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terça-feira, 31 de março de 2009

O Pulo do Gato do Skype

O Skype sempre foi visto como uma ameaça às empresas de telefonia celular. O medo era que as pessoas deixassem de fazer ligações do celular e usassem somente o computador.

Com a chegada dos celulares com acesso à Internet (Iphones, blackberries, etc.) e a criação dos planos de trasmissão de dados, as coisas mudaram um pouco. Em breve, você poderá instalar o Skype no seu celular. Você poderá ligar para uma outra pessoa usando a conta do Skype e falar gratuitamente (se a pessoa também estiver usando o Skype), ou pagando uma tarifa que é cobrada pelo Skype para telefones convencionais.

Daqui da Philadelphia para Porto Alegre, ligar para um celular é 21 centavos o minuto, e para um fixo sai 5 centavos o minuto (tudo em dólar), se não me engano.

Você pensaria que isso é um mal negócio pra empresa de telefonia, já que você não gasta os "minutos" do seu plano de celular. Bem, o raciocínio está correto. Mas, você gasta o plano de dados. Já que você está conectado. E ambas empresas saem ganhando.

Algumas restrições vão ser aplicadas, é claro. Mas eu achei muito bacana. Parece com a idéia que tínhamos quando o email se difundiu. Todos acharam que as cartas convencionais acabariam. Mas daí vieram as compras online e as empresas de correios passaram a ter um grande movimento de entregas.

É realmente o pulo do gato do Skype! Leia mais AQUI.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Boa Pergunta

Considerando a completa bagunça em que se encontram as finanças das famílias americanas, uma boa pergunta é esta AQUI.

Academia na Amazon

E os artigos acadêmicos finalmente estão disponíveis na Amazon. Agora você pode adquirir alguns artigos de periódicos de economia direto pela internet. O preço é meio salgado. Clique AQUI para ver um exemplo.

domingo, 29 de março de 2009

XXII Fórum da Liberdade

Para os que residem no Brasil aí vai uma dica. Estão abertas as inscrições para o XXII Fórum da Liberdade. Informe-se clicando AQUI.

Vale a pena conferir os palestrantes e os debates.

sábado, 28 de março de 2009

Novidades no Blog

Aos poucos estou fazendo umas mudanças no blog. Essa sexta-feira adicionei um campo que permite que os leitores recebam os posts por email (ver barra lateral). Também coloquei um ícone para melhorar a divulgação dos RSS Feeds (ver bonequinho cor de laranja lendo jornal, também na barra lateral).

Aguardo sugestões via email ou comentários!

Bom findi galera!

PS: Sim, ontem fiz minha reestréia nos gramados americanos. Foi uma mistura de Ronaldo Fenômeno e Jonas (do Grêmio). Consegui umas arrancadas, mas perdi vários gols feitos. No fim deixei um de canhota. Ah, Primavera!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Impressões Sobre a Crise

A minha impressão sobre este momento da crise aqui nos EUA é a seguinte: o motivo pelo qual a economia americana não cresce não é a crise bancária e a sua consequente redução do crédito.

O motivo principal é que as pessoas não querem tomar empréstimo. Minha leitura é que o problema não é de oferta de crédito, e sim de demanda. As pessoas estão poupando para pagar dívidas que acumularam no passado, e para se previnir de uma possível demissão.

Sim, o desemprego está aumentando e as pessoas demitidas precisam de crédito. Mas elas têm o seguro-desemprego e conseguem algum crédito no mercado. O problema é que agora os bancos estão realmente fazendo análise de risco, e essas pessoas não se qualificam. A grande sacada é que elas não se qualificariam em momento algum, se essa análise fosse sempre feita corretamente, independente de a economia estar crescendo ou em crise.

A meu ponto é a mudança na chamada propensão marginal à consumir. Se a PMgC diminui, por qualquer motivo que seja, diminui o consumo agregado. É uma queda na demanda agregada que no curto prazo diminui o produto e o nível de preços (ver figura).

Note que esse momento é diferente do momento inicial, quando houve redução do crédito e consequente diminuição da oferta de moeda, e por fim uma redução da demanda agregada. O minha impressão é que o crédito foi lentamente voltando aos níveis anteriores, mas as pessoas se deram conta que não precisam consumir nos níveis anteriores. Não agora, quando ainda pairam algumas incertezas sobre o futuro próximo.

Algo similar aconteceu com o Brasil após o apagão de 2001. Quando terminou o período de racionamento, as pessoas não voltaram imediatamente para o consumo anterior. Acho que algo parecido pode acabar acontecendo com a economia americana. É o que a Time Magazine está chamando de o Fim da Era dos Excessos.

Sachsida no O Globo Online

Adolfo Sachsida explica o problema com o Pacote Habitacional do Governo Federal e de quebra vai parar na capa do O Globo Online. Leia o artigo clicando AQUI.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Legalização e Divulgação

Washington (DC), é a capital americana da AIDS. Cerca de 3% dos residentes são portadores do vírus, o que coloca a cidade em níveis como os de Uganda e outros países africanos. O índice é 3 vezes o número considerado de epidemia entre as entidades médicas americanas (1%).

Eu não sou estudioso do asunto, mas eu imaginaria que parte do problema está na ausência do uso da camisinha. O Brasil, apesar de ser o maior país católico do mundo, é referência em programas de combate ao vírus da AIDS. E a camisinha cumpre um papel importante.

Aqui nos EUA não só a camisinha não é usada e divulgada como no Brasil, mas a prostituição também é ilegal na maioria dos condados, incluindo Washington, DC. Isso causa um problema maior, na medida que a ilegalidade compromete parte dos incentivos ao combate ao vírus nesse setor. Por exemplo, se a prostituição fosse legal haveria competição entre as prostitutas e prostíbulos, e certamente os consumidores procurariam os que fossem mais seguros (à um custo mais baixo). Poderia haver, por exemplo, um selo de referência dado por uma entidade governamental ou do setor privado.

Essa semana o Humberto Laudares relatou seu encontro com a brasileira Gabriela Leite, atual Secretária-Executiva da ONG Davida e da marca de roupas Daspu. O post do Humberto é muito bacana e traz um debate interessante sobre o assunto. O link está AQUI. Vale a pena a leitura.

Os debates sobre a legalização da prostituição e a divulgação do uso da camisinha por parte do governo são cheios de juízos de valor, mas do ponto de vista puramente econômico a discussão tende a ser em prol da legalização da prostituição e da divulgação da camisinha.

E vejam como são as coisas...enquanto a representante da Daspu dá palestras para os americanos, a representante da Daslu vai conversar com a PF.

quarta-feira, 25 de março de 2009

SAT Brasileiro

Está AQUI uma idéia que eu gostei. O SAT é muito bem usado aqui nos EUA. Todos fazem uma prova semelhante e recebem os resultados. Você manda seu histórico escolar e resultado do SAT para a universidade e ela te aceita ou não.

Na minha opinião, o maior problema do formato do Vestibular brasileiro é o fato de as datas coincidirem e a pessoas terem que estar presente fisicamente. Ou seja, um aluno de Teresina não pode tentar o vetibular da UFSC porque as datas são as mesmas. A proposta acabaria com esse problema. O aumento da competição será excelente para as universidades.

Isso, sem falar nas provas que não avaliam nada. Ou será que com uma prova que tem 10 questões de Química você tem uma boa amostra do que o aluno aprendeu nesta matéria? Pelo menos a proposta traz um aumento no ridículo número de 63 questões de múltipla escolha (já falei disso AQUI).

Não gostei do fato de ter uma segunda fase, mas achei legal a idéia de a prova ter componentes específicos. Isso é impotante, na medida que alguns cursos requerem habilidades extras.

Eu vou adiantar o que pode acontecer. Se o modelo der certo e for executado com competência as universidades privadas vão acabar com o vestibular (que tem um custo bem alto) e usar o resultado da prova do novo ENEM.

Os Componentes da Crise

Derrubar a economia americana é como derrubar um avião sem querer. Várias coisas tem que dar errado simultaneamente para que isso ocorra. A crise teve vários componentes. Vou fazer uma listinha rápida e vocês palpitam sobre os items que devo adicionar, corrigir ou retirar.

1) Compradores de imóveis tomando muito risco. Muitos não tinham idéia desse risco.

2) Vendedores de imóveis sendo coniventes com esse risco exacerbado, pois mais tarde venderiam esse risco.

3) Nos items 2) e 3), em muitos casos, houve fraude de documentação. Auditores internos também foram lenientes com isto.

4) Existência de crédito barato nos bancos (política monetária) e empresas de controle estatal como Fannie Mae e Freddei Mac.

5) Existência de um mercado pouco regulado de venda de títulos que tinham como base empréstimos imobiliários, as chamadas mortgage-backed securities. Esse mercado foi criado nos anos 80. Até esta época, um título com base em hipotecas era muito seguro.

6) Má avaliação por parte das agências de risco.

7) Existência de um mercado de securitização destes títulos, os chamados collateralized debt obligation. Essas securities agrupavam vários títulos de alto risco, com títulos de baixo risco.

8) Compra exagerada destes títulos por determinadas instituições financeiras, também carentes de regulação.

9) Baixo nível de poupança dos consumidores (alavancagem exagerada) e de certas instituições financeiras.

10) Completa ausência de regulação do início ao fim destes eventos. Desde uma detalhada análise renda/patrimônio dos indivíduos até as complexidades do sistema financeiros e balanços de instituições não-bancárias.

Uma excelente análise de todo esse processo foi feita pela NBC em uma série de programas chamada Inside the Financial Fiasco, no Dateline. Eu deixo AQUI e recomendo fortemente a leitura do texto, que tem várias páginas, como também os vídeos.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Sobre a Natureza das Instituições

Por que a recente crise financeira americana foi tão devastadora?

Estimativas iniciais indicavam que as perdas com os papéis atrelados a hipotecas eram da ordem de 500 bilhões de dólares, números revisados posteriormente para algo entre 700 bilhões e 1 trilhão. Dado que, antes da crise, o valor do mercado acionário americano era proximo a 16 trilhões de dólares, as perdas com papéis hipotecários foram equivalentes a uma queda de 6% nas bolsas americanas.

Meses ou mesmo semanas nas quais as bolsas americanas amargaram perdas de 6% ou mais não são incomuns na história recente. Portanto, vez por outra o sistema financeiro americano viu-se diante de perdas semelhantes as atuais. O que diferenciou a atual crise de flutuações passadas foi a natureza das instituições atingidas.

Quando bolsas caem, as perdas são dissemidas por inúmeros investidores: bancos, fundos de pensão, empresas seguradoras, investidores individuais. As perdas com papéis hipotecários, ao contrario, foram particularmente concentradas em bancos de investimento. Como estes bancos estavam demasiadamente alavancados, tais perdas aniquilaram seus respectivos capitais próprios, levando instituições à falência e disseminado pânico entre os investidores. O restante da história é conhecido por todos.

Uma lição importante que retiramos deste episódio diz respeito à forma de financiamento empregada na economia. Economias que se baseiam em alavacangem elevada, principalmente no sistema financeiro, ficam expostas a riscos sistêmicos que eventualmente redundam em crises financeiras agudas. Financiamento via participação acionária, por outro lado, permite a economia disseminar perdas e evitar riscos sistêmicos. Esta premissa deve guiar a reconstrução do sistema financeiro nos Estados Unidos e em outros países.

Tiago Severo (Aluno de Ph.D. em Economia da Harvard University)

domingo, 22 de março de 2009

Quem Não Dança...

...não gera energia! Este é o conceito por trás do Sustainable Dance Floor. A idéia é simples. A pista de dança gera energia através do movimento das pessoas, além disso as cores e luzes no chão da pista interagem com as pisadas dos dançarinos. Achei muito legal! Eu, que já gosto de me saracotear, ia me divertir nessa discoteca (bah, que velho...acho que ninguém usa discoteca, agora deve ser CDoteca).

Eu já tinha visto isso em academias de ginástica, onde as pessoas nas esteiras e nas bicicletas geravam energia para fazer o próprio aparelho funcionar.

Vejam os detalhes sobre o Sustainable Dance Floor no excelente site Obvious.

Quem não dança, segura criança!

sábado, 21 de março de 2009

Tu Pasión, Nuestro Compromiso

O Banco Santander é o novo patrocinador da Copa Libertadores, substituindo a Toyota (acho que já era no ano passado, não me lembro). Eu assinei a Fox Sports En Español e assisto tudo que aparece pela frente. Quarta-feira, por exemplo, assisti o Guarany perder para o Boca com um penalty roubado escandalosamente. Mas, faz parte do futebol.

O problema é que a cada intervalo, cada chamada e a cada final de jogo aparece uma propaganda do Santander que diz: "Banco Santander: tu pasión, nuestro compromiso". A sorte é que não tem um Banco Santander aqui por perto, se não eu já teria aberto uma conta lá. A propaganda é realmente persistente, aparece muito seguido.

Alguns especialistas no assunto dizem que o marketing americano é um dos melhores e também grande responsável pelo consumismo americano. Essas pessoas estão dizendo que o que falta no momento é um aumento da propaganda, e não uma diminuição (como está ocorrendo no momento).

Eu, até assinar os canais de esporte, não acreditava muito nessa de marketing. Agora eu acredito.

Leia o artigo da Fortune sobre o assunto clicando AQUI.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Sobre Oferta de Moeda

O Fed resolveu fazer o que os economistas chamam de operações de open-market. Ou seja, o Fed vai lá e compra/vende títulos para aumentar/diminuir a base monetária.

O Fed anunciou que vai comprar títulos. Ao comprar títulos ele expande a base monetária, e injeta papel-moeda na economia, o que leva a um aumento do crédito, e por conseqüência, do PIB e do nível de preços, para uma oferta agregada constante (curto prazo).

É uma medida expansionista. O que confunde o mercado é que, ao mesmo tempo que o governo Obama emite títulos para fazer uma política fiscal expansionista, o Fed vai lá e compra os títulos fazendo também uma política monetária expansionista.

O resultado pode ser o aumento da inflação doméstica, mas a pior consequência pode ser um dólar fraco. Especialistas acreditam que grande parte da segurança atribuída aos Treasuries (os títulos americanos) vem do fato de ele ser em dólar, e o dólar ser uma moeda forte. Além disso, todos os preços que são indexados em dólares, como as commodities internacionais podem ficar mais caras com isso.

O mercado ainda não sabe quais serão as conseqüências reais. Mas quem sai ganhando com certeza é o Euro, e as moedas dos países produtores dessas commodities, como já vimos AQUI durante o verão (americano) passado.

Um artigo interessante sobre o assunto é este AQUI. Vale a pena a leitura.

quinta-feira, 19 de março de 2009

A Poupança do Lula

Nosso presidente se deu conta que quando os juros reais começam a cair, então as pessoas investem na poupança, cuja a taxa de retorno não obedece aos princípios da oferta e demanda por crédito. É um pequeno passo na direção de entender alguns princípios básicos da teoria de escolha. Tá indo bem o nosso presidente. Já está melhor que o Chávez.

A alternativa mais elegante seria desvincular os retornos da poupança da TR + 0,5% ao mês, que é a regra atual. Basicamente, os bancos iriam competir pelos clientes, como eles já fazem na renda fixa (e como fazem em alguns países desenvolvidos, como aqui nos EUA). Outra alternativa seria diminuir os impostos que incidem em outras aplicações financeiras mas não na poupança, como o Imposto de Renda, por exemplo. Mas esta alternativa reduz a receita federal, que já está mal das pernas.

O raciocínio (desvincular a poupança da TR+0,5%) está economicamente correto. O que não está correto é a justificativa dada pelo governo para alterar a forma de remuneração da poupança. Não é para proteger ninguém. É apenas para atender alguns princípios que existem no que o próprio presidente costuma chamar de o "Deus Mercado". Em geral, ele usa o termo de forma irônica. Desta vez, companheiro, o "Deus Mercado" te pegou!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Desequilíbrio de Nash

Em determinado momento no filme Uma Mente Brilhante, eles tentam explicar como o equilibrio de Nash funciona na prática. O Nash e os amigos estão num bar e decidem que nenhum deve conversar com a guria mais bonita do grupo e assim eles ficam com as mais feias e nenhum fica sem mulher. Bem, isso não é um equilíbrio de Nash. Esse cartoon abaixo trata com humor a questão:

(clique na figura que aumenta)

Fonte: XKCD.

terça-feira, 17 de março de 2009

Quem Está Pagando o Bailout Americano?

Você quer saber quem está comprando a dívida que os americanos estão emitindo para pagar seu plano de recuperação (o chamado Bailout)?

Pois clique AQUI e descubra a posição do Brasil na lista dos países que mais possuem Treasuries Securities. Compare a coluna bem da direita com a coluna bem da esquerda e descubra quem anda comprando a dívida nos últimos seis meses...

Cartões de Crédito

Há exatos sete meses eu alertei sobre o setor de cartões de crédito. Na medida que a crise avança, as pessoas vão buscando cada vez mais parcelar as compras no cartão de crédito. Chega um momento que o cartão passa a ser o último refúgio.

Quando falta dinheiro para pagar o cartão de crédito é porque as formas de obter crédito realmente se esgotaram para aquela pessoa. No agregado o resultado é o aumento da chamada delinquency rate, ou, taxa de inadimplência.

Ontem o mercado estava indo bem, empolgado com as boas notícias no setor bancário. Mas a notícia que a American Express está enfrentando taxas de inadimplência cada vez mais altas põe novamente a economia em alerta.

Esse é um setor que eu considero o termômetro das finanças dos americanos. Em média, um trabalhador americano deve cerca de 9,500 dólares no cartão de crédito. O fim deste meio de transferir renda intertemporalmente pode significar uma maior restrição no consumo dos americanos.

Um segundo problema é que muitos bancos são os seguradores desses empréstimos que ficam inadimplentes, trazendo mais risco para os bancos...

Acho que o movimento de ontem foi pontual. Mas, fiquem atentos ao desenrolar das notícias do setor de cartões de crédito.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Chávez e a Economia da Pesca

Hugo Chávez resolveu aparecer nas manchetes novamente. Acho que bateu uma ciumeira do Obama. Desta vez mandou fechar portos e aeroportos. Outras medidas econômicas estão à caminho. Segundo o camarada Chávez (da Folha):

"Praticamente estamos dando a gasolina de presente. O povo gasta muita gasolina nestes carros de luxo, não é justo que os ricos quase não paguem gasolina por aqui." "...Não é justo que estejamos especulando com roupas, alimentos ou qualquer coisa."

Ótimo, acho que entendi a política do Chávez. Ele vai diminuir a oferta dos produtos citados. Ele começou bem, uma das medidas foi a proibição da pesca. Peixe agora só pode ser pescado com caniço. Nada de rede. É o chamado "Plano Nacional de Eliminação da Pesca de Arraste". É uma grande sacada, você aumenta o custo de pesca e o preço do peixe aumenta.


Daí é "bem bom", porque não faz sentido nenhum! Mas pelo menos os ricos vão parar de receber peixe "de graça" e também é ecologicamente correto. Uma beleza! Em plena a crise você aumenta custos de produção!

Cada uma que me aparece...

sábado, 14 de março de 2009

Break

Este final de semana tirei uma folga. Recebo uma visita ilustre, e estarei ocupado. Segunda-feira voltamos com tudo! Bom final de semana!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Summers e A Crise

E veja quem também acha que os sinais do fundo do poço estão começando a aparecer: Lawrence Summers (principal conselheiro de Obama, e ex-reitor de Harvard). Leia o que ele acha do momento datual da economia. Basta clicar AQUI.

Sinais do Fundo do Poço

- Por aqui parece que o fundo poço está chegando.
- Que otimismo, hein?

Mas, alguns sinais são positivos. Em particular, a nota do Citigroup informando que teve lucro nos primeiros dois meses do ano, Ben Bernanke pedindo por maior regulação no setor financeiro como um todo (não só bancário) e o aparente fim da queda no preço das commodities agrícolas e do petróleo.

Índices de Commodities da Bloomberg:


Preço do Petróleo (light sweet crude):

O mercado de trabalho, entretanto, ainda vai piorar. O trabalho é sempre o insumo que é ajustado mais rapidamente. Mas, isso demora a aperecer nas estatísticas. Certamente os dados de pedidos de seguro-desemprego contém uma informação mais precisa do que a taxa de desemprego em si. Nas recessões passadas, a taxa de desemprego chegou a 10%. Isso já ocorre em alguns estados americanos.


Mapa do Desemprego do Yahoo!:
Ainda sobre o desemprego, é bom notar essa é uma crise diferente. Ela afeta mais aos homens dos que as mulheres, e afeta mais as pessoas com pouca instrução do que as pessoas com curso superior. Isso ainda será tema de muito estudo e de muitas políticas públicas num futuro próximo. E quem sabe, de um futuro podcast.

Alguns indicadores servirão para anunciar o fim da crise. O primeiro vem justamente do mercado de trabalho. Quando o número de horas trabalhadas e de trabalhadores temporários aumentam, em geral é um sinal de que o mercado está aquecendo. Olho nesses indicadores.

No mercado de imobiliário, a informação que eu tenho é que as regiões mais afetadas pela bolha já têm preços em níveis historicamente normais. O problema é que o custo de construção também está caindo com a crise. Logo, há espaço para mais queda. Espera-se que os preços alcancem algo próximo do custo de construção. Isso implicaria uma queda de mais 20% nos preços.

Alguns indicadores antecedentes são os índices de mercado: S&P, Nasdaq e Dow Jones. O problema é que enquanto o setor financeiro não recuperar sua liquidez, nenhum deles vai subir muito. O centro da crise agora é a liquidez do sistema financeiro.

Os sinais de que a economia atingiu o fundo do poço não são muitos. Ficamos mais na torcida do que qualquer outra coisa. Mas lampejos de otimismo como os desta semana são bem vindos. Em algum momento, a economia vai reagir. Ela sempre reaje. O S&P, por exemplo, historicamente atinge o fundo do poço entre 4 e 8 meses antes da recessão acabar. Um início de alta no mercado
hoje, indicaria uma economia com crescimento já no fim do verão americano, ou do ano.

A questão agora é acertar o timing de entrar na bolsa...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Taxa de Juros

O BC baixou a taxa Selic em 1.5%, e poderia ter sido mais. O mercado esperava até uma queda de 2%. O pessoal do NEPOM fez um trabalho bem legal, usando dados de diferentes fontes. Até dados do Google Trends foram usados. A previsão do Núcleo de Estudos de Política Monetária do IBMEC/MG era de uma queda de...

Confira você mesmo clicando AQUI.

Obama, Educação e Mercado

A teoria econômica nos ensina que, em geral, uma pessoa fica melhor ao receber o dinheiro do que uma tranferência material ou um subsídio. Isso ocorre porque as pessoas sabem o que é melhor pra elas. Na educação ocorre o mesmo. Se todas pessoas tivessem dinheiro, a maioria procuraria colocar o filho na escola de melhor qualidade.

Uma forma de incentivar melhor qualidade é dar dinheiro para os pais e eles escolhem onde o filho irá estudar, aumentando a competição entre as escolas particulares (em geral, de maior qualidade). É o chamado programa de vouchers escolares. O governo, ao invés de custear prédios e professores, transfere o dinheiro para os pais e eles escolhem a escola particular que caiba no valor do voucher. Um programa educacional ideal teria um pouco dos dois, escolas públicas e vouchers.

Isso foi tentado (para servir de modelo nacional) aqui em Washington (DC), com relativo sucesso em termos de melhoria nos resultados dos testes dos alunos. O medo, entretanto, é que isso acabe matando o ensino público aos poucos. Confesso que não entendo esse medo.

Bem, a verdade é que os Republicanos apoiaram esse sistema de vouchers e os Democratas sempre foram contrários. Então, Obama assumiu e acabou com o programa. Isso faz parte do Chaaaaange...

O ponto da crítica é que as filhas de Obama não estudam na escola pública. Se ele, que procura o melhor pras filhas dele, não põe elas em uma escola pública, por que não manter o programa que caminhava tão bem? A resposta é simples. Pressão política de grupos interessados (inclusive professores da rede pública). Mas eles argumentam (para a mídia) que como o programa não pode atender a todos os que se qualificam, então não deve atender nenhum.

O Roland Martin, da CNN, traz um ótimo contraponto.

"To me, that's sort of like saying that historically African-Americans are likely to have high rates of diabetes and hypertension, so instead of launching a program to save some from developing the disease, let's wait for a comprehensive plan where all can be saved at one time.

But preaching to the rest of us about the virtues of a public education, then sending your own children to private school and denying the use of vouchers so others can do the same, is frankly hypocritical."

Ponto para o Roland Martin!

Leia o artigo completo clicando AQUI.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Professor de Economia na UFPel

Estão abertas as inscrições, até o dia 27 de Março, para uma vaga em Teoria Econômica, ou seja, Macro e Micro. O concurso é para Professor Adjunto de Economia na UFPel. Veja o link para o edital e demais informações no Blog do Leo Monasterio.

Confiram os detalhes clicando AQUI.

Nascendo na Crise

Em tempos de crise surgem muitas empresas inovadoras e empresários que depois acabam se tornando referências de mercado. O problema é conseguir o capital. Daí achei esta notícia do site da BM&FBOVESPA:

A BM&FBOVESPA realiza na próxima quarta-feira (11/03) o III Encontro Bovespa Mais, iniciativa da Bolsa para ampliar o relacionamento das empresas com agentes do mercado que têm interesse em atuar em processos de abertura de capital voltados ao segmento de listagem Bovespa Mais. O evento reúne nessa edição as companhias Mastersaf, Alog e BS Bios, que se apresentarão para uma platéia composta por intermediários financeiros, assessores legais e auditores.

Cada empresa terá 40 minutos para fazer sua exposição, seguida por um intervalo para a troca de contatos com os demais participantes do evento. A primeira empresa que irá se apresentar é a Mastersaf, líder em software de solução complementar fiscal e tributária, integrada aos principais softwares de gestão corporativa. A Alog, segunda empresa a se apresentar, ocupa a liderança em hosting gerenciado no Brasil e gerência mais de 4 mil servidores, aplicações para internet, sistemas de missão crítica e aplicações de TI. Por fim, a BS Bios é uma das maiores produtoras de biodiesel do país e tem em seu quadro social empresários gaúchos ligados a diversos setores. Nas duas edições anteriores do Encontro, realizadas em 2008, participaram seis empresas: Esporte Interativo, Senior Solution, Le Biscuit, Teikon, Galena e BRQ.

Essa iniciativa é muito boa! Two tumbs up!

terça-feira, 10 de março de 2009

Gold Farmers

A blogosfera se agitou com os Gold Farmers, o Leo postou, o Philipe analisou e o Shikida deu até referências. Então, resolvi palpitar também. Pra dar graça, eu vou ser do contra. Lá vai (mas para entender primeiro leia o post do Philipe clicando AQUI):

Como diz o Philipe, não precisa ter um MBA em Wharton para se descobrir novos mercados (achei excelente a frase). Especialmente se for ilegal. Essa atividade, até onde eu entendi é ilegal. Na medida que o sujeito precisa ter uma conta Paypal nos EUA. Mas deixo isto de lado (não deveria...). Vou bater em outro ponto.

O serviço em si (trabalho na internet) não é um novo mercado. Muitos web designers já fazem isto há anos. Basicamente, você vende o seu serviço pela internet e recebe de alguma maneira. Algumas destas transações não são reguladas, ou legais. Mas sigo...

Uma forma interessante de ganhar dinheiro na internet é via Second Life. Aquele jogo que imita a vida. Muita gente ganha dinheiro com especulação imobiliária, criando roupas e outros serviços dentro do jogo. O Second Life é ainda mais legal, pois empresas reais participam. Por exemplo, você pode entrar na loja da Adidas no Second Life e comprar uma roupa da Adidas por seu avatar (seu bonequinho). Tá aí um resultado que eu queria saber, qual o resultado do marketing no Second Life nas vendas dessas empresas?

Os Gold Farmes são apenas pessoas que vendem o trabalho a um preço baixíssimo em um mercado que sempre existiu: o de serviços pela internet. A questão é que eles se especializaram em algo específico, jogar Warcraft e jogos similares.

Esse mercado existe no Brasil há muito tempo (desde que o jogo existe, basicamente). Inclusive há casos de pessoas foram sequestradas em lan-houses no Rio de Janeiro para ter a sua conta virtual transferida para bandidos. O grande ponto dos Gold Farmers no vídeo é que o preço deles é quase zero. Inclusive, nota-se que as condições de trabalho são, digamos, precárias.

Enfim, concordo que é bonito a oferta sendo criada para atender a demanda e tal. Mas, quero deixar claro que não achei nada de novo. Aliás, apenas confirmei um pensamento antigo: alguns povos derivam pouquíssima utilidade do lazer e das condições higiênicas do ambiente que vivem/trabalham.

É uma questão de preferências e custo marginal quase zero. Na medida em que preferências são heterogeneas, é natural que apareça alguém prestando um serviço a preço quase zero. Em alguns lugares essas pessoas aparecem com mais freqüência do que em outros...

PS: os posts são em si interessante, é óbvio, trazem um aspecto econômico e o vídeo é bem legal. Mas eu só queria fazer o ponto que o mercado não é novo, e que preferências são heterogeneas (ainda vai acento nisso?).

segunda-feira, 9 de março de 2009

Laranja Brasileira

Um dos produtos brasileiros que os americanos mais temem é a laranja. Uma das marcas de suco de laranja aqui se chama Florida's Natural. O ponto de todos os comerciais é que o suco é melhor porque as laranjas são americanas. Mais ou menos como na antiga propaganda do Banrisul: "Melhor porque é nosso" (Dã!).

No site da Florida's Natural tem uma seção em que você pode clicar nas embalagens da concorrência e verificar que contém suco de laranja do Brasil. É como se no site do Banrisul tivesse uma imagem do Santander mostrando a bandeirinha da Espanha do lado. É realmente o fim da picada. É a completa falta de argumento. Ou melhor, é um argumento: se você deriva utilidade da origem do produto que consome, beba suco de laranja da Florida's Natural. Mas é difícil imaginar isto aqui nos EUA, onde 90% dos brinquedos vêem da China, por exemplo. Mais ainda, suco de laranja já é tratado como commodity pelo mercado (AQUI).

O pior não é isso. O pior é que o suco da Tropicana, que usa concentrado brasileiro, é o líder de mercado. Mais ainda, esses dias comprei um suco concentrado no supermercado (nem olhei a marca direito), e o concentrado é melhor e rende mais. Vale mais a pena comprar o suco concentrado e diluir na água.

Eles tem o direito de fazer o marketing que quiserem, óbvio. Mas podia dar uma levantada no nível...

Clique AQUI para ver a origem dos sucos de laranja nos EUA, mas deixe para clicar no Florida's Natural por último.

PS: O mais ridículo é que o caminho para o link acima tem um subdiretório que chama-se "fun-stuff": http://www.floridasnatural.com/fun-stuff/where-does-your-juice-come-from

Eu Avisei...

Depois não digam que eu não avisei (porque na verdade eu avisei lá em Dezembro e em Janeiro): vem uma recessão pela frente. No Brasil, é claro, porque aqui a coisa está no negativo há um tempo.

Leiam as novas previsões para a economia clicando AQUI (do Estadão).

domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher 2009

Gostaria de homenagear as mulheres economistas. Hoje, no Dia Internacional da Mulher, o post vai deixar como dica de leitura os artigos da Carmen M. Reinhard, da University of Maryland.

Ela é a primeira colocada no ranking de mulheres no IDEAS e recentemente publicou um paper chamado "Is the 2007 US Sub-prime Financial Crisis So Different? An International Historical Comparison" na AER, com o Ken Rogoff.

Querem saber uma curiosidade sobre esta economista: ela nasceu em Havana, Cuba. Fez graduação na Florida International University e o Ph.D. na Columbia University.

Ela é uma das referências sobre a crise atual, tendo lançado um livro no mês passado. Segue um link para a sua biografia/curriculum AQUI.

Parabéns a todas mulheres, em especial, as economistas.

PS: Parabéns também para Sra. Costa, a economista dona do meu coração!

sábado, 7 de março de 2009

I Love...

Se você gosta realmente de economia você pode comprar uma destas camisetas aqui:


Para encomendar a sua camiseta econômica ou de qualquer outro tema, basta clicar AQUI.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Posts Divertidos

O Renato Byrro (do blog A Outra Face da Moeda) escreveu um post legal sobre a luta de Hugo Chavez contra os arrozeiros. Deixo o link AQUI para vocês se divertirem também. Como micro básica é útil!

Um outro post, ainda mais engraçado, foi publicado pelo Erik Figueredo (do blog Moral Hazard). Ele lista algumas frases de professores de economia da UFRGS. Segue o link AQUI. Engraçadíssimo!

Raciocínio Correto

A Virgin vai fechar as suas mega lojas aqui nos EUA. Incluindo a mega loja da Times Square em NY. Era uma das minha lojas preferidas de música*. Sempre que eu ia a NY eu dava uma passada na Virgin e comprava uns DVDs de shows.

Já era. Vão fechar a loja e alugar o espaço que eles ganham mais. E o raciocínio está correto:

"Our six best stores from a retail point of view are also our six best stores from a real estate point of view."

Uma pena. A mudança de preços relativos começou a me afetar. Leia sobre a decisão da Virgin clicando AQUI.

* = Logo depois da "Multisom, eu disse Multisom", é claro.

quinta-feira, 5 de março de 2009

A Indústria Automobilística e A Crise

Este é o primeiro podcast do Blog do Cristiano M. Costa. O tema escolhido foi A Indústria Automobilística e A Crise. Para escutar, basta clicar no botãozinho de play. Como este é o primeiro post falado, peço aos leitores que enviem comentários sobre a funcionalidade do player que eu escolhi. Se vocês não conseguirem ouvir ou ele não funcionar com o seu browser me avisem.









Baixe o arquivo em MP3 clicando AQUI.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Novidades no Blog

Iniciarei um Podcast semanal. Algo curto e simples. Apenas um palpite ou outro sobre temas econômicos atuais. A idéia é publicar um post falado por semana. Vamos ver se vai funcionar. Já está tudo preparado, e o post irá ao ar amanhã à tarde. Ah, sim, sei que a minha voz não é a mais linda do mundo. Mas, vai ser um exercício bom para mim, e o leitor tem sempre a opção de não ouvir.

Estou pensando também em uma mudança de layout. Então se vocês tiverem alguma sugestão podem me enviar um email.

Aguardem as novidades!

Obama Diná

Daí o Commander-in-Chief por aqui dá uma de consultor econômico e larga essa:

“What you’re now seeing is profit and earning ratios are starting to get to the point where buying stocks is a potentially good deal, if you’ve got a long-term perspective on it.”

Uhm, interessante. Eu até entendo que ele está tentando animar a economia e tal. Mais ainda, ele pode estar certo. Mas, a pergunta é: alguém vai realmente dar bola para o que o Mr. President fala? Veja o que diz uma economista entrevistada pela Bloomberg.

Diane Garnick, who helps oversee $354 billion as an investment strategist at Invesco Ltd. in New York, said Obama’s remarks aren’t going to influence big investors.

“I’ve never heard of any professional investor saying that part of his investment strategy is to listen to the president’s opinion,” Garnick said. “They may listen to an economist or the Federal Reserve, but not a politician.”

Leiam a reportagem sobre as profecias de Obama clicando AQUI.

terça-feira, 3 de março de 2009

A Crise Chilena

Eu não acompanho a economia Latina. Mas, hoje à tarde olhei os índices das principais bolsas americanas (fora os EUA) e achei isto:

Por que a crise atingiu mais o mercado no Brasil do que ao Chile? Alguém saberia me explicar? Fui me informar e descobri que a previsão de crescimento da economia chilena é de 2% para esse ano. Na minha busca por respostas descobri que o Chile passsou por uma crise bancária na década de 80. Segue uma matéria da Bloomberg:

In the early 1980s, Chile took control of ailing banks, liquidated the insolvent ones and re-privatized the solvent ones. “The short-term costs of the crisis and the reform in Chile were severe,” Kehoe writes. By 1984, the economy had started to grow. And Chile has been the fastest-growing country in Latin America since then.

Achei interessante. De certa forma, o Brasil passou por um processo semelhante, com o PROER. A minha pergunta, então, não foi totalmente respondida. Mas, alguns outros dados chilenos ajudam a explicar a diferença entre o Brasil e Chile. Em termos de intituições, o Chile é vigésimo-sexto país mais competitivo do planeta. O Brasil é número 72. Do ponto de vista macroeconômico, o gráfico abaixo mostra a diferença do PIB per capita do Chile (azul) e o resto da América Latina (laranja):

O Chile privatizou seus fundos de pensão e é um país mais aberto para o comércio internacional e investimento direito do que o Brasil. Em suma, o Chile tem uma produtividade maior do que os outros latinos. Basicamente, é uma economia em que o estado participa menos, mas regula mais. E também um país em que o princípio da livre iniciativa e da competição estão presentes há mais tempo.

Alguém aí sabe algum outro fato relevante sobre a economia chilena? Como está o sistema financeiro chileno?

PS: Leia a matéria da Bloomberg inteira clicando AQUI.

Quem Quer Ser Economista?

Essas crises econômicas aumentam o interesse pelos cursos de economia. Isso acontece também quando a economia sofre alguma mudança drástica. Foi o meu caso na década de 90. Meu pai me dava dinheiro para a lanche no recreio, e quando eu ia fazer o pedido o preço havia mudado e eu ficava sem comida. Isso acontecia com freqüência. Era a inflação.

Daí veio o Plano Real e o aumento da renda e todo mundo queria ser economista. Afinal, economia fazia muito mais sentido sem os preços subindo loucamente.

O mesmo acontece agora. O Mankiw colocou no seu blog um link sobre a Popularidade dos Cursos de Economia (graduação). Eu já havia notado que os alunos estavam mais interessados. Eles fazem mais perguntas e lêem jornais em busca do entendimento de uma crise que é complexa.

A notícia que a demanda por cursos de economia está aumentando é boa. O problema é a oferta. Tem muito picareta e Pterodoxo (como fala o Shikida) por aí.

Lembrei dessa frase AQUI.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Mar Vermelho

E eu entro no site da Bloomberg e é um Mar Vermelho. Simplesmente todos os mercados no negativo. Citigroup caindo 20%, Bank of America caindo 8%, no Brasil são outros 5%, todos os índices futuros despencando.

O mercado recebeu muito mal a notícia dos resultados da seguradora IAG. O índice Dow Jones chega ao seu menor nível desde a crise asiática em 1997. A informação que eu tenho é que Março será muito ruim em termos de notícias, com muitos fundos de pensão reportando perdas que até então não foram anunciadas devido a natureza das intituições (não-bancárias).

E logo um dia depois do Gre-Nal, que ironia esse Mar Vermelho.

Fora Roth!

Nevasca






E eu pensando que o inverno estava no final...

Camarão na Moranga

Eu não posso comer camarão. Desde 2006 desenvolvi alergia aos crustáceos. Mas era um dos meus pratos favoritos. Quando mais jovem, eu ia pra Santa Catarina e freqüentava os chamados Circuitos de Camarão. Um Circuito de Camarão é basicamente um rodízio de camarão em suas mais variadas formas. Camarão ao alho e óleo, risoto de camarão, camarão com queijo, camarão ao molho de camarão, pastel de camarão, e por aí vai. Uma beleza, recomendo fortemente aos que não têm alergia à camarão. Uma das coisas boas é camarão na moranga. Uma delícia.

Eu sempre leio o blog do Antonio Prata, no Estadão. Acho o cara bem engraçado. É um blog que traz as colunas dele e histórias curtas, boas de ler em um domingo de tarde. Recentemente ele escreveu uma coluna chamada Camoranga no Morão, que conta a história de uma discussão sobre a compra de uma moranga (para fazer com camarão). Achei muito boa e deixo o link AQUI para que vocês possam ler e também dar uma risada. Acho que alguns leitores também vão refletir sobre sistemas econômicos, preferências, eficiência e outros conceitos econômicos.

Abraço e bom início de ano!*

* = Sim, porque o ano só começa meeeeeesmo na segunda-feira depois do Carnaval.

domingo, 1 de março de 2009

Pirataria no Brasil

Na minha humilde opinião, a pirataria é liberada no Brasil. Você vai ao centro de qualquer cidade grande e encontra produtos pirateados. Um dos produtos mais comercializados são os jogos de videogames. Não só há o mercado de jogos piratas, como também há o mercado "de destravamento de videogames". O "destravamento" é necessário para que o videogame possa ler (de leitura ótica) os jogos piratas.

É um mercado grande e organizado. Pois o O Globo traz uma pequena reportagem sobre o assunto. Agora que a Nintendo está crescendo bem no mercado, com o Wii alcançando os níves de venda do Playstation 2, a empresa atacou os países que deixam a pirataria correr solta.

As razões para a pirataria no Brasil são duas. O mercado tem altos impostos e não há fiscalização. Os impostos jogam o preço para cima, incentivando o mercado paralelo. Mas também é óbvio que a distribuição de renda faz com que apenas parte da população acabe comprando o produto legal. Não é possível que um jogo custe 200 reais, se aqui nos EUA custa 20 dólares. Não há retornos de escala que explique essa diferença.

Mas também creio que mesmo que o preço caísse para 100 reais, ainda seria um preço bem salgado para a maioria da população. Acho que o fim da barreira de importação daria uma ajuda, mas também não sei até que ponto uma medida dessas sem o aumento da fiscalização acabaria com o problema.

A realidade é que, segundo a reportagem, a fiscalização tem aumentado. Mas, sem a queda de preços, os incentivos para comprar e vender piratas continuam os mesmos. As duas políticas têm que ser adotadas juntas. Eu proporia a total abertura desse mercado. Taxa de importação zero. Daí os brasileiros poderiam ir na Amazon e comprar os jogos, inclusive usados.

Outro mercado que tem esse problema é o de músicas via MP3. Você já tentou comprar músicas nas lojas norte-americanas na internet? Você não consegue, simplesmente porque está em um servidor brasileiro e o site reconhece isso. Daí nos sites brasileiros a mesma música é o dobro do preço. O que acontece? Todo mundo faz download em sites de compartilhamento e o artista fica sem um tostão.

Mais uma vez eu pergunto: Por que não abrir esses mercados? Alguém deve estar ganhando com isso. O que vocês acham?