O Alex escreveu um post em que ele mostra o absurdo aumento das despesas correntes nas contas do Governo Federal (AQUI). Ele calcula que:
Ou seja, está claro que o que está fazendo o superávit primário ir para o beleléu não é uma despesa anti-cíclica, e sim uma despesa que vai permanecer lá por muitos e muitos anos.
Do outro lado, no notíciário convencional, eu assisto a luta do Ministro Mantega para tentar empurrar a idéia que os investimentos do PAC deveriam ser excluídos do cálculo do superávit primário. (AQUI)
Em primeiro lugar, acho esse lance de superávit primário uma grande bobagem. Mas, há aqueles que acham uma boa medida de de finanças públicas e não se importam de chamar um déficit de superávit. Mas tudo bem. Agora, tirar uma despesa da conta é sacanagem.
Eu, obviamente, acabo pensando em uma prova. Imagine que depois de fazer e receber a minha nota chego pro professor e digo: Ae fessor? Dá pra tirar essa questão que eu errei do cálculo da nota final? Aí eu fico acima da média!
Ou ainda, podemos pensar em um campeonato brasileiro em que ao final do campeonato todos os gols de cabeça contra o Corinthians são anulados. Obviamente que o resultado do Corinthians ia ser muito melhor.
O pior, é que os investimentos do PAC são irrisórios se comparados ao das despesas correntes, e ninguém mais fala sobre isso! Mesmo assim, eles são cerca de 0,66% do PIB (ver AQUI) se forem executados completamente. Enfim, é pouco comparado as depesas, mas é muito se comparado ao à meta do superávit (2,5%). É brincadeira, ou não é?
Dificilmente poderia ser mais eloquente: o aumento da despesa corrente corresponde a quase 15 vezes o aumento dos investimentos (R$ 23,4 bilhões vs. R$ 1,6 bilhão, já ajustados pela inflação).
Ou seja, está claro que o que está fazendo o superávit primário ir para o beleléu não é uma despesa anti-cíclica, e sim uma despesa que vai permanecer lá por muitos e muitos anos.
Do outro lado, no notíciário convencional, eu assisto a luta do Ministro Mantega para tentar empurrar a idéia que os investimentos do PAC deveriam ser excluídos do cálculo do superávit primário. (AQUI)
Em primeiro lugar, acho esse lance de superávit primário uma grande bobagem. Mas, há aqueles que acham uma boa medida de de finanças públicas e não se importam de chamar um déficit de superávit. Mas tudo bem. Agora, tirar uma despesa da conta é sacanagem.
Eu, obviamente, acabo pensando em uma prova. Imagine que depois de fazer e receber a minha nota chego pro professor e digo: Ae fessor? Dá pra tirar essa questão que eu errei do cálculo da nota final? Aí eu fico acima da média!
Ou ainda, podemos pensar em um campeonato brasileiro em que ao final do campeonato todos os gols de cabeça contra o Corinthians são anulados. Obviamente que o resultado do Corinthians ia ser muito melhor.
O pior, é que os investimentos do PAC são irrisórios se comparados ao das despesas correntes, e ninguém mais fala sobre isso! Mesmo assim, eles são cerca de 0,66% do PIB (ver AQUI) se forem executados completamente. Enfim, é pouco comparado as depesas, mas é muito se comparado ao à meta do superávit (2,5%). É brincadeira, ou não é?




2 comentários:
Boa. É igual o Obina, se não contar os lance bizonhos, ele é craque...
Uma vez eu perguntei pro cara que entrega a comanda no self-service: E aí, como é que tá?
No que ele respondeu: Rapaz, tirando os problemas, segue tudo em ordem.
Agora, essa do Obina foi genial.
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