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terça-feira, 14 de maio de 2013

Faixa Azul


Brasil tem a faixa azul mais longa no estudo do BBVA. Ou seja, temos o maior período abaixo da média e decrescendo entre os EAGLES:

Clique para ampliar.

Estamos por 5 trimestres consecutivos nessa faixa azul escuro. Que tal?

domingo, 12 de maio de 2013

As Fontes de Receita do Futebol Brasileiro


O blog Olhar Crônico Esportivo compilou os dados dos balanços dos clubes brasileiros em uma única tabela (ver AQUI). A tabela está abaixo:


Os dados mostram diferenças entre os modelos de negócio dos clubes. Corinthians, Flamengo e SPFC, por exemplo, tem na TV uma grande fonte de receita operacional, enquanto que para Grêmio e Coritiba, por exemplo, a receita dos torcedores é a maior. Internacional, SPFC e Fluminense, complementaram as receitas com forte receita de direitos federativos.

Em média, os 17 maiores clubes (em receita) arrecadaram R$ 157 milhões em 2012. Cerca de R$ 109 milhões em receita operacional. Desta última, a proporção média foi: 60% TV, 20% marketing, e 20% de bilheteria, sócio torcedor e estádio. A receita operacional foi 69% do total e o restante foi dividido entre direitos federativos, 16%, e outras receitas, 15%.

As receitas de clubes variam muito de ano pra outro, em função da campanha, dos contratos de TV, de ter um jogador com potencial de venda, etc. Mas, uma das fontes de receitas mais estáveis é a do quadro social (terceira coluna).

Neste quesito, os clubes parecem estar acordando para o potencial de receita e tem investido muito. Em particular, Corinthians e Atlético cresceram muito no último ano, e 2013 parece ser o ano que o Flamengo vai acordar pra essa fonte de receita.

O site http://www.futebolmelhor.com.br dá descontos aos sócios dos clubes. Nele, estão disponíveis os números de adimplentes de cada clube. Segue abaixo o ranking do dia 12/Maio:


A dupla Grenal lidera o ranking de torcedores adimplentes, seguidos do Corinthians e Santos. Pioneiros no programa sócio-torcedor, a dupla Grenal só perdeu neste quesito para o SPFC, que apesar de ter 21,600 sócios adimplentes, arrecadou 65 milhões em 2012. O que mostra o potencial da bilheteria na cidade de SP e também da propriedade do Morumbi.

Isso me leva a inferir que o Corinthians, após concluir o seu estádio, irá liderar este tipo de receita com sobras. O Flamengo, com a volta do Maracanã, terá grande potencial de arrecadação.

A tendência, na minha opinião, é que os torcedores vão ajudar a contrabalançar os efeitos dos contratos de TV, que tendem a favorecer Flamengo, SPFC e Corinthians, pelo menos nos contratos nacionais.

O interessante é notar que a segunda coluna, marketing, não está tão correlacionada com a terceira. A correlação dos 17 primeiros é 0,36. Positiva, mas não tão alta quanto eu esperaria. Já a correlação entre torcida (adimplentes) e receita de marketing é 0,56. Isso significa que a receita de marketing está muito ligada ao número de torcedores. Mais até que com a receita dessa torcida. Aqui usei somente 14 clubes, pois Goiás, Atlético-PR e Coritiba não estão no programa do Futebol Melhor.

Os números mostram o potencial de receitas dos sócios e marketing é grande. Agora, será necessário mais profissionalismo e ações que aproximem os torcedores dos clubes. Seriedade com o dinheiro dos sócios e desempenho dentro de campo serão fundamentais para os clubes que tem menores receitas de TV.

Oferta e Demanda no Bar


E se o preço da cerveja variasse de acordo com a oferta e demanda? Como será que se comportariam os preços das bebidas em um bar? E como os consumidores responderiam a esses movimentos?

Um empresário resolveu colocar as forças da oferta e demanda e outras variáveis econômicas para funcionar em tempo real.

Confira AQUI!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Bolsa para Universitários


Segundo o Estadão:

Apesar de ainda não saber quantos alunos se enquadram no programa, o governo federal lançou nesta quinta-feira, 9, uma bolsa de auxílio de R$ 400 para estudantes de universidades e institutos federais que tenham renda média familiar de até 1,5 salário mínimo por pessoa e façam cursos com média de 5 horas diárias de aula. Para indígenas e quilombolas, o valor é maior: R$ 900.


Eu sou um grande entusiasta do estímulo ao aprendizado e tenho certeza que uma ajuda financeira tem papel importante. Eu mesmo fui bolsista de iniciação científica, de mestrado e doutorado. Em todos os casos eu tinha que dar uma contrapartida durante ou depois da bolsa. E ela tinha um prazo fixo, determinado no início da sua vigência.

Entretanto, alguns aspectos do programa proposto me deixaram um pouco desanimado com relação a este projeto. O primeiro deles é essa falta de planejamento. Poxa, como assim não sabem quantos alunos se enquadram no programa? Sobrou pressa e faltou cuidado no lançamento do programa, hein?

Segundo, os alunos vão receber a bolsa até um ano depois de formados. Aí eu vejo um problema grave. Eu estudei em federal, sei bem como funciona. Tinha colega meu que tinha entrado 5 anos antes. Trabalhava no diretório acadêmico e gozava dos diversos privilégios de um estudante de federal (almoço barato, passagem barata, meia-entrada, etc.).

Os incentivos para se formar e trabalhar eram baixos para alguns. O problema não são os privilégios, que são mais uma ajuda, na verdade. Mas, o incentivo que isso causa. No caso da bolsa, quanto mais o estudante protelar a formatura, mais tempo ele tem a bolsa. Isso desestimula a busca por emprego. É o que a teoria econômica e comportamental nos ensina.

No anúncio, o secretário de Ensino Superior disse que não sabe a demanda pelo recurso, mas que tem recurso pra atender toda a demanda (que ele não sabe qual é). Enfim, me pareceu mal planejado.

Acho válida a idéia, mas alguns aspectos poderiam ser mudados. Principalmente, a questão da ausência de contrapartida.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Promoção "Questões ANPEC": Frase Vencedora


Escolhida pela grande maioria dos votos lá no Facebook, a frase vencedora é:

"Matemática, cada traço fica evidente minha inclinação por você, nossa relação não tem limite ou dimensão, é contínua, homogênea, irrestrita, às vezes complexa, eu sei, mas saiba que no meu coração, seu posto é máximo."

Parabéns ao Adriano Teixeira! Em breve ele vai receber a coleção completa em casa!

PS: Adriano, por favor me envie o seu endereço por email.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O Caso do Playstation 3


Eu sempre fui um entusiasta dos videogames. Tive um Odissey, Atari, Mega Drive (pulei uma geração), um PS2 e desde 2010 tenho um PS3. Eu comprei ele nos EUA, antes de mudar pro Brasil, na versão usada, por US$ 200, quando uma nova custava US$ 299.

Recentemente, meu PS3 estragou. Ele teve problema de superaquecimento (problema conhecido dos modelos antigos do PS3). Eu tentei consertar sozinho, mas não deu certo. Enfim, comecei a olhar os preços.

Hoje, o preço nas lojas nos EUA é de US$ 250 por um aparelho novo. Isso porque no fim do ano deve estar sendo lançado o PS4. Está acabando o ciclo do PS3 por lá.

Enfim, hoje um PS3 novo sai por cerca de R$ 500 nos EUA. No Brasil, as lojas comercializam o produto por algo em torno de R$ 1.400 e R$ 1.700. Ou seja, o triplo do preço. Já caiu bastante, é verdade. Chegou a ser mais de R$ 2.000.

Esta semana saiu na Arkade a notícia (AQUI) que o PS3 produzido na Zona Franca de Manaus vai ser comercializado à R$ 1.099 (as lojas já estão até vendendo nos sites). Ainda assim, mais que o dobro do preço da versão americana.


O mais interessante é perceber que a comunidade ligada no assunto comemorou. Sim, claro, é ótima a redução de 33% no preço, mas o preço continua absurdamente alto. Isso, em um setor que o Brasil tem grande participação no desenvolvimento de softwares e tecnologia. Será que não existiria uma forma mais simples de fomentar o mercado de games no Brasil?

Claro que sim, reduzindo o imposto de importação do console. Neste caso, você não cobra impostos no console e deixa pra cobrar nos games. Isso cria a cultura do acesso ao console, e por fim difunde a indústria dos games, que é de onde a maior parte dos serviços e comércio acontece. Com a venda de alguns games você já gerou a renda de um console. Você cria a cultura, forma pessoas, etc.

Mas, certamente algum iluminado decidiu subsidiar a produção em Manaus sob o argumento que vai gerar meia-dúzia de empregos.

Sabe o que é mais interessante? Daqui a 6 meses vai sair o PS4 e o preço vai ser o triplo do cobrado nos EUA. Podem favoritar!

terça-feira, 7 de maio de 2013

"Promoção ANPEC": Duas Frases Finalistas


Pessoal, recebi muitas frases criativas para a "Promoção ANPEC". Como fiquei na dúvida, resolvi pedir a ajuda de vocês. Escolham entre as duas finalistas:

Frase 1: Estatística

"Me fascino por ela, amada evidência, porque ela testa meu fogo, estima meu parâmetro, faz da minha esperança um outlier – estatística: a prática que toda teoria precisa."

Frase 2: Matemática

"Matemática, cada traço fica evidente minha inclinação por você, nossa relação não tem limite ou dimensão, é contínua, homogênea, irrestrita, às vezes complexa, eu sei, mas saiba que no meu coração, seu posto é máximo."

Agora é o seguinte, você pode votar nas duas finalistas lá na página do blog no Facebook!

Segue o link: https://www.facebook.com/blogdocmcosta

A votação vai até o dia 9 de Maio!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

FOCUS: Olho nas expectativas para 2014


Enquanto os EUA geram mais empregos do que o previsto, a economia brasileira segue patinando.

O relatório FOCUS de agora a pouco mostra mais um passo em direção a deterioração das expectativas de inflação. O relatório (AQUI) mostra que a expectativa mediana para 2014 segue avançando e atingiu o valor de 5,76%. Um valor acima dos 5,70% esperado para 2013!

Ou seja, ao invés de convergir para a meta, as expectativas passaram a divergir.

Isso significa que o cenário inflacionário não mudará, de acordo com as expectativas. É uma possibilidade muito temerária, visto que o início do ciclo de alta dos juros está recém se iniciando. Diante deste movimento e da política monetária expansionista, o BC não terá outra opção se não aumentar a velocidade da elevação dos juros.

O mais interessante é que as expectativas de crescimento para 2013 e 2014 não se alteraram, o que pode embutir uma alternativa ainda mais perversa, a de que o governo e o COPOM não vão reagir a esta tendência da inflação. As previsões apontam uma alta da Selic Meta para 8,25% até o fim do ano e depois uma estabilização nesse valor até o fim de 2014.

Neste caso, a inflação ficaria no patamar de 6% para garantir um PIB acima de 3%.

É esperar pra ver...

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Pátria Educadora


O discurso da presidente Dilma terminou, após longos 11 minutos, convocando os brasileiros a lutar pela educação e bravando "Brasil, pátria educadora!". Eu acho legal esse entusiasmo para com o crescimento do capital humano, mas acho que essa convocação precisa sair do discurso e entrar na prática.

Já estamos no meio do terceiro ano de governo, e só agora parece que, pelo menos no discurso, o governo acordou para um dos maiores problemas do Brasil: a qualificação da mão-de-obra. Mas a tarefa não vai ser fácil. Ao final de 2012 o Brasil ficou em penúltimo em um ranking de educação da Pearson: AQUI

Não vai ser só colocando o dinheiro dos royalties e do pré-sal para a educação que o problema será resolvido. Isso pode ajudar, é claro. Mas o problema do Brasil é muito maior. Os problemas vão desde a qualidade dos professores do ensino fundamental, da gestão escolar, até a própria filosofia de ensino. Isso, sem falar em infra-estrutura, tempo em sala de aula e distribuição de responsabilidades e atribuições entre municípios, estados e governo fedral. A tarefa é árdua. Foram anos e anos de descaso com a educação.

Seria brilhante se algo mudasse.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O Perigo Adiante


O relatório FOCUS de hoje reforça algo que eu tenho notado nas últimas semanas.

Na medida que os meses passam as instituições começam a tentar prever com mais precisão (desculpem, mas é isso mesmo) o cenário de 12 meses à frente. Eis que uma parte desses 12 meses já é quase metade de 2014. Logo, as expectativas quanto a variação do IPCA em 2014 começam a se mover.

O gráfico abaixo mostra as expectativas de inflação para 2013 e 2014 (ambos no fim do respectivo período).



Percebam que até o meio de março a previsão para 2014 estava fixada em 5,50%. Na medida que os modelos vão sendo rodados, começa a ser traçado um cenário perigoso, em que a inflação de 2014 é do mesmo nível, e as vezes até maior, que a de 2013. Ela pula de um patamar de 5,5% para um patamar de 5,7% em poucas semanas. Isso ocorre em um cenário em que a Selic prevista para dezembro de 2013 é 8,25%.

O maior problema é verificar que os modelos mostram uma persistência das taxas que já agora, em abril de 2013, contaminam as estimativas de 2014. Eu creio que a política monetária e fiscal deva ser repensada ainda em 2013, pois sabemos que dificilmente serão alteradas em 2014, ano de eleições. Passou da hora de brincar de crescimento a qualquer custo.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Promoção "Questões ANPEC"


Quer ganhar uma coleção inteira de livros com as questões resolvidas da ANPEC de 2004 até 2013? Então se ligue nessa promoção! A organizadora da série Questões ANPEC, Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt, me enviou a coleção completa dos livros (Matemática, Micro, Macro e Estatística) para eu sortear entre os leitores do meu blog! Muito legal, né?

Coleção Questões ANPEC

A série de livros contém as questões e as resoluções de todas as questões do exame da ANPEC de 2004 até 2013 e o vencedor ainda pode acessar as provas e resoluções de 2002 e 2003 direto no site da coleção! Essa coleção é a 3a edição da série, que foi toda revista e atualizada. Novinha, novinha e embalada em plástico que chega até a refletir o flash!

A promoção vai funcionar da seguinte forma:

Você deve enviar um email para blogdocmcosta@gmail.com respondendo em uma frase a seguinte pergunta:

Qual das quatro disciplinas do exame da ANPEC  (Matemática, Micro, Macro ou Estatística) é a sua preferida e por quê? 

O autor da frase mais criativa receberá a coleção inteira em casa por correio! O prazo para participar da promoção é dia 6 de Maio! Mande logo o seu e-mail!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A Confusão da Meia-Entrada


A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que limita ingressos disponíveis para a meia-entrada, que passariam a ser 40% do total (notícia AQUI). Agora o projeto segue para o Senado.


Imaginem qual vai ser o efeito sobre o preço médio dos ingressos? Exato, vai cair, pois agora deixa de existir parte do subsídio cruzado que existia antes. Antes, quem pagava inteira tinha que pagar um pouco mais para compensar o ingresso pela metade dos outros. Muitas vezes, o público era majoritariamente composto por jovens, que pagavam meia-entrada. A solução era dobrar o preço do ingresso, e a meia, na verdade era uma inteira, mas só os jovens acabavam indo.

Na minha opinião, o ideal seria o fim da meia-entrada.

Mas, e o pessoal que não tem condições? Sim, podemos ajudar e incentivar a cultura, mas uma medida nesse sentido já está para entrar em vigor. Chama-se vale-cultura (veja os detalhes AQUI). O Min. da Cultura vai colocar em prática um sistema de vales, que poderá ser usado para cinemas, teatros, etc. Inclusive, vai poder ser usado para comprar CDs e revistas, o que gerou um certo debate (pode comprar revista de fofoca, por exemplo).

A empresa dará o vale ao funcionário, e em troca receberá um desconto nos tributos. É como se fosse uma Lei Rounet aplicada no lado da demanda. Será o fim da confusão da meia-entrada. Vamos ver se sai do papel...

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Não Precisamos Mais Imaginar


A frase "Imagina na Copa" virou uma brincadeira na internet nos últimos anos. Bem, não precisamos mais imaginar. A Copa está aí e todas as suas previsões vão se concretizando. O Brasil vai realizar o evento, os jogos vão sair nos estádios programados, e só vai ficar faltando todo o resto.


Tudo isso, é claro, com grande desperdício de dinheiro público. Caso contrário, a Copa não seria no Brasil, mas na Suécia. Eis o exemplo mais claro do dinheiro público sendo jogado fora: AQUI

É isso mesmo que você leu lá no link. O governo do estado do Mato Grosso pagou R$ 633 mil por uma apostila que tem conteúdo da Desciclopédia. Um site que é paródia da Wikipedia.

É, não precisamos mais imaginar. A Copa chegou! Ou, pelo menos a conta dela.

Pancada Fraca nos Juros


Parece que a pancada de 0,25% nos juros e o IPCA-15 de abril mudaram as expectativas do mercado. A pancada nos juros foi fraca.

O relatório FOCUS de agora a pouco mostra uma expectativa de inflação de 5,7% para 2013. Nada muito diferente da semana passada, mas consolida a expectativa de 5,71% para 2014, o que é perigoso. Um detalhe interessante é a queda de expectativas da inflação dos preços administrados. Indicando que o forte mesmo da inflação é do mercado de preços flexíveis. O problema é que ultimamente eles só têm flexionado pra cima.

A expectativa agora é de que a SELIC feche o ano em 8,25% e não em 8,5%. Isso impacta 2013 e também 2014, ano de eleição (não custa lembrar). E está aí o maior perigo. Tivesse o COPOM ousado um pouco mais, a trajetória poderia ser de queda das expectativas de inflação. Agora, elas ficaram estáveis em um nível ruim, 5,7%. Qualquer pressionada do lado da demanda, e se vai o teto da meta.

Na próxima reunião, o COPOM precisa indicar ao mercado que está preocupado com a meta (o centro dela) e não com o teto. Se o COMPOM estava esperando o resultado de abril e maio para decidir a magnitude da elevação dos juros, esperou demais.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

COPOM Rachado


Ainda sobre a votação dos juros, escrevi um artigo especial para a Folha de São Paulo.

Confiram direto da fonte clicando AQUI.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Yay! Nós temos BC!


O Banco Central mostrou ontem que ainda funciona. Parece que os diretores acordaram e perceberam que o problema não é só o tomate e sim a grande difusão do aumento de preços (tal como já havia sido alertado pelo Alexandre Schwartsman durante o III ENBECO). Mas, nem tudo são flores. O mercado esperava um aumento de 0.5 p.p. e nem todos os diretores concordaram.

Essa divulgação dos nomes dos diretores me parece muito interessante. Na última reunião que decretou a queda de juros, em outubro, também não houve unanimidade. Fico imaginando se a divulgação dessa informação alterou de alguma forma a decisão dos diretores. Tem toda a cara de paper essa série de dados.


Alguns diretores que votaram contra dessa vez, haviam votado à favor da última vez, em outubro, mostrando uma certa divisão no BC.

Votaram pela queda da última vez e contra a atual subida: Aldo Luiz Mendes e Luiz Awazu Pereira da Silva

Votaram contra a queda da última vez e a favor da atual subida: Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton e Sidnei Corrêa Marques.

Voltaram pela queda da última vez, mas a favor da subida atual: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Altamir Lopes e Luiz Edson Feltrim.

Interessante ver que o Tombini mudou de lado na discussão. Vamos aguardar os próximos passos do BC.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Fotos do III ENBECO


O III ENBECO aconteceu na última sexta-feira no auditório da Fucape, em Vitória-ES. O evento foi organizado pela Fucape e pelo CORECON-ES e contou com o apoio financeiro do IBMEC-BH, Instituto Millenium, Ideale Incorporadora, Garoto, Composição Comunicação Visual e Grafitusa.

O encontro teve três painéis temáticos. No primeiro deles, Fernando Meneguin (Brasil, Economia e Governo), Cláudio D. Shikida (De Gustibus Non Est Disputandum e Blog do Nepom) e Carlos Cinelli (Análise Real) discutiram a Economia Aplicada na Blogosfera. O painel ainda contou com um vídeo do Luciano Sobral (Drunkeynesian), que não pode estar presente.

Fernando Meneguin


Carlos Cinelli

No segundo painel, eu, Vinicius Paiva (Teoria dos Jogos) e Pedro Américo (Prosa econômica) debateram sobre Economia, Cerveja e Futebol.

Vinicius Paiva

Cristiano M. Costa

No último painel da tarde, Alexandre Schwartsman (A Mão Visível), Mansueto Almeida (Blog do Mansueto Almeida), Vitor Wilher (Macroeconomia: teoria e prática) e João Marcus Nunes (Historinhas) tentaram responder a seguinte pergunta: Para Onde vai a Política Econômica?

Alexandre Schwartsman

Mansueto Almeida
João Marcus Nunes

O evento teve a ausência de Leo Monasterio (Blog do Leo Monasterio), que infelizmente não pode comparecer. Mas, certamente estará presente na próxima edição. 

Deixo aqui o meu especial agradecimento a todos os nossos patrocinadores, ao Cláudio Shikida e ao Felipe Salto (Blog do Salto) pelas contribuições na organização e pela importante ajuda no financiamento do evento. Agradeço também o presidente do Corecon-ES, José Antônio e a Josi, também do Corecon-ES, e especialmente à Laisa e a Rafaella, funcionárias da Fucape, que me ajudaram muito na organização e sem as quais este evento não teria acontecido.

Ao final todos receberam chocolates Garoto

Fernando e Alex também levaram chocolates Garoto.

PS: Ficou faltando uma foto do Pedro, uma do Shikida e uma do Vitor. Assim que eu receber eu volto aqui e edito esse post.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

III Encontro Nacional dos Blogueiros de Economia


Pessoal, continuam abertas as inscrições para o III Encontro Nacional dos Blogueiros de Economia. Gostaria de lembrar que a inscrição é grátis e as vagas são limitadas! Seguem abaixo mais detalhes sobre o evento:

Data: 12 de abril de 2013 (sexta-feira)
Local: Auditório da FUCAPE (Av. Fernando Ferrari, 1358. Vitória-ES).
Horário: Das 13:00 à 18:30
Inscrições aqui: http://www.surveymonkey.com/s/enbeco



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Mantegada Semanal #41


Vamos analisar a reportagem do G1:

Mantega comemorou o fato de a inflação em março ter sido menor do que a registrada em fevereiro e janeiro. De acordo com ele, o Brasil tem hoje “uma trajetória de redução da inflação.” O ministro disse, porém, que o governo está “atento” ao aumento de preços.

“Nós estamos atentos à inflação porque ela é prejudicial a toda a economia brasileira. Prejudicial aos trabalhadores, que pagam produtos mais caros, aos empresários, que têm dificuldade de calcular custos e viabilizar os seus projetos. Mas a boa notícia é que a inflação de março foi menor do que fevereiro e janeiro”, disse


Legal. Mas Ministro, será que não seria melhor comparar o mês de março de 2013 com março de 2012? Será que não tem risco de ter uma certa sazonalidade? Será? Sempre fico com essa dúvida. E essa trajetória de redução da inflação, hein? Esse gráfico aí de baixo me deixa confuso...


segunda-feira, 8 de abril de 2013

A Eficiência Brasileira no X-Games


Vem aí o X-Games de Foz do Iguaçu. Mas a organização dos jogos parece estar com a grana contada e está pedindo pra muitos assistentes reduzirem gastos, e dando outras dicas nessa primeira vinda ao Brasil.

Um memorando do pessoal da ESPN vazou com algumas recomendações e entre elas estavam as seguintes (AQUI):

Don’t make fun of the people here or the way they do things. You might find things you see here backward, ludicrous, even stupid. Hold your laughter till you get back home. We need these people to put the event on so don’t insult them.


Many people in Brazil do not operate at the same pace as most of us do. This is a big weakness of mine. I am used to getting things done NOW and that concept virtually does not exist here. Getting service at the hotel could be slow. Getting a cab could take time. You could be told, “yeah, a guy will come chain your tripod down in the next half hour,” then say it again in a half hour, and again a half hour after that, and then maybe 4 hours later it could actually happen. This is the kind of reality you must handle without losing it.

Imagina na Copa!

sábado, 6 de abril de 2013

Tomates Me Mordam!


O preço do tomate disparaou nas últimas semanas. O kilograma em geral é comercializado por volta de R$ 3,00 (entre 2011 e 2012). Mas, do final do ano passado pra cá o preço do tomate começou a subir. A explicação é simples, a oferta despencou. Não houve nenhuma disparada de demanda.

Acho que o melhor resumo da situação foi feita pelo pessoal do G1 (aqui).

Aqui em Vitória, a Fucape pesquisa preços de alimentos desde Maio de 2011 e o resultado é parecido (veja a figura abaixo) com o do resto do Brasil.  Entre o preço de março, R$ 5,42, e o menor de todos da série, a diferença é de 291%.

Clique para ampliar.

O problema é que essas últimas 2 semanas, depois que a pesquisa de preços já havia encerrado para Março, os preços voltaram a subir e já estão por volta de R$ 9,00 em alguns supermercados de Vitória.

Não se sabe quando vai voltar a cair. O que se sabe é que vai dar uma complicada nas teses daqueles que esperavam um arrefecimento rápido dos preços dos alimentos. Enfim, vai dar uma bagunçada no IPCA de abril (e já deu no de março).

Como eu costumo dizer, na prática a teoria é outra!

OBS: Contribuiu Pricila Matias.