A nova proposta de Obama para ajudar os bancos incluirá um limite nos bônus pagos aos gestores de fundos, managers, CEO's ou qualquer título que você queira dar aos "bam bam bans" do mercado financeiro.
A princípio, um economista tenderia a pensar que isso não seria eficiente, ou seja, você diminui a competição por cérebros, na medida que se um setor tem o limite e outro não as pessoas inteligentes iriam para um segundo setor (digamos, medicina ou direito).
O chamado Salary Cap, ou limite salarial, é uma política interessante ao meu ver. Ele é usado há muitos anos na NFL e na NBA. Basicamente, um time não pode gastar mais do que um valor X com folha salarial em um ano. Daí, se você quer pagar milhões pelo Yao Ming, você tem que cortar o salário dos outros e ele não tem outros jogadores bons para passar a bola. O que não é eficiente, logo o Yao Ming aceita receber menos (e por isso o Tracy McGrady está aí na foto).
Isso levaria os jovens à pratica de outros esportes, no longo prazo. Mas, existe um detalhe. Se o salário mais alto do basquete, mesmo com o limite, for maior que os salários de outros esportes os melhores jogadores continuarão tentando ir pra NBA. Ou seja, se o limite for não-binding para os outros setores diretamente concorrentes, os melhores continuarão escolhendo o setor que paga melhor.
O Salary Cap não limitaria a competição inter-setorial. Essa seria a minha interpretação.
No caso do setor financeiro, claramente a restrição é não-binding com relação aos outros setores. Os milhões de dólares pagos aos managers, gerentes, administradores e CEO's não chegam perto dos milhões de outros setores.
Não haveria uma realocação setorial das mentes brilhantes, apenas eles ganhariam menos. Um movimento que está prestes a acontecer nas ligas européias de futebol.
Mais ainda, uma pergunta que eu sempre me faço é a seguinte: o "power" desses contratos não é muito alto? Ou seja, será que esses CEO's não acabam tomando risco em demasia, induzidos pelos contratos com bônus extremamente generosos? Uma referência é esse paper AQUI.
O que vocês acham?
A princípio, um economista tenderia a pensar que isso não seria eficiente, ou seja, você diminui a competição por cérebros, na medida que se um setor tem o limite e outro não as pessoas inteligentes iriam para um segundo setor (digamos, medicina ou direito).
O chamado Salary Cap, ou limite salarial, é uma política interessante ao meu ver. Ele é usado há muitos anos na NFL e na NBA. Basicamente, um time não pode gastar mais do que um valor X com folha salarial em um ano. Daí, se você quer pagar milhões pelo Yao Ming, você tem que cortar o salário dos outros e ele não tem outros jogadores bons para passar a bola. O que não é eficiente, logo o Yao Ming aceita receber menos (e por isso o Tracy McGrady está aí na foto).
Isso levaria os jovens à pratica de outros esportes, no longo prazo. Mas, existe um detalhe. Se o salário mais alto do basquete, mesmo com o limite, for maior que os salários de outros esportes os melhores jogadores continuarão tentando ir pra NBA. Ou seja, se o limite for não-binding para os outros setores diretamente concorrentes, os melhores continuarão escolhendo o setor que paga melhor.O Salary Cap não limitaria a competição inter-setorial. Essa seria a minha interpretação.
No caso do setor financeiro, claramente a restrição é não-binding com relação aos outros setores. Os milhões de dólares pagos aos managers, gerentes, administradores e CEO's não chegam perto dos milhões de outros setores.
Não haveria uma realocação setorial das mentes brilhantes, apenas eles ganhariam menos. Um movimento que está prestes a acontecer nas ligas européias de futebol.
Mais ainda, uma pergunta que eu sempre me faço é a seguinte: o "power" desses contratos não é muito alto? Ou seja, será que esses CEO's não acabam tomando risco em demasia, induzidos pelos contratos com bônus extremamente generosos? Uma referência é esse paper AQUI.
O que vocês acham?









