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terça-feira, 20 de maio de 2008

Aí vem ela...

É pessoal, parece que alguém está errando a mão nos juros ou na política fiscal (ou ambos). Aí vem uma conhecida nossa que estava em repouso...direto da Folha Online:

Inflação em maio mais que quadruplica e sobe 1,54%, diz FGV

O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) mais que quadruplicou na segunda leitura prévia de maio, apresentando alta de 1,54%, contra 0,37% um mês antes. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

O IPA (Índice de Preços por Atacado) subiu 2,02% no período, contra 0,22% um mês antes. O grupo Matérias-Primas Brutas passou de deflação de 1,39% para inflação de 3,36%. Os itens que mais contribuíram para o avanço foram soja em grão (-9,80% para 0,43%), arroz em casca (-0,44% para 33,96%) e minério de ferro (-3,87% para 11,25%). Já os itens tomate (35,28% para 6,10%), algodão (em caroço) (5,59% para -4,32%) e laranja (-8,71% para -19,02%) desaceleraram.

É importante notar que esse aumento do IPA só aparecerá nos IPC's dos próximos meses. E os efeitos de safra/entre-safra de vários produtos ainda não terão desaparecido. Parece que vão abocanhar parte da renda dos brasileiros esse ano. Dificilmente o crescimento do PIB será maior que a taxa de inflação este ano.

Pode ter um efeito de sazonalidade aí, mas o acumulado do ano já está alto. Em 2007, a prévia do segundo decênio de Maio foi -0,03%. Fica aqui a série do IGP-M, segundo decênio, desde janeiro de 2007 (via IPEADATA):

2007.01 : 0,44
2007.02 : 0,13
2007.03 : 0,24
2007.04 : 0,00
2007.05 :-0,03
2007.06 : 0,26
2007.07 : 0,19
2007.08 : 0,59
2007.09 : 1,05
2007.10 : 0,86
2007.11 : 0,48
2007.12 : 1,54
2008.01 : 0,93
2008.02 : 0,46
2008.03 : 0,78
2008.04 : 0,37
2008.05 : 1,54

Em todos os meses a taxa de inflação, segundo esse indicador, ficou acima do mesmo mês do ano anterior. É esperar para ver. Só não pode esperar muito...

1 comentários:

Anônimo disse...

Ih cristiano, aqui no Brasil os políticos parecem ter esquecido que também se combate inflação com política fiscal. É muito mais fácil para eles continuarem a gastar e jogar a tarefa de combate à inflação nas costas do BACEN. É muito difícil para essa politicagem cortar gastos, afinal a sobrevivência política (através de eleição) e econômica( através de corrupção) ,deles, depende de um Estado cada vez mais arrecadador e gastador. Aí no final da história sobra sempre pro BACEN, q fica como o vilão da história, como se alguém aumentasse juros porque acha 'bonito'.

[]´s

Alisson Rocha