Em março de 1986, Maria da Conceição Tavares deu uma entrevista que se encontra hoje no site do Canal Ciência. Ao falar sobre a década de 1970 a professora diz o seguinte:
"A Fundação era um gueto de ortodoxos. Salvava-se a ciência porque no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) tinha um homem chamado Isaac Kerstenetzky e na Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) outro, chamado José Pelúcio Ferreira. Se não fosse por eles, na década de 1970 não teríamos tido financiamento para fazer pesquisa nenhuma. Não foram os militares que deram condições coisa nenhuma. Foram o Isaac, no IBGE, e o Pelúcio, na Finep, que tiveram consciência de que tinham que impedir a paralisia dos centros de pesquisa em ciências sociais. Essa é que é a verdade. Aliás, ia parar tudo - a física também - menos a pesquisa propriamente militar.
Na década de 1970, encontrei esse clima: dois mecenas sérios, com pouco dinheiro mas com muita respeitabilidade no meio acadêmico. Um levando seriamente a estatística, o outro levando seriamente o financiamento à pesquisa. Além disso, poucos centros, entre os quais minha velha escola (FEA/UFRJ) decadente. A primeira coisa que fiz foi mobilizar todo o pessoal que pude para fazer concurso para a UFRJ. Tivemos 20 concursos de uma vez, uma maravilha. E tomamos a escola."
Na década de 1970, encontrei esse clima: dois mecenas sérios, com pouco dinheiro mas com muita respeitabilidade no meio acadêmico. Um levando seriamente a estatística, o outro levando seriamente o financiamento à pesquisa. Além disso, poucos centros, entre os quais minha velha escola (FEA/UFRJ) decadente. A primeira coisa que fiz foi mobilizar todo o pessoal que pude para fazer concurso para a UFRJ. Tivemos 20 concursos de uma vez, uma maravilha. E tomamos a escola."
Interessante. "E tomamos a escola" é uma frase ótima, não é mesmo? Foi assim que nasceu o pós-graduação em economia na UFRJ.
Confira a íntegra da entrevista clicando AQUI.
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