Agora o debate é aqui nos EUA. O co-fundador da Apple, Steve Jobs, esteve mal e precisava de um transplante de fígado. Rapidinho ele arrumou um. Mas em cada ano, apenas um terço dos que precisam transplantes conseguem um doador aqui nos EUA. E a questão trouxe o debate sobre o mercado de fígado, já que, aparentemente, se você tem grana você consegue furar a fila.


O mercado de fígado funcionaria de forma muito simples, quem quiser vender o seu, vende. E quem quiser comprar um fígado novo compra e paga, ou a seguradora de saúde paga.

Na teoria, funciona muito bem. Mas a discussão obviamente vai além da questão econômica, na medida que em um mercado desses, o fígado teria um preço positivo. E como fariam as pessoas que não podem pagar, ou não tem seguro? Bem, aí o SUS pagaria o transplante e o fígado, imagino eu. E a questão do arrependimente, baixa educação e baixa renda da população? Em geral, pessoas menos educadas (que nem sabem pra que serve um fígado) e de baixa renda tenderiam a vender o fígado pra fazer um puxadinho ou pagar a faculdade do filho. Mas depois se arrependeriam quando tivessem problemas de saúde, ou se a cirurgia acabasse se complicando.

Por outro lado, muitas pessoas morrem nas filas, esperando um doador. É uma questão super interessante, e parece que o debate sobre o assunto é muito importante para a compreensão das conseqüências de uma política de livre mercado, com particiação do SUS e seguradoras.

A minha opnião é que fosse feito um experimento, com um órgão que tenha pouca demanda, ou que a fila seja pequena. Eu não faço a menor idéia de qual seja, mas algo um pouco mais simples. Acho que córnea seria uma boa, afinal todos temos dois olhos.

O que vocês acham?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Exchange Traded Funds (ETFs)

ETF, sigla de Exchange Traded Fund (ETF) - também conhecidos como trackers-, são fundos de investimentos que possuem a característica ímpar de terem suas cotas negociadas em Bolsa, como se fossem ações de uma empresa. A principal idéia que está por trás dessa forma de investimento é a de democratizar o acesso aos pequenos investidores, na medida em que a aquisição de cotas destes fundos permitiriam aos mesmos tirarem proveito dos benefícios de uma carteira bem diversificada, ainda que com um pequeno volume de recursos.

Aqui no Brasil os ETFs foram lançados com a meta de alcançarem um desempenho semelhante ao de determinados índices de ações. Por exemplo, o PIBB11 que é constituído por uma carteira de ações que busca replicar em sua composição o IBrX-50, fechou na terça-feira, 23 de junho de 2009, com a cotação de R$72,49. Assim com menos de R$ 80,00 é possível adquirir uma “ação” (já considerando o custo de transação, uma vez que existem corretoras que cobram R$5,00 no mercado fracionário).

Analisar as perspectivas em tais investimentos corresponde, em essência, a analisar as perspectivas oferecidas pela bolsa, como um todo. Embora o consenso aponte que o pior da crise internacional já tenha passado, não podemos desconsiderar o fato de que o ritmo da desaceleração da economia mundial tem sido um pouco mais acentuado do que aqueles inicialmente previstos. Esse menor crescimento econômico do mundo acabará se refletindo no preço das commodities, com suas inevitáveis conseqüências não somente na redução nas exportações (cujas previsões recentes apontam para níveis ligeiramente inferiores às registrada em 2007) como também das importações, o que resultaria numa pequena queda no saldo externo.

Desse modo, é possível que como reflexo dos desdobramentos do atual cenário econômico, verifiquemos uma volatilidade ainda elevada acompanhada por um ritmo um pouco mais lento de recuperação nas cotações das ações, do que a verificada nos pregões do trimestre que foi de meados de março até meados de junho.

Ainda assim, eu ousaria arriscar que poderemos verificar um crescimento médio de 20% nas cotações dos papéis negociados na Bovespa-BMF até o final deste ano. Em outras palavras, é esta a expectativa que acredito que podemos ter de um investimento em uma carteira de ações bem diversificada, como seria de se esperar de um investimento em um ETF como o PIBB11 (projeção para 30 de dezembro de 2009: cotação entre R$ 95,00 e R$100,00, dado o cenário atual).

Paulo César Coimbra (FUCAPE Business School) escreve no Blog do Cristiano M. Costa todas as Quartas-Feiras.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Vida Mansa

Eis a vida mansa de um esquilo que habita os arredores do prédio da economia aqui de Penn:

Amor Pela Indexação

Vou me atrever a dizer que a inflação não será o problema brasileiro em 2009. Pelo que tudo indica, a inflação medida pelo IPCA ficará muito próxima do centro da meta: 4,5%. Pelo IGP-M, a taxa será algo em torno de 1,8%, talvez menos com o novo nível do dólar. Esses números não são somente meus, mas da média do pessoal do mercado (AQUI).

Mas não se esqueçam que o teto da meta é 6,5%. Ou seja, o BC ainda tem uma certa banda para acomodar choques de demanda, que devem aparecer no último trimestre se tudo correr bem. Isso implica que a inflação está sob controle.

Um problema que afeta a economia brasileira, na minha opinião, é esse amor pela indexação. Essa é uma das piores heranças do período inflacionário. Todas as classes trabalhadoras, empresários, etc, usam a inflação passada como base de cálculo para futuros contratos. Todos pedem uma equiparação, uma recomposição, etc. Acho que as pessoas não entendem que salários e preços podem sim diminuir, em termos reais. E isso é normal em economias dinâmicas.

Talvez esteja aí a explicação para o conservadorismo do BC. Ou melhor, talvez esteja aí a falta de compreensão da política de juros por parte de alguns setores, especialmente da indústria. Em tese, o BC poderia continuar com um nível de juros mais baixo. Mas como a indexação carrega parte da inflação passada, a política tem que ser um pouco mais conservadora. Uma pena.

Particularmente, nunca vi nenhum contrato indexado à taxa de inflação aqui nos EUA. Todos contratos são renegociados ao seu final, especialmente os de aluguéis. Com raras exceções.

Eu aceitei o desconto que me deram e estou ficando no meu apartamento. Um vizinho nosso queria um desconto maior, barganhou e perdeu. Agora está atrás de apartamento e até deve arranjar algo mais barato mesmo. Mas, o custo de mudança não deve ter entrado na conta. Eu odeio me mudar.

Enfim, o ponto é que uma economia menos indexada faria bem ao Brasil. Não sei como seria posssível implementar isso, se é cultural ou é algo passível de legislação (como o caso da proibição dos contratos em moeda estrangeira). Mas, se eu fosse do BC eu estudaria o assunto.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Twittando

Esse blog recebeu a sugestão de abrir uma conta no Twitter para facilitar o acesso dos usuários e aumentar as visitas ao blog.

Eu gostaria de saber o que os meus leitores pensam. Então abri uma enquete ali na barra lateral para saber mais sobre o perfil do visitante deste blog.

Aguardo o seu voto!
Valeu!

O Pior Já Passou

Segundo George Soros, o pior da crise já está no retrovisor. O mega-investidor de 78 anos deu uma entrevista par a TVN24 e disse o seguinte:
"Decidedly the worst (of the crisis) is already behind us."

Mas ele também fez uma ressalva:
"We need international regulations to retain international markets. This won't be easy...If we won't be able to do this... than globalization, as we now know it, will fall apart."

É esperar para ver (ainda bem que o blog tem um bom arquivo)...

domingo, 21 de junho de 2009

Economia e Vasectomia

Eu não posso deixar de compartilhar esta evidência empírica descoberta pelo Healthcare Economist.

Aparentemente os americanos estão fazendo mais vasectomias do que antes. A idéia é que demanda por vasectomias é contra-cíclica. Quando a economia vai mal, os homens decidem fazer mais vasectomias. O motivo está em minimizar um choque não esperado de gastos, quando já se está contando os trocados. Um outro motivo seria economizar em anticoncepcionais femininos e seguro saúde.

Segundo o USA Today:
Lawrence Ross, a professor of urology at the University of Illinois at Chicago, says: "We're seeing about twice as many men coming in for vasectomy consultations as we did a year ago."

Pode ser só uma coinciência, mas pode também ser uma evidência interessante sobre a aversão ao risco de ter um filho quando a renda diminui.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Pequenas Liberdades

Ontem eu estava revisando um texto com um grande amigo meu e em determinado momento a palavra conseqüência apareceu. Eu afirmei que não extava certo sobre o uso do trema, mas que em geral eu usava, de modo que eu sempre poderia justificar que fui educado quando o trema era obrigatório.

Ele, que estudou no mesmo colégio que eu, argumentou que ter ou não trema não tinha a menor importância. Que na verdade o mais legal desta reforma ortográfica é essa liberdade de escolha entre colocar ou não trema nas palavras. Viva a liberdade individual!

Já nos estádios gaúchos iniciou-se uma campanha pela liberalização da venda de quentão nos estádios de futebol. Como vocês sabem, a venda de bebidas alcoólicas está proibida. Mas o quentão leva um vinhozinho, que esquenta a alma do torcedor que fica duas horas passando frio.

Aqui nos EUA a liberdade é meio que como o uso do trema. Pode-se beber nos estádios, mas apenas até o terceiro quarto do jogo. Ou seja, em um jogo de futebol seria algo como até início do segundo tempo.

Então pensei: por que precisávamos de uma regra para o uso do trema? Para que precisamos de uma proibição tão rígida nos estádios? Será que não podemos encontrar um meio termo? Não seria a venda de bebidas algo como o uso do trema, em que muita rigidez não agrega alegria ao uso? Pense nisso!

Para saber sobre a campanha Quentão pro Torcedor clique AQUI.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Conseqüências da Lei Seca

Ano passado entrou em vigor a chamada Lei Seca no Brasil. Muitos criticaram, muitos gostaram, e muitos achavam que não iria mudar nada. Nós blogueiros fizemos até um E-Book bem bacana sobre o assunto. Pois eis que surgem os primeiros dados nacionais e oficiais sobre os efeitos da Lei Seca. Da Zero Hora:
As internações e óbitos diminuíram em mais de 20% nas capitais brasileiras, um ano após a Lei Seca entrar em vigor. Os números foram divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde.

No segundo semestre de 2008, foram registradas 2.723 mortes relacionados a acidentes de trânsito, contra 3.519, no segundo semestre de 2007. Portanto, ocorreram menos 796 óbitos — redução de 22,5%.

O número de internações reduziu de 105.904, no segundo semestre de 2007, para 81.359, no segundo semestre de 2008. Ao todo, foram menos 24.545 hospitalizações — o que representa queda de 23% nos atendimentos às vítimas do trânsito financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Leia mais detalhes sobre os dados da Lei Seca e como os dados foram obtidos e analisados clicando AQUI.

Gorjetas e Incentivos

Da Folha Online:
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou na terça-feira (16) projeto que regulamenta os 10% de gorjeta, mas desconta um quinto desse total para encargos sociais e previdenciários dos empregados de bares, hotéis, restaurantes, lanchonetes e similares.

Na prática a medida interfere no mecanismo de incentivos do serviço. Agora, o garçom receberá 10% a menos para cada Real consumido. Isso diminui o incentivo ao esforço alto, na medida que a diferença entre o que é recebido quando o esforço é baixo e quando é alto diminuiu.


O resultado nós já conhecemos. O serviço terá em média uma qualidade inferior. Agora me expliquem o seguinte: para que o governo tem que se meter em uma atividade tão informal quanto dar uma gorjeta ao garçom amigo?

PS: Dica do Iury Santos.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Borboleta de Opções

Na semana passada falamos sobre uma estratégia envolvendo a venda coberta de opções. Uma outra operação, bastante interessante para ser montada logo após o vencimento de uma série de opções (que, aqui no Brasil ocorre sempre na terceira segunda-feira de cada mês), é uma operação conhecida como borboleta (“butterfly option”).

Uma borboleta é uma “operação alvo”, pois quando é montada aposta-se que o preço do ativo subjacente não sofrerá grandes variações (positivas ou negativas) em relação ao preço alvo, nas proximidades da data do vencimento.

Na prática, a montagem de uma borboleta envolve três opções de compra com preços de exercício distintos. Consiste na compra de um lote da opção de compra com o menor preço de exercício, da venda de dois lotes da opção de compra com preço de exercício intermediário e da compra de um lote da opção de compra com maior preço de exercício, sendo que o preço alvo ó preço de exercício da ponta vendedora.

Por exemplo, consideremos os dados de mercado do dia 16 de junho de 2009, às 15:12. As cotações da PETR4 e das opções de compra da série G (cujo vencimento se dará 20 de julho de 2009) PETRG30, PETRG32 e PETRG34 (cujos preços de exercício são respectivamente R$30,00, R$32,00 e R$34,00) são apresentadas na tabela abaixo:

AtivoPETR4PETRG30PETRG32PETRG34
Cotação (R$) 32,27 3,27 2,14 1,13


Desse modo, desconsiderando custos de corretagens e outros custos de transação, é possível montar uma borboleta sobre um lote de 1.000 ações, que consiste na compra de 1.000 PETRG30, na venda de 2.000 PETRG32 e na compra de 1.000 PETRG34 ao custo de:
1.000 x (R$3,27 - 2xR$2,14 + R$1,13) = R$120,00.

Tal custo representa a perda máxima que poderia ser incorrida nesta operação. Se o preço da PETR4, na proximidade da data do vencimento, ficar entre R$30,12 e R$33,88 então a operação irá gerar ganhos, sendo que o ganho máximo ocorrerá se PETR4 estiver cotada a R$32,00 no vencimento, e neste caso PETRG30 poderá ser exercida e as ações da PETR4 adquiridas serem vendidas imediatamente a mercado (ao preço de R$32,00), o que propiciaria um resultado de 1.000 x (R$32,00-R$30,00) - R$120,00 = R$1.880,00 (ou um retorno de 1.466,67%).

A grande vantagem nesse tipo de operação é que mesmo se errarmos o alvo podemos ganhar um pouco sendo que o risco de perder algum dinheiro é baixo e limitado (no exemplo em R$120,00, para um lote de 1.000 ações, o que ocorreria se PETR4 for cotado no vencimento abaixo de R$30,00 ou acima de R$34,00).



Paulo César Coimbra (FUCAPE Business School) escreve no Blog do Cristiano M. Costa todas as Quartas-Feiras.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Educar Desde Cedo

A educação é um dos investimentos mais importantes de uma nação. A educação aumenta a produtividade dos trabalhadores, elevando a renda per capita do país e possibilita aumentos de saúde e qualidade de vida.

Por muito tempo os especialistas focaram na aquisição das chamadas habilidades cognitivas. Ou seja, a capacidade de resolver operações lógicas, exames, provas, conhecimentos de matérias específicas, etc. São as habilidades que em geram estão ligas ao QI do indivíduo.

Recentemente, economistas e psicólogos têm chamado a atenção para a importância das habilidades não-cognitivas: motivação, disciplina, saber trabalhar em equipe, autocontrole e demais características ligadas ao convívio social.

Os investimentos educacionais nessas habilidades variam em custo e estes custos também variam com a idade. Uma característica funcamental encontrada em estudos recentes feitos por economistas é que os custos de investimento em habilidades cognitivas são mais baixos e mais eficientes nos primeiros anos de vida, enquanto as habilidades não-cognitivas podem ser adquiridas na adolescência.

Duas semanas atrás, James Heckman concedeu uma entrevista para a revista Veja sobre esse assunto. Confira a entrevista na íntegra clicando AQUI.

Cara Nova

O blog está de cara nova. O novo layout foi um presente de aniversário. Eu achei muito legal. Por favor deixem comentários sobre o que vocês acharam do novo layout e o que poderia ser melhorado.

Abraço!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Aniversário do Pablo

Hoje eu atualizei o meu perfil ali na barra lateral. Completei vinte e dez anos de vida. Outro que aniversaria hoje é o grande comentarista esportivo (e gremista número um) Paulo Sant'Ana. Eu tenho o privilégio de aniversariar no mesmo dia que o Pablo.

Para saber mais sobre o Paulo Sant'Ana clique AQUI.

Parabéns Pablo!

domingo, 14 de junho de 2009

Inflação e História

Meus amigos historiadores econômicos vão gostar dessa foto que eu tirei em Ocean City (NJ) esse final de semana. Essa, abaixo, é uma daquelas lojas estilo "Tudo por Um Dólar" de 1935:


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Economista (Cartola) Desesperado

Direto do ClicRBS:

A contratação de Cristiano Ronaldo pelo Real Madrid deixou os dirigentes do Barcelona incrédulos. O responsável pela área econômica do clube catalão, Xavier Sala i Martín, disse não saber como o rival consegue tanto dinheiro.

– Desconheço de onde saem os 300 milhões de euros (R$ 823 milhões) que Florentino Pérez (presidente do Real) pretende investir em reforços. Ele disse que recuperará vendendo camisas. Para isso, deveria vender 30 milhões de camisas. É impossível – afirmou o cartola em entrevista.

Leia mais AQUI.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Pílulas de Otimismo

Algumas notícias que alimentam o otimismo econômico de hoje:

Nos EUA:
U.S. Stocks Gain as Retail Sales, Jobless Data Beat Estimates
U.S. Retail Sales Gain for First Time in Three Months

No Brasil:
Inflação pelo IPCA desacelera para 0,47% em maio; leite impede queda maior
Russia, Brazil Plan to Buy $20 Billion IMF Bonds
Copom surpreende mercado e corta Selic em 1 ponto, para 9,25%

No Resto do Mundo:
IEA Raises Oil Outlook for First Time in 10 Months
Australian Consumer Confidence Jumps Most in 22 Years
FMI deve elevar previsão para alta da economia em 2010

Na Espanha:
Manchester United have accepted a world-record $130 million offer for Cristiano Ronaldo from Real Madrid.

Enquanto isto, na Venezuela de Chavez:
Venezuela bans Coke Zero, cites "danger to health"

O dia promete!

Novidades no Blog

Sim, o layout do blog está parado. Mas a prometida mudança irá ocorrer em um futuro próximo. Enquanto isto o blog vai melhorando a sua qualidade. A partir de ontem, todas quartas-feiras teremos os posts escritos por Paulo César Coimbra da FUCAPE Business School.

PC, como é carinhosamente chamado o novo membro do blog, é especialista em teoria microeconômica e finanças. PC vai escrever posts explicando tudo sobre o mundo financeiro. e sobre qualquer outro assunto econômico que ele esteja disposto a escrever. Suas colunas terão apenas fins explicativos e conceituais. Este blog (assim como todas as agências de notícias econômicas, blogs, colunas de jornal, etc.) não se responsabiliza por nenhuma decisão financeira baseada em posts ou comentários lidos neste blog.

Na verdade, esta ressalva vale para qualquer conteúdo publicado aqui no blog. E logo passará a ocupar um espaço permanente na barra lateral.

Abraço a todos e boas vindas ao PC!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Venda Coberta de Opções

No Brasil, uma opção de compra sobre uma ação é um derivativo que confere ao seu detentor o direito (mas não a obrigação) de comprar uma ação por um preço pré-estabelecido (preço de exercício) até a data de vencimento da opção.

Venda coberta de opções de compra é o termo designado para a situação onde o lançador (vendedor) de um lote de opções de compra possui em sua carteira o correspondente lote negociado em ações que servirão para “cobrir” a eventual posição do lançador (vendedor) caso haja uma elevação do preço da ação em um valor superior ao preço de exercício.

Tal estratégia pode ser utilizada para financiar parte da compra de uma determinada ação.

Assim, por exemplo, se um investidor estivesse interessado em adquirir 1.000 ações da Vale (VALE5), em 09/06/2009, no momento da máxima do dia, então ele poderia simultaneamente comprar as 1.000 ações da VALE5 (ao preço de R$ 33,32, cada) e “financiar” parte desta compra através da venda de 1.000 opções da VALEG36 (ao preço de R$ 1,15, cada), o que resultaria num custo de R$ 32.170,00 (=R$(33,32-1,15)x1.000), ou seja, num desconto de 3,45%.

Caso a opção seja exercida, o que pode ocorrer até o dia 20/07/2009 e ocorre somente se o preço da ação negociada à vista ultrapassar os R$36,00 (preço de exercício) então o lançador obteria um ganho de 11,9%, nada mal em pouco mais de um mês!



Paulo César Coimbra (FUCAPE Business School)

terça-feira, 9 de junho de 2009

The Empire Strikes Back

O lado negro da força (os banqueiros de Wall Street, obviamente) estão prestes a devolver os milhões de dólares emprestados pelo governo americano, o famoso dinheiro do chamado TARP (Troubled Asset Relief Program).

Basicamente, os bancos estão dizendo que não querem que o governo seja sócio deles. Nada mais justo. Eles também rearrumaram as suas finanças, se livraram dos passivos indesejáveis e, creio eu, aprenderam a lição. Uma péssima notícia para aqueles que acharam que o capitalismo havia acabado.

O Tesouro americano está prestes a anunciar que 10 bancos devolverão o dinheiro dos contribuintes americanos, entre eles o JP Morgan, um dos maiores.

Um dos motivos pela pressa para devolver o dinheiro é que no dia 10 de Junho o Tesouro vai anunciar as regras para remuneração de executivos de bancos que tem dinheiro do TARP. Obviamente, os bancos vão tentar devolver o dinheiro para poder continuar pagando os altos salários dos executivos.

Fonte: Bloomberg

UPDATE: Devolução aprovada pelo Tesouro americano. Quem confirma é a CNN. As instituições são: JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Morgan Stanley, U.S. Bancorp, Capital One, American Express, BB&T, Bank of New York Mellon, State Street e Northern Trust. Para a reportagem completa clique AQUI.


segunda-feira, 8 de junho de 2009

Efeito Krugman

Por volta das 14:30, horário de New York, Paul Krugman estava na London School of Economics e teria dito o seguinte (conforme a Bloomberg):

“I would not be surprised if the official end of the U.S. recession ends up being, in retrospect, dated sometime this summer."

"Things seem to be getting worse more slowly. There’s some reason to think that we’re stabilizing.”

O efeito destas palavras sobre a economia? Confira o gráfico abaixo:

Flexibilidade de Preços

Este é o terceiro podcast do Blog do Cristiano M. Costa. O tema escolhido foi a Flexibilidade de Preços. Para escutar, basta clicar no botãozinho de play.









sexta-feira, 5 de junho de 2009

Desemprego Aumenta: Boa Notícia!

Excelente notícia para uma sexta-feira de chuva e frio. Parece que a economia americana está saindo da crise. A queda na taxa de crescimento do desemprego é uma excelente notícia (clique na imagem que você cai direto no artigo do New York Times).


Eu vou escrever um post sobre as causas da rápida recuperação americana na segunda-feira. Talvez um podcast. Até lá eu fico offline. Um bom final de semana!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Professor Ewald

Quando eu estava no mestrado da EPGE um fato muito engraçado ocorreu. Em um dos finais de semana depois da semana de provas um colega meu foi visitar os amigos e a família na cidade onde nasceu. Chegando lá um amigo pergunta:

- E aí? Como tá o mestrado?
- Ah, muito estudo, quase não tenho tempo pra nada e tals.
- E diz aí? Tu tem aula com aquele cara que aparece no Fantástico? O Professor Ewald? ele é da FGV não é? A aula dele é bacana? Aquele sabe tudo de economia.
- Não tenho aula com ele não...nem sabia desse cara...
- Xiii, já vi que esse seu mestrado é uma picaretagem mesmo. Fraco!

É, mais ou menos essa a história. O Professor Ewald ganhou notoriedade por suas participações no Fantástico, dando sugestões de finanças pessoais para famílias problemáticas/endividadas ou ensinando as leis no Código de Defesa do Consumidor. Ele tem um livro bem legal. Segue o link (da Publifolha) abaixo:

Seu livro já está na 13a. edição. É isso aí, tem espaço para todos no mundo da economia. Basta ser competente.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Rentabilidade 2009

Resolvi dar uma olhada na rentabilidade dos investimentos no Brasil. Qual não foi minha surpresa ao olhar o rendimento dos fundos de investimento do Banco do Brasil em 2009. Veja tabela abaixo (extraída na manhã de hoje do site do BB). Clique na tabela que ela aumenta.

Só em 2009 o fundo chamado BB Ações Const Civil subiu 89,148%, o fundo BB Ações Petrobras 57,308%, e o fundo BB Ações Siderurgia outros 54,008%. Tudo isso em apenas 5 meses. Realmente é o espetáculo do crescimento.

Deixo os comentários para os meus leitores...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Metodologia da Ciência

O Alexandre Schwartsman (A Mão Visível) excreveu um post explicando a hipótese de expectativas racionais. Eu gostei do último parágrafo, que na verdade resume o que é uma boa metodologia científica:

"...mesmo que não se possa (ou seja muito difícil) testar diretamente a hipótese de ER, é ainda possível testar as conclusões dos modelos que se utilizam desta hipótese. Assim, se as proposições testáveis do modelo sobrevivem ao teste empírico, a despeito de hipóteses irrealistas, o modelo segue como verdade provisória (até ser rejeitado, ou superado por outro modelo). Caso não sobrevivam, propõe-se um novo modelo (talvez sem ER, talvez sem outra hipótese, talvez incorporando algo que tenha ficado de fora na formulação original) e continuamos testando. É assim que funciona."

É assim que se faz ciência. Se o seu modelo não explica os dados, você joga fora o modelo e não os dados.