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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A Crise em Gráficos

A idéia deste post é colocar alguns gráficos que mostram os desdobramentos da crise econômica atual.

Começamos pela queda dos preços dos imóveis nos EUA. O preços caíram bastante nos últimos meses, devido não só ao aumento da inadimplência mas também à uma oferta que não encontrou demanda aos preços oferecidos.

O gráfico abaixo mostra a taxa de variação anual dos preços dos imóveis, o OFHEO Index.


Os preços hoje são 6% menores do que no mesmo período do ano passado. Isso faz com que algumas pessoas tenham um imóvel que vale menos do que o financiamento que elas tiraram. Ou seja, mesmo que vendessem o imóvel pra pagar o financiamento ainda faltaria dinheiro.

Com a inadimplência, os bancos acumularam prejuízos e alguns pediram falência. Isso causa uma redução da oferta de crédito. Um dos melhores indicadores para se medir a oferta/demanda de crédito é a taxa de juros. Abaixo o gráfico da LIBOR, a taxa de juros usada na maioria das transações entre grandes bancos americanos e europeus, mostra essa redução da oferta de crédito.


A primeira alta foi no primeiro ciclo de falências, ainda no final de 2007. A segunda alta é a mais recente onda de quebras. Mas, claramente, o nível é muito superior ao de 2005-2006.

Com a falta de crédito, os agentes econômicos entendem que uma redução do produto é inevitável. As expectativas com relação ao consumo e investimento são de queda em todo o mundo. Essas expectativas, obviamente se refletem nos preços internacionais. Combustíveis e commodities (futuros) são mostrados nos gráficos abaixo.


Note que em ambos (preço do petróleo spot e índices de commodities futuros da Bloomberg) a tendência é de uma queda acentuada com relação aos níveis de apenas dois ou três meses atrás. Ou seja, só agora o pessoal está começando a precificar essa crise financeira. Ou melhor, quando a crise passou a ser realmente uma crise financeira, os preços relativos se ajustaram rapidamente.


Esse é o cenário atual: juros altos, restrição de crédito, empresas cortando investimento e produção, consumidores postergando consumo, inadimplência em alta, e preços de combustíveis e commodities em baixa.

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3 comentários:

Anônimo disse...

esqueceu de dizer q o aproveitamento do gfpa caiu de 71% para 40%, ainda não sei como mas certamente esta relacionado com a crise mundial.


abraços

andré

Luciano Camilo disse...

Quero deixar uma dica para os leitores do seu blog. Desenvolvi uma ferramente no meu site que mostra o preço final dos combustíveis para os consumidores nas 27 capitais brasileiras. Espero que seja útil e parabéns pelo seu blog

fábio pesavento disse...

expectativas de consumidores e empreendedores > I ainda sou meio keynesiano ehehe