O Secretário da Fazenda Aod Cunha está deixando o governo do RS por motivos pessoais. Eu entendo ele, essa vida na academia é muito boa. Suas conquistas ficam para história, mas podem não ser muito duradouras, dependendo do que o governo que assumir em 2010 fizer.
Segue uma reportagem da ZH com opiniões de outros economistas sobre a sua saída. O link está AQUI. Mas, vou colar aqui algumas opiniões. Primeiro do Octávio Conceição, que foi o paraninfo da minha formatura lá na UFRGS e está na FEE (onde o Aod estava antes):
Para Conceição, ao chegar ao déficit zero, depois de quatro décadas de desequilíbrio nas contas do Estado, Aod contribui para que essa deixe de ser uma falsa questão ideológica. Até os anos 80, difundia-se que a preocupação com rombos nas contas públicas seria típica de economistas liberais ou monetaristas. Para os mais progressistas ou alinhados genericamente entre os chamados keynesianos, essa não seria uma questão relevante.
– Sem déficit, é possível investir mais em segurança, escola, saúde. Assim é o Estado moderno. Não se trata de defender o Estado mínimo e não interventor, mas eficiente – afirma Conceição.
Esse é o ponto-chave do ajuste fiscal, os benefícios que ele traz são maiores do que os malefícios iniciais. Os benefícios são em forma de redução de despesas desnecessárias e com juros. A conseqüência é o aumento de investimentos em áreas importantes, bem como salários dos funcionários.
Deixo também a opinião do Marcelo Portugal, que foi meu professor da UFRGS e foi também orientador de doutorado do Aod:
– O ajuste só funciona com apoio político. Ele teve sorte com o crescimento de arrecadação. Mas outros secretários também tiveram aumento e não fizeram o ajuste – diz Portugal.
O que o Portugal afirma é a mais pura verdade. Outros secretários de fazenda passaram por conjunturas econômicas tão boas quanto a atual e não fizeram o ajuste. Isso deve ser repetido até que as pessoas entendam. Mais ainda, o governo queria a manutenção das alíquotas de ICMS do governo Rigotto, mas o chamado "tarifaço da Yeda" caiu na Assembléia. Logo, o corte de despesas teve que ser mais profundo. Ou seja, o trabalho era complicadíssimo.
Enfim, o que ele fez não acontecia nos últimos 70 anos, zerar o déficit público estadual. Algum mérito ele tem. Não pode ser só conjuntural, como a oposição quer fazer crer. Até porque nesse período está o chamado período do "Milagre Econômico", quando o PIB crescia a taxas maiores do que os 5% ao ano, de 2007 e 2008.
O que ele fez abre oportunidade para investimentos muito grandes nos próximos 2 anos. Se estes investimentos forem bem feitos a Yeda tem grande chance de se reeleger, especialmente se o candidato do PSDB (seja Serra ou Aécio) estiver na frente no primeiro turno. Se não forem bem feitos, vão entregar um governo saneado na mão da oposição.
Segue uma reportagem da ZH com opiniões de outros economistas sobre a sua saída. O link está AQUI. Mas, vou colar aqui algumas opiniões. Primeiro do Octávio Conceição, que foi o paraninfo da minha formatura lá na UFRGS e está na FEE (onde o Aod estava antes):
Para Conceição, ao chegar ao déficit zero, depois de quatro décadas de desequilíbrio nas contas do Estado, Aod contribui para que essa deixe de ser uma falsa questão ideológica. Até os anos 80, difundia-se que a preocupação com rombos nas contas públicas seria típica de economistas liberais ou monetaristas. Para os mais progressistas ou alinhados genericamente entre os chamados keynesianos, essa não seria uma questão relevante.
– Sem déficit, é possível investir mais em segurança, escola, saúde. Assim é o Estado moderno. Não se trata de defender o Estado mínimo e não interventor, mas eficiente – afirma Conceição.
Esse é o ponto-chave do ajuste fiscal, os benefícios que ele traz são maiores do que os malefícios iniciais. Os benefícios são em forma de redução de despesas desnecessárias e com juros. A conseqüência é o aumento de investimentos em áreas importantes, bem como salários dos funcionários.
Deixo também a opinião do Marcelo Portugal, que foi meu professor da UFRGS e foi também orientador de doutorado do Aod:
– O ajuste só funciona com apoio político. Ele teve sorte com o crescimento de arrecadação. Mas outros secretários também tiveram aumento e não fizeram o ajuste – diz Portugal.
O que o Portugal afirma é a mais pura verdade. Outros secretários de fazenda passaram por conjunturas econômicas tão boas quanto a atual e não fizeram o ajuste. Isso deve ser repetido até que as pessoas entendam. Mais ainda, o governo queria a manutenção das alíquotas de ICMS do governo Rigotto, mas o chamado "tarifaço da Yeda" caiu na Assembléia. Logo, o corte de despesas teve que ser mais profundo. Ou seja, o trabalho era complicadíssimo.
Enfim, o que ele fez não acontecia nos últimos 70 anos, zerar o déficit público estadual. Algum mérito ele tem. Não pode ser só conjuntural, como a oposição quer fazer crer. Até porque nesse período está o chamado período do "Milagre Econômico", quando o PIB crescia a taxas maiores do que os 5% ao ano, de 2007 e 2008.
O que ele fez abre oportunidade para investimentos muito grandes nos próximos 2 anos. Se estes investimentos forem bem feitos a Yeda tem grande chance de se reeleger, especialmente se o candidato do PSDB (seja Serra ou Aécio) estiver na frente no primeiro turno. Se não forem bem feitos, vão entregar um governo saneado na mão da oposição.




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