A minha impressão sobre este momento da crise aqui nos EUA é a seguinte: o motivo pelo qual a economia americana não cresce não é a crise bancária e a sua consequente redução do crédito.
O motivo principal é que as pessoas não querem tomar empréstimo. Minha leitura é que o problema não é de oferta de crédito, e sim de demanda. As pessoas estão poupando para pagar dívidas que acumularam no passado, e para se previnir de uma possível demissão.
Sim, o desemprego está aumentando e as pessoas demitidas precisam de crédito. Mas elas têm o seguro-desemprego e conseguem algum crédito no mercado. O problema é que agora os bancos estão realmente fazendo análise de risco, e essas pessoas não se qualificam. A grande sacada é que elas não se qualificariam em momento algum, se essa análise fosse sempre feita corretamente, independente de a economia estar crescendo ou em crise.
A meu ponto é a mudança na chamada propensão marginal à consumir. Se a PMgC diminui, por qualquer motivo que seja, diminui o consumo agregado. É uma queda na demanda agregada que no curto prazo diminui o produto e o nível de preços (ver figura).
Note que esse momento é diferente do momento inicial, quando houve redução do crédito e consequente diminuição da oferta de moeda, e por fim uma redução da demanda agregada. O minha impressão é que o crédito foi lentamente voltando aos níveis anteriores, mas as pessoas se deram conta que não precisam consumir nos níveis anteriores. Não agora, quando ainda pairam algumas incertezas sobre o futuro próximo.
Algo similar aconteceu com o Brasil após o apagão de 2001. Quando terminou o período de racionamento, as pessoas não voltaram imediatamente para o consumo anterior. Acho que algo parecido pode acabar acontecendo com a economia americana. É o que a Time Magazine está chamando de o Fim da Era dos Excessos.
O motivo principal é que as pessoas não querem tomar empréstimo. Minha leitura é que o problema não é de oferta de crédito, e sim de demanda. As pessoas estão poupando para pagar dívidas que acumularam no passado, e para se previnir de uma possível demissão.
Sim, o desemprego está aumentando e as pessoas demitidas precisam de crédito. Mas elas têm o seguro-desemprego e conseguem algum crédito no mercado. O problema é que agora os bancos estão realmente fazendo análise de risco, e essas pessoas não se qualificam. A grande sacada é que elas não se qualificariam em momento algum, se essa análise fosse sempre feita corretamente, independente de a economia estar crescendo ou em crise.
A meu ponto é a mudança na chamada propensão marginal à consumir. Se a PMgC diminui, por qualquer motivo que seja, diminui o consumo agregado. É uma queda na demanda agregada que no curto prazo diminui o produto e o nível de preços (ver figura).
Algo similar aconteceu com o Brasil após o apagão de 2001. Quando terminou o período de racionamento, as pessoas não voltaram imediatamente para o consumo anterior. Acho que algo parecido pode acabar acontecendo com a economia americana. É o que a Time Magazine está chamando de o Fim da Era dos Excessos.




1 comentários:
É, tá tendo uma desalavancagem enorme tanto do setor bancário quanto dos consumidores.
É um processo doloroso agora, mas acho que no futuro trará bons frutos e acho que o comportamento do consumidor americano não volta pro que era antes, pelo menos não no médio prazo.
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