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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Bloomberg e o Eleitor Mediano

O teorema do eleitor mediano nos ensina como os políticos devem se comportar em um ambiente de dois partidos (como nos EUA, onde tem os Republicanos e os Democratas).

A idéia é que se pudéssemos representar as preferências de cada cidadão como um número entre 0 e 1 (em que perto do zero estão os de "esquerda" e no 1 estão os de "direta"), então os candidatos tenderiam a se comprometer a plataformas mais centristas como forma de atrair o voto do eleitor que tem preferência mediana (M). Veja o gráfico abaixo:



No fim desta semana, Michael Bloomberg decidiu que não lançará sua candidatura para presidente dos EUA. Segundo ele, não existe espaço para uma terceira via, mais centrista, diante dos candidatos atuais (McCain e possivelmente Obama). Decidiu correto. O engenheiro com MBA na Harvard Business School parece que fez um bom curso de Economia Política.

PS: Ralph Nader não fez o curso do Bloomberg. Ele fez Direito (também em Harvard). Talvez por isso esteja tentando novamente a presidência.


Indústria Empolgada

A Sondagem da Indústria, da FGV, divulgou os resultados hoje. O índice de situação atual com ajuste sazonal ficou estável (123,3 ante 123,4 em Janeiro). Em Fevereiro de 2007 ele era 118 e em Fevereiro de 2006 112. A indústria segue empolgada com a atual situação da economia brasileira. Esse indicador é importante, pois é uma medida que antecipa o crescimento da economia.

Quer ler mais sobre a sondagem da FGV? Visite o site da Divisão de Gestão de Dados clicando AQUI.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Brent Europeu

O barril de petróleo tipo Brent bateu na casa dos USD 100 novamente esta semana. Na verdade chegou a ser cotado a USD 102. O alarde de sempre foi feito. Mas logo adiante, com mais indicadores de desaceleração da economia Americana e aumento das reservas acima do esperado, o preço voltou a fechar abaixo da marca de cem dólares.

Sabemos que o preço alto do petróleo espalha inflação e que reduz a taxa de crescimento. Entretanto, resolvi ir ao IPEADATA e fazer um exercício simples. Será que o petróleo não está sendo cotado na moeda errada? Imagine que o petróleo fosse cotado em Euros. Bem, foi isso que eu fiz, plotei o gráfico do preço do barril tipo Brent em dólares e em Euros. Segue abaixo o gráfico:



Em vermelho é o preço em USD e em azul o preço em EUR. Enquanto para uma empresa americana o aumento de preço foi de 386% em 6 anos, para os europeus esse aumento foi 198%, ou seja, quase a metade. A matemática é pura e simples: parte do aumento do preço do petróleo é simplesmente a desvalorização do dólar.

É óbvio que o preço aumentou bastante, que está no pico da série e tal, mas parte é desvalorização do dólar. Quem quiser diversão basta fazer o preço cotado em Reais, garanto que o aumento foi ainda menor.

Parece que chegou a hora de cotar o petróleo em EUR. Seria o Brent Europeu?

PS: Sei que deveria ter usado PPP e preços reais. Mas acho que o resultado qualitativo não muda.



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

O Mundo Desde 1980

A dica de leitura desta semana é The United States Since 1980. Este livro traz um resumão de tudo que aconteceu na economia americana desde o segundo choque do petróleo. É um bom início para qualquer economista que deseje entender os acontecimentos dos últimos 25 anos nos EUA.

O livro inicia na política de juros altos de Paul Volker, passa pelos governos de Ronald Reagan e George Bush e liberalização econômica, o ajuste fiscal do governo Bill Clinton, a bolha da internet e analisa a primeira fase do governo George W. Bush.

É uma boa indicação, tanto pela discussão econômica e pela parte política (que é muito boa), quanto pela maneira com o autor aponta os problemas da economia americana, poucas vezes estudados nas universidades brasileiras.

A coleção traz ainda outros países, analisados desde 1980. A lista inclui também o Brasil (estou começando a ler...).

Para encomendar na Amazon (agora com esse dólar amigo) clique AQUI. Quando este post foi publicado o preço era USD 19.99.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Momento Adequado

Um dos recorrentes debates no Brasil é o nível da taxa de câmbio entre o Real e o Dólar Americano. Para alguns, nossa moeda estaria valorizada demais, enfraquecendo a competitividade brasileira no exterior. O argumento é basicamente o seguinte: quando o Real valoriza, os produtos brasileiros cotados em dólar ficam mais caros no exterior e vendemos menos. Perdemos dinheiro.

Acontece que está lógica está incompleta. Um Real forte torna mais baratos os produtos importados. Esta redução tem dois efeitos diretos importantíssimos. No curto prazo, a entrada de produtos importados aumenta a competição na economia doméstica via preços. Esta maior concorrência pode permitir uma redução maior da taxa de juros, sem que os índices de inflação voltem a subir. Ao mesmo tempo, a entrada de bens de capital aumenta a produtividade das firmas brasileiras. Estes ganhos de produtividade vindos de investimentos em máquinas e equipamentos são definitivos e tem efeitos de longo prazo, descontada a depreciação.

O resultado final é uma redução de preços domésticos, ou pelo menos uma ausência de elevação de preços em um ambiente de demanda aquecida. Mais do que isto, esta redução da demanda externa pode deteriorar um pouco as contas externas, mas esta é a conseqüência esperada do principal objetivo de um país em seu comércio com o exterior.

Por que exportamos os bens que produzimos? A resposta é muito simples, para termos mais lucros e obtermos divisas externas para comprarmos outros produtos que não possuímos (recursos naturais) ou não somos muito bons em sua produção. É fato, por exemplo, que certos setores sofrem com a competição chinesa. São produtos asiáticos com qualidade similar e um preço muito inferior. O que a teoria econômica nos ensina é que neste caso deveríamos abandonar a produção de tais bens e usar os trabalhadores destes setores em outra atividade em que temos vantagens comparativas.

Este será um dos desafios futuros de nosso país, hoje inserido em um mundo em que o comércio internacional é de fundamental importância ao desenvolvimento econômico e social. Formar trabalhadores preparados e dinâmicos para atuar em mais de um setor e, ao mesmo tempo, formar especialistas em atividades de ponta - como engenharia, biologia e informática - será decisivo para nosso progresso no curto e médio prazos.

O objetivo de nossas exportações sempre será o desenvolvimento. Mas não iremos aumentar nossas exportações futuras se não usarmos as divisas atuais para investir em máquinas, equipamentos e, sobretudo, na qualidade técnica de nossos trabalhadores. A taxa de câmbio é apenas um indicador de quando o momento para este investimento é mais urgente. Hoje ela sinaliza que estamos no momento adequado de fazermos estes investimentos, e, como diria o compositor, o tempo não pára.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Dívida Externa e Reservas Cambiais

Uma das notícias na mídia essa semana que passou foi o fato de o Brasil ter virado "credor externo". O Brasil teria dólares suficientes para pagar a Dívida Externa. Como diria o Jack Estripador, vamos por partes:

Primeiro, o Brasil que a notícia se refere é o país e não o Governo Federal. A dívida em questão é o que o Banco Central chama de Dívida Externa Bruta (registrada e não-registrada, pública e privada). É o total de dívidas que o setor público, empresas e cidadãos brasileiros têm com o exterior. Esse valor era cerca de 195 bilhões de dólares no terceiro trimestre de 2007 (último dado da série 3684 do BC).

Segundo, o Brasil continua a ter suas dívidas. Credor é quem possui créditos a receber. O que o Brasil conseguiu foi acumular reservas em tamanho proporcional à sua dívida. O dado novo que entusiasmou a imprensa foi o de que as reservas internacionais alcançaram 187 bilhões de dólares em Janeiro. Ou seja, é como uma pessoa que possua um apartamento de 100 mil reais tivesse uma dívida de 100 mil reais. Ele não é um credor, é um devedor com um apartamento.

Terceiro, as reservas estão altas porque o BC entrou comprando dólares feito doido em 2007. Em Dezembro de 2006 as reservas eram 85 bilhões de dólares, 102 bilhões a menos. Não foi que a dívida diminuiu.

Finalmente, deve-se entender que essa relação dívida/reservas é bom para o país, pois traz credibilidade. E pára por aí. Não sabemos qual o real efeito dessa política de compra de dólares. Se o BC não tivesse comprado dólares, o Real poderia ter se valorizado mais, e a dinâmica da inflação poderia ter sido outra, poderíamos ter reduzido mais os juros, etc.

Enfim, senti obrigação de fazer um contraponto às bobagens que li.


domingo, 24 de fevereiro de 2008

Philly Fed versus FGV

Um dos principais indicadores econômicos aqui da Philadelphia trouxe a notícia que a indústria estaria mostrando sinais de desaceleração.

A pesquisa Business Outlook Survey do Federal Reserve Bank of Philadelphia traz o índice que já é de -24.0, ante -20.9 em Janeiro (quando havia alcançado o menor nível em 6 anos).

Essa pesquisa é vista como uma das mais importantes aqui nos EUA, e como um índice antecessor de outros índices nacionais.

No Brasil, a pesquisa que cumpre o papel de alertar sobre o sentimento da indústria é a Sondagem da Indústria, calculado pelo IBRE (da Fundação Getulio Vargas do Rio). Vamos ficar de olho no índice que será divulgado na sexta-feira.

O que parece estar acontecendo é que a economia Brasileira vai no sentindo contrário da Americana. Em Julho e Outubro de 2007 o Índice de Confiança da Indústria da FGV alcançou o pico histórico (123,4 e 122,0 pontos, respectivamente), depois desacelerou para 119,0 em Janeiro (todos valores já dessazonalizados). Espera-se que esse índice venha forte, mostrando o otimismo da indústria brasileira.

É esperar para ver...


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Futebol e Economia

Parece que criaram uma solução para os times grandes que já não comportam todos seus torcedores dentro dos estádios. A partir deste ano a receita vinda da transmissão de jogos via pay-per-view será proporcional ao número de compradores.

Grêmio e Inter largam na frente inclusive de Corinthians e Flamengo. As duas torcidas gaúchas possuem torcedores mais fiéis no sistema de TV à cabo.

Segundo o nosso saudoso Wianey Carlet, o mesmo acontecerá com as loterias da Timemania. Cada cautela terá o logotipo do clube, e o clube que vender mais ganhará mais. Nada mais justo.

É a teoria econômica posta em prática. O time que tem mais torcida (e com maior poder aquisitivo) será beneficiado e terá mais verba para investir dentro de campo.

A Elasticidade

O conceito de elasticidade é um dos mais importantes em economia. É também um conceito muito simples. A elasticidade mede quanto uma certa quantidade varia (em termos percentuais) quando um determinado preço ou a renda variam em 1%.

Por exemplo, a elasticidade-preço da demanda mede quanto a demanda por um produto varia em termos percentuais quando o preço desse mesmo produto aumenta em 1%. Sabemos que, na maioria dos casos, quando o preço aumenta a demanda cai.

Se ela cair mais que proporcionalemte (mais de 1%) dizemos que a demanda é elástica. Se cair menos que proporcionalmente (menos de 1%), dizemos que a demanda é inelástica.

Esse conceito é fundamental em economia. A elasticidade nos ajuda a entender o impacto das variações de preço e renda sobre as decisões dos consumidores. Por exemplo, se a alíquota do ICMS sobre serviços de telefonia celular aumentar em 1% em quanto é reduzida a demanda? Mais ainda, em quanto aumenta a arrecadação? Se soubermos a elasticidade-preço da demanda por serviços telefônicos essa resposta é imediata.

Saber se produtos são elásticos ou inelásticos com relação ao próprio preço é de fundamental importância a todos os jovens economistas. Fica aqui uma questão simples para testar o seu conhecimento: A demanda por cigarros possui elasticidade-preço elástica ou inelástica?


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Educação e Competição Global

Existe um debate nos EUA sobre a atual qualidade e carga horária das escolas americanas (sem contar o alto custo). Alega-se que os alunos estudam menos que os asiáticos e os indianos e o capital humano dos professores é inferior. Alunos japoneses recebem dever de casa inclusive durante as férias.

Em um mundo com mercados globais, a próxima geração de americanos estaria largando atrás em termos de capital humano. Indianos, chineses, coreanos e japoneses sem dúvida são uma ameaça aos americanos no mercado de trabalho. A idéia é que eles vão liderar os empregos no setores de tecnologia.

Entretanto a discussão está sendo muito superficial. É claro que se você obrigar os alunos a estudar o dobro do tempo eles irão melhor na média. Mais ainda, se você colocar chineses a correr 100 metros rasos desde os 5 anos de idade um deles tem grande chance de conseguir uma medalha olímpica (veremos isso agora em Pequim 2008).

A questão é: qual o custo de oportunidade disto? Será que outras habilidades físicas e sociais também não são importantes? Não é de hoje que sabemos que criatividade, liderança, motivação e saber lidar com pessoas são qualidades fundamentais. Qualquer especialista em RH concorda.

Quem não se lembra da propaganda da Toshiba que dizia: "os nossos japoneses são mais criativos que os japoneses dos outros". O ponto era ressaltar a criatividade dos nipo-brasileiros.

Só o tempo (uns 15 anos) apontará a direção. Sempre ouvimos piadas sobre americanos que citam Buenos Aires como sendo a capital do Brasil. Mas a verdade é que os asiáticos e indianos sentem falta de habilidades sociais. A difereça cultural ainda é muito grande entre o oriente e o ocidente.

Sem dúvida, a melhor opção está em uma educação balanceada: um pouco de matemática e física, um pouco de literatura e escrita, um pouco de educação física e, é claro, um pouco de recreio.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Capitalismo e Liberdade

Desde meus tempos de graduação, o livro Capitalism and Freedom (de Milton Friedman) está na minha lista quando penso em indicar alguma leitura para jovens economistas. É um clássico que muitas vezes não é lido durante a graduação, por diversos motivos, inclusive preconceito.

Qual não foi minha surpresa ao saber que Gregory Mankiw (professor de macroeconomia da Harvard University) também recomenda esse livro (ver aqui) aos seus alunos.

O livro traz uma discussão importante sobre como o sistemas de preço, quando acompanhado de livre concorrência, aumenta o conjunto de liberdades dos indivíduos.



Na Livraria Cultura o livro sai por R$ 37,50. (Link).


terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Vitória da Concorrência

Até hoje pela manhã existia uma disputa entre a Toshiba e a Sony pelo mercado que irá substituir o DVD. Sim, o DVD será coisa do passado em poucos anos.

A disputa era entre os formatos Blue-ray (Sony + Panasonic) e HD-DVD (Toshiba). Hoje a Toshiba desistiu da parada.

A decisão da Warner Bros de acompanhar Sony Pictures, Walt Disney Co. e News Corp.'s Twentieth Century Fox e produzir apenas em Blue-ray decretou a inviabilidade do HD-DVD. Na sexta-feira o gigante Wal-Mart avisou que vai passar a vender somente em Blue-ray.

Quem saiu ganhando?
Em primeiro lugar os consumidores. Certos do novo modelo que será adotado, os consumidores podem correr para as lojas e comprar os aparelhos Blue-ray. Mais ainda, quem comprou o Playstation 3, da Sony, saiu ganhando muitíssimo. O videogame já possui o leitor de Blue-ray, ou BD-DVD, embutido. Isso promete aquecer a disputa entre o Playstation 3 e o Nintendo Wii.

Quem saiu perdendo?
Bem, além da Toshiba é claro, quem saiu perdendo foi a Universal Studios, a Paramount Pictures e a DreamWorks Animation. Estes estúdios comercializavam seus novos filmes em HD-DVD. Ainda é incerto o que acontecerá, mas devem migrar para o Blue-ray. Saiu perdendo também a Microsoft. O videogame X-Box pode tocar HD-DVD, mas tinha que ser comprado separado. Esse é o caso também do Nintendo Wii.


Enfim, foi mais uma vitória da concorrência.

Fonte da Informação: Associated Press (via FOXNews.com)


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Um passo maior do que a perna

Mais de vinte países da União Européia são contra um acordo agrícola no âmbito da Organização Mundial de Comércio. O acordo seria "inaceitável", segundo o ministro da Agricultura da França, Michel Barnier.


A verdade sobre esta discussão é que se tentou dar um passo maior do que a perna.
O plano, preparado pelo presidente das negociações agrícolas da OMC, exigiria que a UE fosse além do originalmente planejado para as reduções das tarifas de importação do bloco para produtos agrícolas.

Todos sabemos que a abertura ao comércio internacional é boa para todos os países, como nos ensinou David Ricardo. Uma abertura maior do setor agrícola europeu não pode acontecer sem uma contrapartida dos países em desenvolvimento, abrindo o setor de bens industriais. Entender este ponto é fundamental. Não existe almoço grátis.

Além disto, os interesses políticos dentro da própria UE não podem ser esquecidos. Reduzir subsídios é certamente tirar dinheiro público das mãos de um grupo (no caso, os produtores agrícolas) e passar para outro (consumidores). Politicamente é uma tarefa complicada e que demanda tempo.

O importante é notar que o processo de abertura deve ser lento (cheio de rodadas e etapas), para que não se corra o risco de tentar-se dar um passo maior do que a perna e acabarmos retrocedendo na corrida pelo livre comércio internacional.

Fonte da Informação: Estadão (Yves Clarisse),


Bem-vindo

Bem-vindo ao Blog do Cristiano M. Costa, aqui você encontrará comentários econômicos sobre economia nacional e internacional, além de dicas de livros, novos conceitos, resumos dos acontecimentos semanais, podcasts e muito mais!

Sobre Este Blog


Bem-vindo ao Blog do Cristiano M. Costa, aqui você encontrará comentários econômicos sobre economia nacional e internacional, dicas de livros, novos e velhos conceitos econômicos, resumos dos acontecimentos semanais, podcasts e outras digressões sobre economia em geral.

O Blog do Cristiano M. Costa nasceu da vontade de expor algumas das minhas idéias e compartilhar os conhecimentos adquiridos ao longo do tempo. De certo modo, o blog passou a existir no momento em que senti uma ausência de discussões econômicas interessantes no meu cotidiano.

Este blog busca reeditar as dicussões frenéticas e sempre polêmicas que ocorriam no décimo-primeiro andar da FGV-RJ quando eu era aluno de mestrado em economia na EPGE. Do mesmo modo, este autor buscou inspiração nas atividades "bloguísticas" de um ex-professor e meu amigo de longa data Cláudio Shikida, autor do "De Gustibus Non Est Disputandum". Seu trabalho de divulgação da economia foi o ponto de partida para que o desejo de ter um blog se tornasse realidade.

O objetivo do blog é tratar de todos os assuntos econômicos com os quais eu tenha certa familiaridade e interesse. Notícias do dia-a-dia também serão tratadas como material importante, mas o blog não busca concorrer com outros veículos de comunicação que fazem uma excelente cobertura da conjutura econômica brasileira e internacional.

Também será sempre objetivo deste blogueiro evitar assuntos que envolvam política e políticos. Mas eventualmente isto se torna inevitável, dada a grande inter-relação entre economia e governo. Prometo um grande esforço no sentido de evitar julgamentos de valor, exceto quando alguma política pública for de encontro à algum princípio econômico muito básico.

Por fim, também prometo me esforçar ao máximo para respeitar as regras básicas do Português, mas inevitavelmente cometerei erros gramticais ou de ortografia. Deixo de ante-mão o meu pedido de desculpas.


Breve Histórico

O blog teve início em 2008, quando teve o seu maior número de posts anuais. Naquele período eu iniciava meu sexto semestre no doutorado e estava iniciando minha tese. Era um período de alta criatividade e que necessitava de uma ferramenta de interlocução com outros amigos e economistas. Foi assim que o blog teve início. A crise econômica chegou de vez e ajudou a divulgar o blog, já que as pessoas corriam atrás de notícias econômicas. Ainda em 2008 foi feito o E-book da Lei Seca, que também foi fundamental para a divulgação do blog.

Em 2009 o número de posts caiu de 523 para 356, mas as visitas dispararam. O blog foi ficando conhecido no meio acadêmico e recebeu citações em vários outros blogs de economia. O blog tinha tomado proporções maiores do que imaginadas inicialmente.

No ano de 2010 os posts diminuiram ainda mais. Com a minha mudança para o Brasil e meu início de vida acadêmica na FUCAPE o blog entrou temporariamente em marcha lenta, para retomar as atividades com força total no último trimestre. O resultado do esforço e da participação dos leitores veio em forma de prêmio. O blog ganhou o Prêmio Top Blog 2010 na categoria Economia - Júri Popular e ainda ficou com o segundo lugar na categoria Economia - Júri Acadêmico. O blog obteve seu pico de audiência em Novembro de 2010 com quase 5 mil visitas mensais.