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sábado, 31 de janeiro de 2009

Obama, Bailout e Salary Cap

A nova proposta de Obama para ajudar os bancos incluirá um limite nos bônus pagos aos gestores de fundos, managers, CEO's ou qualquer título que você queira dar aos "bam bam bans" do mercado financeiro.

A princípio, um economista tenderia a pensar que isso não seria eficiente, ou seja, você diminui a competição por cérebros, na medida que se um setor tem o limite e outro não as pessoas inteligentes iriam para um segundo setor (digamos, medicina ou direito).

O chamado Salary Cap, ou limite salarial, é uma política interessante ao meu ver. Ele é usado há muitos anos na NFL e na NBA. Basicamente, um time não pode gastar mais do que um valor X com folha salarial em um ano. Daí, se você quer pagar milhões pelo Yao Ming, você tem que cortar o salário dos outros e ele não tem outros jogadores bons para passar a bola. O que não é eficiente, logo o Yao Ming aceita receber menos (e por isso o Tracy McGrady está aí na foto).

Isso levaria os jovens à pratica de outros esportes, no longo prazo. Mas, existe um detalhe. Se o salário mais alto do basquete, mesmo com o limite, for maior que os salários de outros esportes os melhores jogadores continuarão tentando ir pra NBA. Ou seja, se o limite for não-binding para os outros setores diretamente concorrentes, os melhores continuarão escolhendo o setor que paga melhor.

O Salary Cap não limitaria a competição inter-setorial. Essa seria a minha interpretação.

No caso do setor financeiro, claramente a restrição é não-binding com relação aos outros setores. Os milhões de dólares pagos aos managers, gerentes, administradores e CEO's não chegam perto dos milhões de outros setores.

Não haveria uma realocação setorial das mentes brilhantes, apenas eles ganhariam menos. Um movimento que está prestes a acontecer nas ligas européias de futebol.

Mais ainda, uma pergunta que eu sempre me faço é a seguinte: o "power" desses contratos não é muito alto? Ou seja, será que esses CEO's não acabam tomando risco em demasia, induzidos pelos contratos com bônus extremamente generosos? Uma referência é esse paper AQUI.

O que vocês acham?

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Working on a Dream

Segue abaixo o vídeo da canção que agora embala a minha jornada em busca da "tese perdida".

Surge Um Novo Craque

Enquanto essa recessão não acaba, a saída é poupar. Um dos lazeres mais comuns aos americanos e brasileiros é o videogame. O jogo mais legal pra PS2 (que é o console que eu tenho) é o Pro Evolution Soccer. Uma das features que eu acho mais divertida é criar jogadores. Com muita paciência dá pra criar até a Vó do Badanha. Essa noite eu resolvi criar esse cidadão aqui (pra ver se eu conseguia ganhar do Barcelona no modo Professional):


É assim mesmo, vamos nos divertindo até mesmo na recessão. Mas não foi dessa vez que bati o time do Obina. Digo, do Samuel Eto'o.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Something Fun!

Essa foi a mais engraçada da semana:

"Now, let's talk about something fun: Corner Solutions!".

O Fim da Múltipla Escolha

O Fed não tem mais o que fazer com a taxa de juros. Ela está em um nível muito baixo. A tarefa dos economistas agora é prever as ações do Fed, e não apenas tentar chutar quanto vai ser a taxa de juros. Ou seja, é o fim das questões de múltipla escolha. Agora é redação!

Um artigo da Bloomberg trata muito bem desse ponto. Agora é um jogo de interpretação das atas das reuniões do Fed, e tentar adivinhar o que não foi posto na ata.

O link para o artigo está AQUI.

"O Vento Que Não Virá"

Miriam Leitão faz uma excelente análise do corte de gastos anunciado pelo Governo Federal. Quem acompanha a economia brasileira mais de perto sabia que a previsão de crescimento acima dos 4% para 2009 era uma fantasia do governo. Eu inclusive já tinha batido nesse assunto em Dezembro e em um post mais recente.

Agora, na hora de fazer a política de ajustes, o governo corta investimentos ao invés de reduzir contratações. Como diria o Canhotinha de Ouro: É Brincadeira!

Segue AQUI o link para o artigo da Míriam Leitão.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Novo Ponzi Game

prenderam um outro cara que fazia Ponzi Scheme aqui nos EUA. A prática corria solta, pelo visto. É, depois os caras vão dizer que é culpa do mercado. Pelo que dá pra perceber tinha muita falcatrua, e muita gente tentando ganhar dinheiro fácil...

Segue AQUI o link para a notícia sobre o novo Ponzi Game.

De Tirar o Chapéu

Eu havia comentado AQUI que a queda no saldo comercial brasileiro não deveria ser motivo de preocupação. Mas não é a ssim que pensa o Ministério do Desenvolvimento. O De Gustibus deu a dica e eu fui conferir. Do Globo Online:

SÃO PAULO, BRASÍLIA E GENEBRA - Preocupado com o impacto da crise global na balança comercial, que já acumula déficit de mais de US$ 600 milhões neste início de ano, o governo brasileiro instituiu uma barreira informal às importações que dificultará a entrada de diversos produtos no país. É o que mostra matéria publicada na edição desta terça-feira pelo jornal Valor. De acordo com a reportagem, o Departamento de Comércio Exterior começou a exigir na segunda-feira licenças prévias de importação para 17 setores, que representam mais de 60% das importações.

Realmente, é uma grande bobagem. Não só os caras estão tentando burlar os acordos de livre comércio, mas também não entendem que em uma economia moderna os preços relativos (e o preço do dólar) se alteram e daí as escolhas dos consumidores e produtores se alteram completamente... olha, tenho que tirar o chapéu pra "inteligência" desse povo.

Cotas de TV no Brasileiro 2009

Segue o link do mais recente post do Emerson Gonçalves sobre a administração dos clubes de futebol e a distribuição das Cotas de Transmissão do Campeonato Brasileiro 2009.

Muito bom o post. Pode ser até tema de monografia.

Leiam clicando AQUI.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

História do Citigroup

Então você não concorda muito com esse lance de o governo americano estar dando dinheiro aos banqueiros, é? Pois então leia este artigo do Justin Fox que conta a história do Citibank. Você vai entender que pode ser apenas uma reciprocidade...

Leia o artigo clicando AQUI.

Contratos no PPV

O sistema Pay Per View tem funcionado bem no Brasil. Um dos principais produtos é o Campeonato Brasileiro. Basicamente você compra para assistir aos jogos do seu time do coração, uma vez que nem todas pessoas gostam de ir ao estádio. Outros acham que é mais conveniente, ou mais econômico. O fato é que o PPV do Brasileirão vende bastante.

Como fazer, então, que os clubes mais demandados se beneficiem diretamente desse mercado? Simples, basta você dividir a receita do PPV proporcionalmente entre os clubes. Segue direto do Olhar Crônico Esportivo:

Com a discussão do novo contrato de venda dos direitos de TV, ficou acordado que a partir de 2009 os clubes receberiam o dinheiro do PPV de acordo com essa vontade, ou seja, a cada um de acordo com a participação de seus torcedores na compra das assinaturas.

Para definir o percentual de cada um, novamente surgiram problemas de ordem operacional, embora pareça simples cada comprador identificar seu clube do coração no momento da compra. Na verdade, a partir de duas pesquisas separadas, ambas realizadas por institutos idôneos e altamente capacitados, o Datafolha e o IBOPE.

Vou colocar aqui os dados:


Achei legal a idéia de dividir a receita. É mais uma forma que os torcedores tem de ajudar o seu time e receber algo em troca. É um sistema que pega o excedente do consumidor e dá direto na mão do produtor das suas alegrias, o time do coração.

Leia o artigo completo do Olhar Crônico Esportivo clicando AQUI. Uma boa semana!

OBS: segundo o autor (Emerson Gonçalves) que divulgou os dados "o número de entrevistados foi altíssimo - 8.193 compradores. Ora, num universo com cerca de 550.000 pessoas, essa é uma amostra altíssima, pouco usual, inclusive, na realização de pesquisas."

domingo, 25 de janeiro de 2009

A Queda do Superávit Comercial

Da Zero Hora:

A crise da economia mundial, aliada à escassez de crédito, acelerou de forma acentuada a queda das exportações brasileiras e acendeu um sinal de alerta na indústria e no governo. Entre agosto e dezembro do ano passado, 18 setores da economia, responsáveis por 76% das vendas externas, viram suas receitas de exportação encolher 30%, apesar da alta de 49% na cotação do dólar, revela estudo feito pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Em volume exportado, a queda ficou na casa de 20%. O movimento persistiu nos primeiros dias de 2009 e assustou o governo.

Até a terceira semana de janeiro, o saldo da balança comercial apresentava déficit de US$ 390 milhões, fato que não ocorria no País desde janeiro de 2001.

Como o Alexandre Schwartsman já havia explicado no seu blog, um superávit alto não deixaria o Brasil imune à crise. Mas, a queda é certamente fonte de preocupação para a indústria, interessada direta nos lucros vindos do mercado externo.

Note que o primeiro parágrafo traz um detalhe importante. A queda ocorre "apesar da alta de 49% na cotação do dólar". Ou seja, a demanda deu o chamado "shift" pra esquerda.

A queda do superávit comercial vai aumentar a oferta, no curto prazo, de produtos no mercado interno e isso pode contribuir para a queda do nível de preços. O efeito pode ser ainda maior se a demanda interna também começar a declinar, o que é bem provável.

Em outro sentido, reduzirá a oferta de dólares no mercado brasileiro, desvalorizando ainda mais o Real, e tornando os produtos brasileiros ainda mais baratos em dólares (e os importados mais caros).

Esses dois movimentos ocorrerão simultaneamente. Portanto, o efeito final no nível de preços é imprevisível. De um lado a demanda cai, de outro o câmbio desvaloriza. Esse é o novo puzzle que o BC tem nas mãos...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Queda do PIB Coreano

Essa não requer muitos comentários. Direto da Veja:

SEUL (Reuters) - A economia da Coreia do Sul afundou 5,6 por cento no quarto trimestre de 2008 em relação ao período anterior, um desempenho pior que o esperado que representa a maior queda de seu Produto Interno Bruto (PIB) em 11 anos, informou o banco central do país na quinta-feira (horário local).

A queda foi a maior desde a contração de 7,8 por cento do PIB registrada no primeiro trimestre de 1998, quando o país foi atingido pela crise financeira asiática. A queda atual reflete o impacto de uma profunda recessão global.


Complicada a situação da Coréia. Claramente essa queda é reflexo da desaceleração Chinesa, Japonesa e obviamente Americana. Atrevo-me a dizer que a crise atual já é pior do que as do final dos anos noventa.

Selic e Desemprego

Ontem a SELIC caiu 1pp. Agora a taxa de juros de referência é de 12,75% ao ano. Foi uma redução agressiva, mas dentro do intervalo esperado. A situação requer uma agressividade maior. Os dados de inflação estão muito modestos (apesar da valorização do Dólar) e a expectativa é uma aceleração do desemprego nos próximos seis meses.

Hoje, os juros já caíram nos bancos privados e públicos. Me chamou a atenção a redução feita pelo Bradesco. Leia sobre a queda dos juros clicando AQUI.

Os dados de desemprego que estampam as manchetes estão corretos, o desemprego caiu em Dezembro. Só que tem um detalhe, o desemprego sempre cai em dezembro. É o que os estatísticos chamam de sazonalidade. As pessoas procuram menos por emprego, logo, o numerador e o denominador diminuem simultaneamente, reduzindo a taxa.


Mas note que Fevereiro, Março e Abril já são normalmente os piores meses (nos dados ainda com efeitos sazonais). Logo, com o efeito da crise, eu diria que a tendência é de alta inclusive nos dados sem o efeito sazonal.

Os dados do CAGED são mais interessantes para se ter uma idéia da tendência. Foram fechadas mais de 650 mil vagas em Dezembro. É um número muito elevado, comparado aos 1,5 milhões de vagas criadas nos 11 meses anteriores a Dezembro. Vale a pena manter um olho nos dados do CAGED e não somente na taxa de inflação esperada. Já que os dados do CAGED podem servir como um bom indicador antecessor. Talvez seja isso que o BC esteja fazendo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Boletim do NEPOM

O NEPOM, organizado por Cláudio Shikida lá no Ibmec/MG, divulgou seu boletim de conjuntura. Não deixe de conferir. Tem até a distribuição de probabilidade da mudança da SELIC. Excelente!

Segue o link AQUI.

MBA Executivo em Saúde

Por algum motivo, muitas pessoas chegam até esse blog procurando cursos de especialização ou mestrado em Economia da Saúde. Sabendo disso, eu deixo aqui uma dica que recebi por email. É o MBA Executivo em Saúde do Hospital Moinhos de Vento em parceria com a FGV:

Objetivo:
Conhecer referências que, possibilitam pensar e agir estrategicamente frente aos desafios da gestão de organizações hospitalares e sistemas de saúde. Desenvolver competências e técnicas gerenciais contemporâneas que permitam identificar e apresentar soluções aos problemas que afligem a área da saúde.


Público-alvo:
Diante da importância e abrangência dos temas apresentados, o curso em questão está direcionado a empresários, diretores, getentes e profissionais que possuam curso de nível superior e que desejam atualizar-se nas modernas técnicas da gestão empresarial aplicadas à saúde.


Leia mais clicando AQUI.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Posse de Obama

Por aqui trabalhei bem pela manhã e agora parei tudo pra ver (direto da www.cnn.com) a posse do novo presidente Barack Obama.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Everyone Deserves A Roof

Em Los Angeles, um camarada inventou o EDAR (Everyone Deserves A Roof). É basicamente um carrinho de supermercado que vira uma cama para as pessoas morarem na rua. É uma mini-barraca. Dê uma olhada no vídeo clicando AQUI.

O mais interessante do vídeo é noção de política pública. Quando perguntado se a invenção do carrinho não acabaria perpetuando o problema dos moradores de rua ele responte: Sim, tudo bem. Então dê uma idéia melhor!

É esse o espírito da maioria das polítcas públicas. A maioria delas não resolverá o problema para o qual foi criada, mas vai mitigar ou melhorar marignalmente a vida de alguns cidadãos.

Eu achei a idéia muito boa. Quem quiser morar na rua agora tem uma alternativa digna. Veja o vídeo do EDAR clicando AQUI.

Dançando Conforme a Música

Esse Hugo Chavez é um figura mesmo. Quando o preço do petróleo estava alto ele "nacionalizou" as empresas petrolíferas. Agora que o preço está em baixa e a produção venezuelana está em queda, ele resolveu que as empresas estrangeiras não são tão ruins assim...

É o verdadeiro caso de "dançar conforme a música". Ou seja, a ideologia espera um pouco, porque quando dói no bolso a gente pensa melhor. Muitos vão dizer que ele está "perdendo a batalha mas vai vencer a guerra" (seja lá o que isso signifique). Mas é um caso, no minimo, engraçado. Se ele entender um pouquinho de Teoria de Incentivos ele sabe que:

"Um acordo em um pedaço de papel não quer dizer nada na Venezuela porque Chávez muda tudo abruptamente", disse um executivo do setor que fez acordos com companhias petrolíferas da China, Rússia e outros países.

Bem, mas consistência não é bem o que esperamos do Companheiro Chavez. Afinal, já sabemos que o Chavez tem até um Ipod, né?

Depois da Ressaca

"A temporada de balanços do último trimestre de 2008, a ser divulgada no primeiro trimestre de 2009 e os dados mais recentes da economia serão muito importante para se avaliar como a economia será impactada. As decisões do governo no combate a crise também devem ser avaliadas e entendidas para se saber se suas decisões são paliativas e de curto prazo, ou se surtirão efeitos de longo prazo.

Em momentos de ressaca, o melhor a fazer é esperar o mal-estar passar. Só depois estaremos prontos para outra!"

Essa é a dica do Fernando Caio Galdi, da FUCAPE Business School, no seu artigo da revista InfoMoney dessa semana. Leia a coluna na íntegra clicando AQUI.


domingo, 18 de janeiro de 2009

O Fracasso da Timemania

A Timemania não foi o sucesso esperado. Segue um trecho de uma notícia do Globo Esporte:

A Timemania foi criada para ajudar os clubes brasileiros a quitar suas dívidas com o INSS, o FGTS, a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Mas após nove meses, a loteria não gerou interesse nos torcedores em geral como previa o Ministério do Esporte. Muito menos atingiu o sucesso da Mega Sena em número de apostas e valores de premiação.

O Flamengo confessou uma dívida de R$ 163.781.497 com o Governo Federal. E a previsão inicial do clube era de quitar este montante em 20 anos. Entretanto, o cálculo foi feito em cima de uma arrecadação de R$ 350 mil por mês. Caso a Timemania não vingue, o Rubro-negro terá de arcar com o valor que ficou faltando para o saneamento da dívida.

Embora seja o líder com 8,3% das apostas, o Rubro-negro está longe de chegar aos R$ 350 mil mensais estimados inicialmente pelos dirigentes e economistas da Caixa. No início da loteria, o clube atingiu cerca de R$ 155 mil mensais, mas os valores foram caindo a cada mês. E chegou em novembro na casa dos R$ 80 mil.

É, parece que a loteria que criaram para salvar os times brasileiros não deu certo. Os torcedores não estão querendo colocar nem mais um centavo nos seus clubes do coração enquanto algo não mudar: a qualidade da gestão.

O governo pode dar adeus a essa dívida. Não receberá muito com a Timemania, e também não vai ter coragem de fechar as portas destes times grandes. Ou alguém acha que o Flamengo vai pedir falência e fechar as portas?

Na contra-mão de tudo isso, alguns clubes brasileiros melhoraram suas gestões, quitaram dívidas, e os resultados aparecem dentro de campo e no número de associados. O futebol brasileiro está precisando de melhores dirigentes, e não é de hoje...

sábado, 17 de janeiro de 2009

A Importância do Conhecimento

Na quinta-feira eu fui à New York para uma reunião. O dia era simplesmente o mais frio que eu já havia presenciado aqui nos EUA (acho que uma sensação térmica de uns -25C pelo menos). Fui de ônibus, e estava nevando bastante pela manhã. Resolvi voltar de trem, e logo que saio do túnel para New Jersey olho a notícia do acidente com o Airbus que havia caído na baía de Hudson, alguns kilômetros de onde eu recém estava.

A notícia dizia que haviam sobreviventes e eu logo pensei: Bom, essa gente vai morrer congelada na água certo! (meu primeiro instinto seria o de se jogar na água e nadar para o mais longe possível do avião, temendo uma explosão). Pois não é que todos ficaram sobre as asas e o socorro chegou em 5 minutos?

É aí que está a importância do conhecimento.

O avião, atingido por pássaros, pousou sobre o rio e todos sobreviveram graças ao conhecimento do piloto, da equipe de bordo e dos engenheiros que projetaram o avião.

O piloto era simplesmente um dos mais preparados para esse tipo de emergência. Era piloto da força aérea, expert em pouso daqueles aviões que pousam na água, e dava aulas sobre prevenção de acidentes e catástrofes. Ele tinha total conhecimento de como lidar com a situação e seu co-piloto também. (Link para as informações sobre o piloto AQUI)

Em um pouso na água as turbinas e a cauda tocam primeiro a superfície. E é aí que entra o conhecimento dos engenheiros. Os aviões são projetados para que as asas fiquei intactas caso as turbinas sejam atingidas. E foi isso que aconteceu, as turbinas (pesadas) desprenderam e o avião pode flutuar por alguns minutos.

A equipe era preparada e acalmou os passageiros. Eles ficaram sobre as asas, pois a equipe entendia que não haveira uma explosão (aquela que eu temia) e não deixou as pessoas se jogarem na água (certamente morreriam de hipotermia). Para se ter uma idéia, dentro da água estava mais quente do que fora, já que a temperatura estava muito abaixo de zero e o rio não estava congelado.

Uma história fantástica. Muitos vão agradecer à Deus, outros vão dizer que foi sorte. Acho que foi um pouquinho dos dois. Mas, a importância do conhecimento não pode ser desprezada. Ela foi essencial neste caso.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Realidade ou Ilusão

Em 1998, o título do Samba de Enredo da GRES Estação Primeira de Mangueira era: "100 Anos de Liberdade, Realidade ou Ilusão". O samba versa sobre as conseqüências da Abolição sobre a vida do negro brasileiro. Segue um trecho do samba:

Será que já raiou a liberdade
Ou se foi tudo ilusão

Será, que a lei Áurea tão sonhada
Há tanto tempo assinada
Não foi o fim da escravidão

Hoje dentro da realidade, onde está a liberdade
Onde está que ninguém viu

Um samba que é questionador e que não usa muitos pontos de interrogação, como pode ser notado acima. Hoje, não pude deixar de lembrar desse samba ao ler a seguite notícia no Estadão:

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, disse ontem que é ilusório achar que não haverá demissões na economia brasileira. Depois de participar da reunião de Lula com ministros da coordenação política, ele observou que o principal objetivo, neste momento, é evitar o desemprego e, por isso, o governo tem tomado medidas para estimular a produção e o consumo.

É meu amigo, as notícias sobre desemrego estão mais para Realidade do que Ilusão. Vamos esperar e ver os dados de Dezembro. Enquanto isso vamos esquentando os tamborins...

Tom e Sinatra

Correria grande por aqui essa semana. Muito trabalho e aulas recomeçando. Deixo para vocês um pedacinho do que (eu acho que) há de melhor em Bossa Nova.




terça-feira, 13 de janeiro de 2009

China no BID?

Sim, isso mesmo. A China entrou para o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Creio que a palavra interamericano tenha ganho um significado, digamos, mais holístico.

Leia a reportagem completa do O Globo clicando AQUI.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Milho, Petróleo e a Crise

No meio do verão americano (Julho) o barril do petróleo estava nas alturas e ao mesmo tempo o preço do milho subia muito, em função não só do aumento da demanda global pelo grão, mas também pelo aumento adicional causado pelo uso do grão como fonte de combustível.

Muito se falou que seria inviável usar o milho pra produzir etanol, já que ele é pouco eficiente (precisa-se de muita energia para se produzir energia com o milho) e a demanda causaria um aumento exacerbado do preço do milho. A conseqüência seria um aumento no custo de vida para as famílias de baixa renda que tem no milho uma importante fonte de alimento, como ocorre no México e em outros países da América Latina.

Eu, na época, argumentava que isso era uma bobagem e a oferta iria responder, já que o que iria acontecer era um grande aumento da oferta de milho. E o preço seguiria a sua tragetória de ser relativamente próximo ao custo de produção.

Pois bem, tá aí a resposta. O Departamento de Agricultura estimou hoje que a oferta ficará acima do previsto anteriormente. Direto da Bloomberg:

Jan. 12 (Bloomberg) -- Corn and wheat fell the exchange limits in Chicago and soybeans also plummeted after the U.S. Department of Agriculture projected bigger supplies than forecast in December.

O que ocorre com os preços quando a oferta cresce acima das expectativas? O preço cai. Segue abaixo o quadro com os preços das commodities agrícolas hoje à tarde. O preço futuro do milho caía 7.3% na hora que eu salvei a imagem do site.



Plantaram muito pé de milho antes da crise. Mas vejam que o efeito aparece nas outra commodities também. O relatório do Departamento de Agricultura aponta aumento na oferta de muitas culturas que estavam com preços elevados no verão. Excelente questão para uma prova de Micro I!

Caiu Na Real

Direto da Folha Online:

Os economista ouvidos pelo Banco Central na pesquisa semanal Focus reduziram a previsão de crescimento da economia em 2009 de 2,4% para 2%.

A estimativa está abaixo dos 3,2% estimados pelo BC e dos 4% previstos no Orçamento deste ano para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no período).

Já era-se em tempo, não? Eu já havia batido nessa tecla aqui no blog (AQUI, AQUI e AQUI). Mas nada que tenha sido muito antes também, afinal o post mais antigo é do início de Dezembro. Estava claro que a produção iria desacelerar. Restrição de crédito externa e interna, queda das commodities e diminuição da propensão marginal a consumir são as causas principais.

Está todo mundo em stand by esperando para ver o que vai acontecer, e é daí que nada acontece. Quer dizer, acontece: não cresce.

Achar que o Brasil está fora do mundo, ou que o sistema financeiro brasilerio não está diretamente ligado ao internacional é uma hipótese forte. O PIB já sofre os impactos da crise. Basta olhar a produção industrial de novembro e dezembro, e os índices de preços desses períodos. Houve queda na produção industrial e deflação no IPA, mesmo com a alta do dólar.

Até que enfim o pessoal "caiu na real"! Só falta o pessoal do governo...

sábado, 10 de janeiro de 2009

100 Blogs de Health Economics

Essa eu tirei do site do Healthcare Economist, é uma lista dos 100 melhores blogs de saúde aqui dos EUA. Muitas notícias e análises econômicas e de todas as áreas possíveis.

Deixo o link AQUI.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Caixinha de Leite

Direto do site do Polibio Braga:

A Tetra Pak avisou o governo gaúcho que vai implantar uma fábrica de embalagens cartonadas longa vida no RS. Líder mundial na área, a empresa tem duas unidades fabris, uma em São Paulo, na pequena Monte Mor, e a outra no Paraná, em Ponta Grossa. Elas fabricaram 8 bilhões de embalagens brasileiras no ano passado.


Tetra Pak, empresa líder de mercado em soluções para a indústria de leite e derivados, sucos e outros alimentos, comemora 50 anos de atuação no Brasil. Em 2006, a empresa produziu, em suas duas fábricas no país mais de 8 bilhões de embalagens.

Esse setor de embalagens é um dos mais interessantes, na minha opinião. Basicamente, o custo de embalagem pode ser muito elevado em relação ao preço final do produto. Especialmente no caso do leite, que custa muito pouco pra ser produzido (comparado com vinho, por exemplo).

A Tetra Pak domina esse mercado. Podem observar. A próxima vez que comprarem algo de caixinha (suco, yogurte, leite, etc.) procurem pelo nome do produtor da caixinha. Fica ou no topo, ou em baixo. A grande maioria é da Tetra Pak.

As empresas acabam ficando em uma situação complicada, porque a Tetra Pak praticamente dá as máquinas de embalagem e ganha o grosso do seu lucro vendendo o papel. Mas já que aporte de capital para trocar de maquinário é muito alto, as empresas acabam aceitando aumentos no preço da embalagem e repassam ao consumidor.

Portanto, muitas vezes o preço do leite aumenta, mas o produtor (o cara dono das vaquinhas) não vê a cor desse aumento...

É um setor interessantíssimo, já que o poder de negociação do fornecedor é muito alto. O pessoal do CEPAN-UFRGS estudou isso no início da década, quando o sistema UHT era recém implantado no RS. Fica aí a dica de pesquisa. Como está esse setor de embalagens hoje em dia? Surgiram outras tecnologias? Como foi a dinâmica da concentração neste setor e do preço do leite nos últimos 10 anos?

Muitas perguntas interessantes...

PS: Dica do leitor André.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Dica de Blog: Fama

Recebi uma boa dica de blog de Finanças. É o blog do Eugene Fama, que é da escola de business da University of Chicago (antiga GSB, agora chamada Booth School of Business). O blog também é do Ken French, da Tuck (escola de business do Dartmouth College). Achei artigos muito legais lá, vale a pena conferir.

Segue o link AQUI e já vai pra barra lateral.

PS: Valeu Tiago!

Economia e Política no RS

O Secretário da Fazenda Aod Cunha está deixando o governo do RS por motivos pessoais. Eu entendo ele, essa vida na academia é muito boa. Suas conquistas ficam para história, mas podem não ser muito duradouras, dependendo do que o governo que assumir em 2010 fizer.

Segue uma reportagem da ZH com opiniões de outros economistas sobre a sua saída. O link está AQUI. Mas, vou colar aqui algumas opiniões. Primeiro do Octávio Conceição, que foi o paraninfo da minha formatura lá na UFRGS e está na FEE (onde o Aod estava antes):

Para Conceição, ao chegar ao déficit zero, depois de quatro décadas de desequilíbrio nas contas do Estado, Aod contribui para que essa deixe de ser uma falsa questão ideológica. Até os anos 80, difundia-se que a preocupação com rombos nas contas públicas seria típica de economistas liberais ou monetaristas. Para os mais progressistas ou alinhados genericamente entre os chamados keynesianos, essa não seria uma questão relevante.

– Sem déficit, é possível investir mais em segurança, escola, saúde. Assim é o Estado moderno. Não se trata de defender o Estado mínimo e não interventor, mas eficiente – afirma Conceição.


Esse é o ponto-chave do ajuste fiscal, os benefícios que ele traz são maiores do que os malefícios iniciais. Os benefícios são em forma de redução de despesas desnecessárias e com juros. A conseqüência é o aumento de investimentos em áreas importantes, bem como salários dos funcionários.

Deixo também a opinião do Marcelo Portugal, que foi meu professor da UFRGS e foi também orientador de doutorado do Aod:

– O ajuste só funciona com apoio político. Ele teve sorte com o crescimento de arrecadação. Mas outros secretários também tiveram aumento e não fizeram o ajuste – diz Portugal.


O que o Portugal afirma é a mais pura verdade. Outros secretários de fazenda passaram por conjunturas econômicas tão boas quanto a atual e não fizeram o ajuste. Isso deve ser repetido até que as pessoas entendam. Mais ainda, o governo queria a manutenção das alíquotas de ICMS do governo Rigotto, mas o chamado "tarifaço da Yeda" caiu na Assembléia. Logo, o corte de despesas teve que ser mais profundo. Ou seja, o trabalho era complicadíssimo.

Enfim, o que ele fez não acontecia nos últimos 70 anos, zerar o déficit público estadual. Algum mérito ele tem. Não pode ser só conjuntural, como a oposição quer fazer crer. Até porque nesse período está o chamado período do "Milagre Econômico", quando o PIB crescia a taxas maiores do que os 5% ao ano, de 2007 e 2008.

O que ele fez abre oportunidade para investimentos muito grandes nos próximos 2 anos. Se estes investimentos forem bem feitos a Yeda tem grande chance de se reeleger, especialmente se o candidato do PSDB (seja Serra ou Aécio) estiver na frente no primeiro turno. Se não forem bem feitos, vão entregar um governo saneado na mão da oposição.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Renda e Consumo

É natural que as pessoas alterem seus hábitos de consumo na medida que sua renda e riqueza mudam. Segue um trecho de uma reportagem da CNN:

Many Americans are struggling to pay bills, find jobs and avoid foreclosure, so it may seem extravagant to spend money on a digital camera or laptop. But financial fears also are leading folks to stay home. Electronics industry leaders meeting in Las Vegas are hoping this nesting trend increases demand for Blu-ray players, stereos and video games.

Na medida que você gasta menos com jantares fora de casa, e passa mais tempo dentro de casa também por causa do inverno, é natural que o consumo de bens relacionados à esse hábito aumente. Por exemplo, aumenta o consumo de vinho, video games, DVD's e CD's, e outros bens consumidos em casa e no inverno.

É um efeito-substituição viesado pelo efeito sazonal do inverno. Fica aí uma lição de história econômica (quem disse que história não era importante?):

"We're about to experience a renaissance in in-home entertainment," said Scott Steinberg, publisher of DigitalTrends.com. "History proves that even during times of recession, people are willing to invest heavily in great escapes, and products that take their mind off the concerns and vagaries of everyday life.

Leia mais AQUI.

Depois do Carnaval

Direto da Folha:

A produção industrial do país caiu pelo segundo mês consecutivo e teve desaceleração de 5,2% em novembro frente ao mês anterior, informou nesta terça-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se da maior queda desde maio de 1995. Em outubro, a queda foi de 2,8% (antes da revisão, era 1,7%). Nesses dois meses, a queda acumulada é de 7,9%.


Em relação a novembro do ano passado, foi verificada queda de 6,2%, interrompendo um ciclo de 28 altas consecutivas nesse dado comparativo - é a maior queda desde dezembro de 2001 (-6,4%).

Pelo índice de difusão, o IBGE verificou que 64% dos 755 produtos investigados apresentaram queda em novembro, nível recorde desde que esse índice começou a ser investigado, em janeiro de 2003.

O índice de difusão é importante, pois ele apresenta a profundidade da redução da atividade industrial. Se somente um setor cai muito, isso não apresenta um grande problema. Mas quando 64% dos produtos pesquisados apresentam queda de produção é porque a crise já afeta muitos setores.

Vale lembrar também que a queda de 2001 foi a do 11 de Setembro. Um choque bem diferente do atual, que tem características mais duradouras. Em 2001, todo mundo parou, respirou fundo e continuou. Agora, todo mundo esta poupando o ar porque ele pode faltar daqui a pouco...

O que o pessoal do mercado está estimando é simples. Com a produção em queda, e sinais de deflação não há motivos para não reduzir os juros, que devem cair em 0.5 p.p. na próxima reunião do COPOM. No agregado de 2008, a economia cresce forte. Mas o último trimestre será de queda. Direto do Estadão:

O economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, ainda não revisou sua projeção de queda de 1,0% do PIB no último trimestre de 2008, mas já considera que "talvez fique mais perto de queda de 1,5%".


"Não dá para dizer que o pior já passou... A perspectiva para o início deste ano ainda é bem fraca, apesar de não podermos tomar novembro como base", avalia Neto, do Schahin.


É, quando todo mundo voltar do Carnaval o estrago já estará feito...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Mortgage Crisis

Recebi o vídeo abaixo por email. O vídeo é muito engraçado. Eu acho que é um Comedy Show britânico, mas não sei direito.



PS: Valeu Jaimão!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Fundo do Poço

Quando você começa a ouvir declarações como esta:

“A lot of the bad news is priced in,” said Matthew DiFilippo, director of research at Indiana, Pennsylvania-based Stewart Capital Advisors LLC, which manages $1 billion. “From an economic perspective, we don’t expect good news for some time. In the long run the economy’s going to turn and earnings are going to improve.”

fica difícil imaginar uma piora do cenário de médio prazo. Basicamente, as pessoas já entenderam que a crise dura até o verão americano (Junho-Agosto), no mínimo. A partir daí, espera-se que as políticas federais comecem a surtir efeitos reais e a economia volte a crescer.

Alguns fatores ainda trazem incerteza: preço dos combustíveis, a efetividade dos programas do governo Obama e a as políticas externas americanas (comercial e diplomática).

Fonte da Citação: Bloomberg.

Matemática Cerebral

Direto da VEJA:

TÓQUIO (AFP) - Transformar nossos sonhos em imagens de televisão é o objetivo de um grupo de pesquisadores japoneses que criou uma nova técnica de análise cerebral.

Uma equipe do laboratório japonês de neurologia ATR, dirigido por Yukiyasu Kamitani, afirma ter conseguido, "pela primeira vez no mundo, recriar em imagens o conteúdo de percepções cerebrais complexas".

O trabalho consiste em fazer a pessoa observar uma forma (letra do alfabeto) e reconstituí-la em uma tela por análise da atividade cerebral do indivíduo.

É um trabalho interessante. Acho que a idéia é fazer um mapa das imagens para a atividade cerebral. Depois quando souber a atividade cerebral espera-se que seja uma bijeção, ou seja, esteja reproduzindo exatamente aquela imagem previamente criada. Eu não entendo nada de neurologia, mas se isso for possível eu diria que somos muito menos complexos do que imaginamos.

Imagine se existir uma bijeção entre as atividades cerebrais e as imagens criadas pela sua visão? Então o que acontece quando somos expostos à novas imagens? É certamente uma pesquisa interessantíssima.

Deixo o link AQUI.

PS: O que isso tem de economia? Muito pouco, exceto o fato de que eu sempre tive carências em Análise Real, mas mesmo assim acho matemática interessante.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Dica de Blog: História Econômica

Enquanto curto o meu último final de semana de descanso deixo para vocês uma dica de blog de História Econômica. É o blog do Pedro Lains.

Clique AQUI ou acesse na barra lateral.

PS: Valeu Pesa!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Que Venha a Crise!

Estou de volta aos EUA e aparentemente curado da amigdalite que estragou as minhas férias. No problem, vamos iniciar o ano com tudo e dedicar um pouco mais de tempo para a tese, o blog e a saúde!

Que venha a crise e a recessão! Estamos prontos para muito trabalho!