Na minha humilde opinião, a pirataria é liberada no Brasil. Você vai ao centro de qualquer cidade grande e encontra produtos pirateados. Um dos produtos mais comercializados são os jogos de videogames. Não só há o mercado de jogos piratas, como também há o mercado "de destravamento de videogames". O "destravamento" é necessário para que o videogame possa ler (de leitura ótica) os jogos piratas.
É um mercado grande e organizado. Pois o O Globo traz uma pequena reportagem sobre o assunto. Agora que a Nintendo está crescendo bem no mercado, com o Wii alcançando os níves de venda do Playstation 2, a empresa atacou os países que deixam a pirataria correr solta.
As razões para a pirataria no Brasil são duas. O mercado tem altos impostos e não há fiscalização. Os impostos jogam o preço para cima, incentivando o mercado paralelo. Mas também é óbvio que a distribuição de renda faz com que apenas parte da população acabe comprando o produto legal. Não é possível que um jogo custe 200 reais, se aqui nos EUA custa 20 dólares. Não há retornos de escala que explique essa diferença.
Mas também creio que mesmo que o preço caísse para 100 reais, ainda seria um preço bem salgado para a maioria da população. Acho que o fim da barreira de importação daria uma ajuda, mas também não sei até que ponto uma medida dessas sem o aumento da fiscalização acabaria com o problema.
A realidade é que, segundo a reportagem, a fiscalização tem aumentado. Mas, sem a queda de preços, os incentivos para comprar e vender piratas continuam os mesmos. As duas políticas têm que ser adotadas juntas. Eu proporia a total abertura desse mercado. Taxa de importação zero. Daí os brasileiros poderiam ir na Amazon e comprar os jogos, inclusive usados.
Outro mercado que tem esse problema é o de músicas via MP3. Você já tentou comprar músicas nas lojas norte-americanas na internet? Você não consegue, simplesmente porque está em um servidor brasileiro e o site reconhece isso. Daí nos sites brasileiros a mesma música é o dobro do preço. O que acontece? Todo mundo faz download em sites de compartilhamento e o artista fica sem um tostão.
Mais uma vez eu pergunto: Por que não abrir esses mercados? Alguém deve estar ganhando com isso. O que vocês acham?
É um mercado grande e organizado. Pois o O Globo traz uma pequena reportagem sobre o assunto. Agora que a Nintendo está crescendo bem no mercado, com o Wii alcançando os níves de venda do Playstation 2, a empresa atacou os países que deixam a pirataria correr solta.
As razões para a pirataria no Brasil são duas. O mercado tem altos impostos e não há fiscalização. Os impostos jogam o preço para cima, incentivando o mercado paralelo. Mas também é óbvio que a distribuição de renda faz com que apenas parte da população acabe comprando o produto legal. Não é possível que um jogo custe 200 reais, se aqui nos EUA custa 20 dólares. Não há retornos de escala que explique essa diferença.
Mas também creio que mesmo que o preço caísse para 100 reais, ainda seria um preço bem salgado para a maioria da população. Acho que o fim da barreira de importação daria uma ajuda, mas também não sei até que ponto uma medida dessas sem o aumento da fiscalização acabaria com o problema.
A realidade é que, segundo a reportagem, a fiscalização tem aumentado. Mas, sem a queda de preços, os incentivos para comprar e vender piratas continuam os mesmos. As duas políticas têm que ser adotadas juntas. Eu proporia a total abertura desse mercado. Taxa de importação zero. Daí os brasileiros poderiam ir na Amazon e comprar os jogos, inclusive usados.
Outro mercado que tem esse problema é o de músicas via MP3. Você já tentou comprar músicas nas lojas norte-americanas na internet? Você não consegue, simplesmente porque está em um servidor brasileiro e o site reconhece isso. Daí nos sites brasileiros a mesma música é o dobro do preço. O que acontece? Todo mundo faz download em sites de compartilhamento e o artista fica sem um tostão.
Mais uma vez eu pergunto: Por que não abrir esses mercados? Alguém deve estar ganhando com isso. O que vocês acham?




8 comentários:
Interessante seu ponto de vista, Cristiano. Me rendeu uma reflexão...
Pelo que conheço na prática, a maioria dos jogos de video-games não são importados, mas fabricados no Brasil mesmo. Basta ver nas bordas dos discos (CDs, DVDs, sei lá que mídia usam), a maioria traz "Zona Franca de Manaus".
Apenas os direitos de propriedade são "importados". Mas a diferença de poder de compra da moeda não explica a diferença no preço final.
Minha reflexão: será, então, que os próprios detentores dos direitos de propriedade estão se aproveitando das distorções de mercado provocadas pelas barreiras à importação e colocando preços mais elevados no Brasil, a fim de elevar seus lucros?
Afinal de contas, me parece que este mercado se assemelha a uma concorrência monopolística, e os fabricantes têm certo controle de mercado...
Sim. A minha pergunta no final foi justamente para que os comentaristas chegassem à esta conclusão!
Abraço!
Cristiano
Para que fiscalizar/combater a pirataria? Se alguém se interessar, segue o livro Contra Propriedade Intelectual do Stephan Kinsella - http://www.libertarianismo.com/index.php/nagivations/biblioteca/74-libertarianismo/312-contra-a-propriedade-intelectual .
Videogame particularmente é um negócio caro para o padrão brasileiro.
Um lançamento de XBOX 360/PS3 custa na faixa de 50/60 dolares
Mesmo que por algum milagre eles lançassem aqui a 100 reais, o jogo pirata é 20 reais e a midia para gravar em casa é 6 reais.
É inviavel mesmo em um mundo com politicas tributarias viaveis
Oi Cilon,
você tem razão. Mas aí o problema é a renda do brasileiro. Aqui nos EUA eu compro um lancamento de PS2 por 40 dólares. Mas 40 dólares para um americano, em termos de renda, é mais ou menos uns 25 ou 30 reais no Brasil.
Mas muitos comparadores de produtos piratas são pessoas de classe média e alta no Brasil.
Além disso, onde foram parar as locadoras de Videogames?
Quando eu era novo, no tempo do Cartucho de Videogame, eu alugav ajogos direto. Tinha que reservar jogo na locadora pra poder tirar na sexta-feira...a pirataria acabou com isso tambem...
Abraço e obrigado pelo comentário!
a verdade de não se poder abrir a economia para importações de jogos é porque não é prioridade pro país importar joguinhos. o suado dólar que o país obtém precisa ser utilizado para importar bens de capital. se o brasileiro quer tanto joguinho de wii, playstation, etc, reclame com os fabricantes para abrirem fabricas aqui. e impostos não aumentam preços. preços são baseados na expectativa de venda e de quanto você pode cobrar pelo produto. como quase ninguem tem dinheiro pra comprar joguinho, lançam a 150 reais pq sabem q pouca gente pode pagar e vai se submeter a pagar.
a verdade de não se poder abrir a economia para importações de jogos é porque não é prioridade pro país importar joguinhos. o suado dólar que o país obtém precisa ser utilizado para importar bens de capital. se o brasileiro quer tanto joguinho de wii, playstation, etc, reclame com os fabricantes para abrirem fabricas aqui. e impostos não aumentam preços. preços são baseados na expectativa de venda e de quanto você pode cobrar pelo produto. como quase ninguem tem dinheiro pra comprar joguinho, lançam a 150 reais pq sabem q pouca gente pode pagar e vai se submeter a pagar.
Uhm, o raciocionio é interessante.
Vamos por partes. Eu não reclamei de nada, eu só fiz uma constatação. Dadas as leis brasileiras, alguém está perdendo e alguém está ganhando.
Quem está perdendo?
O consumidor, é claro. E pode acreditar em mim, jogar videogame é muito legal e muitas pessoas, de diferentes níveis de renda gostam de passar algumas horas jogando.
Quem está ganhando?
O produtores nacionais, e todas as pessoas que trabalham na ilegalidade, ou seja cometendo crime e infringindo direitos autorais.
Eu não sei, mas imagino que eum pouco de competição faria justamente o preço cair. Não sei, é um pensamento que eu tenho...
Pra finalizar. O câmbio é flexível...
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