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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Selic e Desemprego

Ontem a SELIC caiu 1pp. Agora a taxa de juros de referência é de 12,75% ao ano. Foi uma redução agressiva, mas dentro do intervalo esperado. A situação requer uma agressividade maior. Os dados de inflação estão muito modestos (apesar da valorização do Dólar) e a expectativa é uma aceleração do desemprego nos próximos seis meses.

Hoje, os juros já caíram nos bancos privados e públicos. Me chamou a atenção a redução feita pelo Bradesco. Leia sobre a queda dos juros clicando AQUI.

Os dados de desemprego que estampam as manchetes estão corretos, o desemprego caiu em Dezembro. Só que tem um detalhe, o desemprego sempre cai em dezembro. É o que os estatísticos chamam de sazonalidade. As pessoas procuram menos por emprego, logo, o numerador e o denominador diminuem simultaneamente, reduzindo a taxa.


Mas note que Fevereiro, Março e Abril já são normalmente os piores meses (nos dados ainda com efeitos sazonais). Logo, com o efeito da crise, eu diria que a tendência é de alta inclusive nos dados sem o efeito sazonal.

Os dados do CAGED são mais interessantes para se ter uma idéia da tendência. Foram fechadas mais de 650 mil vagas em Dezembro. É um número muito elevado, comparado aos 1,5 milhões de vagas criadas nos 11 meses anteriores a Dezembro. Vale a pena manter um olho nos dados do CAGED e não somente na taxa de inflação esperada. Já que os dados do CAGED podem servir como um bom indicador antecessor. Talvez seja isso que o BC esteja fazendo.

3 comentários:

Anônimo disse...

Agora me preocupei com a crise, até agora tava achando que ia ser só uma marolinha.

Achava até que ia dar tempo para o baracka, junto com a michele claro, procurar um cachorrinho para sasha.

Abraço

André

outrafacedamoeda disse...

Excelente post, Cristiano!

A sazonalidade é (e continua sendo, mesmo com crise) um componente muito forte na série de desemprego que os adeptos do alarmismo procuram ignorar...

E uma coisa que observei nesta última PME é que o número absoluto de pessoas ocupadas subiu, e não só o relativo de pessoas desocupadas que caiu...

Será que isso não nos indica que o mercado de trabalho ainda não sentiu realmente os efeitos da crise?

Eu, particularmente, acho que ele sentirá em breve, sim. Mas talvez não seja tão grave assim quanto imaginemos...

<b> Cristiano M. Costa </b> disse...

É grave sim. Os cortes vão chegar com tudo quando o Carnaval acabar.

Em quanto isso cantemos:

"Quando o temporal passar,
tudo normalizar,
podemos conversar..."

Ehehhe, abraço!