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terça-feira, 15 de abril de 2008

A Sorte da FGV

A entrevista da Maria da Conceição Tavares é ótima. Ainda sobre a década de 1970 ela conta o seguinte:

"Junto com o Pedro Malan, o Carlos Lessa e um grupo do Rio, fizemos o movimento de renovação dos economistas, que aproximou profissionais da UFRJ, da PUC, de Campinas e da USP. Ao mesmo tempo, continuava-se a batalhar na Anpec (Associação Nacional de Pós-Graduação em Economia), que o Paulinho Haddad e, depois, o João Sayad presidiram com muito peito. Quando Campinas entrou, a Fundação saiu, para só retornar quando o Mário Henrique deixou o ministério e reassumiu seu lugar na EPGE (Escola de Pós-Graduação em Economia). Afinal, o Carlos Geraldo Langoni não é propriamente um modelo de isenção acadêmica: demitiu - praticamente expulsou - o Chico Lopes da Fundação, e hoje deve ficar meio nervoso quando se lembra disso. A Fundação perdeu a chance de ser uma das mães do plano heterodoxo..."

Achei muito interessante. A última frase dos parágrafos da entrevista são sempre os melhores: "A Fundação perdeu a chance de ser uma das mães do plano heterodoxo...". Eu achei ótima essa também. Ainda mais assim, terminando com reticências. Eu não sei se ela diz que a FGV perdeu a chance no sentido de ter tido sorte ou no sentido de tido azar. Também não fica claro, mas acho que ela está se referindo ao Plano Cruzado. Imperdível. Leia a entrevista, vale muito a pena. O link está AQUI.

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