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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Prova do ENADE II


O Shikida não gostou mesmo da prova do ENADE. Segundo ele, a prova não é um bom indicador da qualidade das instituições, mas estas usam esta informação como propaganda e o governo usa os resultados para avaliar a eficiência de políticas públicas.

Olha, eu não imagino que esses resultados afetem a demanda por trabalhadores formados nessas instituições. O mercado sabe exatamente a qualidade média do aluno formado na escola X e na escola Y.

Agora, isso pode afetar a demanda por ensino. Neste caso, o aluno e seus pais, muitas vezes não tem a melhor informação sobre a qualidade da universidade e acabam indo na onda da propaganda. Mas, é muito fácil acabar com esse problema. Basta acabar com essa prova (que é a minha opinião pessoal). Deixemos o mercado, via preço e medidas de qualidade (corpo docente, alunos/sala, infra-estrutura, taxa de desemprego entre ex-alunos, etc.) competir e pronto, como acontece aqui nos EUA.

É aquela velha idéia de teoria de contratos. Dependendo do caso, o resultado é melhor se você impedir que os agentes enviem um sinal, especialmente se esse sinal for viesado.

Agora, o Governo usar o ENADE pra fazer política pública já é outra questão. É aquela história de usar um estimador viesado. Uso um estimador viesado, ou não uso estimador nenhum? É uma pergunta sem resposta correta.

2 comentários:

Marcelo disse...

Cristiano,

Entendo que o Enade serve para o governo e os próprios alunos avaliarem as instituições de ensino e neste sentido acho que é positivo. O mercado de trabalho pode utilizar os resultados como um dos itens a serem avaliados na contratação dos jovens, além da tradição, corpo docente, etc. Mas, em tese, as melhores instituições apresentarão os melhores resultados, deixando as piores expostas ao sol.

Abç.

Marcelo

Cristiano M. Costa disse...

Excelente contraponto Marcelo.
Abraço,
Cristiano