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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Coordenando Custos

O Governo americano está trabalhando no pacote para o setor de planos de saúde. A proposta de médicos, hospitais, clínicas e planos de saúde é reduzir os custos em 1,5% ao ano durante 10 anos.

De onde virá essa redução de custos. A idéia é aumentar a coordenação entre estas entidades. Um médico-pirmário, ou clínico-geral como chamamos no Brasil, ficaria responsável pelo paciente e faria uma triagem. Esse método evita consultas desnecessárias com especialistas, exames e internações desnecessárias e múltiplas visitas a médicos diferentes. Os médicos passariam a receber incentivos financeiros para cumprir essa tarefa de triagem.

Uma segunda idéia é nacionalizar os planos que em geral são estaduais. Isso diversificaria o público dentro de cada plano e dissolveria os preços pelo país. Hoje, o mesmo plano da mesma empresa pode custar muito mais em um estado do que no outro.

O grande ponto é tentar trazer para dentro do sistema as pessoas que não tem plano de saúde por escolha. Ou seja, pessoas que poderiam pagar um plano mas não o fazem porque acreditam ter uma boa saúde. Esse grupo é muito maior do que as pessoas imaginam...

Eu tenho a opinião de que o sistema brasileiro é superior ao americano, mas que carece de melhor administração da quantidade de vagas e acesso. Não creio que falte qualidade ao SUS, e sim leitos e maior rapidez no acesso à exames e consultas. Obviamente, o sistema gratuito cria incentivos à sobreutilização. Isso também é um problema, mas veja que a solução que está sendo proposta aqui nos EUA também seria aplicável ao SUS. Ou seja, se cada paciente tivesse um médico responsável pela sua saúde, um clínico-geral, então os custos do SUS também cairíam, assim como a sobreutilização. Pense nisso!

8 comentários:

Anônimo disse...

Sei,

Se o seu medico responsavel (primario) for ruim, entao danou-se...

<b> Cristiano M. Costa </b> disse...

É verdade. Por isso, na teoria, as pessoas vão poder escolher o médico primário.
Abraço,
Cristiano

Dionizio disse...

pode ser numa boa saída... acho q na grande maioria a prevenção com coisas simples ajudaria e muito, o que um médico primário iria ajudar bastante, tipo promovendo como aproveirar o que se tem em casa e como se alimentar corretamente e coisas do tipo.. muitas vezes as pessoas procuram fazer as coisas, acreditando nas proprias idéias do que é correto para a saúde..... e isso, invariavelmente vai levá-la a uma fila do SUS, com o passar do tempo

<b> Cristiano M. Costa </b> disse...

Excelente ponto Dionizio!
Abraço
Cristiano

Chico disse...

Hoje eu descobri uma anedota boa sobre custo (mais precificação) aqui na LSE. No café da universidade o Double Expresso custa £1.60 e o Americano custa £1.05. Acontece que o Americano é o Double Expresso com água quente (literalmente). Então se você pede um Americano sem água, você toma um Double Expresso (na xícara grande, porque senão reclamam com o cara do bar) e paga 1/3 a menos. Precificação é uma coisa muito doida...

Chico disse...

Ah, e o Expresso (single) é £1.30, relamente...

Falcao disse...

Eu discordo da idéia ( dominante) de que o problema principal da saúde ser estatal está na sobre-utilização.
1- Ninguém ( normal) gosta de ir no médico.
2 - Há um certo problema de sobre utilização no caso dos check ups anuais que qse todo mundo faz, mas eles sao piores no caso de planos privados.
3 - Oferta estatal implicara em algum tipo de racionamento, mas isso nao significa que seja pior do que o sistema privado.
4 - O problema principal do SUS e de outros sistemas estatais é que o serviço público é sempre mais ineficiente do que o privado.

Eu acho que o sistema público é melhor, mas tem que botar na balança as ineficiencias e os efeitos distributivos dos problemas de moral hazard a adverse selection que sao pervasivos no sistema privado, com a ineficiencia, politicagem e corrupcao que sao comuns no setor publico.

VALESKA MARIA HUFFEL disse...

Muito boa essa cada paciente com um médico. Agilizaria. Mas os médicos estão fugindo por que a média de salarios estão descendo.

Um abração