- Por aqui parece que o fundo poço está chegando.
- Que otimismo, hein?
Mas, alguns sinais são positivos. Em particular, a nota do Citigroup informando que teve lucro nos primeiros dois meses do ano, Ben Bernanke pedindo por maior regulação no setor financeiro como um todo (não só bancário) e o aparente fim da queda no preço das commodities agrícolas e do petróleo.
Índices de Commodities da Bloomberg:

Preço do Petróleo (light sweet crude):
O mercado de trabalho, entretanto, ainda vai piorar. O trabalho é sempre o insumo que é ajustado mais rapidamente. Mas, isso demora a aperecer nas estatísticas. Certamente os dados de pedidos de seguro-desemprego contém uma informação mais precisa do que a taxa de desemprego em si. Nas recessões passadas, a taxa de desemprego chegou a 10%. Isso já ocorre em alguns estados americanos.
Mapa do Desemprego do Yahoo!:
Ainda sobre o desemprego, é bom notar essa é uma crise diferente. Ela afeta mais aos homens dos que as mulheres, e afeta mais as pessoas com pouca instrução do que as pessoas com curso superior. Isso ainda será tema de muito estudo e de muitas políticas públicas num futuro próximo. E quem sabe, de um futuro podcast.
Alguns indicadores servirão para anunciar o fim da crise. O primeiro vem justamente do mercado de trabalho. Quando o número de horas trabalhadas e de trabalhadores temporários aumentam, em geral é um sinal de que o mercado está aquecendo. Olho nesses indicadores.
No mercado de imobiliário, a informação que eu tenho é que as regiões mais afetadas pela bolha já têm preços em níveis historicamente normais. O problema é que o custo de construção também está caindo com a crise. Logo, há espaço para mais queda. Espera-se que os preços alcancem algo próximo do custo de construção. Isso implicaria uma queda de mais 20% nos preços.
Alguns indicadores antecedentes são os índices de mercado: S&P, Nasdaq e Dow Jones. O problema é que enquanto o setor financeiro não recuperar sua liquidez, nenhum deles vai subir muito. O centro da crise agora é a liquidez do sistema financeiro.
Os sinais de que a economia atingiu o fundo do poço não são muitos. Ficamos mais na torcida do que qualquer outra coisa. Mas lampejos de otimismo como os desta semana são bem vindos. Em algum momento, a economia vai reagir. Ela sempre reaje. O S&P, por exemplo, historicamente atinge o fundo do poço entre 4 e 8 meses antes da recessão acabar. Um início de alta no mercado
hoje, indicaria uma economia com crescimento já no fim do verão americano, ou do ano.
A questão agora é acertar o timing de entrar na bolsa...
- Que otimismo, hein?
Mas, alguns sinais são positivos. Em particular, a nota do Citigroup informando que teve lucro nos primeiros dois meses do ano, Ben Bernanke pedindo por maior regulação no setor financeiro como um todo (não só bancário) e o aparente fim da queda no preço das commodities agrícolas e do petróleo.
Índices de Commodities da Bloomberg:

Preço do Petróleo (light sweet crude):
O mercado de trabalho, entretanto, ainda vai piorar. O trabalho é sempre o insumo que é ajustado mais rapidamente. Mas, isso demora a aperecer nas estatísticas. Certamente os dados de pedidos de seguro-desemprego contém uma informação mais precisa do que a taxa de desemprego em si. Nas recessões passadas, a taxa de desemprego chegou a 10%. Isso já ocorre em alguns estados americanos.Mapa do Desemprego do Yahoo!:
Ainda sobre o desemprego, é bom notar essa é uma crise diferente. Ela afeta mais aos homens dos que as mulheres, e afeta mais as pessoas com pouca instrução do que as pessoas com curso superior. Isso ainda será tema de muito estudo e de muitas políticas públicas num futuro próximo. E quem sabe, de um futuro podcast.Alguns indicadores servirão para anunciar o fim da crise. O primeiro vem justamente do mercado de trabalho. Quando o número de horas trabalhadas e de trabalhadores temporários aumentam, em geral é um sinal de que o mercado está aquecendo. Olho nesses indicadores.
No mercado de imobiliário, a informação que eu tenho é que as regiões mais afetadas pela bolha já têm preços em níveis historicamente normais. O problema é que o custo de construção também está caindo com a crise. Logo, há espaço para mais queda. Espera-se que os preços alcancem algo próximo do custo de construção. Isso implicaria uma queda de mais 20% nos preços.
Alguns indicadores antecedentes são os índices de mercado: S&P, Nasdaq e Dow Jones. O problema é que enquanto o setor financeiro não recuperar sua liquidez, nenhum deles vai subir muito. O centro da crise agora é a liquidez do sistema financeiro.
Os sinais de que a economia atingiu o fundo do poço não são muitos. Ficamos mais na torcida do que qualquer outra coisa. Mas lampejos de otimismo como os desta semana são bem vindos. Em algum momento, a economia vai reagir. Ela sempre reaje. O S&P, por exemplo, historicamente atinge o fundo do poço entre 4 e 8 meses antes da recessão acabar. Um início de alta no mercado
hoje, indicaria uma economia com crescimento já no fim do verão americano, ou do ano.
A questão agora é acertar o timing de entrar na bolsa...




3 comentários:
Cristiano, não entendi mto bem o pq que o mercado de trabalho é o insumo que se ajusta mais rapidamente?
JR
Vou usar o exemplo que sempre uso com os meus alunos. Imagine que você é o dono do xerox da faculdade. É mais fácil demitir o funcionário, do que vender a máquina fotocopiadora.
O trabalho é o insumo que se ajusta mais rápido, comparado com os outros: máquinas, equipamentos, terra, etc...
Falou,
Cristiano
Na Alemanha os sinais de trabalho temporário não são bons, infelizmente. Mas em parte se deve à confusão do governo com trabalho temporário, mini-jobs e coisas do genero.
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