A Constante de Lecochambreut é muito usada em provas de economia. Sua aplicação mais comum é durante provas de mestrado e doutorado. Um exemplo de seu uso é o seguinte: o aluno, provavelmente após tomar a derivada de um expressão complicada, chega à uma equação que parece ter solução impossível.
Entretanto, ele sabe que o problema tem solução, e tem uma boa intuição sobre (ou até sabe exatamente) a resposta final. É aí que entra a Constante de Lecochambreut. Sabendo que cometeu um erro em um passo anterior, o aluno, ao passar de uma linha para a outra, faz uso da constante para que a expressão final apareça.
Um exemplo comum é o aluno trocar X por (1-X), ou então y por 2y. São mudanças simples, que basicamente tem o efeito de uma constante. E daí o nome...é basicamente uma acochambrada*.
Ontem, eu passei o dia corrigindo as provas de uma cadeira que sou monitor. Em dado momento um aluno inova e faz uso da Constante Imaginária de Lecochambreut. A constante imaginária é usada quando você encontra um valor negativo dentro de uma raiz. Isso é um problema complicado, e requer uso de um conjunto de números pouco conhecido dos alunos. Entretanto, o aluno sabia que o problema não poderia requerer esse tipo de conhecimento, porque era uma cadeira de introdução à microeconomia. O que ele fez? Colocou o sinal de negativo pra fora da raiz e seguiu fazendo as contas. Obviamente, chegou ao resultado errado, já que o erro dele estava na linha anterior. Mas foi uma bela aplicação da Constante Imaginária de Leconchambreut.
* acochambrar (v.) : Fazer algo não padrão, provisório, emprovisado; "picaretear", enjambrar, "dar um jeitinho". A variação ortográfica acoxambrar é tida por muitos como sendo a ortografia original, guardando sua relação com a expressão "fazer nas coxas". Mas o uso do ch tornou-se mais comum na medida faz com que a palavra pareça ter origem francesa, e daí fica muito mais chique. Exemplo:
- Uhm, este cano precisa ser trocado.
- E se a gente colocasse Durepox?
- Não, não dá pra acochambrar!
PS: Eu não me lembro quem me falou pela primeira vez da Constante de Lecochambreut. Certamente eu fiz uso dela durante o mestrado e doutorado, sem mesmo saber o seu nome. Eu não sei, mas acho que foi o Klênio Barbosa (doutorando em Toulouse) ou o Roberto Pinheiro (Ph.D. de Penn) que me contaram. Mas, acho que eles contaram já uma história de outra pessoa, e talvez a referência mais antiga tenha sido feita pelo Humberto Moreira (professor da EPGE), que foi orientador de nós 3. Quem souber mais detalhes por favor deixe um comentário...
Entretanto, ele sabe que o problema tem solução, e tem uma boa intuição sobre (ou até sabe exatamente) a resposta final. É aí que entra a Constante de Lecochambreut. Sabendo que cometeu um erro em um passo anterior, o aluno, ao passar de uma linha para a outra, faz uso da constante para que a expressão final apareça.
Um exemplo comum é o aluno trocar X por (1-X), ou então y por 2y. São mudanças simples, que basicamente tem o efeito de uma constante. E daí o nome...é basicamente uma acochambrada*.
Ontem, eu passei o dia corrigindo as provas de uma cadeira que sou monitor. Em dado momento um aluno inova e faz uso da Constante Imaginária de Lecochambreut. A constante imaginária é usada quando você encontra um valor negativo dentro de uma raiz. Isso é um problema complicado, e requer uso de um conjunto de números pouco conhecido dos alunos. Entretanto, o aluno sabia que o problema não poderia requerer esse tipo de conhecimento, porque era uma cadeira de introdução à microeconomia. O que ele fez? Colocou o sinal de negativo pra fora da raiz e seguiu fazendo as contas. Obviamente, chegou ao resultado errado, já que o erro dele estava na linha anterior. Mas foi uma bela aplicação da Constante Imaginária de Leconchambreut.
* acochambrar (v.) : Fazer algo não padrão, provisório, emprovisado; "picaretear", enjambrar, "dar um jeitinho". A variação ortográfica acoxambrar é tida por muitos como sendo a ortografia original, guardando sua relação com a expressão "fazer nas coxas". Mas o uso do ch tornou-se mais comum na medida faz com que a palavra pareça ter origem francesa, e daí fica muito mais chique. Exemplo:
- Uhm, este cano precisa ser trocado.
- E se a gente colocasse Durepox?
- Não, não dá pra acochambrar!
PS: Eu não me lembro quem me falou pela primeira vez da Constante de Lecochambreut. Certamente eu fiz uso dela durante o mestrado e doutorado, sem mesmo saber o seu nome. Eu não sei, mas acho que foi o Klênio Barbosa (doutorando em Toulouse) ou o Roberto Pinheiro (Ph.D. de Penn) que me contaram. Mas, acho que eles contaram já uma história de outra pessoa, e talvez a referência mais antiga tenha sido feita pelo Humberto Moreira (professor da EPGE), que foi orientador de nós 3. Quem souber mais detalhes por favor deixe um comentário...




2 comentários:
Eu me lembro do Jorge Araújo fazendo referências à Constante nas aulas do mestrado na Ufrgs.
Abraços!
O primeiro a fazer referencia a constante foi o grande Alexandre Sartoris, hoje professor da UNESP, que na epoca que eu e o Klenio estavamos prestando a prova da ANPEC, era professor de estatistica no curso preparatorio. Ele (sartoris) disse que as constantes de LeCochambret e NasCo eram muito usadas nos cursos de experimentos de fisica (ele fez fisica na graduacao antes de fazer graduacao, mestrado e doutorado em Economia).
Taih a referencia,
Abs,
Roberto
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