Minha última semana de Maio de 2009 teria sido muito legal se eu tivesse participado desta conferência AQUI.
sábado, 30 de maio de 2009
Beeronomics
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Ainda Sobre o Dólar
Eu sempre fui entusiasta do câmbio flexível. Não por filosofia, ou idéias clássicas de livre comércio. Mas, por entender que quanto mais flexíveis forem os preços, mais rapidamente variações exógneas ao ambiente econômico doméstico (como um guerra no oriente médio, por exemplo) são absorvidas/respondidas pela economia local.
Uma melhora no cenário externo, como a atual, traz uma valorização do Real com relação ao dólar. Isso traz grandes possibilidades para crescimento econômico. Sim, talvez o setor que exporta mais para os EUA saia um pouco prejudicado. Mas é uma grande oportunidade para o Brasil importar bens de capital, bens de consumo duráveis, atrair investimento estrangeiro, conter a inflação ao mesmo tempo que mantém os juros baixos, e reduzir a dívida externa pública e privada.
A conjunção de notícias econômicas positivas, aliadas a sólida posição macroeconômica brasileira, propicia até mesmo isso, uma redução drástica da dívida externa, aumentando ainda mais as oportunidades de investimento externo e privado-interno na economia brasileira.
Vejam o que acabo de ler na Folha Online, por exemplo:
Estudo da consultoria Economática mostra que o dólar cotado a R$ 1,97 por um período constante permitiria a 133 empresas com ações em Bolsa uma redução de R$ 33,254 bilhões no endividamento em moeda estrangeira na comparação com o total do final do primeiro trimestre. Desde o final de março até ontem, o dólar caiu quase 15%.
O montante chega a ser superior ao lucro de R$ 27,673 bilhões que essas mesmas companhias tiveram no primeiro trimestre de 2009, se forem desconsideradas as despesas financeiras --juros e dólar-- e o pagamento de impostos.
É um resultado surpreendente. A redução cambial mostra que as empresas abertas brasileiras estão cada vez mais endividadas em dólares, e um Real valorizado traria muitos ganhos para estas empresas. Acontece que isso gera um círculo virtuoso.
A dívida diminuiu, as empresas tem maiores lucros, as ações sobem, os indivíduos e empresas ficam mais ricos, consumidores gastam mais e as empresas tem mais recursos para investir, o investidor estrangeiro entra no país para se beneficiar desse ciclo, e o Real segue se valorizando, até que em algum momento os juros terão de subir e a economia volta ao seu ciclo real de negócios.
Mas eu vejo a situação atual como ímpar. Estou muito otimista com o Natal 2009?
Uma melhora no cenário externo, como a atual, traz uma valorização do Real com relação ao dólar. Isso traz grandes possibilidades para crescimento econômico. Sim, talvez o setor que exporta mais para os EUA saia um pouco prejudicado. Mas é uma grande oportunidade para o Brasil importar bens de capital, bens de consumo duráveis, atrair investimento estrangeiro, conter a inflação ao mesmo tempo que mantém os juros baixos, e reduzir a dívida externa pública e privada.
A conjunção de notícias econômicas positivas, aliadas a sólida posição macroeconômica brasileira, propicia até mesmo isso, uma redução drástica da dívida externa, aumentando ainda mais as oportunidades de investimento externo e privado-interno na economia brasileira.
Vejam o que acabo de ler na Folha Online, por exemplo:
Estudo da consultoria Economática mostra que o dólar cotado a R$ 1,97 por um período constante permitiria a 133 empresas com ações em Bolsa uma redução de R$ 33,254 bilhões no endividamento em moeda estrangeira na comparação com o total do final do primeiro trimestre. Desde o final de março até ontem, o dólar caiu quase 15%.
O montante chega a ser superior ao lucro de R$ 27,673 bilhões que essas mesmas companhias tiveram no primeiro trimestre de 2009, se forem desconsideradas as despesas financeiras --juros e dólar-- e o pagamento de impostos.
É um resultado surpreendente. A redução cambial mostra que as empresas abertas brasileiras estão cada vez mais endividadas em dólares, e um Real valorizado traria muitos ganhos para estas empresas. Acontece que isso gera um círculo virtuoso.
A dívida diminuiu, as empresas tem maiores lucros, as ações sobem, os indivíduos e empresas ficam mais ricos, consumidores gastam mais e as empresas tem mais recursos para investir, o investidor estrangeiro entra no país para se beneficiar desse ciclo, e o Real segue se valorizando, até que em algum momento os juros terão de subir e a economia volta ao seu ciclo real de negócios.
Mas eu vejo a situação atual como ímpar. Estou muito otimista com o Natal 2009?
sexta-feira, 29 de maio de 2009
O Fim da Crise em Gráficos
Os sinais de que a crise econômica está se aproximando do seu final estão cada dia mais claros. Faço abaixo uma leitura simples e que penso estar no sentido do que a maioria dos economistas tem em mente ao projetar taxas positivas de crescimento para a economia brasileira no último trimestre de 2009.
Vamos começar com um indicador que antecipa o crescimento econômico, o índices de mercado (bolsa de valor). A tabela abaixo, extraída do site do NYT, mostra os índices sul-americanos e canadense. No último mês as bolsas ganharam mais de 10% e estão recuperando as perdas dos últimos 12 meses. A bolsa mexicana, por exemplo, está apenas 22% abaixo do seu valor de um ano atrás, o que é muito bom em termos relativos.
As commodities são outro bom indicador de crescimento, especialmente para o Brasil. Quando os preços das commodities começam a subir significa que a demanda mundial pelos produtos transacionados mais facilmente está aumentando, dada a oferta. O gráfico abaixo (da Bloomberg) mostra alguns índices de futuros de commodities, ou seja, qual a tendência dos preços.

Fica claro no gráfico acima que o pior da crise já passou. Novamente, vemos preços que estão cerca de 20% abaixo dos preços de 12 meses atrás. Mas note que há um cresimento a partir de janeiro. Muito modesto, é verdade, mas consistente. Além disso, o verão americano passado (junho-agosto) pressionou muito os preços das commodities, especialmente combustíveis e grãos. Portanto, parte da queda deve-se ao fato que aqueles preços também estavam em níveis acima de suas tendências de longo prazo. Quando chegarmos em novembro de 2009 e compararmos esse gráfico novamente, a tendência será de crescimento e o acumulado nos 12 meses será positivo em 30 ou 40 pontos.
Finalmente, é importante notar que os EUA serão um dos últimos países a sair da crise. Aqui, onde a crise começou, o governo está gastando demais, e a conseqüência mais severa é a desvalorização do dólar. A tabela abaixo (do NYT) mostra uma lista de moedas, e um pequeno gráfico no lado direito. O gráfico mostra uma bolinha e o compara com o intervalo em que a moeda esteve nas últimas 52 semanas.
A maioria das bolinhas está se movendo para a direita. Ou seja, são necessários mais dólares para comprar uma unidade de moeda estrangeira. O Real tambén está se movendo para a direita, mas no momento que eu imprimi a tabela o Real se desvalorizava um pouquinho.
O ponto importante é que o dólar está se desvalorizando em relação a basicamente todas as moedas, o que faz com que a "valorização do Real" não seja um problema tão grande para os exportadores brasileiros. Se o preço das commodities está aumentando (em dólares) e o real está se valorizando, mas o Euro também está se valorizando na mesma proporção com relaçõa ao dólar, então isso não afetaria as exportações para Europa. Pelo contrário, as exportações (preço x quantidade) aumentariam. Para os EUA, entretanto, é verdade que as exportações poderiam diminuir.
Em suma, a crise encaminha-se para o seu final. O Brasil, de fato, não teve apenas uma marolinha, mas foi um dos países que foi menos afetados pela crise, e será um dos primeiros a sair da crise. Eu sei que essa análise deixa vários outros indicadores de lado (inflação, desemprego, juros), mas quis fazer algo simples e rápido. Seus comentários, é claro, são sempre bem-vindos!
Vamos começar com um indicador que antecipa o crescimento econômico, o índices de mercado (bolsa de valor). A tabela abaixo, extraída do site do NYT, mostra os índices sul-americanos e canadense. No último mês as bolsas ganharam mais de 10% e estão recuperando as perdas dos últimos 12 meses. A bolsa mexicana, por exemplo, está apenas 22% abaixo do seu valor de um ano atrás, o que é muito bom em termos relativos.
As commodities são outro bom indicador de crescimento, especialmente para o Brasil. Quando os preços das commodities começam a subir significa que a demanda mundial pelos produtos transacionados mais facilmente está aumentando, dada a oferta. O gráfico abaixo (da Bloomberg) mostra alguns índices de futuros de commodities, ou seja, qual a tendência dos preços.
Fica claro no gráfico acima que o pior da crise já passou. Novamente, vemos preços que estão cerca de 20% abaixo dos preços de 12 meses atrás. Mas note que há um cresimento a partir de janeiro. Muito modesto, é verdade, mas consistente. Além disso, o verão americano passado (junho-agosto) pressionou muito os preços das commodities, especialmente combustíveis e grãos. Portanto, parte da queda deve-se ao fato que aqueles preços também estavam em níveis acima de suas tendências de longo prazo. Quando chegarmos em novembro de 2009 e compararmos esse gráfico novamente, a tendência será de crescimento e o acumulado nos 12 meses será positivo em 30 ou 40 pontos.
Finalmente, é importante notar que os EUA serão um dos últimos países a sair da crise. Aqui, onde a crise começou, o governo está gastando demais, e a conseqüência mais severa é a desvalorização do dólar. A tabela abaixo (do NYT) mostra uma lista de moedas, e um pequeno gráfico no lado direito. O gráfico mostra uma bolinha e o compara com o intervalo em que a moeda esteve nas últimas 52 semanas.
A maioria das bolinhas está se movendo para a direita. Ou seja, são necessários mais dólares para comprar uma unidade de moeda estrangeira. O Real tambén está se movendo para a direita, mas no momento que eu imprimi a tabela o Real se desvalorizava um pouquinho.O ponto importante é que o dólar está se desvalorizando em relação a basicamente todas as moedas, o que faz com que a "valorização do Real" não seja um problema tão grande para os exportadores brasileiros. Se o preço das commodities está aumentando (em dólares) e o real está se valorizando, mas o Euro também está se valorizando na mesma proporção com relaçõa ao dólar, então isso não afetaria as exportações para Europa. Pelo contrário, as exportações (preço x quantidade) aumentariam. Para os EUA, entretanto, é verdade que as exportações poderiam diminuir.
Em suma, a crise encaminha-se para o seu final. O Brasil, de fato, não teve apenas uma marolinha, mas foi um dos países que foi menos afetados pela crise, e será um dos primeiros a sair da crise. Eu sei que essa análise deixa vários outros indicadores de lado (inflação, desemprego, juros), mas quis fazer algo simples e rápido. Seus comentários, é claro, são sempre bem-vindos!
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Pesquisa vs. Ensino II
A dicussão iniciada no post abaixo recebeu a contribuição do Cláudio Shikida (De Gustibus). Ele atenta para a sua evidência empírica:
"Uma idéia que tem me ocorrido cada vez mais ao longo destes quase 20 anos de sala de aula (isto significa que a amostra é grande, não necessariamente que eu seja um mestre do saber) é que quase tudo é sinalização. Diploma, para 100% dos alunos, é só um papel que deve significar um x% de aumento de salário segundo a carreira de alguma empresa na qual trabalha. Ou então é um sinal que, supostamente, imputa-lhe alguma competência…até a hora do processo produtivo em si."
Esse ponto (depois dos três pontinhos que indicam certa desconfiança na parte inicial da frase) é importante. O camarada compra o sinal, excelente. Mas ele poderia estar comprando o sinal e produtividade.
Se de fato, uma aula boa aumenta o conhecimento/capital humano/produtividade então por que não podemos pensar em um mecanismo de remuneração que dependa da avaliação dos professores em sala de aula? Seria uma forma de cobrar mais dos alunos e aumentar a renda dos professores.
E seria um equilíbrio separador. Dois tipos de oferta. Em um você paga X e compra só o sinal. No outro você paga X+Y e compra o sinal e o conhecimento. Esse Y vai direto pro bolso do professor.
Esse mecanismo pode não só separar os alunos, como também os professores. Daí, seria um problema. Assim, a remuneração do professor deveria ser uma combinação do Y do ensino com um outro Y que viria da qualidade da publicação.
PS: o post também repercutiu lá no Moral Hazard.
"Uma idéia que tem me ocorrido cada vez mais ao longo destes quase 20 anos de sala de aula (isto significa que a amostra é grande, não necessariamente que eu seja um mestre do saber) é que quase tudo é sinalização. Diploma, para 100% dos alunos, é só um papel que deve significar um x% de aumento de salário segundo a carreira de alguma empresa na qual trabalha. Ou então é um sinal que, supostamente, imputa-lhe alguma competência…até a hora do processo produtivo em si."
Esse ponto (depois dos três pontinhos que indicam certa desconfiança na parte inicial da frase) é importante. O camarada compra o sinal, excelente. Mas ele poderia estar comprando o sinal e produtividade.
Se de fato, uma aula boa aumenta o conhecimento/capital humano/produtividade então por que não podemos pensar em um mecanismo de remuneração que dependa da avaliação dos professores em sala de aula? Seria uma forma de cobrar mais dos alunos e aumentar a renda dos professores.
E seria um equilíbrio separador. Dois tipos de oferta. Em um você paga X e compra só o sinal. No outro você paga X+Y e compra o sinal e o conhecimento. Esse Y vai direto pro bolso do professor.
Esse mecanismo pode não só separar os alunos, como também os professores. Daí, seria um problema. Assim, a remuneração do professor deveria ser uma combinação do Y do ensino com um outro Y que viria da qualidade da publicação.
PS: o post também repercutiu lá no Moral Hazard.
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quarta-feira, 27 de maio de 2009
Pesquisa vs. Ensino
Por todas as instituições de ensino pelas quais passei eu notei o seguinte: alguns professores eram bons pesquisadores, mas suas aulas eram ruins. Outros eram bons professores, mas não faziam pesquisas de ponta. Obviamente, alguns faziam ambas atividades bem, e outros eram terríveis nas duas.
Em geral, as escolas de ponta valorizam muito a pesquisa. Essas instituições estão sempre buscando empurrar a fronteira do conhecimento, e muitas vezes o ensino fica de lado. Eu vejo isso como um trade-off. Duas atividades que não são necessariamente complementares, são concorrentes em termos de uso do tempo.
A queda da qualidade do ensino, porém, implica em uma menor taxa de transmissão do conhecimento para a geração seguinte. Assim, no longo prazo a produção científica seria afetada. Encontrei um artigo sobre o assunto e um dos pontos é o seguinte:
...according to signaling theory, education is not intrinsically productive but only a signal that separates high- and low-ability workers. We extend this theory by hypothesizing that researchers make higher education more costly for low-ability students than do non-research faculty, achieving the separation more efficiently.
O paper não é bom, mas achei interessantíssimo esse parágrafo. Se educação é mais sinal do que transmissão de conhecimento, dar uma aula ruim não é problema. Isso só ajudaria a separar os alunos que já são bons, dos que já são ruims, dado que a aula em si não agregaria nada.
Eu tenho certeza que isso acontece. Quando a aula é ruim, aquelas pessoas que dependem muito do professor e não são naturalmente geniais, acabam indo pior. Ou, pelo menos, a variância das notas aumenta.
O meu ponto é que isso não é necessariamente eficiente. Muitas vezes um aluno médio pode se tornar um aluno bom com o tempo. E um fator crucial pode ser o entendimento claro de algum tópico, que acabe se tornando do interesse do aluno e ele pode inclusive ser um bom co-autor para outras pessoas que sejam geniais.
Fica aí, então, a questão. Como encontrar o balanço ótimo entre as duas atividades? Ou será que as escolas deveriam prover incentivos em direções opostas (especialização)?
PS: Link para o paper citado: AQUI.
Em geral, as escolas de ponta valorizam muito a pesquisa. Essas instituições estão sempre buscando empurrar a fronteira do conhecimento, e muitas vezes o ensino fica de lado. Eu vejo isso como um trade-off. Duas atividades que não são necessariamente complementares, são concorrentes em termos de uso do tempo.A queda da qualidade do ensino, porém, implica em uma menor taxa de transmissão do conhecimento para a geração seguinte. Assim, no longo prazo a produção científica seria afetada. Encontrei um artigo sobre o assunto e um dos pontos é o seguinte:
...according to signaling theory, education is not intrinsically productive but only a signal that separates high- and low-ability workers. We extend this theory by hypothesizing that researchers make higher education more costly for low-ability students than do non-research faculty, achieving the separation more efficiently.
O paper não é bom, mas achei interessantíssimo esse parágrafo. Se educação é mais sinal do que transmissão de conhecimento, dar uma aula ruim não é problema. Isso só ajudaria a separar os alunos que já são bons, dos que já são ruims, dado que a aula em si não agregaria nada.
Eu tenho certeza que isso acontece. Quando a aula é ruim, aquelas pessoas que dependem muito do professor e não são naturalmente geniais, acabam indo pior. Ou, pelo menos, a variância das notas aumenta.
O meu ponto é que isso não é necessariamente eficiente. Muitas vezes um aluno médio pode se tornar um aluno bom com o tempo. E um fator crucial pode ser o entendimento claro de algum tópico, que acabe se tornando do interesse do aluno e ele pode inclusive ser um bom co-autor para outras pessoas que sejam geniais.
Fica aí, então, a questão. Como encontrar o balanço ótimo entre as duas atividades? Ou será que as escolas deveriam prover incentivos em direções opostas (especialização)?
PS: Link para o paper citado: AQUI.
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terça-feira, 26 de maio de 2009
Rotatividade no Mercado de Trabalho
De acordo com Marcio Pochmann (presidente do IPEA), no Estadão:
"A rotatividade da mão de obra no trabalho é historicamente alta no Brasil, porque nossas empresas não enfrentam restrições para demitir e contratar", diz Pochmann. (link AQUI)
Interessante. Em uma frase ele fala duas coisas que eu imagino que estejam erradas. Por favor, aqueles que entendem um pouco mais de mercado de trabalho brasileiro me corrijam, mas eu estou muito convencido que posso dizer que:
1) o mercado de trabalho brasileiro tem mais restrições na contratação e, principalmente, demissão de funcionários do que outros países;
2) o motivo pelo qual a rotatividade da mão-de-obra brasileira é alta (se é que é tão alta assim) seria a maior volatilidade do emprego na economia brasileira, quando comparadas as de economias com um mercado de trabalho igualmente inflexível, e uma menor qualidade da força de trabalho.
Para reforçar o ponto 1) deixo um link para um post antigo aqui no blog, em que o Roberto Pinheiro (Ph.D. aqui por Penn) explica o problema do custo de demissão. Segue o link AQUI. Nós tínhamos colocado um link para uma tabela que mostrava que os custos de demissão são muito altos, e que se a custo de demissão fosse somente uma proporção do salário o mercado seria mais flexível. Invelizmente o link sumiu. Mas achei uma análise em um outro blog (Blog do Francisco Castro, citando o Hélio Zylberstajn - FEA/SP) que ilustra a idéia:
Se mudarmos o enfoque para a média mensal, então teremos uma medida do custo médio da demissão. Se a empresa demitir um funcionário com seis meses de empresa, terá um custo correspondente a 21% do salário a cada mês trabalhado. Se o empregado tiver um ano de empresa o custo será de 13% do salário a cada mês. Se o empregado tiver cinco anos, o custo mensal para a empresa será de 6% do salário e se tiver dez anos, o custo passará para 5%.
O ponto 2) é puramente de característica da economia brasileira. Uma vez que existe uma grande volatilidade na economia (maior que nos EUA, por exemplo) é normal que demissões e contratações ocorram com mais freqüência.
É sabido também que em setores que demandam trabalhadores com baixa qualificação técnica/educacional a rotatividade é maior. Essa é mais uma diferença entre a economia brasileira e a americana, por exemplo.
Recomendo esse artigo AQUI, da Veronica Orellano (FEA-USP) em que ela estuda a Região Metropolitana de São Paulo. Ela corrobora essa idéia e ainda fala sobre o custo de demissão. Fica um trecho do abstract:
...observou-se que, nas firmas em que o aumento do nível médio de educação formal dos empregados foi relativamente maior, houve queda relativamente mais pronunciada da rotatividade. Isso sugere que houve uma queda relativamente maior da rotatividade nos setores da economia em que houve maior avanço tecnológico, o que também é previsto pela teoria econômica.
Ficam aí as evdências. O que vocês acham?
"A rotatividade da mão de obra no trabalho é historicamente alta no Brasil, porque nossas empresas não enfrentam restrições para demitir e contratar", diz Pochmann. (link AQUI)
Interessante. Em uma frase ele fala duas coisas que eu imagino que estejam erradas. Por favor, aqueles que entendem um pouco mais de mercado de trabalho brasileiro me corrijam, mas eu estou muito convencido que posso dizer que:
1) o mercado de trabalho brasileiro tem mais restrições na contratação e, principalmente, demissão de funcionários do que outros países;
2) o motivo pelo qual a rotatividade da mão-de-obra brasileira é alta (se é que é tão alta assim) seria a maior volatilidade do emprego na economia brasileira, quando comparadas as de economias com um mercado de trabalho igualmente inflexível, e uma menor qualidade da força de trabalho.
Para reforçar o ponto 1) deixo um link para um post antigo aqui no blog, em que o Roberto Pinheiro (Ph.D. aqui por Penn) explica o problema do custo de demissão. Segue o link AQUI. Nós tínhamos colocado um link para uma tabela que mostrava que os custos de demissão são muito altos, e que se a custo de demissão fosse somente uma proporção do salário o mercado seria mais flexível. Invelizmente o link sumiu. Mas achei uma análise em um outro blog (Blog do Francisco Castro, citando o Hélio Zylberstajn - FEA/SP) que ilustra a idéia:
Se mudarmos o enfoque para a média mensal, então teremos uma medida do custo médio da demissão. Se a empresa demitir um funcionário com seis meses de empresa, terá um custo correspondente a 21% do salário a cada mês trabalhado. Se o empregado tiver um ano de empresa o custo será de 13% do salário a cada mês. Se o empregado tiver cinco anos, o custo mensal para a empresa será de 6% do salário e se tiver dez anos, o custo passará para 5%.
O ponto 2) é puramente de característica da economia brasileira. Uma vez que existe uma grande volatilidade na economia (maior que nos EUA, por exemplo) é normal que demissões e contratações ocorram com mais freqüência.
É sabido também que em setores que demandam trabalhadores com baixa qualificação técnica/educacional a rotatividade é maior. Essa é mais uma diferença entre a economia brasileira e a americana, por exemplo.
Recomendo esse artigo AQUI, da Veronica Orellano (FEA-USP) em que ela estuda a Região Metropolitana de São Paulo. Ela corrobora essa idéia e ainda fala sobre o custo de demissão. Fica um trecho do abstract:
...observou-se que, nas firmas em que o aumento do nível médio de educação formal dos empregados foi relativamente maior, houve queda relativamente mais pronunciada da rotatividade. Isso sugere que houve uma queda relativamente maior da rotatividade nos setores da economia em que houve maior avanço tecnológico, o que também é previsto pela teoria econômica.
Ficam aí as evdências. O que vocês acham?
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Crise Imobiliária no Second Life
Por Marcio Ehrlich (do O Globo Online):
Quem diria que a crise imobiliária americana também chegaria ao mundo virtual? Também no Second Life os preços dos terrenos desabaram e nem assim encontram-se compradores como na época de boom do jogo (há menos de dois anos...). Afinal, se está todo mundo reduzindo despesas no mundo real (a RL, como chamamos lá a Real Life), não tem sentido ficar pagando para a Linden Labs, criadora do sistema, o caríssimo "tier", imposto que ela cobra mensalmente - em dólar - de quem quer ter sua terrinha digital.
Milhares de terrenos foram abandonados por seus proprietários, para não verem seu prejuízo aumentar. Gente, como eu, que anunciou terrenos por várias semanas e não encontrou quem se dispusesse a pagar menos até do que o preço pelo que compramos. Melhor desistir do que desembolsar o valor do tier por mais um mês. Não sem alguma frustração pelo fracasso do projeto, claro.
Leia mais clicando AQUI.
Quem diria que a crise imobiliária americana também chegaria ao mundo virtual? Também no Second Life os preços dos terrenos desabaram e nem assim encontram-se compradores como na época de boom do jogo (há menos de dois anos...). Afinal, se está todo mundo reduzindo despesas no mundo real (a RL, como chamamos lá a Real Life), não tem sentido ficar pagando para a Linden Labs, criadora do sistema, o caríssimo "tier", imposto que ela cobra mensalmente - em dólar - de quem quer ter sua terrinha digital.
Milhares de terrenos foram abandonados por seus proprietários, para não verem seu prejuízo aumentar. Gente, como eu, que anunciou terrenos por várias semanas e não encontrou quem se dispusesse a pagar menos até do que o preço pelo que compramos. Melhor desistir do que desembolsar o valor do tier por mais um mês. Não sem alguma frustração pelo fracasso do projeto, claro.
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Entrevista: Gustavo Loyola
O ex-presidente do BC, Gustavo Loyola, falou ao Estadão sobre as conseqüências da queda dos juros no Brasil. Ele contesta a necessidade da TJLP e a carga tributária sobre os investimentos financeiros.
Confira a entrevista clicando AQUI.
PS: Hoje é Memorial Day aqui nos EUA, um feriado em que são lembrados os homens e mulheres que morreram em serviço militar.
Confira a entrevista clicando AQUI.
PS: Hoje é Memorial Day aqui nos EUA, um feriado em que são lembrados os homens e mulheres que morreram em serviço militar.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Boa Pergunta
Essa é uma boa pergunta:
Can You Earn a Ph.D. in Economics in Five Years?
We investigate graduate school outcomes for students who entered economics Ph.D. programs in fall 2002. Students in Top-15 ranked programs and those with higher verbal and quantitative GRE scores are less likely to have dropped out, but no more likely to have graduated. Those with undergraduate degrees from Top-60 U.S. liberal arts colleges and from foreign universities have lower attrition and higher completion probabilities. There are important differences in the characteristics associated with retention and completion probabilities between U.S. citizens and non-citizens and between men and women.
Wendy A. Stock, Aldrich Finegand, and John J. Siegfried.
Can You Earn a Ph.D. in Economics in Five Years?
We investigate graduate school outcomes for students who entered economics Ph.D. programs in fall 2002. Students in Top-15 ranked programs and those with higher verbal and quantitative GRE scores are less likely to have dropped out, but no more likely to have graduated. Those with undergraduate degrees from Top-60 U.S. liberal arts colleges and from foreign universities have lower attrition and higher completion probabilities. There are important differences in the characteristics associated with retention and completion probabilities between U.S. citizens and non-citizens and between men and women.
Wendy A. Stock, Aldrich Finegand, and John J. Siegfried.
Análise Setorial: Futebol
A Veja.com lançou uma matéria muito legal estudando a receita dos clubes de futebol de 2004 até 2008. Se você pensar que o preço revela toda a informação e que a receita bruta dos clubes é esse preço (afinal, é quanto os torcedores + investidores gastaram) então temos a lista dos clubes mais "demandados" do futebol brasileiro, ou de melhor qualidade.
A lista de 2008 traz o São Paulo em primeiro, seguido de Internacional, Palmeiras, Flamengo, Corinthians, Grêmio, Cruzeiro, Fluminense e Santos. Esses foram os 10 clubes de maior receita bruta em 2008.
A receita bruta talvez não seja o melhor indicador, pois ela traz valores como venda de jogadores e de imóveis, por exemplo.
Obviamente também podemos pensar em algumas normalizações, como por exemplo a receita /população da cidade do clube, ou do estado. Mas, o ponto da reportagem não é a análise dos clubes, e sim do setor como um todo.
Leiam lá na Veja.com, segue o link AQUI.
A lista de 2008 traz o São Paulo em primeiro, seguido de Internacional, Palmeiras, Flamengo, Corinthians, Grêmio, Cruzeiro, Fluminense e Santos. Esses foram os 10 clubes de maior receita bruta em 2008.
A receita bruta talvez não seja o melhor indicador, pois ela traz valores como venda de jogadores e de imóveis, por exemplo.
Obviamente também podemos pensar em algumas normalizações, como por exemplo a receita /população da cidade do clube, ou do estado. Mas, o ponto da reportagem não é a análise dos clubes, e sim do setor como um todo.
Leiam lá na Veja.com, segue o link AQUI.
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
Trabalho para o CADE
A fusão da Sadia e Perdigão dará trabalho para o CADE e criará a BRF Brasil Foods S.A.. A operação é comparada à criação da AMBEV, e as aquisições/fusões Garoto e Nestlé, Varig e Gol, e Brasil Telecom e Oi. Na Folha Online, fala Rui Coutinho (ex-presidente do CADE) :
Segundo Coutinho, em alguns setores, como congelados e margarinas, o conselho poderá impor restrições à operação, como obrigar a venda de fábricas ou mesmo de marcas. No setor de margarinas, por exemplo, a Sadia tem 47,5% do mercado e a Perdigão 18%. Ele lembra que, no caso da criação da AmBev, o Cade determinou a venda da marca Bavária e ainda de cinco fábricas.
O conselho deverá analisar cada setor separadamente e por região geográfica, para identificar onde existem sobreposições de produtos e concentração excessiva.
"O que tem que fazer em primeiro lugar é preservar a concorrência no mercado interno. Às vezes tem concentração em uma região, mas não tem em outras", completou.
Esses trabalhos de análise de atos de concentração, determinação de mercados relevantes, etc, são muito difíceis e as hipótese muitas vezes não são as ideais. Enfim, muito trabalho para o pessoal da SEAE e SDE.
Segundo Coutinho, em alguns setores, como congelados e margarinas, o conselho poderá impor restrições à operação, como obrigar a venda de fábricas ou mesmo de marcas. No setor de margarinas, por exemplo, a Sadia tem 47,5% do mercado e a Perdigão 18%. Ele lembra que, no caso da criação da AmBev, o Cade determinou a venda da marca Bavária e ainda de cinco fábricas.
O conselho deverá analisar cada setor separadamente e por região geográfica, para identificar onde existem sobreposições de produtos e concentração excessiva.
"O que tem que fazer em primeiro lugar é preservar a concorrência no mercado interno. Às vezes tem concentração em uma região, mas não tem em outras", completou.
Esses trabalhos de análise de atos de concentração, determinação de mercados relevantes, etc, são muito difíceis e as hipótese muitas vezes não são as ideais. Enfim, muito trabalho para o pessoal da SEAE e SDE.
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terça-feira, 19 de maio de 2009
Belluzzo: Dirigente ou Economista?
O Palmeiras fez um negócio interessante (???) com o Grêmio. Trocou uma dívida de 8 milhões de reais pelo atacante Perea. O colombiano assinou contrato de 4 anos (!!!) com o Verdão. Vejamos o que o presidente (e economista) Luiz Gonzaga Belluzzo disse sobre o negócio:
-Nem precisamos pagar um tostão pelo Perea. Vamos apenas arcar com os salários. Um baita negócio por um grande atacante. Uma pechincha!
Olha, agora eu fiquei na dúvida. Onde está o grande negócio? O Grêmio pagou 3 milhões pelo jogador em 2007. E agora vendeu por 8 milhões, sendo que ele fez meia dúzia de jogos e ainda tem um joelho bichado. E vejam o que o economista argumenta: "não precisamos pagar um tostão". Como assim, e a dívida que foi abatida?
Baita negócio pro Grêmio e pro Perea! Esse aí tem muito o que comemorar. Arrumou um contrato de 4 anos! E ainda por cima o Belluzzo afirma: "grande atacante". Tá, larguei o Belluzzo depois dessa...
Abre o olho Belluzzo!
Fonte: Globoesporte.
-Nem precisamos pagar um tostão pelo Perea. Vamos apenas arcar com os salários. Um baita negócio por um grande atacante. Uma pechincha!
Olha, agora eu fiquei na dúvida. Onde está o grande negócio? O Grêmio pagou 3 milhões pelo jogador em 2007. E agora vendeu por 8 milhões, sendo que ele fez meia dúzia de jogos e ainda tem um joelho bichado. E vejam o que o economista argumenta: "não precisamos pagar um tostão". Como assim, e a dívida que foi abatida?
Baita negócio pro Grêmio e pro Perea! Esse aí tem muito o que comemorar. Arrumou um contrato de 4 anos! E ainda por cima o Belluzzo afirma: "grande atacante". Tá, larguei o Belluzzo depois dessa...
Abre o olho Belluzzo!Fonte: Globoesporte.
Rachando o Táxi
Um dos problemas de NY é o transporte. Milhares de carros pelas ruas, engarrafamentos, buzinas de todo lado, pedestres se atirando pelas ruas, etc. Uma loucura. Nesse tipo de cidade, o táxi acaba se tornando caro, mas muitas vezes é a maneira mais conveniende de se ir de um lugar ao outro.
Aí o pessoal criou o Ride Amigos. É um site que você se cadastra e marca a sua carona com alguém. É tipo um Millionaire Matchmaker de táxi. Basicamente, você procura por alguém que esteja disposto a rachar o táxi com você. Eu achei a ideía muito boa, e fiquei pensando: será que daria certo no Brasil?
Eu soube que quando a Lei Seca iniciou o pessoal ofertava serviço de busca na balada, levar e trazer bebuns, etc. Mas como parece que a lei não é fiscalizada, tudo teria voltado ao antigo estado.
Acho que SP seria o único lugar onde isso funcionaria. De qualquer forma, fica aí o exemplo de coordenação para redução de custos de transporte e redução de emissões de CO2.
Aí o pessoal criou o Ride Amigos. É um site que você se cadastra e marca a sua carona com alguém. É tipo um Millionaire Matchmaker de táxi. Basicamente, você procura por alguém que esteja disposto a rachar o táxi com você. Eu achei a ideía muito boa, e fiquei pensando: será que daria certo no Brasil?
Eu soube que quando a Lei Seca iniciou o pessoal ofertava serviço de busca na balada, levar e trazer bebuns, etc. Mas como parece que a lei não é fiscalizada, tudo teria voltado ao antigo estado.
Acho que SP seria o único lugar onde isso funcionaria. De qualquer forma, fica aí o exemplo de coordenação para redução de custos de transporte e redução de emissões de CO2.
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
A Economia do Google Trends
Ainda curioso sobre como o Google Trends funciona e se ele seria uma boa ferramenta para entender o comportamento do consumidor, resolvi procurar a palavra mais simples em economia, e selecionei somente o público americano. Procurei por "economy". Minha procura faria sentido se cada vez que o americano se preocupasse com a economia ele fosse ao Google e procurasse por: "economy". O resultado está abaixo.
Dois pontos são importantes:
1) No meio do ano calendário, Junho-Agosto, ocorrem as férias de verão americanas. Neste período procura-se menos pela palavra "economy".
2) Na época dos feriados (Natal e Ano Novo) a procura também diminui.
O gráfico captura o início da crise em 2008 e a pico da crise em Agosto-Setembro de 2008. Novamente observa-se a queda durante o verão e no fim do ano. Note, porém, que logo abaixo está o gráfico com o número de nóticias sobre a economia. Esse gráfico também cresce quando a crise chega, mas não sofre uma queda tão drástica durate o verão e no fim do ano. Ou seja, as notícias estavam lá e menos pessoas estavam lendo. Mas talvez seja só uma questão de escala. O ponto é que o gráfico de notícias também sobe com a crise.
Fica aí o puzzle. O gráfico mostra a procura pela palavra, Ok. Mas quanto dessa procura acontece depois que as notícias se tornam públicas? Acho que é difícil saber, mas com certeza é uma ferramenta que deve ser analisada, pelo menos de forma complementar à análise dos dados tradicionais.
Um dado adicional é o seguinte, os estados que mais procuraram pela palavra "economy" recentemente foram Michigan, DC, Indiana, Iowa e Maine. Curiosamente, Michigan, Indiana e Iowa são uns dos estados mais afetados pela crise. Talvez a melhor utilização desta ferramenta seja para a análise de dados regionais...
Dois pontos são importantes:1) No meio do ano calendário, Junho-Agosto, ocorrem as férias de verão americanas. Neste período procura-se menos pela palavra "economy".
2) Na época dos feriados (Natal e Ano Novo) a procura também diminui.
O gráfico captura o início da crise em 2008 e a pico da crise em Agosto-Setembro de 2008. Novamente observa-se a queda durante o verão e no fim do ano. Note, porém, que logo abaixo está o gráfico com o número de nóticias sobre a economia. Esse gráfico também cresce quando a crise chega, mas não sofre uma queda tão drástica durate o verão e no fim do ano. Ou seja, as notícias estavam lá e menos pessoas estavam lendo. Mas talvez seja só uma questão de escala. O ponto é que o gráfico de notícias também sobe com a crise.
Fica aí o puzzle. O gráfico mostra a procura pela palavra, Ok. Mas quanto dessa procura acontece depois que as notícias se tornam públicas? Acho que é difícil saber, mas com certeza é uma ferramenta que deve ser analisada, pelo menos de forma complementar à análise dos dados tradicionais.
Um dado adicional é o seguinte, os estados que mais procuraram pela palavra "economy" recentemente foram Michigan, DC, Indiana, Iowa e Maine. Curiosamente, Michigan, Indiana e Iowa são uns dos estados mais afetados pela crise. Talvez a melhor utilização desta ferramenta seja para a análise de dados regionais...
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A Economia do Google Search
Recentemente o pessoal do NEPOM usou a ferramenta Google Trends para tentar analisar os futuros movimentos da economia (ver AQUI). Qual não foi minha surpresa quando abro o Metro de hoje? O jornal traz uma pequena análise de algumas palavras procuradas no Google nos últimos meses.
De janeiro para cá a procura por "Champagne" cresceu 6%, por "Aston Martin" (um a marca de carro) 10%, por "Mercedes Benz" outros 33% e "Gucci" 8%. Ok, tudo bem, não são bem as palavras que eu analisaria.
Mas vejam as que caíram:
- Marriage Guidance -33% (auxílio para casar barato)
- Swap Shops -60% (brechós)
- Second Income -33%
Achei interessante. Na medida que a economia vai reaquecendo as procuras no maior site de buscas do mundo vão mostrando as demandas dos consumidores. Está aí uma ferramenta que pode mudar o modo de se fazer previsão econômica. Mais uma vez, crédito pro pessoal do NEPOM que teve a idéia de usar o Google Trends.
De janeiro para cá a procura por "Champagne" cresceu 6%, por "Aston Martin" (um a marca de carro) 10%, por "Mercedes Benz" outros 33% e "Gucci" 8%. Ok, tudo bem, não são bem as palavras que eu analisaria.
Mas vejam as que caíram:
- Marriage Guidance -33% (auxílio para casar barato)
- Swap Shops -60% (brechós)
- Second Income -33%
Achei interessante. Na medida que a economia vai reaquecendo as procuras no maior site de buscas do mundo vão mostrando as demandas dos consumidores. Está aí uma ferramenta que pode mudar o modo de se fazer previsão econômica. Mais uma vez, crédito pro pessoal do NEPOM que teve a idéia de usar o Google Trends.
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domingo, 17 de maio de 2009
Comida Enlatada
Na minha opinião, a comida enlatada é uma das invenções mais interessantes. Ela foi inicialmente desenvolvida para preservar o alimento por longo período de tempo e facilitar o transporte. Especialmente nos tempos de guerra. Obviamente que não tem o mesmo sabor da comida feita na hora, mas quebra um galho enorme.
Eu fui me informar sobre a origem da comida enlatada e, entre outra histórias muito curiosas, descobri o seguinte na Wikipedia:
"During the first years of the Napoleonic Wars, the notable French newspaper Le Monde, prompted by the government, offered a hefty cash award of 12,000 francs to any inventor who could devise a cheap and effective method of preserving large amounts of food.
In 1809, a French confectioner and brewer, Nicolas Appert, observed that food cooked inside a jar did not spoil unless the seals leaked, and developed a method of sealing food in glass jars. However, glass containers presented challenges for transportation.
Glass jars were largely replaced in commercial canneries with cylindrical tin or wrought-iron canisters (later shortened to "cans") following the work of Peter Durand (1810). Cans are cheaper and quicker to make, and much less fragile than glass jars.
Está aí a história do início da comida enlatada. Basicamente, o governo criou incentivos financeiros para o desenvolvimento tecnológico. Um excelente exemplo do papel do governo no desenvolvimento, e do papel dos incentivos financeiros.
Eu fui me informar sobre a origem da comida enlatada e, entre outra histórias muito curiosas, descobri o seguinte na Wikipedia:
"During the first years of the Napoleonic Wars, the notable French newspaper Le Monde, prompted by the government, offered a hefty cash award of 12,000 francs to any inventor who could devise a cheap and effective method of preserving large amounts of food.
In 1809, a French confectioner and brewer, Nicolas Appert, observed that food cooked inside a jar did not spoil unless the seals leaked, and developed a method of sealing food in glass jars. However, glass containers presented challenges for transportation.
Glass jars were largely replaced in commercial canneries with cylindrical tin or wrought-iron canisters (later shortened to "cans") following the work of Peter Durand (1810). Cans are cheaper and quicker to make, and much less fragile than glass jars.
Está aí a história do início da comida enlatada. Basicamente, o governo criou incentivos financeiros para o desenvolvimento tecnológico. Um excelente exemplo do papel do governo no desenvolvimento, e do papel dos incentivos financeiros.
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sexta-feira, 15 de maio de 2009
The Four Tops
O The Four Tops foi um dos grandes grupos de R&B nos anos 60. Faziam centenas de shows por anos, e eram considerados do mesmo nível de The Miracles, The Marvelettes, Martha and the Vandellas, The Temptations, The Supremes, Marvin Gaye, Jackson 5 e todo aquele pessoal que saiu da região de Detroit, e acabou na chamada Motown Records durante o fim dos anos 60 e início dos 70.
Além do sucesso Reach Out (I'll Be There) em 1966, eles tiveram uma música também famosa em 1965 chamada I Can't Help Myself (Sugar Pie, Honey Bunch) que muita gente conhece. Ambas foram número 1 da Billboard. Seguem os dois vídeos. Abraço e bom final de semana!
Além do sucesso Reach Out (I'll Be There) em 1966, eles tiveram uma música também famosa em 1965 chamada I Can't Help Myself (Sugar Pie, Honey Bunch) que muita gente conhece. Ambas foram número 1 da Billboard. Seguem os dois vídeos. Abraço e bom final de semana!
PS: Essa vai em homenagem ao Leo Monasterio e suas preferências musicais.
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Economistas e Meteorologistas
Quando a crise chegou e não foi marolinha, o governo criou mil e uma políticas setoriais para reaquecer a economia. Mas não tinha crise, era só pra prevenir e precaver, aos olhos do Ministério da Fazenda. Afinal, a previsão de crescimento era de 4% a.a.
Daí, veio a crise e reduziram pra 2% a taxa de crescimento para 2009. E foi com base nessa taxa que todas as projeções de receitas e despesas passaram no Congresso. Agora, após o quarto mês do ano o Ministro da Fazenda diz o seguinte:
— O ano é de muita volatilidade, então fica difícil acertar algo. Mas a atual conjuntura é a seguinte: o primeiro trimestre foi péssimo. O segundo será de retomada, com o PIB acelerando. Não muito, mas vai subir. O terceiro vem ainda mais forte e o quarto fechamos com uma alta muito boa. Acredito que fechamos o ano em torno de 0 a 2% positivos.
Pô, tá de sacanagem né? O cara tem acesso a todos os dados, ele já tem 4 dos 12 meses realizados e ainda faz uma previsão com 2 pontos de intervalo.
Depois os caras ficam tirando onda com a cara dos economistas e comparando com meteorologista e eu não posso reclamar. A única explicação é que isso é uma jogada política. Tipo: - Não, vamos crescer. Mas pode ser que não seja agora, esse ano. Ali no quarto trimestre o país cresce e tudo fica as mil maravilhas.
O ponto é que todos sabem que o país não vai crescer, e isso não é o fim do mundo. A questão é entender porque o governo tem medo de admitir isso e trabalhar com esse cenário. Enfim, lamentável...
Daí, veio a crise e reduziram pra 2% a taxa de crescimento para 2009. E foi com base nessa taxa que todas as projeções de receitas e despesas passaram no Congresso. Agora, após o quarto mês do ano o Ministro da Fazenda diz o seguinte:
— O ano é de muita volatilidade, então fica difícil acertar algo. Mas a atual conjuntura é a seguinte: o primeiro trimestre foi péssimo. O segundo será de retomada, com o PIB acelerando. Não muito, mas vai subir. O terceiro vem ainda mais forte e o quarto fechamos com uma alta muito boa. Acredito que fechamos o ano em torno de 0 a 2% positivos.
Pô, tá de sacanagem né? O cara tem acesso a todos os dados, ele já tem 4 dos 12 meses realizados e ainda faz uma previsão com 2 pontos de intervalo.
Depois os caras ficam tirando onda com a cara dos economistas e comparando com meteorologista e eu não posso reclamar. A única explicação é que isso é uma jogada política. Tipo: - Não, vamos crescer. Mas pode ser que não seja agora, esse ano. Ali no quarto trimestre o país cresce e tudo fica as mil maravilhas.
O ponto é que todos sabem que o país não vai crescer, e isso não é o fim do mundo. A questão é entender porque o governo tem medo de admitir isso e trabalhar com esse cenário. Enfim, lamentável...
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
Investimento Acadêmico
Direto da Bloomberg:
Harvard University, the richest U.S. college, raised its holdings of exchange-traded funds that track stocks in Brazil, China and Mexico in the first quarter as emerging markets outperformed U.S. equities.
The biggest new purchase reported by Harvard Management Co., which oversees the school’s $28.8 billion endowment, was 1.74 million shares of iShares MSCI South Korea Index Fund valued at $49 million, according to a filing yesterday with the U.S. Securities and Exchange Commission. Its largest stake was 8.28 million shares of iShares MSCI Emerging Markets Index valued at $205 million.
Harvard University, the richest U.S. college, raised its holdings of exchange-traded funds that track stocks in Brazil, China and Mexico in the first quarter as emerging markets outperformed U.S. equities.
The biggest new purchase reported by Harvard Management Co., which oversees the school’s $28.8 billion endowment, was 1.74 million shares of iShares MSCI South Korea Index Fund valued at $49 million, according to a filing yesterday with the U.S. Securities and Exchange Commission. Its largest stake was 8.28 million shares of iShares MSCI Emerging Markets Index valued at $205 million.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Sobre Preferências Musicais
O Lauro Jardim, da Veja, escreveu sobre o ranking das 10 músicas mais tocadas nos rádios brasileiros em 2008. Segue a lista:
1) Boa Sorte, Vanessa da Matta e Ben Harper
2) No One, Alicia Keys
3) Coisas Que Eu Sei, Danni Carlos
4) Same Mistake, James Blunt
5) Sem Ar, D'Black
6) Don't Stop The Music, Rihanna
7) Kiss Kiss, Chris Brown e T. Pain
8) With You, Christopher Brown
9) Tem Que Ser Você, Victor e Léo
10) Coração Bandido, Leonardo
Segundo ele:
"Fora a primeira e a décima colocadas, todas as outras oito tocaram em novelas - sete delas, em novelas da Globo e uma da Band. Nada minimamente audível se salva da lista das dez mais..."
Em primeiro lugar é sabido que as pessoas não tem preferências completas, ou seja, marketing é fundamental decisão de consumo de qualquer produto. Qualquer aluno de segundo semestre de graduação em administração de empresas sabe isto. É natural que produtos com grande exposição visual e auditiva à grande massa da população sejam mais consumidos. E nada penetra nos lares brasileiros de forma mais direta do que a novela e os jogos de futebol. É algo natural.
Em segundo lugar quem é ele pra dizer se as músicas são audíveis ou não? Gosto não se discute, e se você quiser fazer uma discussão sobre o que tem mais valor para um agente representativo, esse agente deve ser a média. Ou seja, nas preferências do agente representativo brasileiro Vanessa da Matta e Ben Harper é melhor do que Leonardo. Se ele não gosta é problema dele. Um economista sensato admitiria que não gosta mas entenderia que para o brasileiro médio escutar Boa Sorte é preferível à escutar Coração Bandido e ponto final.
É óbvio que o o agente representativo não conhece várias músicas que eu e você conhecemos. Mas isso só implica que temos conjutos de informação diferentes. Ou melhor, eu e você não somos representativos!
Enfim, eu acho que a Vanessa da Matta canta muito bem. Inclusive já encomendei o DVD que ela está lançando. Uma outra dica que recebi, e sem ver novelas, é o novo CD da Nanna Caymmi. Só depois de ter encomendado é que me falaram que uma das músicas estava em uma das novelas. Enfim, gosto não se discute (já dizia uma velha que gostava de lamber o nariz da outra)!
1) Boa Sorte, Vanessa da Matta e Ben Harper
2) No One, Alicia Keys
3) Coisas Que Eu Sei, Danni Carlos
4) Same Mistake, James Blunt
5) Sem Ar, D'Black
6) Don't Stop The Music, Rihanna
7) Kiss Kiss, Chris Brown e T. Pain
8) With You, Christopher Brown
9) Tem Que Ser Você, Victor e Léo
10) Coração Bandido, Leonardo
Segundo ele:
"Fora a primeira e a décima colocadas, todas as outras oito tocaram em novelas - sete delas, em novelas da Globo e uma da Band. Nada minimamente audível se salva da lista das dez mais..."
Em primeiro lugar é sabido que as pessoas não tem preferências completas, ou seja, marketing é fundamental decisão de consumo de qualquer produto. Qualquer aluno de segundo semestre de graduação em administração de empresas sabe isto. É natural que produtos com grande exposição visual e auditiva à grande massa da população sejam mais consumidos. E nada penetra nos lares brasileiros de forma mais direta do que a novela e os jogos de futebol. É algo natural.
Em segundo lugar quem é ele pra dizer se as músicas são audíveis ou não? Gosto não se discute, e se você quiser fazer uma discussão sobre o que tem mais valor para um agente representativo, esse agente deve ser a média. Ou seja, nas preferências do agente representativo brasileiro Vanessa da Matta e Ben Harper é melhor do que Leonardo. Se ele não gosta é problema dele. Um economista sensato admitiria que não gosta mas entenderia que para o brasileiro médio escutar Boa Sorte é preferível à escutar Coração Bandido e ponto final.
É óbvio que o o agente representativo não conhece várias músicas que eu e você conhecemos. Mas isso só implica que temos conjutos de informação diferentes. Ou melhor, eu e você não somos representativos!
Enfim, eu acho que a Vanessa da Matta canta muito bem. Inclusive já encomendei o DVD que ela está lançando. Uma outra dica que recebi, e sem ver novelas, é o novo CD da Nanna Caymmi. Só depois de ter encomendado é que me falaram que uma das músicas estava em uma das novelas. Enfim, gosto não se discute (já dizia uma velha que gostava de lamber o nariz da outra)!
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terça-feira, 12 de maio de 2009
Palpites Furados
O pessoal da academia resolveu abrir a boca sobre a crise financeira. Da Folha Online:
"O futuro é sombrio. Provavelmente teremos uma década perdida. Mesmo quando sairmos da crise, será uma era de desconforto e baixo crescimento. É preciso saber quais políticas são as certas", disse Stiglitz.
"Os Estados Unidos perderão uma década de crescimento, como o Japão, depois da crise de 1992. Mas não vamos ter nova depressão, como a de 1929. As bases são muito diferentes", disse por sua vez Prescott.
Do Blog do Reinaldo Azevedo (citando reportagem de Marcio Aith, na Folha, mas eu não achei o original):
"Mesmo se a economia americana sair do abismo, a recuperação subsequente será pífia", disse Eichengreen.
Ou seja, esse pessoal todo que não conseguiu prever a crise agora acha que sabe tudo de consumo e mercados financeiros. Eu respeito muito todos eles, mas não sei se eles são as pessoas mais indicadas para comentar sobre mercado financeiro, formação de poupança do consumidor, etc. Principalmente em um ambiente econômico muito dinâmico como o atual, onde preços de commodities, aquecimento global, crescimento chinês, racionalização do uso da energia, etc, são peças móveis e de posicionamento imprevisível.
Acho que os palpites são meio furados e quando a grana voltar ao bolso do americano eles vão torrar tudo. O que vocês pensam?
"O futuro é sombrio. Provavelmente teremos uma década perdida. Mesmo quando sairmos da crise, será uma era de desconforto e baixo crescimento. É preciso saber quais políticas são as certas", disse Stiglitz.
"Os Estados Unidos perderão uma década de crescimento, como o Japão, depois da crise de 1992. Mas não vamos ter nova depressão, como a de 1929. As bases são muito diferentes", disse por sua vez Prescott.
Do Blog do Reinaldo Azevedo (citando reportagem de Marcio Aith, na Folha, mas eu não achei o original):
"Mesmo se a economia americana sair do abismo, a recuperação subsequente será pífia", disse Eichengreen.
Ou seja, esse pessoal todo que não conseguiu prever a crise agora acha que sabe tudo de consumo e mercados financeiros. Eu respeito muito todos eles, mas não sei se eles são as pessoas mais indicadas para comentar sobre mercado financeiro, formação de poupança do consumidor, etc. Principalmente em um ambiente econômico muito dinâmico como o atual, onde preços de commodities, aquecimento global, crescimento chinês, racionalização do uso da energia, etc, são peças móveis e de posicionamento imprevisível.
Acho que os palpites são meio furados e quando a grana voltar ao bolso do americano eles vão torrar tudo. O que vocês pensam?
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Coordenando Custos
O Governo americano está trabalhando no pacote para o setor de planos de saúde. A proposta de médicos, hospitais, clínicas e planos de saúde é reduzir os custos em 1,5% ao ano durante 10 anos.
De onde virá essa redução de custos. A idéia é aumentar a coordenação entre estas entidades. Um médico-pirmário, ou clínico-geral como chamamos no Brasil, ficaria responsável pelo paciente e faria uma triagem. Esse método evita consultas desnecessárias com especialistas, exames e internações desnecessárias e múltiplas visitas a médicos diferentes. Os médicos passariam a receber incentivos financeiros para cumprir essa tarefa de triagem.
Uma segunda idéia é nacionalizar os planos que em geral são estaduais. Isso diversificaria o público dentro de cada plano e dissolveria os preços pelo país. Hoje, o mesmo plano da mesma empresa pode custar muito mais em um estado do que no outro.
O grande ponto é tentar trazer para dentro do sistema as pessoas que não tem plano de saúde por escolha. Ou seja, pessoas que poderiam pagar um plano mas não o fazem porque acreditam ter uma boa saúde. Esse grupo é muito maior do que as pessoas imaginam...
Eu tenho a opinião de que o sistema brasileiro é superior ao americano, mas que carece de melhor administração da quantidade de vagas e acesso. Não creio que falte qualidade ao SUS, e sim leitos e maior rapidez no acesso à exames e consultas. Obviamente, o sistema gratuito cria incentivos à sobreutilização. Isso também é um problema, mas veja que a solução que está sendo proposta aqui nos EUA também seria aplicável ao SUS. Ou seja, se cada paciente tivesse um médico responsável pela sua saúde, um clínico-geral, então os custos do SUS também cairíam, assim como a sobreutilização. Pense nisso!
De onde virá essa redução de custos. A idéia é aumentar a coordenação entre estas entidades. Um médico-pirmário, ou clínico-geral como chamamos no Brasil, ficaria responsável pelo paciente e faria uma triagem. Esse método evita consultas desnecessárias com especialistas, exames e internações desnecessárias e múltiplas visitas a médicos diferentes. Os médicos passariam a receber incentivos financeiros para cumprir essa tarefa de triagem.
Uma segunda idéia é nacionalizar os planos que em geral são estaduais. Isso diversificaria o público dentro de cada plano e dissolveria os preços pelo país. Hoje, o mesmo plano da mesma empresa pode custar muito mais em um estado do que no outro.O grande ponto é tentar trazer para dentro do sistema as pessoas que não tem plano de saúde por escolha. Ou seja, pessoas que poderiam pagar um plano mas não o fazem porque acreditam ter uma boa saúde. Esse grupo é muito maior do que as pessoas imaginam...
Eu tenho a opinião de que o sistema brasileiro é superior ao americano, mas que carece de melhor administração da quantidade de vagas e acesso. Não creio que falte qualidade ao SUS, e sim leitos e maior rapidez no acesso à exames e consultas. Obviamente, o sistema gratuito cria incentivos à sobreutilização. Isso também é um problema, mas veja que a solução que está sendo proposta aqui nos EUA também seria aplicável ao SUS. Ou seja, se cada paciente tivesse um médico responsável pela sua saúde, um clínico-geral, então os custos do SUS também cairíam, assim como a sobreutilização. Pense nisso!
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domingo, 10 de maio de 2009
Livro de Econometria
Encontrei um excelente livro de econometria. O nome é Mostly Harmless Econometrics, do Joshua Angrist (MIT) e do Jörn-Steffen Pischke (LSE). O livro faz uma revisão das técnicas econométricas usadas principalmente em economia do trabalho, mas muito úteis para todos os microecomistas aplicados. Eu, particularemente, achei o livro bem escrito e recheado de bons exemplos e referências.
A relação custo-benefício é praticamente zero*, o livro custa apenas 25 dólares.
* = Taí uma coisa que eu nunca sei direito. Quando algo custa pouco e tem excelentes retornos, seria alta ou baixa a relação custo-benefício? Eu penso que deveria ser baixa, e que deveríamos escrever custo/benefício, como se fosse uma razão.
A relação custo-benefício é praticamente zero*, o livro custa apenas 25 dólares.* = Taí uma coisa que eu nunca sei direito. Quando algo custa pouco e tem excelentes retornos, seria alta ou baixa a relação custo-benefício? Eu penso que deveria ser baixa, e que deveríamos escrever custo/benefício, como se fosse uma razão.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Constante de Lecochambreut
A Constante de Lecochambreut é muito usada em provas de economia. Sua aplicação mais comum é durante provas de mestrado e doutorado. Um exemplo de seu uso é o seguinte: o aluno, provavelmente após tomar a derivada de um expressão complicada, chega à uma equação que parece ter solução impossível.
Entretanto, ele sabe que o problema tem solução, e tem uma boa intuição sobre (ou até sabe exatamente) a resposta final. É aí que entra a Constante de Lecochambreut. Sabendo que cometeu um erro em um passo anterior, o aluno, ao passar de uma linha para a outra, faz uso da constante para que a expressão final apareça.
Um exemplo comum é o aluno trocar X por (1-X), ou então y por 2y. São mudanças simples, que basicamente tem o efeito de uma constante. E daí o nome...é basicamente uma acochambrada*.
Ontem, eu passei o dia corrigindo as provas de uma cadeira que sou monitor. Em dado momento um aluno inova e faz uso da Constante Imaginária de Lecochambreut. A constante imaginária é usada quando você encontra um valor negativo dentro de uma raiz. Isso é um problema complicado, e requer uso de um conjunto de números pouco conhecido dos alunos. Entretanto, o aluno sabia que o problema não poderia requerer esse tipo de conhecimento, porque era uma cadeira de introdução à microeconomia. O que ele fez? Colocou o sinal de negativo pra fora da raiz e seguiu fazendo as contas. Obviamente, chegou ao resultado errado, já que o erro dele estava na linha anterior. Mas foi uma bela aplicação da Constante Imaginária de Leconchambreut.
* acochambrar (v.) : Fazer algo não padrão, provisório, emprovisado; "picaretear", enjambrar, "dar um jeitinho". A variação ortográfica acoxambrar é tida por muitos como sendo a ortografia original, guardando sua relação com a expressão "fazer nas coxas". Mas o uso do ch tornou-se mais comum na medida faz com que a palavra pareça ter origem francesa, e daí fica muito mais chique. Exemplo:
- Uhm, este cano precisa ser trocado.
- E se a gente colocasse Durepox?
- Não, não dá pra acochambrar!
PS: Eu não me lembro quem me falou pela primeira vez da Constante de Lecochambreut. Certamente eu fiz uso dela durante o mestrado e doutorado, sem mesmo saber o seu nome. Eu não sei, mas acho que foi o Klênio Barbosa (doutorando em Toulouse) ou o Roberto Pinheiro (Ph.D. de Penn) que me contaram. Mas, acho que eles contaram já uma história de outra pessoa, e talvez a referência mais antiga tenha sido feita pelo Humberto Moreira (professor da EPGE), que foi orientador de nós 3. Quem souber mais detalhes por favor deixe um comentário...
Entretanto, ele sabe que o problema tem solução, e tem uma boa intuição sobre (ou até sabe exatamente) a resposta final. É aí que entra a Constante de Lecochambreut. Sabendo que cometeu um erro em um passo anterior, o aluno, ao passar de uma linha para a outra, faz uso da constante para que a expressão final apareça.
Um exemplo comum é o aluno trocar X por (1-X), ou então y por 2y. São mudanças simples, que basicamente tem o efeito de uma constante. E daí o nome...é basicamente uma acochambrada*.
Ontem, eu passei o dia corrigindo as provas de uma cadeira que sou monitor. Em dado momento um aluno inova e faz uso da Constante Imaginária de Lecochambreut. A constante imaginária é usada quando você encontra um valor negativo dentro de uma raiz. Isso é um problema complicado, e requer uso de um conjunto de números pouco conhecido dos alunos. Entretanto, o aluno sabia que o problema não poderia requerer esse tipo de conhecimento, porque era uma cadeira de introdução à microeconomia. O que ele fez? Colocou o sinal de negativo pra fora da raiz e seguiu fazendo as contas. Obviamente, chegou ao resultado errado, já que o erro dele estava na linha anterior. Mas foi uma bela aplicação da Constante Imaginária de Leconchambreut.
* acochambrar (v.) : Fazer algo não padrão, provisório, emprovisado; "picaretear", enjambrar, "dar um jeitinho". A variação ortográfica acoxambrar é tida por muitos como sendo a ortografia original, guardando sua relação com a expressão "fazer nas coxas". Mas o uso do ch tornou-se mais comum na medida faz com que a palavra pareça ter origem francesa, e daí fica muito mais chique. Exemplo:
- Uhm, este cano precisa ser trocado.
- E se a gente colocasse Durepox?
- Não, não dá pra acochambrar!
PS: Eu não me lembro quem me falou pela primeira vez da Constante de Lecochambreut. Certamente eu fiz uso dela durante o mestrado e doutorado, sem mesmo saber o seu nome. Eu não sei, mas acho que foi o Klênio Barbosa (doutorando em Toulouse) ou o Roberto Pinheiro (Ph.D. de Penn) que me contaram. Mas, acho que eles contaram já uma história de outra pessoa, e talvez a referência mais antiga tenha sido feita pelo Humberto Moreira (professor da EPGE), que foi orientador de nós 3. Quem souber mais detalhes por favor deixe um comentário...
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Doutorado nos EUA
Do site da CAPES:
"Até o dia 1º de junho, os interessados podem se inscrever para a seleção de bolsistas para o programa Capes/Fullbright 2010 de Bolsa de Estudos para Doutorado Pleno nos EUA. O edital foi aberto na semana passada pela Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)."
Mais informações clicando AQUI.
"Até o dia 1º de junho, os interessados podem se inscrever para a seleção de bolsistas para o programa Capes/Fullbright 2010 de Bolsa de Estudos para Doutorado Pleno nos EUA. O edital foi aberto na semana passada pela Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)."
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Lá Vai o BC de Novo...
Lá vai o BC intervir no câmbio novamente. É sempre aquela história. Chega um momento que temos que "proteger" os exportadores. Daí, o pessoal do BC dá as mãos ao pessoal do Executivo e compra dólares no mercado.
Justo no momento que o câmbio baixo iria ajudar a conter a inflação proveniente da queda das taxas de juros e da retomanda do aquecimento da demanda, o BC vai lá e empurra o câmbio pra cima.
Quando as firmas brasileiras iriam experimentar um pouquinho de competição, o BC vai lá e "protege". Será que as nossas empresas são tão incompetentes assim? Será que o exportador precisa realmente de tal proteção?
Quando os consumidores estavam prestes a fazer uma viagem pro exterior, comprar um produto importado, as firmas iam comprar máquinas importadas e matérias-prima de fora, o BC vai lá compra 3,4 bilhões de dólares via swap cambial reverso.
Eu entendo a lógica política. Só não venham me falar em autonomia do BC. Se alguém conseguir me convencer que é apenas uma intervenção pontual para diminuir eventuais choques bruscos na cotação, ou diminuir a variância do câmbio, tudo bem. Eu retiro o que está escrito acima. Mas creio que se a política de sustentação do câmbio em um determinado patamar voltar, o Brasil estará perdendo uma bela oportunidade de aumentar sua produtividade.
Fonte: Estadão.
Justo no momento que o câmbio baixo iria ajudar a conter a inflação proveniente da queda das taxas de juros e da retomanda do aquecimento da demanda, o BC vai lá e empurra o câmbio pra cima.
Quando as firmas brasileiras iriam experimentar um pouquinho de competição, o BC vai lá e "protege". Será que as nossas empresas são tão incompetentes assim? Será que o exportador precisa realmente de tal proteção?
Quando os consumidores estavam prestes a fazer uma viagem pro exterior, comprar um produto importado, as firmas iam comprar máquinas importadas e matérias-prima de fora, o BC vai lá compra 3,4 bilhões de dólares via swap cambial reverso.
Eu entendo a lógica política. Só não venham me falar em autonomia do BC. Se alguém conseguir me convencer que é apenas uma intervenção pontual para diminuir eventuais choques bruscos na cotação, ou diminuir a variância do câmbio, tudo bem. Eu retiro o que está escrito acima. Mas creio que se a política de sustentação do câmbio em um determinado patamar voltar, o Brasil estará perdendo uma bela oportunidade de aumentar sua produtividade.
Fonte: Estadão.
terça-feira, 5 de maio de 2009
IV Encontro CAEN-EPGE
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
Camisa do Mengão
O Mengão conquistou o tri-campeonato carioca. Desta vez, sem patrocínio da Petrobrás. Na verdade, se eu observei bem as fotos, sem nenhum patrocínio na camisa. Eu acho muito mais bonita a camisa sem aquele monte de patrocínios. Uma vez a Portuguesa tinha um patrocínio dos Armarinhos Fernando que era horroroso. As camisas da NFL e da NBA, nenhuma tem patrocínio.
Mas eu entendo que os clubes precisam de verbas, e o patrocínio na camisa é uma fonte importante. Esses dias o Diego Souza (do Palmeiras) fez um gol e levantou a camisa. Não pode, no momento mais importante, o patrocínio tem que estar lá para ser visto. Eu entendo, mas não gosto.
A pergunta que fica é: será que seria ótimo regular o uso de patrocínios nas camisas de futebol? Ou seja, pode ter patrocínio, mas somente um e de um determinado tamanho máximo. A idéia é reduzir a "oferta de espaços em camisetas" e assim aumentar o valor recebido.
Essa política não é necessariamente ótima, porque ela elimina por exemplo o patrocínio nas mangas e nos ombros, adotados por alguns clubes. Ah, tem até no calção. Ou seja, antes onde estavam 3 patrocinadores, agora existirá somente um. Mas certamente ele pagará mais, já que haverá maior exposição visual e mais competição entre as empresas.
Foi basicamente essa a decisão da UEFA e também da FIFA. Seleções não tem patrocínio na camisa, mas tem "patrocinadores oficiais". É um outro tipo de patrocínio, mas que também seria uma outra opção.
O caso da UEFA (Champions League e Copa) é o caso regulado. Tamanho e modelos limitados. O blog Futebol e Negócio traz uma excelente discussão sobre o tema. Ele lembra que nas ligas nacionais de alguns países também há restrições.
O grande benefício é que expõe mais a marca do clube. O escudo, e estimula a venda de camisas, na medida que o torcedor não vai sair na rua parecendo uma página de jornal.
Acho a discussão muito interessante. E vocês? Preferem o uniforme do Mengão ou o do Coringão (com patrocínios diferentes por todas as partes)?
PS: Ah, parabéns pro Timão também!
Mas eu entendo que os clubes precisam de verbas, e o patrocínio na camisa é uma fonte importante. Esses dias o Diego Souza (do Palmeiras) fez um gol e levantou a camisa. Não pode, no momento mais importante, o patrocínio tem que estar lá para ser visto. Eu entendo, mas não gosto.
A pergunta que fica é: será que seria ótimo regular o uso de patrocínios nas camisas de futebol? Ou seja, pode ter patrocínio, mas somente um e de um determinado tamanho máximo. A idéia é reduzir a "oferta de espaços em camisetas" e assim aumentar o valor recebido.
Essa política não é necessariamente ótima, porque ela elimina por exemplo o patrocínio nas mangas e nos ombros, adotados por alguns clubes. Ah, tem até no calção. Ou seja, antes onde estavam 3 patrocinadores, agora existirá somente um. Mas certamente ele pagará mais, já que haverá maior exposição visual e mais competição entre as empresas.
Foi basicamente essa a decisão da UEFA e também da FIFA. Seleções não tem patrocínio na camisa, mas tem "patrocinadores oficiais". É um outro tipo de patrocínio, mas que também seria uma outra opção.
O caso da UEFA (Champions League e Copa) é o caso regulado. Tamanho e modelos limitados. O blog Futebol e Negócio traz uma excelente discussão sobre o tema. Ele lembra que nas ligas nacionais de alguns países também há restrições.
O grande benefício é que expõe mais a marca do clube. O escudo, e estimula a venda de camisas, na medida que o torcedor não vai sair na rua parecendo uma página de jornal.
Acho a discussão muito interessante. E vocês? Preferem o uniforme do Mengão ou o do Coringão (com patrocínios diferentes por todas as partes)?
PS: Ah, parabéns pro Timão também!
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domingo, 3 de maio de 2009
NEPOM na Imprensa
O NEPOM saiu na imprensa, confirmando sua qualidade e agora popularidade. Mais precisamente, o centro foi citado no Estado de Minas (que tem um link que chama-se www.uai.com.br, nada mais apropriado).
O problema é que o que está publicado não é precisamente o que foi dito (de fato escrito) pelo ao jornal.
Isso acontece. Mas é sempre bom estarmos de olho para fiscalizar...
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Isso acontece. Mas é sempre bom estarmos de olho para fiscalizar...
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Prova da ANPEC
Tá, eu sei, ainda tá cedo pra falar em Prova da ANPEC. Mas, o Enoch Filho foi Além das Curvas e analisou os dados referentes aos candidatos à Mestre em Economia via Prova da ANPEC do ano passado. Excelente post com direito à tabela no Excel e tudo mais. Parabéns aos organizadores dos dados e ao Enoch Filho.
Queres conferir? Então clica AQUI!
PS: O blog foi pra barra lateral. Já era para estar lá há tempo...
Queres conferir? Então clica AQUI!
PS: O blog foi pra barra lateral. Já era para estar lá há tempo...
sábado, 2 de maio de 2009
Peer Effect
No primeiro e segundo andares do prédio da economia aqui de Penn ficam os departamento de demografia e sociologia. Alguns colegas meus dizem que são os departamentos do pessoal que gosta de contar pessoas. Eu discordo. Alguns trabalhos são interessantes. Apesar do pouco rigor teórico-formal, as novas idéias podem rapidamente virar um artigo de primeira linha agregando-se um modelo e um rigor maior no tratamento dos dados.
Essa notícia, saiu no Wall Street Journal (site), por exemplo:
“Having a friend who is stronger in school does really matter for college,” said Jessica McCrory, a sociology graduate student at the University of Pennsylvania, who co-authored the study with her advisor Grace Kao.
The pair’s study uses data from a survey of 90,000 adolescents, and breaks kids into three socioeconomic groups determined by their mother’s education – “bachelor’s or higher” in the highest socioeconomic group, “some college” in the middle, and “high school only” in the lowest.
After controlling for variables such as gender, race, age, college aspirations and mother’s expectations, the study found that across all socioeconomic levels, the more advantaged a kid’s friends, the more likely they were to go to college.
É mais uma evidência do chamado "peer effect". Ou seja, a qualidade dos seus colegas e amigos tem um impacto importante no seu aprendizado, experiências e oportunidades futuras.
Essa notícia, saiu no Wall Street Journal (site), por exemplo:
“Having a friend who is stronger in school does really matter for college,” said Jessica McCrory, a sociology graduate student at the University of Pennsylvania, who co-authored the study with her advisor Grace Kao.
The pair’s study uses data from a survey of 90,000 adolescents, and breaks kids into three socioeconomic groups determined by their mother’s education – “bachelor’s or higher” in the highest socioeconomic group, “some college” in the middle, and “high school only” in the lowest.
After controlling for variables such as gender, race, age, college aspirations and mother’s expectations, the study found that across all socioeconomic levels, the more advantaged a kid’s friends, the more likely they were to go to college.
É mais uma evidência do chamado "peer effect". Ou seja, a qualidade dos seus colegas e amigos tem um impacto importante no seu aprendizado, experiências e oportunidades futuras.
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
Construção Civil
O pacote de habitação do governo parece que surtiu efeitos. O setor imobiliário e construção civil cresceram bem na bolsa este mês que passou. Do InfoMoney:
SÃO PAULO - As ações da Rossi Residencial (RSID3) foram o principal destaque de valorização dentre os papéis que compõem o Ibovespa no mês de abril. Os ativos registraram valorização de 104,05%, cotados a R$ 7,55, sendo influenciados, dentre outros fatores, pelo anúncio do pacote habitacional do governo Lula. No mesmo período o Ibovespa registrou alta de 15,55%, maior ganho mensal do índice desde fevereiro de 2005.
...também se destacaram positivamente os papéis de Gafisa (GFSA3, R$ 18,98, +62,92%), B2W (BTOW3, R$ 34,36, +59,30%) e Cyrela Realty (CYRE3, R$ 13,61, +48,26%).
Como diz um amigo do meu pai: "Alguém ganha..."
SÃO PAULO - As ações da Rossi Residencial (RSID3) foram o principal destaque de valorização dentre os papéis que compõem o Ibovespa no mês de abril. Os ativos registraram valorização de 104,05%, cotados a R$ 7,55, sendo influenciados, dentre outros fatores, pelo anúncio do pacote habitacional do governo Lula. No mesmo período o Ibovespa registrou alta de 15,55%, maior ganho mensal do índice desde fevereiro de 2005.
...também se destacaram positivamente os papéis de Gafisa (GFSA3, R$ 18,98, +62,92%), B2W (BTOW3, R$ 34,36, +59,30%) e Cyrela Realty (CYRE3, R$ 13,61, +48,26%).
Como diz um amigo do meu pai: "Alguém ganha..."
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