Enquanto o Chile dá lições de política fiscal, o Brasil vai no sentido contrário.
Quando precisava ter poupado, o Governo Federal aumentou os gastos. Quando foi preciso gastar para aquecer a economia, o Governo Federal aumentou os gastos. Obviamente, esta política é inconsistente no longo prazo.
Quais serão as conseqüências dessa política para o futuro da economia brasileira? Bem, a resposta não é muito difícil, o próximo governo terá que mudar a política. Em particular, reduzir o tamanho do funcionalismo público, subsídios e custo da máquina pública. Uma política de maior abertura comercial e incentivo à concorrência, aliadas a uma melhor regulação dos setores de energia e saúde serão fundamentais no médio e longo prazo.
E não sou somente eu quem pensa assim. Confira AQUI a opinião de outros economistas sobre o assunto.
Quando precisava ter poupado, o Governo Federal aumentou os gastos. Quando foi preciso gastar para aquecer a economia, o Governo Federal aumentou os gastos. Obviamente, esta política é inconsistente no longo prazo.
Quais serão as conseqüências dessa política para o futuro da economia brasileira? Bem, a resposta não é muito difícil, o próximo governo terá que mudar a política. Em particular, reduzir o tamanho do funcionalismo público, subsídios e custo da máquina pública. Uma política de maior abertura comercial e incentivo à concorrência, aliadas a uma melhor regulação dos setores de energia e saúde serão fundamentais no médio e longo prazo.
E não sou somente eu quem pensa assim. Confira AQUI a opinião de outros economistas sobre o assunto.




7 comentários:
Cristiano,
É preciso ter cuidado com esta afirmação: "...reduzir o tamanho do funcionalismo público...".
Temos que levar em conta o nível de conhecimento dos novos profissionais que estão assumindo os cargos públicos aumentou.
O preparo maior destes tem melhorado progressivamente a imagem das instituições brasileira. Ponto omitido aqui.
Outra questão omitida e relevante, é a diminuição da tx de juros. Ora, uma redução, equilibrada e sem maluquices, após a eclosão da crise, reduziria nossa dívida certo? Mais economia então.
Isso posto, aliado a uma contração nas despesas públicas, de forma criteriosa, sem clichês, melhoraria a situação do Brasil pro futuro.
Augusto
Precisa aquecer a economia, aumenta-se investimentos, perfeito.
Agora, o que estão fazendo é aumento em despesacorrente (se não me engano vi em algum lugar que investimento em si até foi brecado...), um absurdo!
No último trimestre do ano passado foi mais de 5% de aumento na despesa de consumo do governo! Fala sério...
Abc!
Alguns pontos:
Quando eu escrevi " reduzir o tamanho" eu quis dizer o número de funcionários públicos per capita. Obviamente, que eu ficaria com os que tem maior qualidade. Mas para tanto o governo tem que aumentar os salários oferecidos, e aí está o principal trade-off.
Imagem das instituições? Bem, acho que a imagem conhecida pelo público médio não contém os custos.
A redução dos juros ajuda. Mas a política funciona somente se, quando os juros estavam mais elevados tivesse sido feita uma poupança. O que não ocorreu. Esse é o ponto do post. Fazer política fiscal, ok. Mas fazer política fiscal significa poupar quando a economia está bem.
Bem, eu entendo redução de despesas públicas como redução de custo= (preço do insumo)*(quantidade do insumo), ou seja, reduz-se salários e preços pagos por bens e serviçoc comprados pelo governo, mas também reduz-se a quantidade (funcionários, olhas de papel, cafézinho, telefone, tc...)
Era isso!
Abraço e valeu pelo comentário!
Cristiano
"...quando os juros estavam mais elevados tivesse sido feita uma poupança."
Esse é um ponto, controverso e difícil, concorda?
Augusto
Olha Augusto, eu particularmente não vejo muita controvérsia. Se você não poupar em algum momento voce terá que administrar com muito cuidado a dívida pública para que ela não cresca a uma velocidade maior que o PIB. Afinal, você terá deficits em todos os períodos.
Além disso, quanto maior a dívida, maior a sensibilidade das despesas à variações nas taxas de juros, e o seu orçamento vai ter alta flutuação.
Em economia, em geral, as pessoas e governos deveriam suavizar receitas e despesas e não buscar aumentar as flutuações.
O papel do governo é, portanto, poupar quando a economia vai bem, e despoupar quando a economia vai mal. O que me parece mais controverso, na verdade, é justamente a parte do despoupar.
Muitos economistas não vêem a política fiscal de aumento de gasto/investimento público como a única ou a melhor estratégia para reaquecer a economia.
Abraço,
Cristiano
Eu penso que para entender de economia não precisa ficar horas e horas quebrando a cabeça e fazendo cálculos absurdos. Qualquer um sabe que o problema maior do Brasil é este juro bancário exorbitante, seguido de uma burocracia gigantesca que atrapalha os investimentos. Se alguém em sã consciência entender que este é o problema, a crise acaba.
Oi Anônimo,
eu acho que estes são alguns dos problemas. Mas eles não existem sozinhos. Só baixar o juros, por exemplo, não resolve se não for acompanhado de uma melhor política fiscal.
Mas veja bem, entender não adianta, para resolver o problema é preciso que as pessoas que entendem estejam no Governo e que haja disposição de mudar as políticas, principalmente a fiscal. Mas isto é muito custoso politicamente, e não veremos nada nesse sentido em 2010, creio eu.
Abraço,
Cristiano
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