Uma crise sempre traz mudanças, e estas podem ser muito boas no longo prazo. Crises reduzem o custo de mudanças, e as vezes até são a fonte motivadora de inovações financeiras ou políticas. De fato, muitas vezes crises aumentam o bem-estar - no longo prazo, é claro. Escrevi sobre isso nesse post AQUI.
Mas, não sou somente eu quem pensa assim. Paul Krugman levantou este ponto em sua última coluna no New York Times. Ele inicia o artigo dizendo:
Mas, não sou somente eu quem pensa assim. Paul Krugman levantou este ponto em sua última coluna no New York Times. Ele inicia o artigo dizendo:
Cross your fingers, knock on wood: it’s possible, though by no means certain, that the worst of the financial crisis is over. That’s the good news.
The bad news is that as markets stabilize, chances for fundamental financial reform may be slipping away. As a result, the next crisis will probably be worse than this one.
The bad news is that as markets stabilize, chances for fundamental financial reform may be slipping away. As a result, the next crisis will probably be worse than this one.
Não sei se a próxima crise será pior do que esta - que nem sabemos se está mesmo no seu final - ou se terá causas similares. Mas, é um ponto interessante. Leia a coluna de Paul Krugman na íntegra clicando AQUI.




2 comentários:
Grande Cristiano,
O problema eh que mudancas que sao feitas durante crises muitas vezes tem uma baixa chance de dar certo. O exemplo classico eh reestruturacao da divida publica. Giavazzi & Pagano (dois economistas italianos, obvio) tem varios papers em que eles mostram que periodos de crise nao sao momentos ideais para mudancas estruturais na relacao divida PIB. Copiando Krugman, podemos dizer que isso sao "bad news" no governo Lula...
abs,
Roberto
Bem, eu não imaginaria uma mudança de estruturação de dívida - essa seria uma mudança no modo de fazer política monetária/fiscal. Mas sim uma mudança no sistema de regulação, abertura comercial...coisas mais "estruturais" - odeio essa palavra - no sentido de intituições que mudam os incentivos (inclusive do próprio governo). No caso americano, claramente o sistema de regulação fiananceira tem falhas. E não resolver isso pode resultar em problemas no futuro. Esse é o ponto do Krugman. E se a mudança tem pouca chance de dar certo, não é motivo para não tentar... como diria Mário Quintana - Das Utopias:
Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não quere-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
a magica presença das estrelas!
Heheheh dei uma viajada no final...mas estou poético hoje...
Abraço!
Postar um comentário