Washington (DC), é a capital americana da AIDS. Cerca de 3% dos residentes são portadores do vírus, o que coloca a cidade em níveis como os de Uganda e outros países africanos. O índice é 3 vezes o número considerado de epidemia entre as entidades médicas americanas (1%).
Eu não sou estudioso do asunto, mas eu imaginaria que parte do problema está na ausência do uso da camisinha. O Brasil, apesar de ser o maior país católico do mundo, é referência em programas de combate ao vírus da AIDS. E a camisinha cumpre um papel importante.
Aqui nos EUA não só a camisinha não é usada e divulgada como no Brasil, mas a prostituição também é ilegal na maioria dos condados, incluindo Washington, DC. Isso causa um problema maior, na medida que a ilegalidade compromete parte dos incentivos ao combate ao vírus nesse setor. Por exemplo, se a prostituição fosse legal haveria competição entre as prostitutas e prostíbulos, e certamente os consumidores procurariam os que fossem mais seguros (à um custo mais baixo). Poderia haver, por exemplo, um selo de referência dado por uma entidade governamental ou do setor privado.
Essa semana o Humberto Laudares relatou seu encontro com a brasileira Gabriela Leite, atual Secretária-Executiva da ONG Davida e da marca de roupas Daspu. O post do Humberto é muito bacana e traz um debate interessante sobre o assunto. O link está AQUI. Vale a pena a leitura.
Os debates sobre a legalização da prostituição e a divulgação do uso da camisinha por parte do governo são cheios de juízos de valor, mas do ponto de vista puramente econômico a discussão tende a ser em prol da legalização da prostituição e da divulgação da camisinha.
E vejam como são as coisas...enquanto a representante da Daspu dá palestras para os americanos, a representante da Daslu vai conversar com a PF.
Eu não sou estudioso do asunto, mas eu imaginaria que parte do problema está na ausência do uso da camisinha. O Brasil, apesar de ser o maior país católico do mundo, é referência em programas de combate ao vírus da AIDS. E a camisinha cumpre um papel importante.
Aqui nos EUA não só a camisinha não é usada e divulgada como no Brasil, mas a prostituição também é ilegal na maioria dos condados, incluindo Washington, DC. Isso causa um problema maior, na medida que a ilegalidade compromete parte dos incentivos ao combate ao vírus nesse setor. Por exemplo, se a prostituição fosse legal haveria competição entre as prostitutas e prostíbulos, e certamente os consumidores procurariam os que fossem mais seguros (à um custo mais baixo). Poderia haver, por exemplo, um selo de referência dado por uma entidade governamental ou do setor privado.
Essa semana o Humberto Laudares relatou seu encontro com a brasileira Gabriela Leite, atual Secretária-Executiva da ONG Davida e da marca de roupas Daspu. O post do Humberto é muito bacana e traz um debate interessante sobre o assunto. O link está AQUI. Vale a pena a leitura.
Os debates sobre a legalização da prostituição e a divulgação do uso da camisinha por parte do governo são cheios de juízos de valor, mas do ponto de vista puramente econômico a discussão tende a ser em prol da legalização da prostituição e da divulgação da camisinha.
E vejam como são as coisas...enquanto a representante da Daspu dá palestras para os americanos, a representante da Daslu vai conversar com a PF.




7 comentários:
Se eu fosse chutar eu diria que o problema em washington é mais de droga do que de transmissão sexual.
Não acho que prostituição seja um vetor relevante de disseminação de aids nos EUA ( é na Ásia, na África, Leste Europeu, etc.).
Negros tb tem um incidencia maior do que brancos nos EUA, e Washington tem uma populacao negra bem maior do que a media americana, entao boa parte dessa diferença deve vir dai.
É um bom chute também...
Chefe,
Aids em Uoxito e' coisa dos afro-americans pobres. Ai' vale tudo, em especial o consumo de entorpecentes. Neguinho doidao nao vai lembrar de usar metodos seguros. Sobre prevencao de Aids, estude o caso de Uganda, que tem conseguido reduzir o indice de contaminacao.
Eu entendo que há uma correlação com renda (e por consequencia com a etnia/cor) e drogas. Em particular alguns grupos têm taxas acima de 20%.
Mas, a não ser que grande parte da contaminação seja via compartilhamento de seringas ou relações sexuais entre homens, fica difícil compreender como as taxas entre as mulheres são tão menores.
O meu palpite é que isso só pode acontecer se mais de um homem tem relação com a mesma mulher, e esta esteja infectada.
Daí a relação com a prostituição ilegal.
Falou!
Pra mim nos EUA só tem AIDS gays e usuarios de drogas injetaveis. No Brasil é quase isso.
Sobre essa questão, sugiro a leitura de alguns artigos do Olavo de Carvalho sobre o tema no site www.olavodecarvalho.org.
Sobre a afirmação de que o Brasil é referência no combate ao vírus da AIDS, tenho minhas ressalvas. O Brasil é referência no tratamento do vírus. Gasta-se uma fortuna nisso.
Aliás, sobre o assunto, vale a pena lembrar que há 3 formas principais de contágio do vírus: transfusão, compartilhamento de seringas e comportamento sexual arriscado (muitos parceiros). Por transfusão de sangue é um problema de saúde pública, e é melhor investir na prevenção. Pelas outras causas, o governo faz uma brutal transferência de renda dos que não se drogam e os dos que possuem uma comportamento sexual não arriscado para os drogados e promíscuos.
Seria essa a função do Estado?
Abraço e boa sorte do doutorado
Oi Anônimo,
obrigado pela dica, mas já conheço os trabalhos do Olavo. Li muito enquanto eu estava na graduação e mestrado. Era a minha vacina, eehehe.
Você está certo. O estado subsidia um grupo em favor de outro. Mas ele faz isso em vários outros setores. Por exemplo, o SUS dá tratamento para pessoas com enfisema pulmonar, mesmo que sejam fumantes.
O grande lance é que o cigarro recolhe o imposto, e parte do custo pode ser pago com o imposto que vem do cigarro.
No caso das drogas e da prostituicao, a legalizacao traria beneficios. Voce poderia emitir notas fiscais e cobrar impostos. E com os impostos cubrir partes desse custo.
Sobre se devemos subsidiar ou não os custos da AIDS a conta não é bem simples, mas podemos ter uma idéia.
Suponha que um homem nao precise de doação de sangue, não use drogas injetáveis com outras pessoas e não faça sexo sem ser com a esposa.
Uma pesquisa recente mostra que 48% da mulheres já trairam. Na média, a taxa de portadores do virus AIDS é menos de 1%, mas vamos usar 1% para facilitar. A chance de uma camisinha romper é também cerca de 1% (para facilitar).
Logo, a chance de esta pessoa se infectar via contato sexual (0,48)*(0,01)*(0,01)=0.000048%. Isso se a esposa, ao trair, usar camisinha.
É a chamada externalidade. Mesmo que o seu comportamento seja completamente seguro, ninguém está livre de se contaminar.
O ponto é: voce está disposto a pagar quanto de imposto para reduzir essa probabilidade? Muitos vão dizer zero.
Eu acho que se as pessoas, em uma democracia representativa, fizeram a conta acima e decidiram que preferem pagar imposto e reduzir essa probabilidade, então o estado pode sim prover esse seguro.
Eu gosto desses debates osbre o que é ou não função de estado, mas isto é endógeno. O que o povo definir que é função do estado será. Se é bom ou ruim, é outro debate...
Abraço,
Cristiano
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