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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Futebol nos EUA

Ontem, antes de assistir Cruzeiro x SP, Alemanha x Espanha e o GRE-NAL, eu assisti LA Galaxy vs. DC United. Sim, trabalhei com a TV ligada ontem. O futebol, ou melhor o soccer, está crescendo por aqui. A ABC transmitiu dois jogos ontem, e o público tem crescido. No time do LA Galaxy estavam o Beckham e o Donavan, e no DC United estavam jogando o Gallardo e um brasileiro que guardou um de cabeça (L. Emílio) e foi o MVP da MLS ano passado.

A média de público do Brasileirão é de 12,495 pagantes (AQUI). Por aqui, o público já está quase do mesmo tamanho. Entrei no site da MLS e encontrei essa tabela AQUI, com o público dos últimos jogos. Só um jogo teve menos de 10,000 pagantes e outros grandes jogos, com público de 54,045 (NE 2 x 1 DAL). Um número bem perto do maior do brasileirão: 55,228 (Flamengo 2 x SP). Achei muito legal. É de se esperar que os EUA, com toda a grana que tem, comecem a ter um papel importante também no soccer.

Acho que isso mostra que quando há investimento, o resultado aparece e o público vem junto. Na verdade, já escrevi isto AQUI.

Concorrência Desleal

Ess lance de blog é complicado. Quando eu começo me animar com a audiência aqui do meu, olha só o que os caras decidem criar: Creative Capitalism. É um blog de discussão e os autores são: Bill Gates, Ed Glaeser, Gary Becker, Richard Posner, Warren Buffett, etc.

É concorrência desleal, ou não?

BC e Política Fiscal

Eu sempre achei que bons papers em economia devem ter um gráfico em forma de "U", representando o trade-off entre as escolhas ou políticas. Eu também sempre gostei dos trabalhos do Acemoglu, do MIT. Acho os trabalhos dele bem relevantes. Agora ele fez um paper que tem um gráfico em forma de "U". Excelente. Abaixo segue um resumo do que ele anda aprontando:

Central bank independence can have marvellous effects on inflation, but not always. This column reviews evidence of a U-shaped interaction between policy reform and general political institutions; independence can be undermined in nations with poor political institutions, while it is less necessary in nations with excellent institutions. A ‘seesaw’ effect is also identified whereby fiscal policy deteriorates following central bank independence.

Leia mais AQUI.

domingo, 29 de junho de 2008

Feijão-de-Corda

Direto do Canal Rural:

Um estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou uma nova bactéria de solo para a inoculação das sementes do feijão-caupi, também conhecido como feijão-de-praia ou feijão-de-corda. O resultado é um aumento de até 30% na produtividade de grãos do alimento.

Os inoculantes são uma opção para fornecer nitrogênio à cultura com menor custo, econômico e ambiental, que os fertilizantes nitrogenados minerais, como a uréia. O pesquisador da Embrapa Roraima, Jerri Zilli realizou experimentos durante dois anos (2005 e 2006) para avaliar a eficiência de cinco estirpes de bactérias de solo para a fixação biológica de nitrogênio.

É interessante. Estamos tão acostumados com os órgãos públicos que não funcionam que as vezes esquecemos da Embrapa, IMPA, etc...

Estudar Compensa

Direto do ClicRBS:

Ubirajara Gomes da Silva passou quase um ano carregando pelas ruas do Recife uma folha de papel dobrada com o comprovante de classificação no concurso do Banco do Brasil. Silva ficou na 136ª posição, entre 171 classificados para trabalhar no Recife.

Neste mês, foi convocado para assumir o cargo de escriturário, cujo salário inicial é de R$ 942,90, mais gratificação de 25%. Morador de rua há 12 anos, Silva finalmente vai realizar o desejo de ter um lar.

Leia mais AQUI.

sábado, 28 de junho de 2008

O Que é Isso Companheiro?

Peraí! Esse aí em baixo não é o Comandante metendo o dedão em um Ipod? É aquele negócio, né? Inimigos inimigos, negócios (compra de Ipods e venda de petróleo) à parte!

Achei engraçado! Resolvi postar só pra descontrair o sábado a noite...

Dica de Livro: Econometria

Deixo aqui uma dica de livro de econometria. Séries Temporais nunca foi a minha praia, mas se eu fosse iniciar meus estudos mais avançados certamente iria consultar o que há de novo no livro do Rodrigo De Losso da Silveira Bueno (da EESP/FGV-SP). É um livro que trata o assunto com rigor, mas sem perda do senso prático e da simplicidade.


Deixo o link AQUI.

Público e Arrecadação no Brasileirão

Ok, final de semana merece uma pausa para o futebol. Ainda mais na véspera de GRE-NAL. Vou tentar escrever um artigo econômico-futebolístico. A CBF disponibiliza as estatísticas do Brasileirão AQUI. O site é bem bacana na verdade.


Olhando os dados de público e arrecadação os seguintes dados ficam claros:

- O Grêmio tem a segunda maior média de público, ficando atrás do Flamengo e seguido do Sport.

- O Maracanã foi o estádio que mais arrecadou dinheiro, mas o Olímpico Monumental foi o que mais arrecadou em média.

- Os times da Federação Carioca foram os que mais arrecadaram dinheiro, seguidos dos da Gaúcha. Sendo que os da Gaúcha arrecadaram mais em média. Depois vêm os da Paranaense, só depois os da Paulista.

- Os times de menor média de público são Ipatinga, Santos, Portuguesa e Goiás. Dos quatro, três estão na zona de rebaixamento.

O que isso tudo significa? Creio que a proposição seja a seguinte: Se você investe um pouquinho no futebol, o resultado aparece. Em seguida vem o público e com ele o dinheiro. É óbvio que, com uma torcida gigantesca como a do Flamengo, os incentivos ao investimento sério sejam menores. Mesmo assim, o Flamengo é lider. Por isso creio que a proposição anterior seja válida.

Outro ponto importante é a questão da propriedade do estádio. O fato de os times da Federação Gaúcha serem os que mais arrecadam por jogo está diretamente ligado à propriedade dos estádios de Grêmio e Inter, e também ao Quadro Social.

Um bom GRE-NAL a todos!!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O Duke e o IPEA

Não costumo comentar movimentos políticos. Não é o propósito deste blog. Tento evitar. Mas as vezes é demais e resolvo deixar pelo menos um link.

A notícia é a seguinte: o IPEA não irá mais divulgar projeções econômicas trimestrais. Claramente é uma mudança política. Eu não tô nem aí. Podem mudar o quanto quiser qualquer decisão de estatais, e órgãos públicos. É uma decisão política e não uma decisão econômica. Mas que o façam dizendo a verdade. Não me venham com churumelas!!

Ainda bem que o The Duke of Hazard aproveitou o embalo e tirou dois teoremas e um corolário da notícia. Segue AQUI o link.

O Efeito do Álcool

Com a nova lei de trânsito vigorando no país, as pessoas começaram a debater os efeitos do álcool. Nada mais justo do que trazer alguns números ao debate. Segue AQUI um link para o resumo técnico preparado pela Secretaria de Segurança Pública do RS sobre os efeitos do álcool sobre mortes no RS em 2007.

O quadro básico do estudo é o seguinte:


Parte da conclusão do estudo, baseada em números como os apresentados acima é a seguinte:

A análise dos dados indica que um percentual elevado das pessoas mortas de forma violenta encontravam-se embriagadas. Trata-se de uma triste descoberta, pois muitas destas vidas poderiam ter sido salvas!

Verificou-se que em 22,11% das mortes violentas as vítimas encontravam-se sob o efeito de bebida alcoólica e que, aprofundando a análise para cada um dos tipos de morte, chegamos a resultados surpreendentes, como por exemplo, os afogamentos, nos quais 44,90%, praticamente a metade, das pessoas haviam ingerido substância alcoólica.

Além disso, chama a atenção os casos de suicídio (22,60%), ou 1/4 dos casos e principalmente os homicídios com (19,65%), ou 1 caso para cada 5 mortes.

Bem como o percentual de homens que padecem é maior que o das mulheres. Enquanto 23% dos homens morreram embriagados, o percentual feminino cai para 15%. Mas nenhum dado é tão significativo quanto a proporção dos homens que morrem embriagados no trânsito (27%) e no suicídio (26%). Isto é praticamente 1 em cada 3 casos!

Ugly, Veeeeery Ugly!

Ok, bacana. Acabou a brincadeira dos preços do barril do petróleo. Agora a coisa vai ficar feia mesmo. O barril bateu USD 142.00 agora pela manhã e o preço do galão no posto Sunoco aqui na esquina já chega a USD 4.29 pela gasolina aditivada. E vai ficar pior. Daqui a pouco o cartaz do posto vai ser este:


* LOL=Laugh Out Loud , OMG=Oh My God! e WTF=What the Fuuuck!!

Leia mais AQUI.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Uso Racional da Água

Uma velha queixa minha vem sendo debatida entre o povo porto-alegrense. Segue a matéria do ClicRBS sobre o projeto que vigora na cidade:

Uma exigência para a construção de casas e prédios está perto de virar realidade e mudar a forma como os porto-alegrenses vêem a chuva. Caso o projeto de lei aprovado ontem pelos vereadores seja sancionado pelo prefeito José Fogaça, novas edificações sem reaproveitamento das águas pluviais não ganharão o habite-se da prefeitura.

Além dessa exigência, os prédios serão obrigados a ter
um hidrômetro para cada apartamento, diferente do que ocorre hoje, quando o morador não tem idéia do consumo particular. Esses são os principais pontos do Programa de Conservação, Uso Racional e Reaproveitamento de Águas nas Edificações, que a Câmara de Vereadores aprovou ontem.


É o fim do free-rider que lava o carro, leva duas horas lavando a louça e fica uma hora no chuveiro, tudo isso com a água do condomínio. Sem falar no camarada que molha o jardim toda semana. Vai sair caro pra instalar o hidrômetro? Com certeza, mas o consumo total de água vai diminuir e não se pagará mais pelo consumo alheio.

Dra. Ruth Cardoso

Apesar de eu ainda não ser ex-bolsista, divulgo abaixo o email muito carinhoso que recebi hoje pela manhã da Comissão Fulbright:

Prezados ex-bolsistas,

É com grande pesar que recebemos a notícia do falecimento da Dra. Ruth Cardoso.

Dra. Ruth, como era afetuosamente chamada por todos, foi uma de nossas mais ativas ex-bolsistas – Columbia University e Notre Dame University 1988 - e que sempre ajudou a Comissão Fulbright em sua trajetória no Brasil.

Um exemplo inspirador para todos nós.

Dr. Luiz Valcov Loureiro
Diretor Executivo - Executive Director

Desemprego em Maio

Hoje a minha aula vai ser sobre inflação e desemprego. Conceitos básicos, apenas como calcular cada um. Se a aula fosse no Brasil eu poderia mostrar aos alunos esta notícia da Reuters, via Veja.com:

A taxa mensal de desemprego no país caiu pela terceira vez consecutiva, atingindo em maio o menor patamar desde dezembro de 2007, mas o rendimento dos trabalhadores também recuou, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


A taxa de desocupação no país atingiu 7,9% no mês passado, a segunda menor taxa já apurada pelo IBGE, de acordo com a série histórica iniciada em 2002. O resultado só não foi menor do que o apurado em dezembro do ano passado, quando a desocupação estava em 7,4%.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Crise de Confiança

No post anterior falei de criminalidade, em um modelo que tem várias hipótese, incluindo polícia perfeita e honesta. É triste saber que no Brasil as coisas andam se deteriorando de tal modo que alunos da UFF estão se opondo a um curso do Departamento de Antropologia. Motivo: os policiais passariam a freqüentar o campus, trazendo insegurança aos alunos. O sentimento deveria ser o contrário! É realmente lamentável!

A matéria ainda relata que Segurança Pública não faz parte de diversos currículos de cursos de graduação no Brasil.

Leia mais clicando AQUI.

Mercados Completos

Coloquei um anúncio no Craigslist para vender meus armários. O Craigslist é um site de compra e venda de tudo que você puder imaginar, novo ou usado, mercadoria ou serviço. Em uma hora recebi 7 ofertas de compra. É claro que coloquei um preço abaixo do valor de mercado, pois estou querendo me livrar logo dos armários. Mas a existência de mercados para objetos usados é uma das coisas mais legais (e eficientes) da economia americana. A velocidade das transações impressiona.


Criminalidade e Desigualdade

Um dos tópicos mais debatidos no meio acadêmico é a relação entre desigualdade de renda e criminalidade. Em qualquer modelo simples de criminalidade a escolha da entrada na atividade criminal está relacionada ao benefício esperado da atividade e ao custo de oportunidade. A teoria funciona melhor com crimes de propriedade, onde o retorno monetário é mais líquido e fácil de calcular. Então quando eu me referir ao crime, tenho em mente crimes de propriedade (furtos de veículos, carteira, jóias, etc.).

A idéia básica é muito simples, quanto maior o valor esperado do roubo maior será a taxa de criminalidade. Do mesmo modo, quanto menor o custo de oportunidade (renda advinda de atividades legais), mais atrativo será o mundo do crime.

A desigualdade de renda tende a aumentar a criminalidade nestes modelos.

Suponha uma economia com 10 indivíduos em que todos tem riqueza igual a 10 tokens e salário igual a 2 tokens, resultando em uma folha salarial de 20 tokens. Assumindo que salários não podem ser roubados, somente o capital, o total disponível para furto é de 100 tokens (10 x 10). Agora supunha que ao entrar no mundo do crime o retorno esperado do furto seja igual a 0.7% da riqueza total da economia (=0.7 tokens). Se o indíviduo vira criminoso, ele deixa de receber 2 tokens de salário e receberia 0.7 tokens pelo crime. Logo o crime não compensa.

Agora vamos mudar a distribuição de renda. Suponha que dos 10 indivíduos, 6 tenham salário de 2.5 tokens, 2 indivíduos têm salário de 2 tokens e 2 indivíduos têm salário de 0.5 tokens. De modo que o total da folha salarial continua sendo 20 tokens. Agora, o retorno esperado da atividade criminal (=0.7 tokens) para os 2 indivíduos que recebem 0.5 tokens é maior que o custo de oportunidade, logo o crime compensa. Resultando em uma taxa de criminalidade de 20%, para uma sociedade em que os 10% mais ricos ganham 5 vezes a renda dos mais pobres.

Esse exemplo é muito simples, é óbvio. Mas, ajuda a entender uma causa econômica para a criminalidade.

Este post foi inspirado em em um post do The Duke of Hazard, que postou esta notícia AQUI. A notícia aponta a redução da desigualdade de renda. O dado deveria implicar uma redução dos crimes de propriedade (o modelo não funciona muito bem para homicídios, crimes de trânsito, etc., apesar de o princípio ser o mesmo).

Acontece que se, juntamente com a diminuição da desigualdade renda, a riqueza total da economia aumentar, o efeito pode ser o oposto.

No exemplo acima, imagine que a distribuição agora é a seguinte:

7 tenham salário de 2.537 tokens e 3 indivíduos recebam salário de 0.75 tokens. De modo que o total da folha salarial continua sendo 20 tokens. Essa sociedade é menos desigual que a anterior, os 10% mais ricos ganham só 3.37 vezes o que ganham os 10% mais pobres. Se a riqueza total for 100, o retorno do crime é menor que o salário para todos os indivíduos, logo a criminalidade é zero, ao invés de 20%.

Se a riqueza da sociedade for 300, o retorno esperado do crime passa a ser 2.1 tokens (0,7% x 300). Logo, 3 indivíduos concluiriam que a atividade criminal é uma boa alternativa, levando a uma taxa de criminalidade de 30% > 20 %. Logo, o aumento da riqueza agregada vai na direção contrária da redução da desigualdade na luta contra o crime. Note que o aumento da riqueza se dá sem o aumento do produto (=folha salarial, no exemplo). Obviamente, se o aumento salarial for proporcional ao da riqueza, o efeito se anula.

Este post também foi inspirado nesta notícia AQUI, e em um trabalho do professor Antônio Merlo. O link fica AQUI. O trabalho mostra que se a desigualdade não tivesse aumentado nos EUA, a redução da criminalidade teria sido ainda maior.

No Brasil, quando há aumento da riqueza agregada, mesmo havendo redução da desigualdade de renda, o efeito pode ser perverso. Pois, para muitos, o valor esperado do roubo aumenta tanto que passa a compensar o ganho de renda.

No quadro da Folha por exemplo, o primeiro decil de renda teve ganhos de 21,96% entre 2007 e 2003. Enquanto no decil mais alto o ganho foi de 4,91%. Se a renda do mais baixo era 100 e a do mais alto 1.000. O mais pobre agora ganha 121 e o mais rico ganha 1040. Se o mais rico possuía um carro que valia 90 e usa os 40 adicionais para comprar um que vale 130, pode passar a valer a pena para o indivíduo no primeiro decil roubar o carro e ganhar 130 ao invés de 121. Apesar da redução da desigualdade, a criminalidade aumenta. e note que antes o roubo não valia a pena, já que o valor do carro era 90 e o salário 100.

PS1: Eu sei que no início contei como se o indivíduo roubasse a própria riqueza, mas a essência do resultado não muda. Em uma sociedade com N indivíduos, posso pensar na riqueza como a riqueza dos N-1 indivíduos.

PS2: Sei também que em um modelo com múltiplos períodos os custos de oportunidade aumentam. Seriam o valor presente descontado das rendas futuras, etc. Mas o princípio é o mesmo.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Dica de Estatística

Segue uma dica rápida de um site de estatística. É o Xycoon. O nome não faz sentido algum, mas o site basicamente tem tudo o que você sempre quis saber sobre funções distribuições contínuas mas tinha preguiça de pesquisar.

Fica AQUI o link para a distribuição logística.

Sobre a Herança

O NYT trouxe um artigo muito interessante sobre a redução das heranças deixadas pelos pais aqui nos EUA. O artigo cita diversos motivos para que a grana deixada seja mais curta no futuro, apesar do crescimento econômico. Vamos lá:

1) Pessoas que chegam aos 65 anos viverão mais. É verdade, condicional ao fato de chegar aos 65 anos a expectativa de vida hoje é maior do que a 20 anos atrás. Hoje, nos EUA, somando os anos restantes para o casal, são mais 37 anos de despesas depois dos 65 anos. No Brasil é um pouco menos, mas não muito menos.

2) O sistema previdenciário vai mudar. Claro, com o aumento da expectativa de vida e a mudança da pirâmide demográfica a tendência é que os benefícios nõa acompanhem a inflação, já que a população que trabalha tende a diminuir proporcionalmente em relação à que está aposentada.

3) Menos pessoas possuem pensões ou previdência privada. Isso é uma meia verdade, a previdência privada vem crescendo, especialmente no Brasil, mas a questão é se o crescimento é suficiente pra contrabalançar as gordas pensões de antigamente.

4) Custos com saúde estão aumentando. Sem dúvida. Os planos de saúde para pessoas com mais de 60 anos no Brasil são caríssimos, em razão do aumento dos custos.

5) Taxas de divórcio têm aumentado. Como divórcio o total das despesas do casal aumenta, devido a perda dos ganhos de escala: uma cama, um apartamento, etc.

6) Os idosos tem usado um método chamado reversed mortgage, onde basicamente você vende a sua casa para um banco em várias parcelas (algo como 30 anos) e se você morrer antes o banco fica com ela. Esse ainda vai demorar para chegar no Brasil.

7) Benefícios como seguro de vida não pagam tanto.

8) A transferência de renda acontece ainda com os pais vivos, como por exemplo o pagamento da faculdade do filho. Isso é verdade também no Brasil, incluindo o aluguel imputado no fato de filhos com mais de 21 anos de idade ainda morarem em casa. Coisa raríssima nos EUA ou mesmo no Brasil hà 20 anos atrás.

Tudo isso contribui para a redução da herança média. Só um detalhe no sentido contrário. O PIB per capita segue crescendo no mesmo ritmo e as famílias estão tendo menos filhos. Mas acho que os 8 efeitos iniciais são mais fortes mesmo.

Leia mais AQUI.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Poder de Monopólio

Essa eu tirei direto do Marginal Revolution. Achei muito interessante o poder de monopólio do governo chinês sobre a marca dos Jogos Olímpicos de 2008. Segue o relato do site:

At the "Silk Market" in Beijing you can buy high quality goods from "Chanel," "Gucci," "Ralph Lauren" and just about any other famous brand. Prices are very, very low ;). But there is one brand that no one copies and for which you must pay full price - the 2008 Olympics brand. It's not good to offend the King monopolist.

Muito boa. Ou seja, o governo tem o poder de coibir a pirataria, mas não o faz. O mecanismo é muito simples, você ameaça fuzilar quem copia produtos. Bem ao estilo Gary Becker: você põe a punição bem próximo de menos infinito e funciona. O governo só não faz porque não quer, intrumentos legais eles têm.

Resultado do Teste

Semana passada propuz fazer um teste. Infelizmente não deu para examinar os resultados. Na mesma semana que os sauditas anunciaram o aumento de produção de petróleo em 200 mil barris a partir de Junho, houve a redução da produção na Nigéria.

Esse mundo que não é ceteris paribus é realmente complicado de se analisar...

Carência de Engenheiros

Já escrevi AQUI sobre os diferenciais de salários dos engenheiros e as oportunidades que surgirão no futuro próximo, com todos os avanços do setor de energia, tecnologia e contrução civil. Uma reportagem da Folha trouxe novamente o debate sobre a carência de engenheiros no Brasil. Segundo o artigo:

Não chega a 8% o percentual de engenheiros entre os graduandos brasileiros, segundo José Roberto Cardoso, vice-diretor da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo); na China, mais de 20% dos que se formam a cada ano estudaram engenharia.

A carência é grande. Leia mais sobre o setor de engenharia clicando AQUI.

domingo, 22 de junho de 2008

ECON II: Vai Começar

Terça-feira começa o curso de Economia II (Macro) lá em Drexel. Com 40 alunos matriculados o curso de verão vai ser minha primeira oportunidade de lecionar. Pude escolher o livro e a maioria dos tópicos. O livro é o do Mankiw e o curso é de introdução à macroeconomia. Começa com definição de PIB, inflação, desemprego e por aí vai...

Para dar uma olhada no que vai acontecer basta clicar AQUI.

sábado, 21 de junho de 2008

The Duke of Hazard

Deixo aqui mais uma dica de blog. É o The Duke of Hazard. O autor é o Angelo Fasolo que faz Ph.D. em economia lá na Duke University. O engraçado é que só agora me dei conta que ele foi meu contemporâneo na UFRGS. Eu estava na graduação e ele estava no mestrado. Gremista fanático! Acho que essa é uma das caracaterísticas que mais me lembro dele.

Seu blog versa sobre economia, política, vida nos Estados Unidos, música, e outros tópicos diversos. Fica aí a dica de mais um blog. Já foi para a barra lateral.

A Bovespa em Junho

Em geral não acompanho o sobe e desce da bolsa. Também não reporto analises gráficas ou invento previsões aqui no blog. Mas, esse texto do InfoMoney me chamou a atenção esta manhã. Roberto Altenhofen faz uma análise interessante sobre a dependência do Ibovespa aos setores de materiais básicos e de energia.

As perdas nesse setor durante o mês de Junho levaram o Ibovespa para baixo, na medida que estes dois setores juntos representam 54% da economia brasileira. Estaria a nossa economia dependente destes dois setores? Segundo o autor:

De maneira geral, tanto a economia quanto a bolsa brasileira figuram como reféns completas das oscilações do mercado internacional de commodities. Ponto positivo no recente período de demanda irrestrita por estes produtos, mas preocupante tendo em vista a falta de diversificação da estrutura econômica doméstica. Outro problema: as commodities que guiaram o ciclo positivo da bolsa nos últimos anos, agora figuram como principais vilãs.


Leia a matéria na íntegra clicando AQUI.

Teoria Econômica do Rodízio

Parece que a China resolveu adotar uma medida conhecida dos paulistanos para combater a poluição: o rodízio de veículos. Segundo a Míriam Leitão:

O governo Chinês anunciou hoje que os motoristas de Pequim serão obrigados a fazer rodízio de carros para diminuir a poluição do ar durante os Jogos Olímpicos. A medida vai tirar de circulação cerca de 45% dos 3,3 milhões de carros da cidade entre 20 de julho e 20 de setembro.

Já vimos isso antes. Você faz o rodízio usando, por exemplo, o número da placa e as pessoas começam a comprar carros com placas diferentes. A teoria econômica é muito simples, você impõem uma restrição de quantidade em um bem diferenciado e a demanda pelo bem similar aumenta. Se você não pode comprar banana Nanica na segunda-feira, você compra da banana Catarina mesmo. Mas não vai deixar de comer banana.

O rodízio pode funcionar no curto prazo. No longo prazo, os chineses vão continuar respirando poluição, como fazem os paulistanos. Qual a solução para o problema da poluição? Simples, você aumenta o imposto sobre carros novos, transferências, etc. e com o dinheiro voce subsidia o aumento da oferta (e diminui o preço) do transporte público. Que tal a minha política de Paretão para acabar com a (externalidade da) poluição? Se você não acha que a poluição é um problema, dá só uma olhada na foto de satélite.



sexta-feira, 20 de junho de 2008

Economias de Escala: Banana!

Segundo uma explicação apresentada no blog Freakonomics, o motivo pelo qual a banana é a fruta mais barata aqui nos EUA (apesar de ser importada) reside nas economias de escala.

Unlike apple and orange growers, banana importers sell only a single variety of their fruit, the Cavendish. There are more than 1,000 varieties of bananas — most of them in Africa and Asia — but except for an occasional exotic, the Cavendish is the only banana we see in our markets. … By sticking to this single variety, the banana industry ensures that all the bananas in a shipment ripen at the same rate, creating huge economies of scale.



É uma teoria interessante. A verdade é que nunca achei uma Banada Nanica por aqui...

Chama o Síndico!

Um dos grandes problemas nos condomínios brasileiros são os vizinhos free-riders. É aquele seu vizinho que não paga o condomínio em dia, usa água em abundância, sobe e desce de elevador 200 vezes por dias, etc. Esse não é o vizinho mala, aquele que ouve som alto, por exemplo. O que escuta música a todo volume causa só uma externalidade básica, passível de multa na maioria dos condomínios.


O pior mesmo é o free-rider. Ele usufrui de todos os benefícios do condomínio e não paga um tostão. Daí, todos os outros moradores têm que pagar as despesas. Pois bem, agora esses caras não vão ter mais refresco, vão ficar com o nome sujo na praça. Bom, pelo menos em São Paulo. Segundo a Folha:

Os condôminos que não pagarem em dia as taxas de condomínio terão seus nomes protestados pelos cartórios de protestos de títulos de São Paulo.

Na quarta-feira, a Assembléia Legislativa do Estado aprovou o projeto de lei nº 446, de 2004, da deputada Maria Lúcia Amary, que obrigará os cartórios do Estado a protestar todos os moradores inadimplentes com o condomínio ou devendo aluguel ao dono do imóvel.

O projeto irá agora para sanção do governador José Serra (PSDB). Se for transformado em lei, acabará com uma injustiça, que é a punição dos que pagam em dia e são obrigados a ratear as dívidas de outros moradores.

É a força da lei dando uma mãozinha para acabar com um problema econômico.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ivy League Premium

O camarada é polonês, chegou nos EUA 5 anos atrás. Aplicou para 7 escolas da Ivy League (o grupo da escolas mais seletivas, tradicionais e caras dos EUA) e foi aceito em todas. Escolheu ir para Harvard. Penn, Yale e Princeton foram declinadas pelo moleque. (leia AQUI)

Vocês tem alguma idéia de como a renda permanente deste guri mudou? A renda média americana é 40 mil dólares/ano. Alguém com curso superior em ciências exatas, tipo engenharia, já sobe para a faixa de uns 80 mil/ano. Se for de uma Ivy League, certamente é algo perto de 100 mil/ano. Isso tudo é salário de entrada no mercado.

Mas isso é uma estimativa grosseira, que eu fiz agora meio que no chutômetro. A evidência é controversa, já que há problemas de seleção via talento, e também via profissão. Um aluno que for fazer Letras em Harvard talvez ganhe menos do que um que fizer engenharia em Michigan State.

Enfim, segue um link interessante sobre as estimativas de diferenciais de salários nas escolas da Ivy League. Clique AQUI.

PS: O blog cita um paper do Alan Krueger de 1998, mas eu não achei. Se alguém encontrar por favor me avise. Valeu

O Homem-Gráfico

Ross Perot é um empresário americano que tentou o cargo de presidente por duas vezes, uma como Independente e outra pelo Partido da Reforma. Ele é riquíssimo e está de volta. Ao que parece, não como candidato (já está com 78 anos). Mas como blogueiro. Ele lançou um site onde você escolhe o tópico e aprende sobre os problemas fiscais americanos.

Perot é conhecido pelos gráficos e slides de Power Point. Ele é o homem-gráfico. Colunas, linhas, pizzas, etc. O lançe dele é gráfico. Tudo para explicar os problemas de receita e consumo do governo. O site ficou realmente bacana. A série principal de gráficos é sobre o desafio fiscal americano nos próximos 50 anos.

Confira os gráficos clicando AQUI.

PS: dica do Greg Mankiw.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Choque de Oferta

A coisa está realmente complicada no setor aéreo americano. Ontem eu fui pesquisar os preços de passagens para visitar o Brasil no Natal e levei um susto. Nada por menos de 1,400 dólares. As empresas estão reajustando preços e cobrando por bagangens. Tudo para tentar compensar a alta no preço do combustível de aviação, depois de um drástico aumento dos preços dos seguros nos últimos 7 anos.

É claro que no caso de vôos para o Brasil existe o fator "câmbio amigo" que está aumentando a demanda. O pessoal gosta muito de vir aqui fazer umas comprinhas, passear em NY, e ver o Mickey. Nessa brincadeira, sou eu quem acaba virando o Pateta. Mas tudo bem, quem mandou eu ser um defensor do mercado...

Mas a oferta está caindo mesmo, pelo menos aqui nos vôos domésticos. Andar de trem e ônibus é a moda. Hoje, mais uma empresa anunciou cortes. Depois da American, Continental, Northwest, agora a Delta está cortando vôos. Ninguém tem dúvida de que o preço irá subir. É isso aí, a moda agora por aqui "Local Vacation". À Conferir...

Leia mais sobre os cortes de vôos nos EUA clicando AQUI.

Mathematical Economics

Deixo hoje uma dica de livro de matemática. Não de matemática pura, mas de matemática aplicada. Economia matemática, na verdade. O livro se chama Mathematical Economics, do Akira Takayama.
Eu considero esse livro um passo acima do Simon and Blume. Seria o livro que eu gostaria de ter usado na minha cadeira eletiva de tópicos de economia matemática, durante a graduação.

Fica aí então a dica para os que estão se preparando para a prova da ANPEC. Com esse dólar "amigo" acho que vale o investimento.

UCLA e a Recessão Americana

Direto do InfoMoney:

A escola de Administração da UCLA (Universidade de Los Angeles) divulgou nesta quarta-feira (18) um relatório sobre o segundo trimestre que explicita prognósticos para a economia norte-americana, indicando que não haverá recessão, mas alertando para as cicatrizes latentes do subprime.

PIB e Fed
Os analistas crêem que o PIB (Produto Interno Bruto) poderá cair nos próximos seis a nove meses, projetando queda de 0,7% entre abril e junho deste ano e uma variação também negativa nos primeiros três meses de 2009. O pessimismo apóia-se nos efeitos da crise do mercado imobiliário.

Ademais, o estudo indica que o Federal Reserve começa a retirar sua atenção do sistema financeiro, voltando-se ao foco mais tradicional de preocupar-se com a inflação. Como conseqüência, o relatório aponta que o provável baixo crescimento econômico futuro não impedirá o Fed de elevar a taxa básica de juro.

Menos contratações
Para a taxa de desemprego, as previsões não são nada animadoras: os pesquisadores da UCLA acreditam que a mesma atingirá 6% no final de 2009, advertindo que, caso ocorra uma repetição do percentual de 5,5% em junho, a concretização do 6% será ainda mais rápida.

De acordo com o analista Edward Leamer, a elevação do desemprego deve-se principalmente a uma baixa nas contratações, do que às numerosas demissões temporárias.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Carta Aberta em Defesa da LRF

Está sendo organizado um movimento em defesa da Lei de Responsabilidade Fiscal no Brasil. Segundo os organizadores o tema é de fundamental importância uma vez que:

"Há uma preocupação particular com o Projeto de Lei Complementar nº 132/2007, recentemente aprovado pela Câmara dos Deputados e que será apreciado pelo Senado Federal. Primeiro, porque modifica o § 3º do art. 23 da LRF para eliminar a aplicação das restrições institucionais ao Poder Executivo quando algum órgão dos demais Poderes se encontrar acima do limite para a despesa com pessoal. Segundo, porque acrescenta novo art. 32-A para facilitar a contratação de operações de crédito ditas “de reestruturação e recomposição de principal de dívidas”, dispensando exigências da LRF quanto às condições e limites para endividamento e à vedação para financiamento e rolagem de um governo em favor de outro."

Foi organizada uma Carta Aberta em Defesa da Responsabilidade Fiscal cuja adesão se dá por meio de assinatura eletrônica. Para ler a carta e aderir ao movimento basta clicar AQUI.

Entre os assinantes encontram-se: Armínio Fraga Neto, Edward Amadeo, Affonso Celso Pastore, Ilan Goldfajn, Fabio Giambiagi, Wilson Suzigan, Renato Fragelli, entre outros.

PS: A dica veio do De Gustibus.

Economia Urbana

Eu sempre achei economia urbana interessante. É basicamente o estudo da localização dos recursos, onde os fatores determinantes são o custo de transporte, tecnologia, comunicações, etc. Economias de aglomeração, ganhos de rede e deseconomias de tráfego são apenas alguns conceitos que surgiram com este field.

Esta semana que passou a VEJA trouxe uma reportagem sobre o crescimento dos mercados de bairro no Brasil. Depois de dominar os mercados por muitos anos, os hipermercados estão perdendo espaço para os pequenos mercados de bairro. O aumento da procura por comodidade, aliado ao aumento dos custos de transportes (tanto via desutilidade, quanto via aumento do preço do combustível), tem atraído a oferta deste serviço/comércio.

Os mercadinhos conseguem ter um quadro de funcionários menor e evitam desperdício na compra/venda de produtos. Além disso, eles trabalham com uma margem maior, já que estão oferecendo a comodidade de estar a poucos passos da sua casa. Entretanto, creio que o aluguel deva ser maior.

Quando eu morava no Rio sempre comprava no Zona Sul ali da Bambina. Ficava a duas quadras da minha casa e sempre tinha tudo que eu precisava. Eu pagava um preço maior, é verdade. Mas só não ter que entrar em um ônibus ou andar 10 quadras já pagava a diferença.

Leia mais sobre esta nova tendência clicando AQUI.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Lá vem a Jatropha

Não, eu não escrevi errado. O nome é Jatropha mesmo. É uma planta diferente, e pode ser a salvação da lavoura para os americanos. Segundo a FOXNews, o fruto da Jatropha produz um óleo que pode ser usado como combustível e teria uma produtividade de cerca de 10 vezes a do milho. Além disso usa menos água, menos fertilizante e cresce até na areia. O problema é que parece quee ela só cresceria em regiões mais tropicais, como a Flórida.

O que isso tem a ver com economia? Bem, na medida que os preços dos combustíveis tradicionais aumentam, outras fontes de energia começam a se tornar financeiramente atrativas. Vai uma Jatropha aí?

Leia mais clicando AQUI.

Obesidade

Obesidade é o tema da hora aqui nos EUA. O problema da obesidade dos adolescentes americanos foi a capa da TIME desta semana. O blog do Healthcare Economist divulga um paper muito interessante do professor Richard Posner.

Segundo o artigo a questão da obesidade não é tão complicada. Se o objetivo dos agentes fosse maximizar a qualidade da saúde, certamente o nível atual de massa corporal estaria acima do ponto ótimo. Mas, na verdade a saúde é só um componente na função utilidade. Portanto, ser obeso não constitui necessariamente um problema (ou irracionalidade) do ponto de vista de maximização da utilidade.

Um argumento em favor de políticas públicas que reduzam a obesidade da população é o alto custo das doenças associadas ao excesso de peso. Ainda mais em países como o Brasil, em que a saúde é pública. Mas os autores argumentam que a obesidade não é a principal causa do atual aumento de preços nos seguros saúde, já que existem outros estilos de vida, ou hábitos, que aumentam a conta.

É verdade. Recentemente fiquei 8 meses entrando e saindo de um hospital, e demandando serviços hospitalares relativamente complexos só porque resolvi dar uma arrancada para o campo de ataque em um jogo de futebol. Foi um comportamento de risco.

Deixo a referência para vocês acompanharem a discussão: Thomas Philipson and Richard Posner (2008) “Is the Obesity Epidemic a Public Health Problem? A Decade of Research on the Economics of Obesity” NBER WP #14010.

Enquanto isso eu vou ali comer um sorvete...

Teste Econômico

Esta semana poderemos fazer um teste econômico. Segundo a CNN, a Arábia Saudita teria anunciado que vai aumentar a extração de petróleo em 200,000 barris por dia. Isso é algo em torno de 2%.

Se o atual nível de preços tiver como fundamento somente a demanda atual, então o aumento tenderá a derrubar o preço do barril. Caso contrário, se os preços já estão refletindo uma menor oferta futura, então deverá haver pouco efeito.

As notícias recentes de descoberta de petróleo no Brasil, apontam para o primeiro caso, já que as notícias de novas descobertas de reservas não impactaram nos preços. Ao mesmo tempo, com uma desaceleração da economia americana a tendência é uma diminuição na demanda por petróleo. A questão é saber quanto do aumento vem da desvalorização do dólar, e pra onde vai a taxa de câmbio Euro x Dólar.

Tudo isso junto pode fazer com que o efeito do aumento da produção seja ambíguo, mas creio que veremos uma desaceleração no aumento do preço do barril, ou até uma queda, ao longo da semana. À conferir....

Leia mais AQUI.

sábado, 14 de junho de 2008

Sempre Rir!

Deixo a economia de lado por um segundo e coloco aqui um vídeo do encerramento do programa Bozo, que ia ao ar no SBT durante a minha infância. Na minha humilde opinião o melhor programa infantil depois da Oradukapeta. Segue o vídeo de enceramento do Circo do Bozo:



Amanhã é meu aniversário. Segunda atualizo ali a barra que diz "Perfil". Enquanto isso você curte aí o "Sempre rir, sempre rir... Pra viver é melhor sempre rir!"

Isso Que É "Feeling"!

Isso sim é estar na hora certa e no lugar certo. Neste caso parece que foi intencional. Leia um trecho direto da Veja.com sobre o IPO da empresa OGX, de Eike Batista (mega empresário que ficou famoso fora do mundo financeiro depois que Luma de Oliveira desfilou na Marquês usando uma coleira com o nome dele):

Na sexta-feira, a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) d
e sua empresa petrolífera, a OGX, captou 4 bilhões de dólares. É a maior operação desse tipo já feita no país. No fim do dia, as ações fecharam com alta de 8,3%, tendo elevado o valor de sua empresa ao patamar de 23,6 bilhões de dólares, dos quais 60%, ou 14 bilhões, são seus – uma montanha de dinheiro que vai se somar aos outros 6,6 bilhões de dólares de seu patrimônio, segundo a revista Forbes.

A operação surpreende pelo valor, mas sua singularidade tem outro motivo: a empresa que tanto atraiu os investidores tem apenas um ano de existência e nenhuma reserva de petróleo provada. Em um só dia, Eike criou uma companhia petrolífera com quase 7% do valor de mercado da Petrobras, empresa com mais de cinqüenta anos de história, que produz 1.918 barris de petróleo por dia e dispõe da mais refinada tecnologia de extração em águas profundas.


O sucesso de Eike deriva de uma confluência de fatores objetivos extremamente favoráveis: a obtenção do grau de investimento pelo Brasil, a alta do petróleo no mercado internacional e a enorme expectativa de prosperidade proporcionada pela nova fronteira de exploração, na camada do pré-sal que se estende pela costa brasileira.

Bota confluência de fatores nisso meu velho!! É óbvio que grande parte do valor da empresa está baseado em estimativas de extração de petróleo no futuro. Parece que o cara colocou os ovos na cesta correta. Muito bem.

Mas, eu tenho certeza que alguém, provavelmente do blog de economia mais acessado, lido e comentado da internet, vai levantar a seguinte questão: qual a ligação deste IPO com esse tipo de divulgação de informação AQUI?

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Reuni e Taxas de Conclusão

O Governo Federal determinou metas para o ensino superior. Eu não sabia até hoje, ao ler no Click RBS:

O próximo reitor, que assumirá em setembro, terá a missão de administrar a UFRGS durante o maior processo de expansão dos últimos anos, encaminhado pelo Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

A universidade receberá R$ 242 milhões do governo federal até 2012 para alcançar a meta de aumentar em 30% as vagas de cursos de graduação e em 15% as de pós. Além disso, terá de aumentar a proporção dos que concluem o curso. O índice atual é de 66%, enquanto o objetivo é chegar a 90% de alunos que entram na faculdade e conseguem sair com o diploma.

É interessante que a meta trate somente da quantidade. Mas tudo bem, entendo a tentativa de ampliar o acesso ao ensino superior. Supondo que a qualidade seja mantida, acho uma boa política. Mas o que me surpreendeu foi a meta de obter em 4 anos um aumento de 66% para 90% na taxa de conclusão.

Aqui nos EUA, essa taxa seria a terceira mais alta do país, ficando atrás do Haverford College (PA) e do Williams College (MA). É importante notar que nos EUA a maioria dos colleges são pagos. Na lista das universidades com maior taxa de conclusão a primeira escola pública (não sendo a escola naval) é o College of William and Mary (VA), cuja taxa de conclusão é de 84% (ver lista AQUI). Mas, vale lembrar que as escolas públicas aqui não são totalmente gratuitas. No College of William and Mary (VA), por exemplo, os alunos residentes do estado da Virginia desembolsam USD 9,200.00 por ano. Na verdade, este college e a University of Virginia (83%) são os únicos não ligados às forças armadas que tem taxa acima de 72%. Ou seja, 66% já é um número muito bom.

Enfim, o fato de as universidades federais serem totalmente gratuitas no Brasil tende a reduzir a taxa de conclusão, já que o custo é zero. Dito isso, creio que seja improvável um aumento na taxa de conclusão, juntamente com aumento do acesso (o que traria para universidade alunos de menor preparo, tomando-se como base as notas no vestibular), sem que haja redução da qualidade. Os professores vão ter que reprovar menos. Não há outra alternativa.

Regulação em Demasia

Quando a regulação é demais o produto some do mercado. O caso do segundo ponto de TV a cabo é um exemplo típico. O governo queria ajudar os consumidores e a ANATEL decidiu pela gratuidade do segundo ponto. O que ocorreu? Não existe oferta de um segundo ponto! Excelente. Obviamente, haverá oferta por parte de terceiros. E o preço, creio eu, não ficará longe do que era cobrado pelas próprias empresas. Leia abaixo o que o O Globo Online relatou:

Na Net, a atendente disse que a oferta do serviço foi suspensa temporariamente porque "a nova regulamentação da Anatel estava gerando dúvidas" e não soube informar quando a contratação poderia ser feita. Na TVA, a informação foi de que o ponto extra não está sendo disponibilizado porque, diante da nova "lei da Anatel surgiram dúvidas se o serviço vai ser realmente cobrado ou não". Explicação parecida foi dada pela Sky: "no momento a Sky não está efetuando venda de ponto adicional porque está verificando com a Anatel, como isso vai ser feito".

"Mas ao não ofertarem os serviços, as operadoras abrem brecha para ponto adicional seja instalado por terceiros e o Idec vai pressionar a Anatel para regulamentar isso"

Apesar de ruim para os consumidores, não há nada de ilegal ou irregular na suspensão da oferta. Segundo a Anatel, por se tratar de um serviço de direito privado, não há como obrigar as empresas a ofertar o ponto extra.

Leia mais clicando AQUI.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Aula de Macro Aberta

Alexandre Schwartsman dá uma aula de Macro Aberta. Ele mostra que, descontado o efeito do câmbio, a taxa de inflação dos produtos impostados/exportados brasileiros é negativa, ou muito próxima de zero. Acabando com a teoria de que a inflação brasileira tem origem no aumento nos preços externos.

Para ler a análise completa, que inclui um gráfico bem bacana basta clicar AQUI.

Rede Globo e Fertilidade

Um estudo do pessoal do BID concluiu que a redução da taxa de fertilidade no Brasil entre 1970 e 1991 está diretamente ligada ao surgimento das novelas. O artigo chama-se Soap Operas and Fertility: Evidence from Brazil. Segue o abstract:

We exploit differences in the timing of entry into different markets of Rede Globo, the network that has an effective monopoly on novelas production in this country. Using Census data for the period 1970-1991, we find that women living in areas covered by the Globo signal have significantly lower fertility. The effect is strongest for women of lower socioeconomic status and for women in the central and late phases of their fertility cycle, consistent with stopping behavior.

Leia o paper clicando AQUI.

PS: O crédito da dica vai para o Freakonomics.

Stimulus Plan

Os resultados do pacote do presidente W. Bush começam a aparecer na economia. Em Maio o governo iniciou o envio de cheques de 600 dólares por pessoa e mais 300 por cada criança, para famílias que pagaram imposto de renda no ano passado. Os resultados no setor de comércio refletem isso. Direto da CNN:

The Commerce Department reported that total retail sales grew 1% last month, compared to a revised 0.4% gain in April. A consensus of analysts polled by Briefing.com expected sales to rise by 0.5%. Stripping out volatile auto sales, retail sales rose 1.2% in May, well above the 0.7% increase expected by analysts and the upwardly revised 1% gain posted in April.

"I think a lot of people who forecasted didn't take into account the rebate effect," said Michelle Meyer, economist with Lehman Brothers.

In May, the government began mailing out the bulk of its economic stimulus checks - $600 per person and $300 per child for families. More than $57 billion has been distributed so far, according to Treasury Department figures.


Leia mais AQUI.

Desabilitação e Ensino Superior

Richard Posner trouxe um assunto interessante em seu último post. Ele argumenta que quanto maior o crescimento tecnológico, menores serão as habilidades necessárias em certas profissões. Por exemplo, antes um caixa de supermercado precisava colocar o preço dos produtos, somar e contar o troco. Hoje ele passa o código de barras e a máquina já diz o total e o troco. Bem mais fácil.

Ele argumenta que redução na necessidade de aquisição de habilidades, a desabilitação, seria o motivo pelo qual pessoas optam por não irem para a universidade, mesmo quando têm condições. Segundo Posner:

If the intellectual demands of work relative to the physical demands continue to increase, the demand for college will also increase. IQ is, though, a limiting factor. But it is less of a limiting factor than one might think. The reason is that a frequent byproduct of technological advance is deskilling. Fifty years ago, a driver had to know how to change a tire and put chains on a tire, how to check the engine's oil level and the water level in the radiator, and how to start a car in freezing weather. These skills are no longer required. Most cashiers no longer need to know how to make change; the cash register tells them how much change to give the customer. Printers no longer need to know how to set type upside down. With advances in neuroscience, artificial intelligence, computer science, robotics, and nanotechnology, many jobs that require a college education today will require little in the way of education tomorrow. Many people may then defer college until retirement, in order to increase the returns to leisure by widening their cultural horizons.

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A Importância das Férias

Quanto mais você trabalha maior o seu produto, correto? Não necessariamente. Se a sua produtividade cair tando que diminua o produto, ou se o seu conhecimento/saúde se deteriorar no processo, ou melhor, depreciar, ela pode ter valor zero no futuro. Como um bem de capital.

Eu sempre fui um advogado desta causa dos trabalhadores: Férias. Eu dizia pros meus colegas aqui de Penn que eu estudava bastante pra passar nos prelims não porque eu queria ser Ph.D., mas porque se eu passasse de primeira teria 3 meses de férias. Eles não entendiam.

Agora, surgem evidências de que eu posso estar correto. Segue um trecho de uma reportagem do NYT:

According to John de Graaf, executive director of Take Back Your Time, a nonprofit organization that studies issues related to overwork, 137 countries mandate paid vacation time. The United States is the only industrialized country that doesn’t.

Well, vacations are not simply a luxury. There is increasing evidence that they really are necessary for good health.

Using information from the Framingham Heart Study, which started in 1948, researchers looked at questionnaires women in the study had filled out over 20 years about how often they took vacations. Those women who took a vacation once every six years or less were almost eight times more likely to develop coronary heart disease or have a heart attack than those who took at least two vacations a year, said Elaine Eaker, a co-author of the study and president of Eaker Epidemiology Enterprises, a private research company.

The study, published in 1992, was controlled for other factors like obesity, diabetes, smoking and income, Ms. Eaker said, and the findings have been substantiated in follow-up research.

“It shows how the body reacts to a lifestyle of stress,” she said. “This is real evidence that vacations are important to your physical health.”

Another study, published in 2000, looked at 12,000 men over nine years who were at high risk for coronary heart disease. Those who failed to take annual vacations had a 21 percent higher risk of death from all causes and were 32 percent more likely to die of a heart attack.

So forget about cutting down on cholesterol and exercise — I’m off to the Bahamas.

Well, no. But even if you don’t have heart problems, a vacation of at least one week — and preferably two weeks to really unwind — can help you relax and sleep better.

Leia mais clicando AQUI.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Grupo de Pesquisa em Economia da Saúde

O GPES (Grupo de Pesquisa em Economia da Saúde da UFRGS) tem como objetivo geral contribuir para a consolidação da pesquisa em Economia da Saúde na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Para isso, o grupo desenvolve projetos de pesquisa e cursos na área de economia da saúde. O grupo atua em parceria com o NEPTA (Núcleo de Estudos e Pesquisa em Trânsito e Álcool da UFRGS), coordenado pelo Prof. Flávio Pechansky.

Além disso, o GPES mantém ativo um grupo de estudos semanal, no qual são apresentados e debatidos trabalhos recentes da literatura de economia da saúde. A participação no grupo de estudos é aberta: para maiores informações entre em contato com o GPES clicando AQUI.

O GPES é formado por profissionais e estudantes das áreas de economia e psicologia, buscando a multidisciplinaridade na sua composição. O GPES é coordenado pelo Prof. Sabino da Silva Pôrto Júnior e foi cadastrado no CNPq como grupo de pesquisa em abril de 2008.

Mais informações AQUI.

Datasus

Uma base de dados que é bem interessante é o Datasus. Entre outras informações, eu achei mortalidade e nascimentos. O número de mortos é dividido em várias subcategorias, e por municípios, possibilitando analises regionais de mortalidade infantil ou criminalidade.

Para conferir clique AQUI.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Crescimento Industrial II

Da Folha:

Somente a construção civil teve crescimento de 8,8% de janeiro a março, na comparação com igual período em 2007. É maior nível de expansão industrial desde o período de abril a junho de 2004, quando tal incremento chegara a 10,6%.

A indústria de transformação foi outro destaque no resultado geral da industria, com alta de 7,3% no primeiro trimestre deste ano. O segmento de transformação e a construção civil representam, juntos, 80% da produção industrial.

O crescimento da atividade de construção civil pode ser explicada pela maior oferta de crédito habitacional, que em valores nominais, teve aumento de 24,6%. Já a indústria de transformação também foi impulsionado pelo maior acesso ao crédito, e pela taxa de juros mais baixa, que facilitou o investimento. O subsetor teve o resultado influenciado pelo desempenho das produções de máquinas e equipamentos, da industria automobilística, além de material elétrico e metalurgia.

Leia mais AQUI.

Crescimento Industrial

Direto do Estadão:

O aumento dos investimentos puxou o desempenho da indústria no período. O PIB do setor cresceu 6,9% no primeiro trimestre de 2008 ante igual período do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre de 2007, o PIB industrial aumentou 1,6% e em 12 meses teve alta de 5,7%.

Serviços e agropecuária tiveram crescimento abaixo da economia em geral. No caso do PIB dos serviços registrou, houve alta de 5,0% no primeiro trimestre ante igual período de 2007; aumento de 1,0% ante o quarto trimestre do ano passado e de 4,9% em 12 meses.

A agropecuária teve desempenho bem inferior. Cresceu 2,4% ante o primeiro trimestre de 2007; caiu 3,5% comparativamente ao quarto trimestre do ano passado e aumentou 4,9% em 12 meses.

Na nova séria de contas nacionais do IBGE, cujas divulgações tiveram início no ano passado, a agropecuária tem participação de 5,6% no PIB; a indústria, de 27,7%; e os serviços, de 66,7%.

Leia mais AQUI.

Dica de Livro: Microeconometria

Já faz um tempo que não deixo uma dica de livro. Pois aqui vai uma bem legal. É o livro Microeconometrics, do Cameron e do Trivedi. O livro faz um resumão de tudo que você pode fazer com dados por indivíduo, e muito mais. Tem um pouco de tudo. Mas não espere provas de teoremas. O livro prova no máximo a ausência de viés de alguns estimadores. É bem escrito e cheio de exemplos aplicados. Muito legal, minha meta é ler-lo novamente durante o verão.



PS: Sim, é "verãozasso" por aqui. A máxima ontem foi a 37 graus. Parece até que estou no Rio. Ainda bem que eu não estou, imagina ter que aturar torcedor do Fluminense.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Só De Trem em Philly

Direto do The Daily Pennsylvanian:

With gas prices still on the rise and many Philadelphia residents choosing to leave their cars at home, SEPTA is stepping up to the challenge of satisfying an increasing number of customers. In response to this higher demand, SEPTA has implemented a series of new initiatives to accommodate the heavy increase in ridership.


According to SEPTA spokesman Felipe Suarez, the transit agency has recently adjusted train schedules and provided additional vehicles and seating for many of its operating lines.

For example, SEPTA has extended its peak services on the Market-Frankford line by half an hour. The agency has also begun to operate trains during off-peak hours every six minutes, as opposed to every eight minutes before February of this year.

"This equates to about a 12 percent increase in ridership throughout the day," said Suarez.

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Lei da Oferta

Olha a Lei da Oferta dando o ar da graça. Direto do Estadão:

BRASÍLIA - O nono levantamento sobre a safra de grãos 2007/08 mostra que a produção deve alcançar recorde histórico de 143,3 milhões de toneladas. O resultado é 8,7% maior que o do ciclo 2006/07, de 131,8 milhões de toneladas, informou nesta segunda-feira, 9, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Também estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a maio de 2008, indica uma produção de 144,3 milhões de toneladas, 1,2% acima da prevista em abril (142,6 milhões de toneladas), e 8,4% superior à obtida em 2007 (133,1 milhões de toneladas).

Leia mais clicando AQUI.

Taxa de Desemprego II

Já expliquei AQUI como calculamos a taxa de desemprego, você divide o total de pessoas que estão procurando emprego e não encontrando pelo total de pessoas na força de trabalho (em geral de 16 a 65 anos).

O dado do desemprego americano, de 5.5% no mês passado, teve o maior salto desde 1986. Isso quer dizer que a coisa tá feia, certo? Errado, de acordo com os analistas americanos, o mercado não fez o dever de casa e não olhou os dados com cuidado. Na verdade o aumento do denominador se dá porque pessoas, que antes estavam fora da força de trabalho, entraram novamente no mercado, inflando o denominador e o numerador da taxa de desemprego. Isto faz a taxa aumentar. Segundo o pessoal por aqui:

"The surge in unemployment is probably an aberration," Thomas J. Lee, the New York-based chief U.S. equity strategist at JPMorgan, said in an interview. " It's not because there were fewer jobs, it's because there were more people looking for jobs. Stocks are completely misreading the situation.''

Lee, 39, wrote in an e-mail that "stocks should be up'' after the report, which also showed payrolls fell by 49,000 in May, a smaller decline than economists surveyed by Bloomberg News had forecast. The strategist said the Dow industrials posted a 30 percent average gain in the 12 months following a jump in the unemployment rate by half a point or more since 1950. A rise in joblessness of that magnitude has occurred 16 times during that period, he said.

Leia mais sobre o desemprego americano clicando AQUI.

Aham, podes crer...

Os caminhoneiros espanhóis resolveram protestar contra a alta dos preços dos combustíveis. Resolveram dar uma banda em segunda marcha pelos arredores de Barcelona. A idéia é atravancar o trânsito e "lutar" pela queda dos preços. É, andar em segunda marcha com certeza vai diminuir o preço do do barril. Aham, podes crer...


Leia sobre a greve espanhola clicando AQUI.

domingo, 8 de junho de 2008

Cigarro e Bebida

Um trabalho interessante de um pessoal da Alemanha foi divulgado no Vox. O assunto é cigarro e bebida:

Tobacco kills. No surprise then that smoking faces increasingly severe restrictions. Even in Germany, one of the last rich countries to introduce such restrictions, smoking was recently banned from public sector buildings and public transport, and smoking bans in bars and restaurants are being introduced state by state.

Recent evidence suggests that smoking bans can successfully reduce tobacco consumption but there is a popular belief that restrictions on tobacco merely encourage smokers to turn to other substances, such as alcohol. Since excessive drinking is also harmful, a full evaluation of the merits of restricting tobacco consumption needs to determine whether alcohol and tobacco are complements or substitutes.

Recent results based on a large German micro data set show that tobacco and alcohol are complements. Smoking bans are thus likely to reduce alcohol consumption too, but not by much. One cigarette less per day reduces drinking by 1% of a half-pint of beer. Smoke-free pubs are not in danger of becoming alcohol-free too.

Na verdade eu sempre imaginei cigarro e bebida como sendo bens complementares mesmo (foto acima). Eu diria que cigarro e café também são. O que você acha?

Leia mais clicando AQUI.

Comércio e Pobreza

Direto da The Economist:

The commodities that have seen the biggest price spikes are those which tend to be traded least. Only 6% of global rice production, for instance, flows across borders. Unilateral export restrictions, such as those imposed by Vietnam and India, have made matters worse. Global supply is disrupted and domestic farmers discouraged from producing more. The route to deeper, less volatile markets lies through freer trade and fewer distortions. The notion that free trade precludes food security is plainly wrong-headed.



In crude terms, food-exporting countries gain in the short term whereas net importers lose. Farmers are better off; those who buy their food fare worse. Although most of the world's poor live in rural areas, they are not, by and large, net food sellers. A forthcoming study* of nine poor countries by M. Ataman Aksoy and Aylin Isik-Dikmelik, two economists at the World Bank, shows that even in very rural countries, such as Bangladesh and Zambia, only one-fifth of households sell more food than they buy. That suggests the losers may outnumber winners.

But things are not so simple. The authors point out that net food buyers tend to be richer than net sellers, so high food prices, on average, transfer income from richer to poorer households. And prices are not the only route through which poverty is affected. Higher farm income boosts demand for rural labour, increasing wages for landless peasants and others who buy rather than grow their food. Several studies show this income effect can outweigh the initial price effect.

Leia mais clicando AQUI.

sábado, 7 de junho de 2008

Subsídio Europeu

Direto da Veja.com:

O Google vai colaborar para que as pessoas saibam o destino dos bilionários recursos estatais que financiam a agricultura nos países europeus. O gigante de buscas e serviços na internet firmou convênio com o Farm Subsidies – grupo de combate aos subsídios agrícolas – e mapeou o paradeiro dos 53 bilhões de euros (133 bilhões de reais) anuais destinados pelos governos europeus à produção de alimentos. Os subsídios agrícolas consomem metade dos recursos do orçamento da Comissão Européia.

A partir da parceria, o internauta saberá quem recebeu recursos públicos, quanto recebeu e onde mora o beneficiário, clicando sobre um mapa. A empresa levantou todas as fazendas existentes no Velho Continente e alimentou o sistema com dados sobre o recebimento do dinheiro. A Suécia, primeiro país a ceder as informações, produziu também a primeira distorção: lá, muitos dos que recebem ajuda do governo para produzir alimentos não moram no campo, mas nos centros urbanos e na capital do país, Estocolmo.

Segue AQUI o link para a reportagem da Veja.com.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Aí Está Ele!

Eu perguntei: Cadê o Desemprego? A resposta veio esse mês. Saíram os dados de Maio sobre a taxa de desemprego na economia americana. A taxa é de 5.5%, um crescimento de meio ponto percentual sobre os 5% de Abril. O maior salto desde 1986. 12 meses atrás esse número era 4.5%.


Claramente o corte foi nos empregos de baixo salário, já que salário médio subiu 0.3% para $17.94 por hora. Nos últimos 12 meses o salário médio já subiu 3.5%. Mas é bom notar que a inflação já anda acima disso. Ou seja, o salário real médio está caindo.

Leia mais sobre o desemprego americano clicando AQUI.

Quem Não Se Comunica...

Fernando Caio Galdi é professor da FUCAPE Business School e escreve mensalmente na InfoMoney. Essa semana ele deu uma aula de finanças corporativas. Ele escreve sobre comunicação de normas contábeis, adequação aos padrões internacionais e preço dos ativos. Segue um trecho do artigo direto do InfoMoney:

As recentes alterações na parte contábil da lei das SAs e o conseqüente processo de migração das normas brasileiras para as normas internacionais de contabilidade devem ser melhor comunicados ao mercado.

Este fato ficou claro na divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2008 (1T08) pela Rossi Residencial. Após a divulgação de seu resultado no dia 15/05/2008, o preço das ações desabou cerca de 15%...

Leia o resto do artigo clicando AQUI.

Gasolina, Banana e Suco de Laranja

A inflação dos combustíveis e dos alimentos tem origem diferente, e por conseqüência comportamentos diferentes. Abaixo temos o gráfico do preço do galão de gasolina nos EUA. São 200% de aumento, desde 2000. A causa é a redução de oferta futura de petróleo, juntamente com o rápido crescimento global no período, pressionando a demanda. Apesar de o maior aumento estar acontecendo nos últimos 30 meses, a tendência já era de alta de 2002 até 2005.

O caso dos alimentos é diferente. Os gráficos da banana e do suco de laranja estão aí em baixo. São dois produtos que os EUA importam. Note que a trajetória é estável e então BOOM! Os preços disparam nos últimos meses. A banana disparou 24%, o suco de laranja outros 40% nos últimos 12 meses. Note que a banana é bem recente, enquanto o suco de laranja foi há um ano atrás.


O motivo é o aumento da renda externa, principalmente na América Latina, África e Ásia. Nestes lugares o aumento da renda automaticamente aumenta o consumo de alimentos, já que a população tem pouca renda e o efeito-substituição é totalmente dominado pelo efeito-renda.

O aumento do combustível é ruim porque se dissemina pela economia, via aumento de custos. Mas o aumento dos alimentos parece ser um problema diferente, parece ser algo mais recente e não correlacionado com a desvalorização do dólar. Entender a natureza deste aumento nos alimentos vai ser de fundamental importância na adoção de políticas públicas tanto por aqui, como aí no Brasil.

Acho que o grande lance será entender que o aumento está relacionado à mudança no padrão global de consumo. Com o aumento da renda de quem antes consumia quase nada, a mudança de preços relativos será necessária, e passa pelo aumento do preço dos alimentos. Obviamente a oferta vai responder, e esse aumento não durará para sempre. A pergunta que fica é: Qual o tempo de maturação de um investimento agrícola? Quanto tempo uma bananeira e um pé de laranjeira levam para crescer? Alguém sabe aí?

Mais ainda, os produtos agrícolas (frutas, grãos, legumes, etc) são concorrentes de carnes e leite, e também de etanol. Os preços relativos vão determinar o uso da terra, dadas as restrições climáticas. Mas isto já é assunto para outro post...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Beeronomics Conference

Em 2009 será realizado a Beeronomics Conference, um encontro sobre economia da cerveja e cervejarias. O prazo de submissão de artigos é 1 de Janeiro de 2009. O encontro será de 27 à 29 de Maio de 2009, na Bélgica. Segundo o website os temas devem estar relacionados à indústria da cerveja e são:

production, trade, industrial organization, economic history, law and economics, marketing, consumption, policy and regulation, macroeconomics, etc.

Mais informações clicando AQUI.

Internet, Cabo e TV Aberta

Direto da Folha Online:

O investimento publicitário em internet cresceu 36% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a R$ 134,3 milhões. Com isso, pela primeira vez a internet recebeu mais recursos que a TV por assinatura no país. Os dados são do projeto Inter-Meios, que mede o faturamento dos veículos de comunicação.

A internet foi a mídia que mais cresceu, em termos percentuais, durante o período, mas ainda tem uma participação pequena frente a outros meios. No total, durante o primeiro trimestre de 2008, a internet ficou com uma fatia de 3,24% do bolo publicitário, contra 2,84% da televisão paga e 3,19% da mídia exterior.

Nos primeiros três meses deste ano, a mídia que mais recebeu investimento publicitário foi a televisão aberta, que ficou com 58% dos recursos --um total de R$ 2,39 bilhões --, seguida pelos jornais, que receberam R$ 777,9 milhões. De acordo com o Inter-Meios, as empresas utilizaram R$ 4,1 bilhões em publicidade entre janeiro e março, ante R$ 3,6 bilhões no mesmo período de 2007.


Interessante a notícia. Claramente no longo prazo a Internet e a TV paga receberão uma maior fatia dos recursos investidos, na medida que as pessoas assinam o cabo e param de assistir Faustão - que é responsável por 7% de todo investimento em publicidade recebido pela Rede Globo - e outras "atrações" da TV aberta.

Leia mais clicando AQUI.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

McCain vs. Obama

Até que enfim acabou a luta pela nomeação democrata. Já sabemos os candidatos ao cargo de presidente dos EUA: Barack Obama (Democrata) versus John McCain (Republicano).

Quem será o novo presidente americano? Ainda tem muita água pra rolar até outubro...