Da Zero Hora:
A crise da economia mundial, aliada à escassez de crédito, acelerou de forma acentuada a queda das exportações brasileiras e acendeu um sinal de alerta na indústria e no governo. Entre agosto e dezembro do ano passado, 18 setores da economia, responsáveis por 76% das vendas externas, viram suas receitas de exportação encolher 30%, apesar da alta de 49% na cotação do dólar, revela estudo feito pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Em volume exportado, a queda ficou na casa de 20%. O movimento persistiu nos primeiros dias de 2009 e assustou o governo.
Até a terceira semana de janeiro, o saldo da balança comercial apresentava déficit de US$ 390 milhões, fato que não ocorria no País desde janeiro de 2001.
Como o Alexandre Schwartsman já havia explicado no seu blog, um superávit alto não deixaria o Brasil imune à crise. Mas, a queda é certamente fonte de preocupação para a indústria, interessada direta nos lucros vindos do mercado externo.
Note que o primeiro parágrafo traz um detalhe importante. A queda ocorre "apesar da alta de 49% na cotação do dólar". Ou seja, a demanda deu o chamado "shift" pra esquerda.
A queda do superávit comercial vai aumentar a oferta, no curto prazo, de produtos no mercado interno e isso pode contribuir para a queda do nível de preços. O efeito pode ser ainda maior se a demanda interna também começar a declinar, o que é bem provável.
Em outro sentido, reduzirá a oferta de dólares no mercado brasileiro, desvalorizando ainda mais o Real, e tornando os produtos brasileiros ainda mais baratos em dólares (e os importados mais caros).
Esses dois movimentos ocorrerão simultaneamente. Portanto, o efeito final no nível de preços é imprevisível. De um lado a demanda cai, de outro o câmbio desvaloriza. Esse é o novo puzzle que o BC tem nas mãos...
A crise da economia mundial, aliada à escassez de crédito, acelerou de forma acentuada a queda das exportações brasileiras e acendeu um sinal de alerta na indústria e no governo. Entre agosto e dezembro do ano passado, 18 setores da economia, responsáveis por 76% das vendas externas, viram suas receitas de exportação encolher 30%, apesar da alta de 49% na cotação do dólar, revela estudo feito pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Em volume exportado, a queda ficou na casa de 20%. O movimento persistiu nos primeiros dias de 2009 e assustou o governo.
Até a terceira semana de janeiro, o saldo da balança comercial apresentava déficit de US$ 390 milhões, fato que não ocorria no País desde janeiro de 2001.
Como o Alexandre Schwartsman já havia explicado no seu blog, um superávit alto não deixaria o Brasil imune à crise. Mas, a queda é certamente fonte de preocupação para a indústria, interessada direta nos lucros vindos do mercado externo.
Note que o primeiro parágrafo traz um detalhe importante. A queda ocorre "apesar da alta de 49% na cotação do dólar". Ou seja, a demanda deu o chamado "shift" pra esquerda.
A queda do superávit comercial vai aumentar a oferta, no curto prazo, de produtos no mercado interno e isso pode contribuir para a queda do nível de preços. O efeito pode ser ainda maior se a demanda interna também começar a declinar, o que é bem provável.
Em outro sentido, reduzirá a oferta de dólares no mercado brasileiro, desvalorizando ainda mais o Real, e tornando os produtos brasileiros ainda mais baratos em dólares (e os importados mais caros).
Esses dois movimentos ocorrerão simultaneamente. Portanto, o efeito final no nível de preços é imprevisível. De um lado a demanda cai, de outro o câmbio desvaloriza. Esse é o novo puzzle que o BC tem nas mãos...




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