Do Invertia:
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) - utilizado em reajuste de aluguéis - registrou em agosto a primeira deflação mensal desde 2006, refletindo o forte recuo dos preços dos alimentos no início da segunda metade do ano. O índice registrou queda de 0,32%, depois de ter subido 1,76% em julho, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.
Para entender este movimento é preciso notar o seguinte. No atacado, itens como soja e milho em grãos reverteram os movimentos de alta e caíram 13,32% e 11,46%, respectivamente. No lado do consumidor, a principal contribuição veio do grupo Alimentação, onde produtos como hortaliças e legumes tiveram uma queda de 6,51% nos preços. Mas um índice que compões 10% do IGP-M, o INCC, não caiu muito. O INCC apresentou variação positiva de 1,27%, após alta de 1,42% em julho.
O que isso significa. No lado dos alimentos, significa que o aumento de preços foi de certo modo temporário. Na medida que as economias asiáticas reduziram a taxa de crescimento, assim como os EUA e Europa, os preços cederam. Ajudada por algumas variações internas, é verdade.
No lado da demanda interna, significa que ainda há pressão. Principalmente no setor de construção civil. É sabido que o mês de Julho é mês de aumento salarial para os trabalhadores deste setor, então já era esperada uma alta no mês passado. Por isso, o item Mão-de-Obra saiu de 1,27% para 0,25% de aumento. Entretanto, o item Materiais teve crescimento de 2,51%, perante o 1,65% do levantamento anterior.
Ou seja, o mercado de construção civil está aquecido, principalmente a demanda por Materiais. Essa demanda aquecida tem duas consequências. Além de pressionar a inflação e aumentar o nível de emprego (já que é um setor que usa muita mão-de-obra em sua produção), a alta vai atingir os tomadores de financiamentos, dado que muitos financiamentos de habitação são indexados pelo INCC. Esse movimento pode ascender um sinal amarelo no mercado de crédito imobiliário. É esperar para ver...
Leia mais AQUI e AQUI.
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) - utilizado em reajuste de aluguéis - registrou em agosto a primeira deflação mensal desde 2006, refletindo o forte recuo dos preços dos alimentos no início da segunda metade do ano. O índice registrou queda de 0,32%, depois de ter subido 1,76% em julho, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.
Para entender este movimento é preciso notar o seguinte. No atacado, itens como soja e milho em grãos reverteram os movimentos de alta e caíram 13,32% e 11,46%, respectivamente. No lado do consumidor, a principal contribuição veio do grupo Alimentação, onde produtos como hortaliças e legumes tiveram uma queda de 6,51% nos preços. Mas um índice que compões 10% do IGP-M, o INCC, não caiu muito. O INCC apresentou variação positiva de 1,27%, após alta de 1,42% em julho.
O que isso significa. No lado dos alimentos, significa que o aumento de preços foi de certo modo temporário. Na medida que as economias asiáticas reduziram a taxa de crescimento, assim como os EUA e Europa, os preços cederam. Ajudada por algumas variações internas, é verdade.
No lado da demanda interna, significa que ainda há pressão. Principalmente no setor de construção civil. É sabido que o mês de Julho é mês de aumento salarial para os trabalhadores deste setor, então já era esperada uma alta no mês passado. Por isso, o item Mão-de-Obra saiu de 1,27% para 0,25% de aumento. Entretanto, o item Materiais teve crescimento de 2,51%, perante o 1,65% do levantamento anterior.
Ou seja, o mercado de construção civil está aquecido, principalmente a demanda por Materiais. Essa demanda aquecida tem duas consequências. Além de pressionar a inflação e aumentar o nível de emprego (já que é um setor que usa muita mão-de-obra em sua produção), a alta vai atingir os tomadores de financiamentos, dado que muitos financiamentos de habitação são indexados pelo INCC. Esse movimento pode ascender um sinal amarelo no mercado de crédito imobiliário. É esperar para ver...
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1 comentários:
Cristiano,
acredito que um item importante nos alimentos é a sazonalidade do mesmo.
De acordo com meu teste esse é o momento de preços mais baixos da maioria dos agrícolas, como a soja por exemplo. Então acredito que no fim do ano esses preços tendem precionar novamente os indices de preços.
abraço
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